{"id":243,"date":"2003-04-14T15:52:00","date_gmt":"2003-04-14T18:52:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2003\/04\/14\/altos-e-baixos-ditam-o-mercado-editorial\/"},"modified":"2003-04-14T15:52:00","modified_gmt":"2003-04-14T18:52:00","slug":"altos-e-baixos-ditam-o-mercado-editorial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/altos-e-baixos-ditam-o-mercado-editorial\/","title":{"rendered":"Altos e baixos ditam o mercado editorial"},"content":{"rendered":"<p>Por que se l\u00ea pouco no Brasil? Responde-se: em parte, pela inefici\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas que sejam capazes de quebrar a estrutura secular de distanciamento do brasileiro pelo livro. Pesquisa realizada pela C\u00e2mara Brasileira do Livro (CBL) em conjunto com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), mostra que, nos \u00faltimos 10 anos, o mercado editorial vem patinando, convivendo com altos e baixos tanto com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vendas quanto produ\u00e7\u00e3o, sem crescimento s\u00f3lido. A pesquisa abrange o per\u00edodo de 1990 a 2001. Os resultados de 2002 saem em mar\u00e7o. Para se ter uma id\u00e9ia, o mercado produziu, h\u00e1 13 anos, 22.479 novos t\u00edtulos e teve tiragem total de 239 milh\u00f5es de exemplares. Desse estoque vendeu 212 milh\u00f5es e faturou R$ 901 milh\u00f5es. J\u00e1 em 2001, foram 40,9 mil t\u00edtulos produzidos, para 331 milh\u00f5es de exemplares, que faturaram R$ 2,2 bilh\u00f5es. Os n\u00fameros impressionam pela diferen\u00e7a. Mas o distanciamento n\u00e3o ilustra a realidade. Por exemplo, em 1998, o Pa\u00eds vendeu 410,3 milh\u00f5es de livros, faturando mais de R$ 2 bilh\u00f5es. J\u00e1 no ano seguinte, as vendas ca\u00edram para 289,6 milh\u00f5es de exemplares. A queda brusca de vendas n\u00e3o foi t\u00e3o pessimista no faturamento: R$ 1,9 bilh\u00f5es. Tomando outro dado, em 2000, o mercado produziu 45,1 mil livros novos &#8211; e esse nem foi o melhor ano: 1997 teve 51,4 mil &#8211; mas a tend\u00eancia n\u00e3o se repetiu em 2001. Nesse ano, registrou-se 40,9 mil t\u00edtulos novos chegando \u00e0s prateleiras.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00c9 certo imaginar que se, nestes \u00faltimos anos, o interesse dos brasileiros pelo livro viesse sendo estimulado com efic\u00e1cia, haveria uma homogeneidade na linha de crescimento em todos os levantamentos. \u201cA quest\u00e3o da leitura passa pelo aspecto econ\u00f4mico e cultural, e isso n\u00e3o vem de hoje, e n\u00e3o ser\u00e1 resolvido amanh\u00e3. \u00c9 um trabalho para futuras gera\u00e7\u00f5es, mas deve come\u00e7ar j\u00e1. N\u00f3s n\u00e3o veremos o resultado das campanhas\u201c, diz Marino Lobelo, vice-presidente da CBL. Existe um circulo vicioso encravado na estrutura editorial no Brasil que impede o livro de chegar \u00e0s camadas populares. Veja: o livro interessa a uma pequena faixa da popula\u00e7\u00e3o, da\u00ed as tiragens s\u00e3o baixas, ent\u00e3o o custo unit\u00e1rio \u00e9 alto, vende-se pouco, e as tiragens mant\u00e9m-se baixas; da\u00ed a produ\u00e7\u00e3o se elitiza, ent\u00e3o pouca gente continua lendo. E as livrarias n\u00e3o atendem \u00e0 demanda do tamanho do Brasil, a distribui\u00e7\u00e3o torna-se onerosa, o que ajuda a encarecer o pre\u00e7o do livro. Para ele, \u00e9 preciso focar os esfor\u00e7os n\u00e3o nos que j\u00e1 l\u00eaem, mas nos que t\u00eam avers\u00e3o ao livro, n\u00e3o por pr\u00f3pria culpa: a popula\u00e7\u00e3o pobre. \u201cMas para isso, \u00e9 preciso entender melhor este grupo s\u00f3cio-econ\u00f4mico\u201c, lembra. \u201cS\u00f3 17% da popula\u00e7\u00e3o brasileira l\u00ea. E n\u00e3o \u00e9 sobre estes 17% que se deve trabalhar. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> N\u00e3o \u00e9 este o perfil que revolucionar\u00e1 o mercado\u201c, destaca Wander Soares, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Editores de Livros (Abrelivros) e diretor da Editora Saraiva. Mas Soares tem esperan\u00e7a no que vir\u00e1 no futuro. \u201cO que n\u00e3o \u00e9 bom \u00e9 o presente\u201c, brinca. \u201cA falta de h\u00e1bito de leitura no Brasil tem v\u00e1rias explica\u00e7\u00f5es. Nossa forte tradi\u00e7\u00e3o oral, a influ\u00eancia quanto a forma\u00e7\u00e3o cultural de povos n\u00e3o letrados, como os africanos e ind\u00edgenas. S\u00e3o poucas as pessoas que elegem o livro como forma de prazer. A juventude de hoje j\u00e1 l\u00ea mais, s\u00f3 que ainda \u00e9 a elite, e do ponto de vista de uma pol\u00edtica de alcance mais amplo, n\u00e3o \u00e9 por l\u00e1 que se deve iniciar o trabalho\u201c. E continua: \u201cO \u00edndice entre o n\u00famero de livros per capita no Brasil \u00e9 rid\u00edculo. Se tirar os did\u00e1ticos ent\u00e3o, pior ainda. E n\u00e3o digo nem para compararmos com a Noruega, onde o \u00edndice de leitura \u00e9 de 16 livros por ano. Cuba, por exemplo, l\u00ea nove. O brasileiro tem a m\u00e9dia de dois livros lidos por ano\u201c, diz. \u201cO livro tem que ser visto como uma op\u00e7\u00e3o de lazer. E \u00e9 assim em todos os pa\u00edses onde se l\u00ea com mais freq\u00fc\u00eancia\u201c, completa Lobelo, da C\u00e2mara Brasileira do Livro.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/>  <b>Rio-pretense \u00e9 fascinado por leitura\u00a0<\/b><br \/> \u00a0<br \/> O perfil do rio-pretense Rog\u00e9rio Menezes de Moraes, 25 anos, destoa da grande massa daqueles brasileiros que fogem do livro como o diabo da cruz. L\u00ea de dois a tr\u00eas livros por semana. Desempregado, tem ainda mais tempo, e \u00e0s vezes se empenha em ampliar esta m\u00e9dia. Graduado em Letras, n\u00e3o se considera obsessivo. \u201c\u00c9 o prazer de ler que me faz varar as madrugadas. N\u00e3o me sinto pressionado a isso\u201c. E pensar que at\u00e9 1998 n\u00e3o tinha interesse algum pelo livro. A paix\u00e3o pelo cinema foi que o fez descobrir a literatura. \u201cComecei a ler livros adaptados para o cinema, para entender melhor de roteiro, e li tanto que naturalmente a coisa foi extravasando a outras leituras, at\u00e9 chegar ao ponto de virar um h\u00e1bito\u201c, diz. \u201cA leitura torna tudo mais f\u00e1cil\u201c. Moraes ia com mais freq\u00fc\u00eancia a Biblioteca Municipal, mas a falta de atualiza\u00e7\u00e3o o fez perder o interesse.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cO livro o transporta para um mundo totalmente diferente. Voc\u00ea se entusiasma, se envolve com o sentimento do pr\u00f3prio autor\u201c, diz Edivaldo Jacomelli, presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Escritores de Rio Preto, que se n\u00e3o fosse a \u201cdona\u201c Leila Ramadan, sua professora de portugu\u00eas, n\u00e3o teria despertado o gosto pela leitura, quando contava 16 anos. \u201cAs palavras nos ajuda descobrir coisas novas de n\u00f3s mesmos, e conseguimos enxergar o mundo e o comportamento humano por novos primas\u201c afirma Jacomelli. (IG)\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<b>Livro tem de virar moda\u00a0<\/b><br \/> \u00a0<br \/> \u201cO livro precisa virar um assunto\u201c. Essa \u00e9 a id\u00e9ia de Marino Lobelo, vice-presidente da C\u00e2mara Brasileira do Livro (CBL). A sugest\u00e3o \u00e9 compartilhada pelo diretor da Editora Saraiva e presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Editores de Livros (Abrelivros), Wander Soares. \u201c\u00c9 preciso colocar o livro na m\u00eddia, nos meios de comunica\u00e7\u00e3o de massa, porque o exemplo \u00e9 muito importante para atingir as camadas populares\u201c. Ele cita como exemplo o que ocorreu nos Estados Unidos, quando a apresentadora Oprah Winfrey, esp\u00e9cie de Hebe Camargo americana, disse em seu programa que havia lido um determinado livro no \u00faltimo final de semana. No dia seguinte, a edi\u00e7\u00e3o esgotou nas livrarias. A partir disso, ela criou o Clube do Livro da Oprah. Todo m\u00eas ela l\u00ea um livro e faz coment\u00e1rios a seu respeito, e a camada popular vai na dela. \u201cN\u00e3o \u00e9 t\u00e3o complicado resolver a quest\u00e3o da falta de leitura\u201c.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Ambos lembram que a cria\u00e7\u00e3o do paradigma das listas dos mais vendidos, divulgados por ve\u00edculos impressos de comunica\u00e7\u00e3o e usados pelos livreiros, que penduram tais listas na porta de suas livrarias visando impulsionar as vendas, vem desempenhando um papel importante, mas ainda n\u00e3o suficiente. \u201cO livro precisa estar na boca do povo, n\u00e3o s\u00f3 nas p\u00e1ginas de revistas\u201c, diz Lobelo.\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por que se l\u00ea pouco no Brasil? Responde-se: em parte, pela inefici\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas que sejam capazes de quebrar a estrutura secular de distanciamento do brasileiro pelo livro. 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