{"id":2419,"date":"2008-09-25T16:39:00","date_gmt":"2008-09-25T19:39:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2008\/09\/25\/845-das-criancas-que-nao-sabem-ler-estao-na-escola\/"},"modified":"2008-09-25T16:39:00","modified_gmt":"2008-09-25T19:39:00","slug":"845-das-criancas-que-nao-sabem-ler-estao-na-escola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/845-das-criancas-que-nao-sabem-ler-estao-na-escola\/","title":{"rendered":"84,5% das crian\u00e7as que n\u00e3o sabem ler est\u00e3o na escola"},"content":{"rendered":"<p>Pelo menos oito entre dez crian\u00e7as que n\u00e3o sabem ler e escrever est\u00e3o na escola, revela a S\u00edntese de Indicadores Sociais do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica), divulgada ontem.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Segundo a pesquisa, 84,5% das crian\u00e7as de 8 a 14 anos que n\u00e3o sabem ler freq\u00fcentam o col\u00e9gio, o equivalente a 1,1 milh\u00e3o de crian\u00e7as. Deste total, 745,9 mil vivem no Nordeste.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Ana L\u00facia Saboia, gerente de Indicadores Sociais do IBGE, afirma que os dados de 2007 exp\u00f5em a fragilidade do ensino fundamental no pa\u00eds, apesar dos ganhos nos \u00faltimos anos em rela\u00e7\u00e3o ao acesso \u00e0 escola.\u00a0<br \/> Na faixa de 7 a 14 anos, onde o ensino est\u00e1 praticamente universalizado (97,6%), o percentual dos que l\u00eaem e escrevem e est\u00e3o na escola chega a 87,2% -o equivalente a 2,1 milh\u00f5es de crian\u00e7as.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Para especialistas, aos 7 anos a crian\u00e7a pode ainda n\u00e3o estar de fato alfabetizada. Os resultados s\u00e3o obtidos em question\u00e1rio respondido pelos respons\u00e1veis pelas crian\u00e7as.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O \u00edndice varia conforme a idade. Aos 7 anos chega a 90,8%; aos 10 vai a 85,6%, aos 12, para 71,4%; e aos 14, 45,8%.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> Aprova\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/B> Claudio Moura e Castro, consultor em educa\u00e7\u00e3o, descarta rela\u00e7\u00e3o do resultado com a aprova\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica e diz que o problema est\u00e1 ligado \u00e0 qualidade do ensino. \u201cA aprova\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica n\u00e3o atrapalha o pobre e pode tirar o medo do aluno de classe m\u00e9dia de levar \u201cbomba\u201c no fim do ano.\u201c\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Para ele, o que falta \u00e9 \u00eanfase dos professores no ensino. \u201cA qualidade da escola \u00e9 assustadora. Falta aos professores aprender a dar aula\u201c, disse.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Segundo Andr\u00e9 L\u00e1zaro, secret\u00e1rio de Educa\u00e7\u00e3o Continuada, Alfabetiza\u00e7\u00e3o e Diversidade do MEC, o resultado precisa ser relativizado e o minist\u00e9rio adota medidas para resolver o problema, como a Provinha Brasil, que ser\u00e1 aplicada no segundo ano de escolariza\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as. \u201cTemos hoje instrumentos de identifica\u00e7\u00e3o desse processo por escola e maneiras de investir na capacita\u00e7\u00e3o dos professores\u201c, disse.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> Fam\u00edlias\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/B> Muitas fam\u00edlias acabam responsabilizando o aluno. Na 4\u00aa s\u00e9rie, sem saber ler e escrever, L\u00eddia Monteiro, 11, diz que \u201ca brincadeira \u00e9 demais\u201c na escola. \u201cEla n\u00e3o presta aten\u00e7\u00e3o na aula. J\u00e1 procurei a escola para ver se algu\u00e9m poderia fazer ela ficar quieta, mas n\u00e3o tem pedagogo nem nada\u201c, diz a dona-de-casa Eliane Alves, 31.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Para Ruben Klein, especialista em avalia\u00e7\u00e3o, o problema \u00e9 o despreparo da escola. \u201cElas simplesmente n\u00e3o sabem o que fazer com as crian\u00e7as. \u00c9 claro que a fam\u00edlia tem de incentivar, mas a escola tem de estar preparada para ensinar e atender as necessidades dos alunos.\u201c\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A dona-de-casa Suzana Juvencio Calado, 33, afirmou que apesar de o filho estudar desde os 4 anos, Luiz Fernando, 9, ainda n\u00e3o aprendeu a ler e escrever. Ele est\u00e1 na 2\u00aa s\u00e9rie. \u201cA professora sempre manda bilhete dizendo que ele n\u00e3o consegue aprender. Mas acho que \u00e9 tanta crian\u00e7a que se a professora ficar em cima de um n\u00e3o d\u00e1 conta do resto\u201c, disse.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A pesquisa mostra ainda que a pobreza afeta mais as crian\u00e7as do que a m\u00e9dia da popula\u00e7\u00e3o. No total de entrevistados, 11,2% estavam em domic\u00edlios com renda familiar per capita de at\u00e9 1\/4 do sal\u00e1rio m\u00ednimo. Entre as crian\u00e7as, esse percentual era de 21,5%.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> S\u00f3 17,1% das crian\u00e7as de at\u00e9 3 anos freq\u00fcentam creches\u00a0<br \/><\/B> Folha de S\u00e3o Paulo\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A S\u00edntese dos Indicadores Sociais mostra que apenas 17,1% das crian\u00e7as de 0 a 3 anos freq\u00fcentavam creches no pa\u00eds em 2007. O percentual est\u00e1 bastante abaixo da meta do Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, de atender 50% das crian\u00e7as dessa faixa et\u00e1ria at\u00e9 2010.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Apesar disso, o percentual de crian\u00e7as atendidas aumentou nos \u00faltimos anos. Em 1997, somente 8,1% das crian\u00e7as dessa faixa et\u00e1ria freq\u00fcentavam creches.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Segundo Ana L\u00facia Saboia, gerente de Indicadores Sociais do IBGE, o resultado est\u00e1 abaixo do desej\u00e1vel. \u201cO ideal \u00e9 que tiv\u00e9ssemos uma pol\u00edtica p\u00fablica para crian\u00e7as de 0 a 3 anos. A falta de creches dificulta o acesso da mulher ao mercado de trabalho\u201c, disse.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Para especialistas, a quest\u00e3o do acesso a creches est\u00e1 ligada n\u00e3o s\u00f3 ao ensino, como tamb\u00e9m \u00e0 melhoria da qualidade de vida.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Em fam\u00edlias pobres, onde h\u00e1 menor percentual de crian\u00e7as em creches, muitas vezes a m\u00e3e deixa de trabalhar para cuidar dos filhos ou deixa com os filhos mais velhos a tarefa de tomar conta dos menores.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A regi\u00e3o Norte \u00e9 a que tem menor percentual de crian\u00e7as em creches: 7,5%. A maior taxa de freq\u00fc\u00eancia escolar nessa faixa et\u00e1ria foi encontrada no Sudeste: 22,1%.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A pesquisa mostra que o acesso a creches est\u00e1 ligado \u00e0 renda. Nas fam\u00edlias com renda domiciliar per capita de at\u00e9 meio sal\u00e1rio m\u00ednimo, apenas 10,8% das crian\u00e7as de 0 a 3 anos freq\u00fcentavam creches em 2007.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Nas fam\u00edlias com renda per capita superior a tr\u00eas sal\u00e1rios m\u00ednimos, a taxa de participa\u00e7\u00e3o era de 43,6%.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Outros dados refor\u00e7am a rela\u00e7\u00e3o entre freq\u00fc\u00eancia a creches e renda. No grupo de crian\u00e7as entre 0 a 3 anos \u00e9 onde existe a maior propor\u00e7\u00e3o de freq\u00fc\u00eancia \u00e0 rede privada: 40,5%. No ensino fundamental, por exemplo, apenas 12% das crian\u00e7as estavam em escola particular.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Para Ruben Klein, especialista em avalia\u00e7\u00e3o educacional, pesquisas mostram que o est\u00edmulo a crian\u00e7as de faixa et\u00e1ria menor \u00e9 eficiente, desde que n\u00e3o se trate de um esfor\u00e7o isolado.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cO problema da creche \u00e9 que n\u00e3o basta ser um lugar para deixar a crian\u00e7a. Se ela n\u00e3o tiver atividades que estimulem o aprendizado, n\u00e3o far\u00e1 diferen\u00e7a\u201c, disse.\u00a0<\/p>\n<p> Para Claudio Moura e Castro, consultor em educa\u00e7\u00e3o, em grande medida a oferta de creches \u00e9 um benef\u00edcio mais voltado para os pais do que para os alunos entre 0 e 3 anos.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cTeoricamente, todos os pa\u00edses que t\u00eam um n\u00edvel de educa\u00e7\u00e3o de primeira grandeza n\u00e3o investiram primeiro nisso. Esse fen\u00f4meno \u00e9 uma coisa recente\u201c, disse.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> Cresce total de crian\u00e7as que trabalham em casa<br \/><\/B> Folha de S\u00e3o Paulo\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O percentual de crian\u00e7as entre dez e 15 anos que fazem trabalho dom\u00e9stico foi o que mais cresceu nos \u00faltimos dez anos, de acordo com a S\u00edntese de Indicadores Sociais, do IBGE.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O estudo mostra que 5,4% das crian\u00e7as nessa faixa et\u00e1ria que trabalhavam estavam ocupadas no pr\u00f3prio domic\u00edlio em 1997, contra 8% no ano passado. O trabalho de crian\u00e7as fora de casa -em outro domic\u00edlio ou em \u00e1rea ou via p\u00fablica- tamb\u00e9m teve aumento.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O percentual de crian\u00e7as que prestava trabalhos dom\u00e9sticos para outra pessoa passou de 8%, em 1997, para 9,1%, em 2007. J\u00e1 a propor\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as que trabalhavam em \u00e1rea ou via p\u00fablica subiu de 5% para 5,7%, entre 1997 e 2007.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Em compensa\u00e7\u00e3o, houve queda na ocupa\u00e7\u00e3o em fazendas, s\u00edtios e granjas -a participa\u00e7\u00e3o teve queda de 43,4% para 36,5%. Tamb\u00e9m caiu a propor\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as ocupadas em lojas, oficinas e f\u00e1bricas (de 26,9% a 24,5%).\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Apesar do aumento na propor\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as ocupadas em alguns locais, houve redu\u00e7\u00e3o do trabalho infantil em todas as \u00e1reas, de acordo com o IBGE. Em 1997, 20,6% das crian\u00e7as de dez a 15 anos estavam trabalhando, enquanto no ano passado eram 12,8%.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cOs resultados indicam que est\u00e1 havendo maior fiscaliza\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio do Trabalho\u201c, afirmou Lara Gama, do IBGE. De acordo com ela, o trabalho em casa pode estar relacionado \u00e0 colabora\u00e7\u00e3o para a fam\u00edlia na produ\u00e7\u00e3o de algo para vender.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cEm n\u00fameros absolutos, o trabalho infantil caiu em todas as formas de ocupa\u00e7\u00e3o, o que mudou foi a distribui\u00e7\u00e3o dessa m\u00e3o-de-obra\u201c, disse Gama.\u00a0<br \/> Para o coordenador do programa de erradica\u00e7\u00e3o do trabalho infantil na Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho, Renato Mendes, a mudan\u00e7a no perfil do trabalho infantil imp\u00f5e um desafio para a estrat\u00e9gia de combate a essa pr\u00e1tica.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cO fiscal tem atua\u00e7\u00e3o limitada quando se trata de fiscaliza\u00e7\u00e3o do trabalho dom\u00e9stico. H\u00e1 uma dificuldade de caracterizar uma atividade explorat\u00f3ria num trabalho dentro da pr\u00f3pria casa ou mesmo na rua\u201c, afirmou ele.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> Cota n\u00e3o levou mais negros \u00e0 universidade<br \/><\/B> Folha de S\u00e3o Paulo\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A pol\u00edtica de cotas, implementada em mais de 60 universidades p\u00fablicas do pa\u00eds, ainda n\u00e3o resultou em redu\u00e7\u00e3o da desigualdade na participa\u00e7\u00e3o de brancos, pretos e pardos no ensino superior, revela a S\u00edntese de Indicadores Sociais.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> No ano passado, a taxa de freq\u00fc\u00eancia (propor\u00e7\u00e3o de pessoas que dizem estar indo \u00e0 universidade) para alunos de 18 a 25 anos na popula\u00e7\u00e3o branca era de 19,4%. Entre a popula\u00e7\u00e3o preta e parda (nomenclatura usada pelo IBGE, que usa como crit\u00e9rio a cor por autodeclara\u00e7\u00e3o), a taxa era de 6,8%. Os dados mostram que, na faixa de 18 a 25 anos, os estudantes pretos e pardos ainda n\u00e3o alcan\u00e7aram a taxa de freq\u00fc\u00eancia que brancos tinham em 1997.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Na faixa de 21 anos, por exemplo, a freq\u00fc\u00eancia de alunos pretos e pardos era de 2,6% em 1997. No ano passado, subiu para 8,4%. No mesmo per\u00edodo, a popula\u00e7\u00e3o branca ampliou seu \u00edndice de 12,2% para 24,2%. Na pr\u00e1tica, cresceu a dist\u00e2ncia em pontos percentuais.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Para Jos\u00e9 Luiz Petruccelli, do IBGE, os dados mostram que n\u00e3o houve impacto da cria\u00e7\u00e3o de vagas para a popula\u00e7\u00e3o preta e parda. \u201cN\u00e3o existe uma pol\u00edtica p\u00fablica nacional de cotas. A lei que prop\u00f5e isso est\u00e1 parada no Congresso. O pouco que est\u00e1 sendo feito n\u00e3o tem impacto.\u201c\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O pesquisador afirma ainda que os n\u00fameros deveriam refletir a autodeclara\u00e7\u00e3o de cor. \u201cO pa\u00eds tem metade da popula\u00e7\u00e3o que se identifica como branca e outra como n\u00e3o-branca. Se a cor n\u00e3o estivesse relacionada \u00e0 apropria\u00e7\u00e3o de riqueza, dever\u00edamos ter metade de brancos e metade de n\u00e3o-brancos nas universidades.\u201c\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Segundo Marcelo Paix\u00e3o, economista da UFRJ e coordenador do Observat\u00f3rio Afrobrasileiro, o governo mostra apenas toler\u00e2ncia sobre pol\u00edticas afirmativas, e as \u00fanicas a\u00e7\u00f5es oficiais at\u00e9 agora foram o Prouni (Programa Universidade para Todos, que d\u00e1 bolsas, com cotas para pessoas autodeclaradas ind\u00edgenas, pretas ou pardas) e o Fies (Programa de Financiamento Estudantil).\u00a0<br \/> Para ele, a participa\u00e7\u00e3o dos pretos e pardos cresceu em ritmo acelerado, mas, em raz\u00e3o da base baixa, n\u00e3o foi poss\u00edvel reduzir a dist\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o branca.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cAs pol\u00edticas de a\u00e7\u00f5es afirmativas e o esfor\u00e7o de cada estudante ainda n\u00e3o foram suficientes para mudar um quadro em que mais de 90% dos jovens negros est\u00e3o fora da universidade. Mesmo 120 anos depois da aboli\u00e7\u00e3o, o pa\u00eds n\u00e3o consegue colocar 10% da popula\u00e7\u00e3o negra na universidade\u201c, disse.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O coordenador da ONG Educafro no Rio, Andr\u00e9 Guimar\u00e3es, afirma que um dos principais problemas \u00e9 a falta de divulga\u00e7\u00e3o do Prouni. \u201cFui na semana passada a uma escola em Inha\u00fama (zona norte do Rio) e, quando falei do Prouni, os olhos dos estudantes brilharam. Eles nem sabiam que eles tinham esse direito\u201c, afirmou.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Vanderson Luiz da Silva, 22, aluno de um pr\u00e9-vestibular voltado para pretos e pardos, por exemplo, disse que desconhecia o programa no ano passado, quando completou o ensino m\u00e9dio e tentou pela primeira vez o vestibular para hist\u00f3ria.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O hiato entre pessoas que j\u00e1 conclu\u00edram o ensino superior tamb\u00e9m aumentou. Em 1997, 9,6% dos brancos e 2,2% dos pretos e pardos tinham n\u00edvel superior completo. Em 2007, 13,4% e 4%, respectivamente.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> N\u00e3o s\u00f3 no ensino superior h\u00e1 discrep\u00e2ncia. Em 2007, dos cerca de 14 milh\u00f5es de analfabetos no pa\u00eds, quase 9 milh\u00f5es eram pretos ou pardos. Na popula\u00e7\u00e3o branca, era de 6,1% para aqueles com 15 anos ou mais e de 14% para pretos e pardos.\u00a0<br \/> \u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pelo menos oito entre dez crian\u00e7as que n\u00e3o sabem ler e escrever est\u00e3o na escola, revela a S\u00edntese de Indicadores Sociais do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica), divulgada ontem.\u00a0 \u00a0 Segundo a pesquisa, 84,5% das crian\u00e7as de 8 a 14 anos que n\u00e3o sabem ler freq\u00fcentam o col\u00e9gio, o equivalente a 1,1 milh\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-2419","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-da-imprensa"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v15.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>84,5% das crian\u00e7as que n\u00e3o sabem ler est\u00e3o na escola &raquo; 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