{"id":2357,"date":"2008-11-06T15:54:00","date_gmt":"2008-11-06T17:54:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2008\/11\/06\/preco-do-livro-deve-subir-entre-6-e-12\/"},"modified":"2008-11-06T15:54:00","modified_gmt":"2008-11-06T17:54:00","slug":"preco-do-livro-deve-subir-entre-6-e-12","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/preco-do-livro-deve-subir-entre-6-e-12\/","title":{"rendered":"Pre\u00e7o do livro deve subir entre 6% e 12%"},"content":{"rendered":"<p>Depois de reduzir o pre\u00e7o dos livros entre 2006 e 2007, as editoras devem promover aumentos entre 6% e 12% em seus t\u00edtulos no pr\u00f3ximo ano. \u201c\u00c9 o maior aumento desde 2004, quando o setor ficou isento de PIS e Cofins\u201c, diz Sonia Jardim, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) e vice-presidente da editora Record.<\/p>\n<p> Segundo as editoras ouvidas pelo Valor, o reajuste \u00e9 consequ\u00eancia, basicamente, de tr\u00eas fatores: aumento no pre\u00e7o do papel (por causa da alta do d\u00f3lar) e os diss\u00eddios dos trabalhadores da ind\u00fastria gr\u00e1fica e das editoras que devem ficar acima de anos anteriores. No custo de produ\u00e7\u00e3o de um livro, o papel representa 60% e os servi\u00e7os gr\u00e1ficos respondem por 40%.  <\/p>\n<p> \u201cNo come\u00e7o desse m\u00eas recebemos novas tabelas da ind\u00fastria de papel. O offset (papel usado para impress\u00e3o de livros) aumentou 8% e o couch\u00e9 chegou com alta de 15%\u201c, diz Jorge Yunes, presidente da Abrelivros, entidade que re\u00fane as editoras de livros did\u00e1ticos, e diretor superintendente das editoras Ibep e Nacional, cujos pre\u00e7os devem aumentar, em m\u00e9dia, 8%. <\/p>\n<p> Na editora curitibana Positivo, uma das maiores no segmento de did\u00e1ticos, o reajuste ser\u00e1 entre 5% e 8% \u201cRecebemos uma nova tabela de pre\u00e7os da ind\u00fastria de papel e o diss\u00eddio dos gr\u00e1ficos aqui no Paran\u00e1 chegou a 8%, acima dos 5% previstos inicialmente por n\u00f3s\u201c, diz Emerson Santos, diretor-geral da Positivo.  <\/p>\n<p> Em S\u00e3o Paulo, que abriga a maior parte das gr\u00e1ficas, o diss\u00eddio ainda est\u00e1 em negocia\u00e7\u00e3o. Os trabalhadores pleiteiam um aumento de 13%. Os empres\u00e1rios prop\u00f5em 7%. Em 2007, o acordo coletivo foi de 7,10%, segundo o sindicato do setor. As negocia\u00e7\u00f5es se arrastam desde setembro e as editoras j\u00e1 trabalham com algo em torno de 8%. Outro diss\u00eddio que deve impactar as contas \u00e9 o dos empregados das casas editoriais. Em 2007, o sal\u00e1rio dos funcion\u00e1rios do setor foi reajustado em 6% e a previs\u00e3o para 2008 \u00e9 de 7,5%.<\/p>\n<p> O diretor comercial da Martins Fontes, Jaime Carneiro, diz que antes mesmo da alta do d\u00f3lar a ind\u00fastria de papel j\u00e1 vinha h\u00e1 algum tempo pressionando as editoras para promover os aumentos e v\u00e1rias delas come\u00e7aram a receber os reajustes j\u00e1 em outubro. \u201cAs fabricantes de papel j\u00e1 vinham amea\u00e7ando e agora encontraram um motivo para efetivamente aumentar o pre\u00e7o\u201c, diz Carneiro. O que contribui para que as editoras aceitem tais reajustes \u00e9 que o segundo semestre \u00e9 o melhor per\u00edodo para as editoras, que t\u00eam crescimento nas vendas por causa do Natal e dos livros vendidos para o governo federal, que compra 120 mil toneladas de livros por ano.  <\/p>\n<p> Al\u00e9m disso, as editoras est\u00e3o inseridas num setor que n\u00e3o prev\u00ea redu\u00e7\u00e3o no consumo em 2009. \u201cO governo \u00e9 um grande comprador de livros e n\u00e3o vai interromper seu programa\u201c, lembra Heber Lisboa, gerente de planejamento da brit\u00e2nica Pearson. As livrarias n\u00e3o cancelaram seus projetos de expans\u00e3o, acreditando que em momentos de crise econ\u00f4mica h\u00e1 uma maior demanda por livros, considerados um tipo de lazer barato.<\/p>\n<p> Nesse contexto, que inclui tamb\u00e9m a alta volatilidade do d\u00f3lar, as editoras com estoque de papel est\u00e3o sendo beneficiadas. V\u00e1rias delas simplesmente pararam de comprar papel aguardando a cota\u00e7\u00e3o da moeda americana estabilizar. \u201cQuando o d\u00f3lar chegou em R$ 2 pedi para interromper as compras de papel\u201c, disse Claudionor Martins, diretor comercial da Planeta. A espanhola Santillana, dona da editora Moderna, segue a mesma pol\u00edtica. \u201cTemos estoque para at\u00e9 abril de 2009 e n\u00e3o vamos comprar papel nesse momento\u201c, disse Carlos Calvo, diretor-geral de opera\u00e7\u00f5es da Santillana, que compra entre 8 a 10 mil toneladas por ano de papel.  <\/p>\n<p> Segundo a presidente do Snel, h\u00e1 ainda o fundo de promo\u00e7\u00e3o \u00e0 leitura, para o qual as editoras ser\u00e3o obrigadas a reverter 1% do faturamento. Essa contribui\u00e7\u00e3o \u00e9 a contrapartida do governo para a medida que isentou o setor de PIS e Cofins em 2004. O valor da ren\u00fancia fiscal, na \u00e9poca, foi estimado em R$ 160 milh\u00f5es, mas at\u00e9 hoje o projeto est\u00e1 parado. \u201cEm um semin\u00e1rio na semana passada em Bras\u00edlia, o ministro da Cultura Juca Ferreira disse que quer as contribui\u00e7\u00f5es das editoras comecem a vigorar ainda esse ano. Isso vai impactar ainda mais o or\u00e7amento das editoras\u201c, afirma Sonia. A medida para cria\u00e7\u00e3o do fundo ainda depende da aprova\u00e7\u00e3o da Casa Civil.<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de reduzir o pre\u00e7o dos livros entre 2006 e 2007, as editoras devem promover aumentos entre 6% e 12% em seus t\u00edtulos no pr\u00f3ximo ano. \u201c\u00c9 o maior aumento desde 2004, quando o setor ficou isento de PIS e Cofins\u201c, diz Sonia Jardim, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) e vice-presidente [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-2357","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-da-imprensa"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v15.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Pre\u00e7o do livro deve subir entre 6% e 12% &raquo; 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