{"id":2446,"date":"2009-03-16T14:56:00","date_gmt":"2009-03-16T17:56:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2009\/03\/16\/103-milhoes-de-livros-didaticos\/"},"modified":"2009-03-16T14:56:00","modified_gmt":"2009-03-16T17:56:00","slug":"103-milhoes-de-livros-didaticos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/103-milhoes-de-livros-didaticos\/","title":{"rendered":"103 milh\u00f5es de livros did\u00e1ticos"},"content":{"rendered":"<p>Terminou, com o in\u00edcio das aulas, uma megaopera\u00e7\u00e3o coordenada pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) para entregar 103 milh\u00f5es de livros did\u00e1ticos nas 140.000 escolas p\u00fablicas brasileiras. A distribui\u00e7\u00e3o dessa enorme quantidade de livros, que empilhados teriam a altura de 200 montes Everest, consumiu cinco meses e incluiu milhares de viagens de carreta, barco e at\u00e9 carro\u00e7a. Para citar um p\u00e9riplo entre v\u00e1rios, chegar a um munic\u00edpio como Ipixuna, distante 1 380 quil\u00f4metros de Manaus, exigiu, al\u00e9m do transporte inicial de caminh\u00e3o a partir de S\u00e3o Paulo (que concentra a produ\u00e7\u00e3o de livros did\u00e1ticos no pa\u00eds), cruzar o Rio Madeira de barco durante 33 dias e seguir adiante de van por mais quatro. N\u00e3o h\u00e1 no Brasil nenhum programa oficial que envolva uma distribui\u00e7\u00e3o t\u00e3o extensa nem demande log\u00edstica t\u00e3o complexa. A segunda maior opera\u00e7\u00e3o do g\u00eanero \u00e9 a entrega de vacinas pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, que perde em dimens\u00e3o (na \u00faltima campanha contra a rub\u00e9ola, foram 84 milh\u00f5es de doses) e na variedade da carga \u2013 uma \u00fanica vacina, contra 2 322 t\u00edtulos. O que complica mais ainda a log\u00edstica dos livros \u00e9 o fato de cada escola receber uma encomenda diferente. S\u00e3o 140 000 tipos de pacote, entregues um a um. O \u00fanico programa de distribui\u00e7\u00e3o de livros did\u00e1ticos que supera a dimens\u00e3o do brasileiro \u00e9 o chin\u00eas \u2013 mas h\u00e1 uma diferen\u00e7a relevante em favor do Brasil: \u201cOs professores t\u00eam a liberdade de escolher os livros que v\u00e3o adotar\u201c, resume N\u00e9lio Bizzo, da Universidade de S\u00e3o Paulo. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> N\u00e3o foi f\u00e1cil encontrar uma f\u00f3rmula para fazer os volumes certos chegarem ao destino planejado sem atraso. At\u00e9 h\u00e1 pouco, persistia uma situa\u00e7\u00e3o absurda: s\u00f3 25% dos estudantes tinham os livros no primeiro dia de aula. Alguns recebiam o material apenas em setembro. Os atrasos se deviam \u00e0 falta de um controle centralizado da opera\u00e7\u00e3o \u2013 hoje sob o comando dos Correios, mas antes pulverizada por dezenas de empresas contratadas pelo governo. Esse modelo resultava em erros danosos. Pedidos de algumas escolas n\u00e3o chegavam e ningu\u00e9m se dava conta disso. Livros eram enviados ao endere\u00e7o incorreto. Muitos tamb\u00e9m se rasgavam ou molhavam no caminho. Foi um duro aprendizado at\u00e9 descobrir o melhor jeito de embalar os volumes e acomod\u00e1-los nos caminh\u00f5es, sem deixar brechas entre os pacotes para evitar os danos com o sacolejo da viagem. Atualmente, a distribui\u00e7\u00e3o \u00e9 planejada e acompanhada por um sistema que simula todas as etapas da opera\u00e7\u00e3o. Com base nos c\u00e1lculos, determinam-se o melhor trajeto para os caminh\u00f5es, a quantidade ideal de caixas a ser colocada em cada um e o ritmo de produ\u00e7\u00e3o dos livros pelas editoras. Eles s\u00e3o impressos aos poucos, para evitar o armazenamento, o que sairia caro. A presteza na entrega rendeu aos Correios um pr\u00eamio no World Mail Awards, esp\u00e9cie de Oscar internacional da log\u00edstica. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cO caso desperta mais curiosidade por se passar no Brasil, onde a log\u00edstica \u00e9 sabidamente penosa\u201c, diz o consultor Leonardo Lincoln, do Instituto de Log\u00edstica e Supply Chain. Pesam contra o transporte de cargas no pa\u00eds as longas dist\u00e2ncias e a falta de infraestrutura. No Brasil, 65% das cargas seguem por rodovia (uma op\u00e7\u00e3o cara) e apenas 20% por trem (uma op\u00e7\u00e3o bem mais econ\u00f4mica). Em pa\u00edses desenvolvidos, as propor\u00e7\u00f5es s\u00e3o inversas. O p\u00e9ssimo estado de conserva\u00e7\u00e3o das estradas aumenta ainda mais os custos e torna qualquer opera\u00e7\u00e3o mais lenta e dif\u00edcil. Por tudo isso, os brasileiros gastam proporcionalmente mais com log\u00edstica: o valor equivale a 13% do PIB. \u00c9 quase o dobro do gasto dos americanos.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> H\u00e1 cerca de cinquenta grandes empresas especializadas em transporte e armazenamento de cargas no mundo, como as americanas UPS e FedEx, ambas com opera\u00e7\u00f5es no Brasil. Embora tenham um alto padr\u00e3o de excel\u00eancia, elas n\u00e3o contam com um fator decisivo para garantir a efic\u00e1cia da distribui\u00e7\u00e3o dos livros did\u00e1ticos no pa\u00eds: a presen\u00e7a nos 5 564 munic\u00edpios, como \u00e9 o caso dos Correios. Nem se interessam por isso. Diz Carlos Ienne, diretor de opera\u00e7\u00f5es da FedEx na Am\u00e9rica Latina: \u201cPara entregar esses livros, \u00e9 fundamental ter uma capilaridade que, definitivamente, n\u00e3o est\u00e1 em nossos planos. O foco da FedEx s\u00e3o as 2 800 cidades brasileiras que concentram 90% do PIB\u201c. Montar uma estrutura em quase o dobro dos munic\u00edpios n\u00e3o compensaria o neg\u00f3cio, avalia o diretor da FedEx. \u00c9 o que explica tamb\u00e9m o fato de nenhuma empresa ter aparecido nas quatro licita\u00e7\u00f5es que o governo tentou abrir, depois de os Correios assumirem a opera\u00e7\u00e3o. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Al\u00e9m da log\u00edstica, outro aspecto que merece aten\u00e7\u00e3o no programa brasileiro diz respeito ao sistema de escolha dos livros, que preserva o direito do professor de optar pelos t\u00edtulos que julgar melhores. Algo que mais pa\u00edses, como Canad\u00e1 e Inglaterra, tamb\u00e9m fazem. O princ\u00edpio \u00e9 bom. S\u00f3 o professor, afinal, conhece t\u00e3o bem a realidade de seus alunos. O Brasil foi o \u00fanico, no entanto, a implantar uma avalia\u00e7\u00e3o dos livros enviados pelas editoras. Todos s\u00e3o submetidos a uma an\u00e1lise t\u00e9cnica, em que se observam detalhes de impress\u00e3o, e a uma aprecia\u00e7\u00e3o do conte\u00fado, na qual se verificam erros conceituais e a coer\u00eancia com as exig\u00eancias curriculares do MEC. Cerca de 70% dos livros s\u00e3o aprovados e ingressam na lista apresentada aos professores. N\u00e3o se trata de um sistema infal\u00edvel. Mesmo com essa peneira, passam erros. Acontece, al\u00e9m disso, que livros de padr\u00e3o mediano sejam escolhidos em detrimento de excelentes cole\u00e7\u00f5es. \u201cAinda que produza distor\u00e7\u00f5es, o sistema que permite ao professor definir o material de suas pr\u00f3prias aulas ainda \u00e9 o mais democr\u00e1tico\u201c, pondera o especialista Claudio de Moura Castro.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A compra de milh\u00f5es de exemplares permite ao MEC negociar bons pre\u00e7os com as editoras. Atualmente, 36 editoras vendem livros did\u00e1ticos ao governo, entre elas \u00c1tica e Scipione, do Grupo Abril, que edita VEJA. O mesmo livro vendido nas livrarias por cerca de 70 reais sai para o MEC por 5 reais. As margens de lucro das editoras giram em torno de 5%, quase a metade do que rendem as vendas para as livrarias. O neg\u00f3cio com o governo compensa pela escala e ainda por uma segunda vantagem: os livros jamais s\u00e3o devolvidos, ao contr\u00e1rio do que ocorre com as livrarias, que recebem os t\u00edtulos sob regime de consigna\u00e7\u00e3o. Se eles encalham nas prateleiras, cabe \u00e0 editora retir\u00e1-los da loja e armazen\u00e1-los num galp\u00e3o at\u00e9 um novo ano letivo come\u00e7ar. Custa dinheiro. Tudo isso ajuda a entender por que 56% do faturamento das editoras de livros did\u00e1ticos, em m\u00e9dia, vem das vendas ao governo \u2013 ainda que o pre\u00e7o cobrado pelos livros seja t\u00e3o mais baixo. Para os autores, esse \u00e9 tamb\u00e9m um bom fil\u00e3o. Um t\u00edtulo de sucesso no mercado de livros did\u00e1ticos vende algo como 2 milh\u00f5es de exemplares num ano \u2013 muito mais do que qualquer best-seller.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Na maioria dos pa\u00edses, o governo tem programas de distribui\u00e7\u00e3o de livros did\u00e1ticos em escolas p\u00fablicas. \u00c9 assim nos Estados Unidos e em grande parte da Europa. No Brasil, eles j\u00e1 acontecem desde os anos 30, mas at\u00e9 1995 a entrega era limitada a poucas s\u00e9ries e n\u00e3o tinha regularidade. Durante o governo Collor, parte do programa chegou a ser suspensa. Hoje, atende todos os 35 milh\u00f5es de estudantes de escolas p\u00fablicas, do 1o ano do ensino fundamental ao \u00faltimo do n\u00edvel m\u00e9dio. Custa ao governo 842 milh\u00f5es de reais, algo como 2% do or\u00e7amento do MEC. Os especialistas concordam que se trata de uma boa aplica\u00e7\u00e3o do dinheiro para a educa\u00e7\u00e3o. O livro did\u00e1tico \u00e9 uma ferramenta fundamental, especialmente num pa\u00eds pobre como o Brasil. Para os professores, que raramente t\u00eam um curr\u00edculo em que se espelhar, fornece uma esp\u00e9cie de roteiro para as aulas. No caso dos alunos, al\u00e9m de material de apoio para os estudos, esses livros s\u00e3o, muitas vezes, os \u00fanicos da casa. Quem acompanha o programa relata que at\u00e9 os pais os utilizam como fonte de pesquisa \u2013 como ocorre com a dona-de-casa Leda de Ara\u00fajo, 51 anos e um filho matriculado numa escola estadual de Manaus. L\u00e1, a remessa de livros did\u00e1ticos do MEC chegou h\u00e1 tr\u00eas meses. \u201cDou muito valor a esses livros e ensino o mesmo \u00e0s crian\u00e7as.\u201c \u00a0<br \/> \u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Terminou, com o in\u00edcio das aulas, uma megaopera\u00e7\u00e3o coordenada pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) para entregar 103 milh\u00f5es de livros did\u00e1ticos nas 140.000 escolas p\u00fablicas brasileiras. 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