{"id":2428,"date":"2008-09-22T17:01:00","date_gmt":"2008-09-22T20:01:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2008\/09\/22\/laboratorio-de-problemas\/"},"modified":"2008-09-22T17:01:00","modified_gmt":"2008-09-22T20:01:00","slug":"laboratorio-de-problemas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/laboratorio-de-problemas\/","title":{"rendered":"Laborat\u00f3rio de problemas"},"content":{"rendered":"<p>O ensino de ci\u00eancias no Brasil vive uma contradi\u00e7\u00e3o. Por um lado, especialistas apontam a necessidade de antecipar a introdu\u00e7\u00e3o das ci\u00eancias naturais, trazendo-as para o primeiro ciclo do ensino fundamental. As crian\u00e7as dessa faixa et\u00e1ria, dizem, devem ter mais contato com as experi\u00eancias cient\u00edficas, desenvolver desde cedo o esp\u00edrito de investiga\u00e7\u00e3o. Por outro lado, o pa\u00eds vive o chamado \u201capag\u00e3o docente\u201c &#8211; um d\u00e9ficit cada vez mais cr\u00edtico na forma\u00e7\u00e3o de professores, liderado exatamente por disciplinas como f\u00edsica e qu\u00edmica. Ou seja: para seguir a tend\u00eancia observada em pa\u00edses desenvolvidos, \u00e9 preciso que injetemos mais ci\u00eancias no curr\u00edculo. Mas n\u00e3o estamos conseguindo formar docentes nem no padr\u00e3o atual, cuja \u00eanfase para o ensino dessas disciplinas est\u00e1 no ensino m\u00e9dio, etapa a que devem chegar apenas 53% dos alunos ingressantes no fundamental em 2005, segundo c\u00e1lculos do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An\u00edsio Teixeira (Inep\/MEC). \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O est\u00edmulo ao ensino de ci\u00eancias nas fases iniciais j\u00e1 \u00e9 uma pol\u00edtica nacional na Fran\u00e7a e objeto de preocupa\u00e7\u00e3o em muitas na\u00e7\u00f5es, informa o f\u00edsico Ernst Hamburger, da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), renomado especialista em divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. S\u00e3o 31 pa\u00edses, por meio de suas Academias de Ci\u00eancias, pensando o tema em conjunto. N\u00e3o se trata de despejar conhecimentos, mas de despertar a habilidade em inquirir, investigar, descobrir. Essa tend\u00eancia significa uma ruptura em rela\u00e7\u00e3o a modelos anteriores, para os quais a crian\u00e7a at\u00e9 10 anos ainda n\u00e3o estaria apta a esse tipo de aprendizado.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> No Brasil, essa experi\u00eancia est\u00e1 sendo desenvolvida em tr\u00eas cidades: S\u00e3o Paulo, S\u00e3o Carlos (o outro centro de exatas da USP) e Rio de Janeiro. No Rio, quem est\u00e1 \u00e0 frente desse projeto da Academia Brasileira de Ci\u00eancias (intitulado ABC na educa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica &#8211; M\u00e3o na massa), \u00e9 a Funda\u00e7\u00e3o Osvaldo Cruz. Em S\u00e3o Paulo, a Esta\u00e7\u00e3o Ci\u00eancia, fundada por Hamburger, e \u00e9 parada obrigat\u00f3ria para qualquer professor de ci\u00eancias. Em S\u00e3o Carlos, \u00e9 capitaneada pela Coordena\u00e7\u00e3o de Divulga\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica e Cultural, ligada ao Instituto de F\u00edsica da USP, outra experi\u00eancia de larga intera\u00e7\u00e3o com a comunidade.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Os talentos existem, constatam os coordenadores do projeto. Danielle Grynszpan, da Fiocruz, relata dois casos envolvendo estudantes que, pelo ensino tradicional, poderiam at\u00e9 ser reprovados. Em Maric\u00e1 (RJ), uma crian\u00e7a parecia dispersa durante as aulas. Olhava o dia todo para um ponto fixo. Os professores, preocupados, passaram a observ\u00e1-la e viram que estava prestando aten\u00e7\u00e3o &#8211; sistematicamente &#8211; num formigueiro. Resultado: o formigueiro virou um tema que passou a interessar a todos no munic\u00edpio fluminense. A ponto de se planejar a constru\u00e7\u00e3o de um enorme e did\u00e1tico formigueiro.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Outro estudante, de Miracema (RJ), impressionou o f\u00edsico franc\u00eas Ives Qu\u00e9r\u00e9, uma das cabe\u00e7as \u00e0 frente da reflex\u00e3o mundial sobre ensino de ci\u00eancias para crian\u00e7as. O menino de 12 anos construiu com uma garrafa t\u00e9rmica uma bexiga natat\u00f3ria, um instrumento para mostrar como o peixe sobe ou desce. \u201cFoi inven\u00e7\u00e3o dele\u201c, enfatiza Danielle. \u201cE, antes disso, era considerado um menino problem\u00e1tico.\u201c \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> A realidade pelo pa\u00eds\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/B> Mas o Brasil vive a dura realidade do \u201capag\u00e3o docente\u201c no ensino &#8211; um apag\u00e3o com forte face cient\u00edfica. A f\u00edsica \u00e9 a disciplina com o maior d\u00e9ficit: foram apenas 18.158 formandos nas licenciaturas da disciplina nos \u00faltimos 25 anos, e apenas 6.196 trabalham como professores. A demanda \u00e9 quase dez vezes maior, de 56 mil. Em 2005, foram 1.809 formandos &#8211; ou 3% da demanda.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A qu\u00edmica tem a segunda situa\u00e7\u00e3o mais \u201cdram\u00e1tica\u201c, nas palavras de Carlos Artexes, coordenador de Ensino M\u00e9dio do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC): 33.361 mil formandos no per\u00edodo, com 8.466 exercendo a doc\u00eancia &#8211; 15% da demanda de 56 mil licenciados. A situa\u00e7\u00e3o da f\u00edsica e da qu\u00edmica \u00e9 t\u00e3o ruim que Artexes classifica a da biologia de \u201cconfort\u00e1vel\u201c &#8211; e olhem que apenas 69% dos professores de biologia completaram a licenciatura.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Nem mesmo um hist\u00f3rico sobre o ensino de ci\u00eancias no pa\u00eds o MEC possui. A forma\u00e7\u00e3o de professores est\u00e1, desde meados de 2007, a cargo da Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior (Capes) &#8211; e esta \u00e9 a principal esperan\u00e7a da pasta em rela\u00e7\u00e3o ao d\u00e9ficit, ao menos para as a\u00e7\u00f5es emergenciais.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Uma a\u00e7\u00e3o do MEC com impacto poss\u00edvel no ensino de ci\u00eancias \u00e9 um conv\u00eanio com os governos estaduais para a constru\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de laborat\u00f3rios. A previs\u00e3o \u00e9 que at\u00e9 novembro todos os Estados o tenham assinado. Mas o conv\u00eanio j\u00e1 assinado com seis Estados est\u00e1 indo \u00e0 frente por fazer parte do programa Brasil Profissionalizado &#8211; e n\u00e3o um programa que leve de alguma forma ci\u00eancia no nome.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> O sonho dos cientistas\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/B> Os dados da \u201ceduca\u00e7\u00e3o real\u201c no pa\u00eds est\u00e3o longe de ser um est\u00edmulo ao adiantamento da faixa et\u00e1ria. V\u00e3o na contram\u00e3o da expectativa de cientistas &#8211; a de que o ensino de ci\u00eancias seja valorizado. Na Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia (SBPC), a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 palavra-chave. A institui\u00e7\u00e3o est\u00e1 preparando um workshop com a comunidade cient\u00edfica para discutir a ci\u00eancia na Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica. De acordo com o presidente da entidade e coordenador do N\u00facleo do Parque Tecnol\u00f3gico de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos (SP), Marco Antonio Raupp, a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 encontrar formas de engajar as universidades na reconstru\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cJ\u00e1 h\u00e1 consenso entre os cientistas de que \u00e9 preciso envolv\u00ea-las no processo de melhoria da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica em todos os n\u00edveis &#8211; especialmente no ensino de ci\u00eancias, que trar\u00e1 alunos mais qualificados para os cursos de gradua\u00e7\u00e3o\u201c, diz o matem\u00e1tico ga\u00facho. \u201cSe conseguirmos fazer esse esfor\u00e7o, o resto vir\u00e1\u201c, completa Raupp. Esse \u201cresto\u201c significa, segundo diversos especialistas, manter a competitividade na produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica de alto n\u00edvel &#8211; fator absolutamente estrat\u00e9gico para o desenvolvimento econ\u00f4mico do pa\u00eds.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Durante a 60\u00aa Reuni\u00e3o Anual da SBPC, a maior reuni\u00e3o de cientistas do continente, a educa\u00e7\u00e3o foi tema de 13 confer\u00eancias e mesas-redondas. O presidente da SBPC considera que a excel\u00eancia da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, segundo ele m\u00e9rito da Capes, pode servir de modelo para a Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cPrecisamos dar oportunidade aos professores e o modelo da Capes poderia ser implantado\u201c, afirma Raupp. \u201cNo caso do ensino de ci\u00eancias, talvez se possa discutir o investimento de recursos do PAC [Plano de Acelera\u00e7\u00e3o do Crescimento] da Ci\u00eancia. Para um pa\u00eds ter uma sociedade moderna e cidad\u00e3os conscientes e respons\u00e1veis, \u00e9 necess\u00e1rio que se fa\u00e7a esse mutir\u00e3o para forma\u00e7\u00e3o de professores &#8211; com participa\u00e7\u00e3o intensa da universidade p\u00fablica.\u201c\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Mas mesmo o consenso apontado por Raupp n\u00e3o \u00e9 absoluto. O coordenador da Olimp\u00edada Brasileira de F\u00edsica em S\u00e3o Paulo, Euclydes Marega Junior, diz que quem tem de se envolver mais com a Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica \u00e9 o professor da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica. \u201cSe ele quiser aprender mais, a\u00ed sim entra a universidade &#8211; formando bons professores\u201c, afirma. \u201c\u00c9 problema do Estado, n\u00e3o da universidade. Agora, se eles quiserem aprender mais, a universidade ter\u00e1 de ensinar. \u00c9 uma invers\u00e3o.\u201c\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Segundo Marega, professor do Instituto de F\u00edsica da USP-S\u00e3o Carlos, programas como o M\u00e3o na massa, coordenado por Ernst Hamburger, podem significar um \u201cesfor\u00e7o em v\u00e3o\u201c, e agradar \u00e0s diretorias de escola por um motivo muito simples. \u201cVai ter menos trabalho para eles\u201c, dispara. \u201cO professor bem formado torna-se refer\u00eancia na escola e prop\u00f5e ele mesmo coisas diferentes. N\u00e3o precisa ser universit\u00e1rio. Cada um tem de fazer bem feita sua fun\u00e7\u00e3o. A universidade deve formar professores. O Estado deve colocar a educa\u00e7\u00e3o como prioridade.\u201c \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> O dia-a-dia\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/B> Em um pa\u00eds onde muitos alunos ainda t\u00eam aulas em pr\u00e9dios (quando estes existem) sem a menor infra-estrutura, falar de laborat\u00f3rios e de forma\u00e7\u00e3o de professores por pesquisadores de ponta pode parecer um luxo &#8211; ou algo fora da realidade. Alheios \u00e0 discuss\u00e3o nacional e internacional sobre o ensino de ci\u00eancias, os professores da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica enfrentam em seu cotidiano dificuldades tamb\u00e9m b\u00e1sicas. \u00a0<br \/> Professor de ci\u00eancias da 4\u00aa \u00e0 8\u00aa s\u00e9rie em Guaianazes, na periferia leste de S\u00e3o Paulo, Alexandre Vicentini conta que sua principal briga na escola sempre foi por um espa\u00e7o f\u00edsico com condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas para que pudesse dar aula. N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio que seja um espa\u00e7o grande. Mas um espa\u00e7o. \u201cMuitas vezes fazemos experimentos e deixamos na sala de professores. No dia seguinte, n\u00e3o est\u00e3o mais l\u00e1\u201c, relata. \u201c\u00c9 preciso destinar um espa\u00e7o exclusivo para a pr\u00e1tica. Mas estou h\u00e1 dez anos na rede municipal e n\u00e3o consigo.\u201c\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Durante uma visita com 82 alunos \u00e0 Esta\u00e7\u00e3o Ci\u00eancia, no bairro da Lapa, na capital paulista, apenas um aluno da 6\u00aa s\u00e9rie conseguiu responder a uma pergunta do monitor sobre terremotos. O pequeno Marcos Albuquerque lembrou que o fen\u00f4meno estava associado ao movimento das placas tect\u00f4nicas. \u201cE isso foi dado em sala de aula\u201c, observa Vicentini. \u201cSem a pr\u00e1tica, fica complicado para eles.\u201c\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Por outro lado, existe uma boa not\u00edcia, como observa um colega de Vicentini, Juliano Fl\u00e1vio Sim\u00f5es, professor de matem\u00e1tica, ci\u00eancias e f\u00edsica em uma escola no Parque Araribu, periferia sul paulistana. Ele tamb\u00e9m reclama do espa\u00e7o f\u00edsico e relata que o laborat\u00f3rio est\u00e1 sempre abarrotado &#8211; inclusive de livros e leite. Ou seja, serve de almoxarifado e dep\u00f3sito. Reivindica mais textos e livros cient\u00edficos, revistas. Fala da dificuldade burocr\u00e1tica de usar aparelhos como o retroprojetor.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Mas algo essencial ao sucesso do ensino de ci\u00eancias se mant\u00e9m. \u201cOs alunos adoram\u201c, diz. \u201cGostam mesmo de aprender, voc\u00ea consegue prender a aten\u00e7\u00e3o deles. Em matem\u00e1tica \u00e9 mais dif\u00edcil, h\u00e1 pessoas que levam traumas para o resto da vida. Voc\u00ea pergunta qual mat\u00e9ria eles mais gostam e eles falam que \u00e9 de ci\u00eancias. Quem j\u00e1 deu as duas aulas sabe a diferen\u00e7a.\u201c \u00c9 um come\u00e7o.\u00a0<br \/>  \u00a0<br \/>  \u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ensino de ci\u00eancias no Brasil vive uma contradi\u00e7\u00e3o. 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