{"id":2462,"date":"2009-02-27T16:59:00","date_gmt":"2009-02-27T19:59:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2009\/02\/27\/adocao-da-reforma-ortografica-em-portugal-continua-indefinida\/"},"modified":"2009-02-27T16:59:00","modified_gmt":"2009-02-27T19:59:00","slug":"adocao-da-reforma-ortografica-em-portugal-continua-indefinida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/adocao-da-reforma-ortografica-em-portugal-continua-indefinida\/","title":{"rendered":"Ado\u00e7\u00e3o da reforma ortogr\u00e1fica em Portugal continua indefinida"},"content":{"rendered":"<p>Enquanto o Brasil avan\u00e7a na ado\u00e7\u00e3o das novas regras da escrita, Portugal ainda n\u00e3o conseguiu definir um cronograma para a aplica\u00e7\u00e3o do <a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha\/especial\/2008\/reformaortografica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">acordo ortogr\u00e1fico<\/a> no pa\u00eds. Existe apenas a promessa de que o per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o comece ainda no primeiro semestre deste ano.<br \/> \u00a0<br \/> Isso significa que os editores portugueses n\u00e3o sabem quando devem ter seus livros escritos de forma diferente da atual e n\u00e3o existe indica\u00e7\u00e3o de quando os estudantes v\u00e3o come\u00e7ar a aprender a escrever de acordo com as novas regras.<br \/> \u00a0<br \/> Segundo Rui Nunes, assessor de imprensa do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, ainda n\u00e3o foi tomada nenhuma medida para o ensino das novas regras ortogr\u00e1ficas. Ele afirma que dever\u00e1 ser feita a forma\u00e7\u00e3o dos professores para se adaptarem \u00e0s mudan\u00e7as, mas n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o de quando isso vai ocorrer.<br \/> \u00a0<br \/> No Minist\u00e9rio da Cultura, as preocupa\u00e7\u00f5es s\u00e3o de natureza pol\u00edtica. O governo quer que Portugal publique as normas do acordo em di\u00e1rio oficial junto com S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe e Cabo Verde e que se forme a prometida comiss\u00e3o que vai elaborar o vocabul\u00e1rio ortogr\u00e1fico comum.<br \/> \u00a0<br \/><B> \u201cBrasil foi precipitado\u2019 \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/B> A necessidade da exist\u00eancia de uma comiss\u00e3o respons\u00e1vel por elaborar um vocabul\u00e1rio ortogr\u00e1fico comum &#8211;que normatize as mudan\u00e7as previstas no acordo&#8211; foi acertada entre os pa\u00edses de l\u00edngua portuguesa, mas n\u00e3o foi levada adiante. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O Brasil, que saiu na frente na ado\u00e7\u00e3o do acordo, decidiu produzir um vocabul\u00e1rio ortogr\u00e1fico pr\u00f3prio, que est\u00e1 sendo feito pelo gram\u00e1tico Evanildo Bechara, da Academia Brasileira de Letras. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Para Jos\u00e9 M\u00e1rio Costa, coordenador do Ciberd\u00favidas &#8211;um site na internet que h\u00e1 12 anos responde d\u00favidas de portugu\u00eas&#8211; o Brasil foi precipitado ao adotar a norma sem esperar pelos portugueses e sem criar estruturas comuns para resolver os casos deixados em aberto. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201c\u00c9 natural que o Brasil esteja mais avan\u00e7ado nesta quest\u00e3o, porque tem mais dinamismo e interesse pela l\u00edngua. Mas o acordo n\u00e3o especifica uma s\u00e9rie de grafias. Falta um vocabul\u00e1rio comum da l\u00edngua portuguesa, em cruzamento com o que se fala e se escreve hoje nos pa\u00edses africanos\u201c, diz Costa. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Segundo ele, al\u00e9m dos termos n\u00e3o explicitados detalhadamente no acordo (como no caso dos h\u00edfens) uma \u00e1rea que pode gerar diverg\u00eancias e duplas grafias \u00e9 a dos termos cient\u00edficos e m\u00e9dicos. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cAcredito que a Comunidade dos Pa\u00edses de L\u00edngua Portuguesa deveria coordenar esse esfor\u00e7o, como \u00e9 feito com o espanhol, com a participa\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s do Funde\u00f3n. Isso para n\u00e3o termos casos como o de paral\u00edmpico e para-ol\u00edmpico\u201c. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Para o linguista Jo\u00e3o Malaca Casteleiro &#8211;que negociou o acordo por parte de Portugal&#8211; j\u00e1 que o prop\u00f3sito \u00e9 unificar a ortografia, o ideal seria que todos os pa\u00edses tivessem implementado as mudan\u00e7as simultaneamente. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cCreio que do ponto de vista da pol\u00edtica da l\u00edngua, \u00e9 uma pena que n\u00e3o entre em vigor nos v\u00e1rios pa\u00edses ao mesmo tempo. A Comunidade dos Pa\u00edses de L\u00edngua Portuguesa elegeu como central a pol\u00edtica da l\u00edngua. Como se pode promover a l\u00edngua portuguesa sem resolver esse problema (da diverg\u00eancia ortogr\u00e1fica), que est\u00e1 pendente h\u00e1 um s\u00e9culo?\u201c \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Impulsionador do movimento contra o acordo ortogr\u00e1fico, o deputado do Parlamento europeu Vasco Gra\u00e7a Moura acredita que o Brasil est\u00e1 aplicando primeiro o acordo porque para os brasileiros \u00e9 mais f\u00e1cil. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cO acordo para o Brasil n\u00e3o implica grandes altera\u00e7\u00f5es e tamb\u00e9m n\u00e3o ter\u00e1 grandes problemas\u201c, argumenta. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> Livros e jornais \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/B> O presidente da Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Editores e Livreiros, Rui Beja, tem uma posi\u00e7\u00e3o de cautela em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cTemos que aguardar para ver o que ser\u00e1 feito. Na \u00c1frica, os grandes pa\u00edses de l\u00edngua portuguesa (Angola e Mo\u00e7ambique) n\u00e3o ratificaram o acordo e eles seguem a norma do portugu\u00eas europeu\u201c. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Os editores portugueses esperam que haja um apoio governamental para a adapta\u00e7\u00e3o dos livros para as novas regras ortogr\u00e1ficas. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> At\u00e9 agora, tr\u00eas jornais portugueses adotaram o acordo. O mais importante deles \u00e9 o di\u00e1rio esportivo Record, o terceiro maior jornal do pa\u00eds com 75 mil exemplares vendidos diariamente. Segundo o diretor adjunto Ant\u00f3nio Magalh\u00e3es, n\u00e3o tem havido problemas. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cEstamos utilizando as novas normas desde o come\u00e7o do ano e at\u00e9 agora n\u00e3o tivemos nenhuma queixa de leitores por aplicarmos o acordo. Estamos aplicando o acordo de forma gradual, procuramos evitar nas manchetes palavras que possam causar estranheza ao leitor como espetacular sem c ou \u00f3timo sem p\u201c, conta Magalh\u00e3es. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Ele considera que a falta dessas letras faz com que os t\u00edtulos fiquem mais feios. \u201cA falta do c em espetacular ou do p em exce\u00e7\u00e3o retira qualidade est\u00e9tica \u00e0s palavras\u201c. No entanto, ele relata que mesmo o colunista Artur Agostinho, de 88 anos, adaptou-se \u00e0 nova forma de escrever. \u00a0<br \/> \u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enquanto o Brasil avan\u00e7a na ado\u00e7\u00e3o das novas regras da escrita, Portugal ainda n\u00e3o conseguiu definir um cronograma para a aplica\u00e7\u00e3o do acordo ortogr\u00e1fico no pa\u00eds. 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