{"id":236,"date":"2003-04-23T17:37:00","date_gmt":"2003-04-23T20:37:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2003\/04\/23\/acoes-do-mec-para-reverter-o-baixo-desempenho-dos-alunos\/"},"modified":"2003-04-23T17:37:00","modified_gmt":"2003-04-23T20:37:00","slug":"acoes-do-mec-para-reverter-o-baixo-desempenho-dos-alunos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/acoes-do-mec-para-reverter-o-baixo-desempenho-dos-alunos\/","title":{"rendered":"A\u00e7\u00f5es do MEC para reverter o baixo desempenho dos alunos"},"content":{"rendered":"<p><b>Minist\u00e9rio anuncia a\u00e7\u00f5es para melhorar desempenho de alunos <\/b>\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0A secret\u00e1ria de Ensino Fundamental, Maria Jos\u00e9 Feres, anunciou nesta ter\u00e7a-feira, 22, que o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o (FNDE\/MEC) e o Fundo de Fortalecimento da Escola (Fundescola\/MEC) t\u00eam, em conjunto, R$ 122 milh\u00f5es para investir este ano em forma\u00e7\u00e3o continuada de professores e confec\u00e7\u00e3o de material pedag\u00f3gico. S\u00e3o R$ 76 milh\u00f5es do FNDE e R$ 46 milh\u00f5es do Fundescola.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O objetivo da a\u00e7\u00e3o \u00e9 reverter o baixo \u00edndice de desempenho dos alunos da escola p\u00fablica revelado pelo Sistema Nacional de Avalia\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (Saeb) \u2013 2001. A pesquisa mostrou problemas no aprendizado, muitos dos quais dizem respeito a pouca forma\u00e7\u00e3o e aos baixos sal\u00e1rios dos professores\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Para conseguir os recursos do FNDE e do Fundescola, os munic\u00edpios devem apresentar projetos \u00e0 Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o Fundamental (SEF\/MEC) de acordo com crit\u00e9rios divulgados no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o em 10 de abril. A nova sistem\u00e1tica \u00e9 articulada e os crit\u00e9rios unificados, por isso o projeto de forma\u00e7\u00e3o apresentado pelo munic\u00edpio deve ser coordenado por uma ag\u00eancia. Como a verba n\u00e3o pode atender todos os munic\u00edpios, a prioridade, explicou a secret\u00e1ria, ser\u00e1 para projetos de forma\u00e7\u00e3o de professores de 1\u00aa a 4\u00aa s\u00e9rie, professores alfabetizadores e para leitura\u00e7\u00e3o. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A forma\u00e7\u00e3o tem como objetivo oferecer recursos pedag\u00f3gicos aos professores para que tenham ferramentas mais eficientes para fazer com que o aluno aprenda a ler e a trabalhar com as dificuldades daqueles que est\u00e3o em defasagem da s\u00e9rie adequada ou repetentes. Na avalia\u00e7\u00e3o da SEF, os recursos dispon\u00edveis em 2003 dever\u00e3o atender cerca de cinco mil munic\u00edpios. \u00a0<br \/> \u00a0<\/p>\n<p>  <b>Metas para a Educa\u00e7\u00e3o devem ser cumpridas at\u00e9 2006<\/b> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0\u201cO professor \u00e9 a prioridade das prioridades\u201d. Foi o que disse ter\u00e7a-feira, 22, o ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Cristovam Buarque, ao anunciar 28 <a href=\"http:\/\/www.mec.gov.br\/\/acs\/pdf\/m220403.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">metas<\/a> para o setor, das quais 21 dever\u00e3o ser cumpridas at\u00e9 o final de 2006. Para conseguir avan\u00e7ar nesse caminho, o ministro est\u00e1 empenhado na constru\u00e7\u00e3o de uma coaliza\u00e7\u00e3o nacional onde governadores, prefeitos, organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o-governamentais, entidades p\u00fablicas e privadas s\u00e3o partes do esfor\u00e7o. \u00c9 a coaliza\u00e7\u00e3o, explicou, que vai fazer o lobby da Educa\u00e7\u00e3o por mais recursos no Congresso Nacional.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> E para dar andamento a esse trabalho, que objetiva acabar com a trag\u00e9dia que \u00e9 a qualidade da Educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica brasileira, o ministro montou uma agenda que come\u00e7a dia 25 no encontro com o Conselho Nacional de Secret\u00e1rios Estaduais de Educa\u00e7\u00e3o (Consed), em Natal (RN) e com a Uni\u00e3o Nacional dos Dirigentes Municipais de Educa\u00e7\u00e3o (Undime), em 8 de maio, em Bras\u00edlia. Os pontos principais desse debate s\u00e3o o piso salarial, duplica\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00e9dio e forma\u00e7\u00e3o continuada dos professores; coloca\u00e7\u00e3o de 100% das crian\u00e7as de at\u00e9 14 anos em escola de qualidade; toda escola de ensino fundamental com hor\u00e1rio integral; defini\u00e7\u00e3o de um novo projeto para as universidades e a amplia\u00e7\u00e3o da sua autonomia; e o Brasil Alfabetizado. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Nesse conjunto de metas, Cristovam quer discutir, ainda, com o Consed e a Undime a cria\u00e7\u00e3o de uma secretaria ou coordena\u00e7\u00e3o, dentro do MEC, para cuidar da pol\u00edtica do professor do ensino b\u00e1sico.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <b>Avalia\u00e7\u00e3o<\/b> \u2013 Para o ministro, o conjunto dessa pol\u00edtica de coaliza\u00e7\u00e3o tem o objetivo de dar um salto social, resolvendo problemas detectados pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o nas suas pesquisas educacionais. O Sistema Nacional de Avalia\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (Saeb), por exemplo, que avaliou em 2001 o desempenho de estudantes de 4\u00aa e 8\u00aa s\u00e9ries do ensino fundamental e a 1\u00aa s\u00e9rie do ensino m\u00e9dio, mostrou que m\u00e3es com baixa escolaridade, alunos que trabalham e estudam e professores com pouca forma\u00e7\u00e3o s\u00e3o fatores que condicionam o rendimento dos estudantes. E para reverter isso, disse o ministro, o governo federal n\u00e3o pode, sozinho, arcar com a responsabilidade. Da\u00ed a import\u00e2ncia da uni\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>  \u201cA meta n\u00e3o \u00e9 minha. \u00c9 do meu governo, do governo do presidente Lula. E os recursos s\u00e3o da sociedade brasileira. N\u00e3o d\u00e1 para fazer tudo, hoje, mas estamos come\u00e7ando\u201d, explicou Cristovam. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/>   \u00a0<br \/><b>Medidas v\u00e3o reduzir d\u00e9ficit de professores no Ensino M\u00e9dio <\/b> <\/p>\n<p>  Para reduzir o d\u00e9ficit de professores de Portugu\u00eas, Matem\u00e1tica, F\u00edsica, Qu\u00edmica e Biologia no ensino m\u00e9dio, o secret\u00e1rio de Educa\u00e7\u00e3o M\u00e9dia e Tecnol\u00f3gica, Ant\u00f4nio Iba\u00f1ez, informou ter\u00e7a-feira, 22, que al\u00e9m da de bolsa de estudos gratuita para as licenciaturas, a Semtec estuda mais tr\u00eas a\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p> Em articula\u00e7\u00e3o com o Conselho Nacional de Secret\u00e1rios Estaduais de Educa\u00e7\u00e3o (Consed), com as secretarias de Educa\u00e7\u00e3o Superior (SESu\/MEC) e Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia (Seed\/MEC), com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep\/MEC) e com os reitores, a Semtec vai tra\u00e7ar o diagn\u00f3stico da demanda de professores de licenciatura por estado e verificar de que forma essa defici\u00eancia poder\u00e1 ser sanada. A estimativa, explicou Iba\u00f1ez, \u00e9 que faltam cerca de 80 mil professores.  <\/p>\n<p> A segunda \u00e9 a doa\u00e7\u00e3o de bolsa de estudo para os estudantes que trabalham para complementar a renda. Essa medida se justifica a partir dos dados sobre desempenho dos alunos do ensino m\u00e9dio medidos pelo Sistema Nacional de Avalia\u00e7\u00e3o do Ensino M\u00e9dio (Saeb) 2001. Os n\u00fameros do Saeb, diz Iba\u00f1ez, revelam que 76% dos alunos que estudam \u00e0 noite e trabalham durante o dia t\u00eam baixo desempenho escolar, repetem o ano e, freq\u00fcentemente, abandonam os estudos. A doa\u00e7\u00e3o de bolsas para os alunos e o seu valor mensal, segundo o secret\u00e1rio, fazem parte do programa de expans\u00e3o do ensino m\u00e9dio que est\u00e1 sendo discutido com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A inten\u00e7\u00e3o da Semtec \u00e9 executar um projeto piloto em 2004 para avaliar sua repercuss\u00e3o. <\/p>\n<p> <b>Livros \u2013 Outra medida em estudo \u00e9 a doa\u00e7\u00e3o de livros did\u00e1ticos de matem\u00e1tica e ci\u00eancias para os alunos de ensino m\u00e9dio das escolas p\u00fablicas. A medida, diz o secret\u00e1rio, objetiva apoiar os alunos que, por falta de recursos, estudam apenas com as anota\u00e7\u00f5es que fazem em sala de aula e xerox de livros, o que \u00e9 muito pouco. As a\u00e7\u00f5es descritas pelo secret\u00e1rio Ant\u00f4nio Iba\u00f1ez ser\u00e3o apresentadas e discutidas em 5 e 6 de junho durante o semin\u00e1rio do ensino m\u00e9dio que ser\u00e1 realizado em Bras\u00edlia. <\/B> <\/p>\n<p>    <b>N\u00edvel de leitura e Matem\u00e1tica da maioria dos alunos \u00e9 cr\u00edtico<\/b> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0Esta \u00e9 a conclus\u00e3o de estudo sobre a 4\u00aa s\u00e9rie do Ensino Fundamental\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Dos alunos que freq\u00fcentam a quarta s\u00e9rie do ensino fundamental, 22% n\u00e3o desenvolveram habilidades de leitura compat\u00edveis a esse patamar de escolaridade e 37% aprimoraram algumas compet\u00eancias, mas ainda demonstram desempenho em l\u00edngua portuguesa bem abaixo do desejado. Esses dois grupos de estudantes, que totalizam 59% da matr\u00edcula do final do primeiro ciclo da educa\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria, apresentam n\u00edveis de rendimento escolar considerados \u201ccr\u00edtico\u201d ou \u201cmuito cr\u00edtico\u201d. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Grande parte desses alunos n\u00e3o consegue ler um texto simples, como um convite feito pela escola para a festa junina. Al\u00e9m disso, eles n\u00e3o localizam no texto duas informa\u00e7\u00f5es colocadas de maneira separada e n\u00e3o identificam o tema central de um texto. Em uma quest\u00e3o da prova, muitos estudantes n\u00e3o sabiam que \u201cbrava\u201d \u00e9 o mesmo que \u201cfuriosa\u201d, demonstrando desconhecimento de elementos b\u00e1sicos da l\u00edngua portuguesa. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A conclus\u00e3o \u00e9 do estudo \u201cQualidade da educa\u00e7\u00e3o: uma nova leitura do desempenho dos estudantes da quarta s\u00e9rie do ensino fundamental\u201d, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep\/MEC). O trabalho teve como base os resultados do Sistema Nacional de Avalia\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (Saeb) de 2001, cujas provas de matem\u00e1tica e l\u00edngua portuguesa s\u00e3o aplicadas a cada dois anos em uma amostra de estudantes de todas as Unidades da Federa\u00e7\u00e3o. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> De acordo com o estudo, 36% dos estudantes est\u00e3o em um n\u00edvel considerado \u201cintermedi\u00e1rio\u201d, ou seja, conseguem ler textos mais complexos, mas n\u00e3o fazem leitura de g\u00eaneros variados, como o jornal\u00edstico, e de informa\u00e7\u00f5es sob forma de tabela. O n\u00edvel de leitura desse grupo ainda \u00e9 insuficiente para um aluno que est\u00e1 na quarta s\u00e9rie. Apenas 5% podem ser considerados leitores competentes. Eles demonstram habilidades de leitura compat\u00edveis com a s\u00e9rie e dominam alguns recursos ling\u00fc\u00edsticos.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <b>Matem\u00e1tica<\/b> \u2013 O cen\u00e1rio \u00e9 semelhante na avalia\u00e7\u00e3o das habilidades de compreens\u00e3o matem\u00e1tica, com 52% dos estudantes em situa\u00e7\u00e3o \u201ccr\u00edtica\u201d ou \u201c muito cr\u00edtica\u201d. Segundo o estudo, 12% dos alunos n\u00e3o conseguem transpor para uma linguagem matem\u00e1tica espec\u00edfica comandos operacionais elementares compat\u00edveis com a quarta s\u00e9rie. Outros 40% desenvolvem algumas habilidades elementares de resolu\u00e7\u00e3o de problemas, mas o n\u00edvel de aprendizado est\u00e1 bem abaixo do exigido nesta fase da escolariza\u00e7\u00e3o. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Os alunos demonstram dificuldades em lidar com localiza\u00e7\u00e3o espa\u00e7o-temporal quando questionados sobre dire\u00e7\u00e3o (frente\/direita\/esquerda) e dist\u00e2ncia (longe\/perto\/ao lado) e reconhecer o intervalo de tempo decorrido entre o in\u00edcio e o t\u00e9rmino de um evento. V\u00e1rios deles n\u00e3o conseguem dividir um n\u00famero com tr\u00eas algarismos por outro com um d\u00edgito e somar valores monet\u00e1rios com casas decimais. \u00a0<\/p>\n<p>  H\u00e1 um grupo, que representa 41% dos alunos, classificado no n\u00edvel intermedi\u00e1rio. Eles tamb\u00e9m desenvolveram algumas habilidades de interpreta\u00e7\u00e3o de problemas, por\u00e9m insuficientes ao esperado para a quarta s\u00e9rie. Apenas 7% interpretam e sabem resolver problemas de forma competente, apresentando as compet\u00eancias compat\u00edveis com a s\u00e9rie cursada.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <b>Situa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais grave no Nordeste<\/B>.\u00a0<br \/> Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s regi\u00f5es do Pa\u00eds, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais grave no Nordeste, onde 33% dos estudantes da quarta s\u00e9rie situam-se no n\u00edvel \u201cmuito cr\u00edtico\u201d em l\u00edngua portuguesa. Apenas 2% dos alunos da regi\u00e3o t\u00eam habilidades de leitura compat\u00edveis com a s\u00e9rie e obtiveram desempenho considerado \u201cadequado\u201d. No Sul, h\u00e1 o menor \u00edndice de alunos no n\u00edvel \u201cmuito cr\u00edtico\u201d: 13%. O maior percentual de estudantes com desempenho \u201cadequado\u201d est\u00e1 no Sudeste, com 8%. \u00a0<\/p>\n<p>  O Nordeste tamb\u00e9m apresenta o maior \u00edndice de alunos no n\u00edvel \u201cmuito cr\u00edtico\u201d para a avalia\u00e7\u00e3o de matem\u00e1tica. Na regi\u00e3o, 20% dos alunos n\u00e3o conseguem realizar comandos operacionais elementares compat\u00edveis com a quarta s\u00e9rie. \u00a0<\/p>\n<p>  Por outro lado, o Sul tem o mais baixo percentual (6%) de estudantes nesse patamar. No est\u00e1gio classificado como \u201cadequado\u201d, o melhor desempenho \u00e9 dos estudantes do Sudeste: 11% est\u00e3o nessa faixa. Mesmo com esse desempenho diferenciado, essas regi\u00f5es ainda est\u00e3o distantes de possu\u00edrem sistemas de ensino de boa qualidade.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <b>Diferen\u00e7as dentro e fora da escola<\/b>\u00a0<br \/> N\u00edvel de forma\u00e7\u00e3o dos professores, taxa de distor\u00e7\u00e3o idade-s\u00e9rie, escolaridade da fam\u00edlia. Essas s\u00e3o algumas caracter\u00edsticas, evidenciadas dentro e fora do espa\u00e7o escolar, que diferenciam os alunos com desempenho \u201cadequado\u201d e os que est\u00e3o numa situa\u00e7\u00e3o \u201cmuito cr\u00edtica\u201d. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> No grupo de estudantes com desempenho classificado como \u201cadequado\u201d, 16% est\u00e3o com idade acima \u00e0 apropriada para a s\u00e9rie que cursam; 65% de seus professores j\u00e1 conclu\u00edram o curso superior. Por outro lado, 58% dos docentes dos alunos com desempenho \u201cmuito cr\u00edtico\u201d t\u00eam, no m\u00e1ximo, oito anos de escolaridade e a taxa de distor\u00e7\u00e3o idade-s\u00e9rie entre esses estudantes \u00e9 de 58%. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Quanto \u00e0 escolaridade da fam\u00edlia, entre os alunos que n\u00e3o desenvolveram habilidades m\u00ednimas de leitura para a quarta s\u00e9rie, 21% das m\u00e3es nunca estudaram e 34% chegaram , no m\u00e1ximo, ao n\u00edvel prim\u00e1rio de escolariza\u00e7\u00e3o. Neste grupo, 29% dos alunos declararam trabalhar. Entre os estudantes com desempenho \u201cadequado\u201d, 19% das m\u00e3es t\u00eam o ensino m\u00e9dio e 30% conclu\u00edram o Ensino Superior. Desses alunos, 4% disseram que trabalham. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <b>Na 8\u00aa s\u00e9rie, dificuldade \u00e9 maior em matem\u00e1tica<\/b>\u00a0<br \/> O Inep est\u00e1 disponibilizando tamb\u00e9m os dados da oitava s\u00e9rie do ensino fundamental e terceira do ensino m\u00e9dio da mesma forma que foi apresentada no estudo da quarta s\u00e9rie. De acordo com a an\u00e1lise dos resultados, h\u00e1, tanto na oitava quanto na terceira s\u00e9rie, um maior percentual de estudantes nos est\u00e1gios \u201ccr\u00edtico\u201d e \u201cmuito cr\u00edtico\u201d em matem\u00e1tica do que em l\u00edngua portuguesa. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Na oitava s\u00e9rie, 52% dos estudantes est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o considerada \u201ccr\u00edtica\u201d ou \u201cmuito cr\u00edtica\u201d na avalia\u00e7\u00e3o das habilidades de compreens\u00e3o matem\u00e1tica. Esses alunos n\u00e3o conseguem transpor o que \u00e9 solicitado no enunciado de uma quest\u00e3o para uma linguagem matem\u00e1tica. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Em l\u00edngua portuguesa, o \u00edndice de estudantes no n\u00edvel \u201ccr\u00edtico\u201d e \u201cmuito cr\u00edtico\u201d \u00e9 de 25%, o mais baixo percentual das tr\u00eas s\u00e9ries avaliadas. Esses alunos apresentam algumas habilidades de leitura de textos simples e informativos, mas insuficientes para as exigidas neste patamar de escolariza\u00e7\u00e3o. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> No outro extremo, h\u00e1 apenas 3% dos estudantes no n\u00edvel classificado como \u201cadequado\u201d em matem\u00e1tica e 10% em leitura. Esses alunos interpretam e constroem gr\u00e1ficos e resolvem problemas com duas inc\u00f3gnitas utilizando s\u00edmbolos matem\u00e1ticos. Em l\u00edngua portuguesa, eles demonstram capacidade para ler textos po\u00e9ticos de maior complexidade. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <b>Terceira s\u00e9rie <\/b>\u2013 Em matem\u00e1tica, 67% dos alunos do \u00faltimo ano da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica est\u00e3o no n\u00edvel \u201ccr\u00edtico\u201d ou \u201cmuito cr\u00edtico\u201d. \u00c9 o mais alto percentual das tr\u00eas s\u00e9ries avaliadas. Eles s\u00e3o capazes de fazer uso de algumas propriedades e caracter\u00edsticas de figuras geom\u00e9tricas planas e resolu\u00e7\u00e3o de fun\u00e7\u00f5es logar\u00edtmicas e exponenciais, entretanto, est\u00e3o abaixo do exigido para a terceira s\u00e9rie do ensino m\u00e9dio. Apenas 6% est\u00e3o no est\u00e1gio \u201cadequado\u201d. Esses estudantes reconhecem e utilizam elementos de geometria anal\u00edtica, equa\u00e7\u00f5es polinomiais e desenvolvem opera\u00e7\u00f5es com n\u00fameros complexos. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> J\u00e1 em L\u00edngua Portuguesa, 42% dos estudantes se localizam nos patamares \u201ccr\u00edtico\u201d ou \u201cmuito cr\u00edtico\u201d. Eles l\u00eaem apenas textos narrativos e informativos simples. No est\u00e1gio \u201cadequado\u201d, est\u00e3o 5% dos alunos, que demonstram habilidades de leitura compat\u00edveis com a s\u00e9rie cursada e s\u00e3o capazes de ler textos argumentativos mais complexos e dominam recursos ling\u00fc\u00edsticos-discursivos utilizados na constru\u00e7\u00e3o de g\u00eaneros liter\u00e1rios. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <a href=\"http:\/\/www.mec.gov.br\/acs\/pdf\/m220403a.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Confira os dados <\/a> \u00a0<\/p>\n<p>     <b>Uma nova leitura do desempenho dos estudantes da 4\u00aa s\u00e9rie \u00a0<br \/><\/B> \u00a0<br \/> \u00a0Dos alunos brasileiros que chegam \u00e0 4\u00aa s\u00e9rie do ensino fundamental, 59% n\u00e3o conseguem desenvolver compet\u00eancias e habilidades elementares de leitura e 52% demonstram profundas defici\u00eancias em Matem\u00e1tica. Os dados constam de pesquisa efetuada pelo Sistema Nacional de Avalia\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (Saeb) em 2001.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Tal informa\u00e7\u00e3o leva gestores, especialistas e sociedade em geral a se perguntarem: onde est\u00e1 o problema? No aluno? No professor? Na escola? Nos sistemas de ensino? Nas pol\u00edticas, programas ou projetos educacionais? Nas condi\u00e7\u00f5es de vida dos alunos e suas fam\u00edlias?\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A an\u00e1lise dos resultados do Saeb deve ser contextualizada a partir das dimens\u00f5es e da diversidade do sistema educacional, bem como das condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas e regionais do Pa\u00eds. Essa \u00e9 uma m\u00e1xima metodol\u00f3gica que deve sempre acompanhar as interpreta\u00e7\u00f5es de resultados de instrumentos de avalia\u00e7\u00e3o, provas ou question\u00e1rios sobre o fen\u00f4meno Educa\u00e7\u00e3o.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Ao se disseminar esses resultados, n\u00e3o se pode ignorar essa contextualiza\u00e7\u00e3o, pois a divulga\u00e7\u00e3o pura e simples das habilidades e compet\u00eancias dos estudantes, em qualquer um dos est\u00e1gios de desempenho, em pouco ajuda na compreens\u00e3o do problema. \u00c9 necess\u00e1rio observar as condi\u00e7\u00f5es do sistema escolar, em n\u00edvel nacional, regional, estadual. Al\u00e9m disso, a publica\u00e7\u00e3o dos resultados deve levar em conta a an\u00e1lise de dados socioecon\u00f4micos dos indiv\u00edduos, das fam\u00edlias, dos estados, das regi\u00f5es e do Brasil.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00c9 importante conhecer um pouco mais as condi\u00e7\u00f5es de vida dos estudantes e da escola que eles freq\u00fcentam para que seu desempenho n\u00e3o seja considerado como atributo apenas individual, sem influ\u00eancia do contexto que os cerca, ou mesmo como produto somente da escola ou das escolas onde estudam.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A quest\u00e3o da qualidade de ensino n\u00e3o \u00e9 algo simples, que possa ser explicado somente por meio de uma vari\u00e1vel ou de um conjunto de vari\u00e1veis. A responsabilidade pela qualidade do ensino no Brasil n\u00e3o \u00e9 de um ou dois agentes sociais. Todos os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem, inclu\u00eddas aqui as institui\u00e7\u00f5es por ele respons\u00e1veis, influenciam-no com pesos variados, compondo uma complexa equa\u00e7\u00e3o. A an\u00e1lise do contexto, portanto, \u00e9 fundamental para a compreens\u00e3o dos resultados obtidos.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Para os estudantes com desempenho abaixo do esperado, tal cuidado \u00e9 de crucial import\u00e2ncia. Muitas vezes, eles freq\u00fcentam escolas em p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es de infra-estrutura, desprovidas de bibliotecas, de laborat\u00f3rios de inform\u00e1tica e de ci\u00eancias. Seus professores recebem sal\u00e1rios baixos, muitos deles com pouca qualifica\u00e7\u00e3o profissional, sem oportunidades de melhorar a capacita\u00e7\u00e3o pela inexist\u00eancia de boas pol\u00edticas p\u00fablicas para o setor.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O resultado na ponta do processo, o desenvolvimento de habilidades, \u00e9 p\u00edfio. E n\u00e3o poderia deixar de ser. N\u00e3o deixar\u00e1 de ser enquanto essas estruturas n\u00e3o forem mudadas ou transformadas.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Com efeito, a avalia\u00e7\u00e3o exerce um papel fundamental de testemunho. Aponta desvios, inoper\u00e2ncias e inadequa\u00e7\u00f5es. As rela\u00e7\u00f5es entre o avaliador e o avaliado s\u00e3o sempre assim\u00e9tricas devido ao poder atribu\u00eddo ao avaliador como portador do conhecimento ou da informa\u00e7\u00e3o e como juiz da qualidade.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Tal assimetria revela-se na distin\u00e7\u00e3o entre aqueles que sabem e aqueles que devem receber o conhecimento; entre aqueles que descobrem o que est\u00e1 errado e aqueles que t\u00eam de corrigir; entre aqueles que t\u00eam a autoridade do conhecimento e aqueles que t\u00eam a autoridade da a\u00e7\u00e3o. \u00c9 urgente e necess\u00e1rio reduzir esta distin\u00e7\u00e3o. Ningu\u00e9m deve ter a autoridade para avaliar se n\u00e3o estiver pronto para compartilhar a responsabilidade pelas conseq\u00fc\u00eancias da avalia\u00e7\u00e3o.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Nesta perspectiva, se a avalia\u00e7\u00e3o, por um lado, oferece um diagn\u00f3stico acurado da realidade educacional, por outro, deve se constituir em instrumento capaz de apontar a corre\u00e7\u00e3o de rumos e de viabilizar a supera\u00e7\u00e3o dos problemas diagnosticados ou a reafirma\u00e7\u00e3o das medidas e pr\u00e1ticas bem-sucedidas. Deve permitir a instrumentaliza\u00e7\u00e3o dos distintos atores para os quais os resultados da avalia\u00e7\u00e3o s\u00e3o dirigidos. Deve comprometer-se com uma parceria no desenvolvimento de solu\u00e7\u00f5es para os problemas que vierem a ser revelados.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Nesta \u00f3ptica, a avalia\u00e7\u00e3o tem de ser entendida e realizada como um processo, n\u00e3o como uma atividade isolada. \u00c9 um processo que envolve a apresenta\u00e7\u00e3o de conclus\u00f5es, sua an\u00e1lise, sua discuss\u00e3o com grupos pertinentes, compara\u00e7\u00e3o com outras conclus\u00f5es, obten\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es adicionais, produ\u00e7\u00e3o de mais conclus\u00f5es e confronto de v\u00e1rias perspectivas, na tentativa sempre presente de expandir o entendimento e, portanto, responsabilidades partilhadas.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Assim, \u00e0 a\u00e7\u00e3o reveladora da avalia\u00e7\u00e3o deve ser associada uma a\u00e7\u00e3o promotora da mudan\u00e7a, destacando-se a necessidade de fortalecer sua articula\u00e7\u00e3o com as inst\u00e2ncias de formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas, de forma a possibilitar a elabora\u00e7\u00e3o de programas de interven\u00e7\u00e3o mais ajustados \u00e0s necessidades diagnosticadas.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Em conseq\u00fc\u00eancia, aten\u00e7\u00e3o redobrada deve ser dada ao tipo de informa\u00e7\u00e3o que a avalia\u00e7\u00e3o fornece, particularmente em um contexto de escassez e maior necessidade de racionalidade e efici\u00eancia na utiliza\u00e7\u00e3o dos recursos dispon\u00edveis. \u00c9 de fundamental import\u00e2ncia traduzir as informa\u00e7\u00f5es produzidas pelas avalia\u00e7\u00f5es em diretrizes para a a\u00e7\u00e3o, em todos os n\u00edveis, do sistema educacional, desde a pr\u00e1tica docente e a gest\u00e3o escolar at\u00e9 o debate em torno das prioridades nacionais para a \u00e1rea da Educa\u00e7\u00e3o.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Cientes da multiplicidade de fatores que interferem na qualidade do sistema educacional e de que nenhum fator responde sozinho por qualquer mudan\u00e7a nesta \u00e1rea, as pol\u00edticas de interven\u00e7\u00e3o n\u00e3o podem se dar de forma isolada. S\u00e3o essenciais as iniciativas que promovam parcerias entre as distintas inst\u00e2ncias governamentais, universidades e institui\u00e7\u00f5es de pesquisa. Os programas devem ser articulados. Qualquer medida para melhoria da pr\u00e1tica docente, por exemplo, dever\u00e1 estar associada \u00e0 discuss\u00e3o, revis\u00e3o da pol\u00edtica do livro did\u00e1tico, das reformas curriculares e da forma\u00e7\u00e3o do professor.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Um dos exemplos desta situa\u00e7\u00e3o diz respeito \u00e0 quest\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o de professores, um dos principais fatores que incidem sobre a melhoria da qualidade da Educa\u00e7\u00e3o. Os resultados de diferentes sistemas de avalia\u00e7\u00e3o sugerem uma forte associa\u00e7\u00e3o entre o desempenho dos alunos e a escolaridade do professor e salientam a urg\u00eancia de se investir em programas eficazes de forma\u00e7\u00e3o inicial e continuada dos docentes. Por outro lado, permanece inexplorada grande parte do potencial informativo desses resultados. A an\u00e1lise dos padr\u00f5es de resposta apresentados pelos alunos e dos seus erros mais freq\u00fcentes, por exemplo, poderia ajudar a identificar t\u00f3picos que o pr\u00f3prio professor n\u00e3o domina completamente. Orientar-se-ia, assim, a estrutura\u00e7\u00e3o desses programas de forma\u00e7\u00e3o inicial e continuada.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Outros aspectos destacados pelas avalia\u00e7\u00f5es t\u00eam se convertido em objeto de preocupa\u00e7\u00e3o e fundamentam experi\u00eancias bem-sucedidas de reestrutura\u00e7\u00e3o do sistema gerencial das escolas, com o refor\u00e7o da autonomia escolar e o incentivo \u00e0 participa\u00e7\u00e3o da comunidade na escola; de reorganiza\u00e7\u00e3o escolar; de reforma curricular; de padroniza\u00e7\u00e3o da infra-estrutura e de amplia\u00e7\u00e3o da autonomia pedag\u00f3gica, entre outros. Dessa forma, qualquer mudan\u00e7a significativa se dar\u00e1 por meio da articula\u00e7\u00e3o solid\u00e1ria dos entes federativos e dos poderes constitu\u00eddos.\u00a0<br \/> \u00a0<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.mec.gov.br\/acs\/pdf\/m220403b.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Os desempenhos e seus contextos <\/a> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Minist\u00e9rio anuncia a\u00e7\u00f5es para melhorar desempenho de alunos \u00a0 \u00a0 \u00a0A secret\u00e1ria de Ensino Fundamental, Maria Jos\u00e9 Feres, anunciou nesta ter\u00e7a-feira, 22, que o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o (FNDE\/MEC) e o Fundo de Fortalecimento da Escola (Fundescola\/MEC) t\u00eam, em conjunto, R$ 122 milh\u00f5es para investir este ano em forma\u00e7\u00e3o continuada de professores e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-236","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-da-imprensa"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v15.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>A\u00e7\u00f5es do MEC para reverter o baixo desempenho dos alunos &raquo; 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