{"id":2366,"date":"2008-11-03T15:21:00","date_gmt":"2008-11-03T17:21:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2008\/11\/03\/crise-compre-um-livro-e-se-divirta\/"},"modified":"2008-11-03T15:21:00","modified_gmt":"2008-11-03T17:21:00","slug":"crise-compre-um-livro-e-se-divirta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/crise-compre-um-livro-e-se-divirta\/","title":{"rendered":"Crise? Compre um livro e se divirta"},"content":{"rendered":"<p>Quando a economia vai bem, sempre aparece algu\u00e9m para anunciar a \u201cmorte do livro\u201c. Com a economia mundial na maior sinuca desde a Depress\u00e3o, era de se esperar que at\u00e9 nos precisassem a data do enterro. Mas, apesar da recess\u00e3o \u00e0 vista e da alta dos custos de papel e impress\u00e3o, a mais recente profecia sobre o futuro do livro n\u00e3o fala em morte, e sim em ressurrei\u00e7\u00e3o. \u201cOs livros podem recuperar o terreno supostamente perdido para outras formas mais dispendiosas de entretenimento\u201c, previu h\u00e1 dias o brit\u00e2nico Laurence Orbach, h\u00e1 32 anos \u00e0 frente da editora Quarto. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> Armado de n\u00fameros, Orbach minimiza os efeitos do aperto no consumo (\u201cas vendas de t\u00edtulos publicados continuam firmes e at\u00e9 subiram em algumas categorias\u201c) e antev\u00ea um horizonte cor-de-rosa para quem se dispuser a investir em seu ramo de neg\u00f3cios: \u201cLivros n\u00e3o dependem de publicidade, ao contr\u00e1rio das empresas de comunica\u00e7\u00e3o.\u201c Tamb\u00e9m ganham na rela\u00e7\u00e3o custo-benef\u00edcio. Nos primeiros nove meses deste ano, as vendas da Quarto subiram 17% e seu lucro em opera\u00e7\u00f5es paralelas foi de 15%. Qual o segredo? Livros de cat\u00e1logo, relevantes por longo tempo, chova ou fa\u00e7a sol. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> Foram livros de cat\u00e1logo que asseguraram o \u201cmuito bom ano\u201c que a Companhia das Letras viveu at\u00e9 agora, segundo Luiz Schwarcz. Cauteloso, mas otimista, Schwarcz acredita que as editoras e o com\u00e9rcio de livros possam de fato ser menos atingidos pela crise. \u201cLivros s\u00e3o relativamente baratos, custam em m\u00e9dia entre R$ 20 e R$ 40, e sua venda n\u00e3o depende de financiamento ao consumidor, como no caso dos eletrodom\u00e9sticos\u201c, acrescenta Roberto Feith, da Objetiva. \u201cAs vendas de autom\u00f3veis j\u00e1 foram afetadas, as de livros, n\u00e3o\u201c, ressalta Feith. Sem triunfalismo, pois sabe que o movimento nas livrarias depende, basicamente, do poder de compra da classe m\u00e9dia, e h\u00e1 uma retra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica agendada para 2009. \u201cEste ano foi muito bom e penso que o Natal ainda ser\u00e1, mas 2009 deve ser mais dif\u00edcil.\u201c&nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> Mais c\u00e9tico, Paulo Roberto Pires, diretor editorial da Agir, receia que ao menos uma marola do tsunami econ\u00f4mico-financeiro nos atinja. \u201cEm nosso laguinho editorial, uma marola j\u00e1 faz um estrago danado\u201c, salienta, fazendo quest\u00e3o de acentuar a excepcionalidade da editora de Orbach: \u201cA Quarto faz packaging, isto \u00e9, vende livros prontos, com direitos zerados, para serem impressos para diversos pa\u00edses ao mesmo tempo, um modelo no qual a tamb\u00e9m inglesa DK \u00e9 mestre.\u201c &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> Na segunda-feira, a Doubleday Publishing Group, divis\u00e3o da Random House que engloba quatro selos editoriais, dispensou 16 funcion\u00e1rios ou 10% de sua equipe. Era mais um sinal de que, ao contr\u00e1rio das estimativas de Orbach, a ind\u00fastria de livros n\u00e3o vai bem das pernas. Ao menos nos EUA, epicentro da atual crise econ\u00f4mica, n\u00e3o vai. As vendas das cinco maiores editoras americanas subiram 0,5% na primeira metade de 2008, mas o movimento nas livrarias declinou em junho e dever\u00e1 cair mais at\u00e9 o fim do ano, confirmando as ominosas avalia\u00e7\u00f5es de uma reportagem de Boris Kachka, publicada em 14 de setembro pela New York Magazine, com o lac\u00f4nico t\u00edtulo de \u201cThe end\u201c (o fim). Oculto por elipse, o complemento \u201cof publishing\u201c. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> O \u201cfim da ind\u00fastria editorial\u201c tal como a conhecemos j\u00e1 estaria se processando a pleno vapor, espreitada de perto (perto at\u00e9 demais) pelo Kindle, o livro eletr\u00f4nico da Amazon. Embora desencadeado antes das recentes turbul\u00eancias no mercado financeiro, estas s\u00f3 contribu\u00edram para dar raz\u00e3o aos seus or\u00e1culos. Wall Street ainda parecia navegar em \u00e1guas pl\u00e1cidas quando as vendas de livros come\u00e7aram a estagnar e uma expia\u00e7\u00e3o em regra teve in\u00edcio. Cabe\u00e7as coroadas rolaram pelas mais cobi\u00e7adas portas das editoras, autores VIP foram avisados de que contratos milion\u00e1rios e generosos adiantamentos sobre hipot\u00e9ticas estimativas de retorno tornaram-se coisa do passado &#8211; de um passado bonan\u00e7oso, que, acredita-se, n\u00e3o volta mais. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> Como os bancos e as financeiras que andaram quebrando nas \u00faltimas semanas, os conglomerados que se apossaram da ind\u00fastria de livros foram v\u00edtimas de executivos desmedidamente ambiciosos e da insaci\u00e1vel gan\u00e2ncia de seus acionistas. Buscar super\u00e1vits de dois d\u00edgitos num ramo de neg\u00f3cios acostumado a 5% de lucratividade m\u00e9dia revelou-se uma colossal insensatez. Absorvidas pelas cinco grandes corpora\u00e7\u00f5es do ramo, pequenas editoras abriram m\u00e3o de sua pol\u00edtica editorial, ampliando a mesmice e contribuindo para um empobrecimento generalizado. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> \u201cO mercado teve suas op\u00e7\u00f5es drasticamente reduzidas\u201c, analisou um poderoso agente liter\u00e1rio. \u201cA concorr\u00eancia estreitou-se, escravizando as editoras a best sellers e \u00e0 pilantragem ret\u00f3rica dos marqueteiros. Mas nem esta est\u00e1 dando mais certo. At\u00e9 mem\u00f3rias de celebridades televisivas j\u00e1 n\u00e3o vendem tanto quanto algum tempo atr\u00e1s, e \u00e9 poss\u00edvel que os livros sobre c\u00e3es e gatos, a coqueluche do momento, j\u00e1 estejam na linha de tiro. Ningu\u00e9m sabe o que fazer. Resenhas favor\u00e1veis, jab\u00e1s e recomenda\u00e7\u00f5es na contracapa perderam seu cond\u00e3o combustivo. Ningu\u00e9m sabe mais onde est\u00e3o os leitores, nem como cativ\u00e1-los.\u201c &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> Em 1993 o escritor Philip Roth estimou a exist\u00eancia, nos EUA, de uns 120 mil \u201cleitores s\u00e9rios\u201c (aqueles que l\u00eaem todas as noites), n\u00famero que, a seu ver, cairia pela metade em 10 anos, e assim sucessivamente. Se procedente o c\u00e1lculo, s\u00f3 cerca de 45 mil americanos v\u00e3o para a cama com um livro todas as noites, atualmente. Suponho que a m\u00e9dia brasileira n\u00e3o seja apenas bem inferior, mas descomunalmente inferior. Pena, porque a leitura, para cunhar uma frase original, s\u00f3 nos enriquece. Independentemente de g\u00eaneros. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> A fic\u00e7\u00e3o \u00e9 mais enriquecedora, defende o cr\u00edtico James Wood, que publicou este ano um dos melhores ensaios da d\u00e9cada: How Fiction Works. A fic\u00e7\u00e3o nos liberta, alardeia Russell A. Berman. Concordo, mas n\u00e3o pelos motivos arrolados por ele em Fiction Sets You Free, um dos livros mais tendenciosos dos \u00faltimos tempos, um cl\u00e1ssico do determinismo econ\u00f4mico, furad\u00edssimo se olharmos para o passado e pateticamente datado se nos fixarmos no caos presente. Publicado em 2007, despertou pol\u00eamicas perif\u00e9ricas em redutos que ainda levam a s\u00e9rio a salmodia neoconservadora, mergulhando em seguida no buraco negro do esquecimento, at\u00e9 ser exumado no Times Literary Supplement da semana passada, onde levou um merecido corretivo. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> Berman \u00e9 um aut\u00eantico ox\u00edmoro: um materialista dial\u00e9tico de direita. Sem, no entanto, a intelig\u00eancia, o brilho, e muito menos a obra, do maluco-beleza Ezra Pound. Como o mais doutrin\u00e1rio ide\u00f3logo marxista, n\u00e3o consegue dissociar a literatura das condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas sob as quais \u00e9 produzida. Mas para concluir que a literatura melhor prospera &#8211; e mais libert\u00e1ria e enriquecedora resulta &#8211; quando produzida em pa\u00edses onde triunfou a economia de mercado. E todas aquelas obras-primas surgidas em regimes feudais e ditatoriais? Dostoievski n\u00e3o viveu no tempo dos czares? &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> H\u00e1 quatro anos, Berman publicou uma catilin\u00e1ria bushista contra o antiamericanismo europeu, com base nos clich\u00eas habituais (os europeus t\u00eam uma \u201carraigada inveja moral\u201c dos americanos, n\u00e3o toparam invadir o Iraque porque \u201cnegligenciam o genoc\u00eddio\u201c, apegam-se a id\u00e9ias s\u00f3cio-econ\u00f4micas retr\u00f3gradas, etc), de que Fiction Sets You Free \u00e9 uma continua\u00e7\u00e3o. Para ele, ser contra os EUA, ainda que pontualmente, \u00e9 ser contra o capitalismo e, por conseguinte, o humanismo, a imagina\u00e7\u00e3o, o empreendedorismo, a pr\u00f3pria literatura. Toda obra ficcional, a seu ver, \u201ccultiva a proeza imaginativa da vis\u00e3o empresarial\u201c. E quem desaprova o comercialismo na literatura \u201cest\u00e1, no fundo, hostilizando os mecanismos do mercado\u201c, assumindo uma \u201cpostura elitista\u201c, o pejorativo da moda. Nem Ayn Rand, creio, foi t\u00e3o longe na defesa de id\u00e9ias rec\u00e9m-pervertidas pelos Gordon Gekkos de Wall Street. &nbsp;<br \/> &nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando a economia vai bem, sempre aparece algu\u00e9m para anunciar a \u201cmorte do livro\u201c. Com a economia mundial na maior sinuca desde a Depress\u00e3o, era de se esperar que at\u00e9 nos precisassem a data do enterro. 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