{"id":2338,"date":"2008-11-19T15:32:00","date_gmt":"2008-11-19T17:32:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2008\/11\/19\/editoras-brasileiras-tentam-antecipar-o-livro-do-futuro\/"},"modified":"2008-11-19T15:32:00","modified_gmt":"2008-11-19T17:32:00","slug":"editoras-brasileiras-tentam-antecipar-o-livro-do-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/editoras-brasileiras-tentam-antecipar-o-livro-do-futuro\/","title":{"rendered":"Editoras brasileiras tentam antecipar o livro do futuro"},"content":{"rendered":"<p>Criado por um americano de 19 anos na \u00e9poca, o site de compartilhamento de arquivos Napster tornou-se sin\u00f4nimo de ruptura. Num piscar de olhos, a ind\u00fastria fonogr\u00e1fica perdeu totalmente o controle sobre sua principal fonte de receita: a m\u00fasica. Faixas e mais faixas, dos mais diversos g\u00eaneros e estilos, foram parar na web, oferecendo acesso gratuito a um conte\u00fado que, at\u00e9 ent\u00e3o, era pago, para qualquer pessoa com um computador em m\u00e3os e acesso \u00e0 internet. O download feito por essas pessoas era e \u00e9 ilegal, pois prescinde do pagamento de direitos autorais aos seus donos. O Napster foi processado judicialmente e, hoje, est\u00e1 dentro das leis. Isso n\u00e3o significa, no entanto, que a atividade virtual acabou.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Tanto \u00e9 que a ind\u00fastria fonogr\u00e1fica continua encolhendo. N\u00e3o seria exagero afirmar que o setor nunca mais foi o mesmo desde que Shawn Fanning colocou no ar, em 1999, a primeira vers\u00e3o do portal. O espanto e a resist\u00eancia das companhias em entender o significado do Napster foram t\u00e3o grandes que o setor ainda n\u00e3o se recuperou. Em 2000, a ind\u00fastria fonogr\u00e1fica movimentou US$ 36,9 bilh\u00f5es em vendas ao consumidor final em todo o planeta, segundo a institui\u00e7\u00e3o que representa o setor mundialmente, o IFPI. Em 2007, esse n\u00famero despencou para US$ 29,9 bilh\u00f5es.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Passados quase dez anos do surgimento do primeiro site de compartilhamento virtual e ap\u00f3s a ind\u00fastria ter perdido quase 20% de sua receita, os executivos reconhecem que demoraram para tomar uma atitude. Os especialistas advertem que, agora, resta que outras ind\u00fastrias de bens culturais olhem para o passado \u2013 e para o presente \u2013 de seus companheiros para n\u00e3o cometerem o mesmo erro.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cN\u00f3s n\u00e3o temos o direito de sofrer a barrigada que a ind\u00fastria fonogr\u00e1fica cometeu\u201d, afirma Leila Name, diretora de produ\u00e7\u00e3o editorial e gr\u00e1fica da Nova Fronteira, selo do grupo Ediouro. Leila e outros executivos do grupo reuniram-se num fim de semana para pensar sobre a quest\u00e3o do conte\u00fado digital. A Ediouro contratou at\u00e9 um profissional do setor de tecnologia da informa\u00e7\u00e3o para auxili\u00e1-los nesse processo.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Nada parecido com o que aconteceu com a ind\u00fastria fonogr\u00e1fica est\u00e1 a caminho do mercado editorial. Ao contr\u00e1rio da m\u00fasica, os livros t\u00eam uma liga\u00e7\u00e3o emocional forte com os consumidores. A pesquisa mundial Media Predictions \u2013 TMT Trends 2008, realizada pela consultoria Deloitte, afirma que \u201ca tecnologia, n\u00e3o importa qu\u00e3o boa ou barata possa ser, talvez nunca consiga competir com a nossa liga\u00e7\u00e3o sentimental com o livro. Algumas m\u00eddias, como o livro, a revista e o jornal, s\u00e3o exemplos de que continuar\u00e3o a perdurar em seus formatos existentes\u201d.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Isso n\u00e3o significa, no entanto, que o setor pode se acomodar. A Sociedade dos Autores, uma organiza\u00e7\u00e3o que representa mais de 8,5 mil escritores profissionais da Inglaterra, alertou para a demora em oferecer conte\u00fado digital legal na rede. Em mar\u00e7o deste ano, a institui\u00e7\u00e3o informou que a pirataria virtual tem afetado obras em que o leitor n\u00e3o precisa ter acesso a todo o conte\u00fado, como os t\u00edtulos de gastronomia, de poesia, guias de viagem e contos. Algumas personalidades famosas t\u00eam sido as mais vulner\u00e1veis. Em 2003, um e-mail dizia oferecer uma c\u00f3pia completa do t\u00edtulo mais recente de receitas do popular chef ingl\u00eas Jamie Oliver na \u00e9poca. A editora respons\u00e1vel pela obra de Oliver afirmou ser um trote: o conte\u00fado oferecido era uma compila\u00e7\u00e3o de edi\u00e7\u00f5es j\u00e1 publicadas. Em julho de 2007, foi a vez de \u201cHarry Potter e as Rel\u00edquias da Morte\u201d, o s\u00e9timo t\u00edtulo da s\u00e9rie criada pela inglesa J.K. Rowling, cair na rede. Quatro dias antes de ser lan\u00e7ada, a obra podia ser encontrada em sites. Uma tradu\u00e7\u00e3o chinesa gratuita tornou-se dispon\u00edvel antes da vers\u00e3o oficial da l\u00edngua chegar ao pa\u00eds.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Algumas editoras t\u00eam preferido se antecipar \u00e0 era digital. \u201cO mundo monopolizado pelo livro impresso de papel, um formato existente h\u00e1 cinco s\u00e9culos, morreu\u201d, diz Richard Uribe, subdiretor do Livro e Desenvolvimento do Centro Regional de Fomento do Livro na Am\u00e9rica Latina e no Caribe (Cerlalc), um organismo vinculado \u00e0 Unesco. \u201cA import\u00e2ncia do livro impresso n\u00e3o acabou. Por\u00e9m, \u00e9 preciso aprender a conviver com outros formatos. A leitura continua tendo valor na vida das pessoas. H\u00e1 diferen\u00e7a se \u00e9 no papel ou em algum aparelho digital?\u201d\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A d\u00favida lan\u00e7ada por Uribe deve ficar no ar por mais alguns anos. Nem mesmo a ind\u00fastria fonogr\u00e1fica encontrou um novo modelo de neg\u00f3cio lucrativo para substituir a forma com que se lidava com m\u00fasica antes do Napster. Por enquanto, o mercado editorial experimenta \u2013 os testes s\u00e3o in\u00fameros e diversificados.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A Nova Fronteira, por exemplo, lan\u00e7ou-se na internet pela primeira vez no in\u00edcio desta d\u00e9cada. Com um acordo com a gigante brasileira do varejo online Submarino, a editora ofereceu o download gratuito da obra Mis\u00e9ria e grandeza do amor de Benedita, do escritor baiano Jo\u00e3o Ubaldo Ribeiro, um ano antes de lan\u00e7\u00e1-lo na vers\u00e3o f\u00edsica. \u201cTivemos cerca de 12,5 mil downloads\u201d, lembra Leila. \u201cE nada impediu que o livro vendesse 30 mil exemplares ao longo do tempo.\u201d\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Em 2006, a casa fez outro teste. No cinq\u00fcenten\u00e1rio de Grande Sert\u00e3o: Veredas, do mineiro Jo\u00e3o Guimar\u00e3es Rosa, foram lan\u00e7ados, simultaneamente, uma edi\u00e7\u00e3o de luxo, por mais de R$ 100,00; uma brochura, por R$ 59,00; um livro de bolso, por R$ 28,00, e a possibilidade de copiar o arquivo de gra\u00e7a na internet. A executiva afirma que nenhum formato prejudicou o outro.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Agora, a Nova Fronteira e todo o grupo Ediouro preparam-se para um passo maior. Internamente, estuda-se um modelo de neg\u00f3cio vi\u00e1vel para lan\u00e7ar um portal para venda de downloads de livros ou compra sob demanda. \u201cN\u00f3s temos 89 t\u00edtulos da Agatha Christie, mas n\u00e3o conseguimos manter todos eles ativos\u201d, explica Leila. \u201cNesse portal, o consumidor ter\u00e1 a op\u00e7\u00e3o de comprar o arquivo ou pedir o livro impresso.\u201d\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O processo de digitaliza\u00e7\u00e3o do acervo j\u00e1 come\u00e7ou. O portal, estima a executiva, deve entrar no ar em cerca de seis meses. Por enquanto, ainda se estuda a pol\u00edtica de seguran\u00e7a do conte\u00fado e o pre\u00e7o do servi\u00e7o. Alguns autores, como Thomas Mann, Simone de Beauvoir e Agatha Christie devem ser os primeiros a chegar \u00e0 web com a nova proposta da editora.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A pol\u00edtica de seguran\u00e7a tem sido uma das principais quest\u00f5es para o mercado editorial. Na m\u00fasica, h\u00e1 tecnologias de seguran\u00e7a que pro\u00edbem a transfer\u00eancia de arquivos de um aparelho para o outro. Tanto a ind\u00fastria fonogr\u00e1fica quanto a cinematogr\u00e1fica t\u00eam a op\u00e7\u00e3o do streaming tamb\u00e9m. Ou seja, o usu\u00e1rio precisa estar conectado \u00e0 internet para ouvir ou ver o conte\u00fado. Por\u00e9m, ele n\u00e3o faz o download do arquivo para o computador \u2013 formato usado pelo site de v\u00eddeos You Tube, por exemplo. Para as editoras, \u00e9 preciso definir como o usu\u00e1rio ter\u00e1 contato com o arquivo: ele poder\u00e1 imprimir total ou parcialmente a obra? Ser\u00e1 poss\u00edvel transferir o conte\u00fado para outros aparelhos?\u00a0<br \/> No mercado editorial, por\u00e9m, este assunto ainda \u00e9 uma barreira. Tanto a editora Senac quanto a Melhoramentos estudam o assunto. Marcus Vinicius Barili Alves, gerente geral e editor da Senac de S\u00e3o Paulo, afirma que a seguran\u00e7a \u00e9 o principal ponto que impede a casa de vender seu conte\u00fado na rede. \u201cTalvez tenhamos algumas id\u00e9ias sobre isso na Feira de Frankfurt deste ano\u201d, diz. No entanto, ele n\u00e3o se arrisca a prever quando que o projeto sair\u00e1 do papel. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Para chegar a alguma decis\u00e3o, a Melhoramentos decidiu explorar as possibilidades de seguran\u00e7a com os escritores da casa. \u201cTemos discutido com os autores para chegar a um consenso\u201d, diz Breno Lerner, diretor-geral da editora. A id\u00e9ia \u00e9 lan\u00e7ar um servi\u00e7o de venda do arquivo digital no pr\u00f3prio e-commerce da editora. \u201cO site j\u00e1 est\u00e1 preparado tecnologicamente\u201d, revela.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A Melhoramentos oferece seus produtos em algumas m\u00eddias digitais h\u00e1 cerca de dez anos. A casa disponibiliza o dicion\u00e1rio Michaelis para intranet (rede interna das companhias), para dicion\u00e1rios online como o Babylon, para celulares e o Palm. \u201cA linha digital do dicion\u00e1rio deve responder por 8% da receita do Michaelis em 2008\u201d, diz Lerner. O executivo diz que a marca representa 35% do faturamento total da editora, sendo que o arquivo digital n\u00e3o influencia as vendas das obras em papel.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Enquanto a defini\u00e7\u00e3o sobre um padr\u00e3o de seguran\u00e7a est\u00e1 longe do fim, a editora Senac oferece seu conte\u00fado na internet para a divulga\u00e7\u00e3o. Uma das primeiras a assinar um contrato com o projeto Google Book Search (Google Pesquisa de Livros), a editora j\u00e1 tem todo o seu cat\u00e1logo ativo \u2013 cerca de 850 obras \u2013 digitalizado pelo gigante da tecnologia. Dependendo da busca dos usu\u00e1rios, as obras da Senac podem ser acessadas e o consumidor pode ser levado a um varejista online para adquirir o t\u00edtulo. Atualmente, o acordo que a editora tem com o Google possibilita o acesso a cinco p\u00e1ginas corridas ou 20% do conte\u00fado do livro. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cA degusta\u00e7\u00e3o do conte\u00fado favorece a compra\u201d, garante Alves. \u201cHoje, a taxa de convers\u00e3o [usu\u00e1rios que pesquisam um livro da Senac e efetuam a compra] \u00e9 de 10%. Entre os parceiros do programa, percebe-se que, quanto maior o volume de degusta\u00e7\u00e3o,maior a taxa de convers\u00e3o.\u201d Por esse motivo, o executivo estuda ampliar a oferta de conte\u00fado gratuito no projeto de pesquisa do Google. \u201cN\u00e3o h\u00e1 canibaliza\u00e7\u00e3o. Pelo contr\u00e1rio, \u00e9 uma alavanca para as vendas.\u201d \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A Livraria Cultura optou pelo mesmo caminho da divulga\u00e7\u00e3o. Em outubro, a rede anunciou um acordo com o projeto de pesquisa do Google, o primeiro acordo deste tipo no mundo. \u201cA degusta\u00e7\u00e3o virtual ajuda a vender\u201d, afirma Sergio Herz. Agora, todos os livros comercializados pelo site da livraria que est\u00e3o no Google Book Search, s\u00e3o oferecidos para o usu\u00e1rio experimentar. \u201cAs obras digitalizadas pelo Google entram automaticamente na Livraria Cultura\u201d, diz ele. O executivo afirma que, com o h\u00e1bito crescente de comprar livros pela internet no Brasil, os consumidores demandam informa\u00e7\u00f5es para realizar a compra.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A id\u00e9ia de vender conte\u00fado pela loja virtual da Livraria Cultura, por enquanto, n\u00e3o est\u00e1 nos planos de Herz. \u201cVendemos arquivo digital entre 2001 e 2005\u201d, diz. Mas o projeto acabou n\u00e3o dando t\u00e3o certo e o servi\u00e7o foi desativado. Eram livros de R$ 9,00 a R$ 15,00, com uma oferta de cerca de mil t\u00edtulos. O usu\u00e1rio comprava o download e era poss\u00edvel imprimir o conte\u00fado. \u201cVend\u00edamos super pouco. A manuten\u00e7\u00e3o do site era mais cara do que a receita de vendas\u201d, lembra.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Hoje, h\u00e1 algumas iniciativas pontuais, como o site eBook Reader, que oferece alguns poucos t\u00edtulos para a venda e mais de mil obras gratuitas. A Funda\u00e7\u00e3o Biblioteca Nacional, com sede no Rio, come\u00e7ou a digitalizar parte do seu acervo em 2001 e, assim como o portal Dom\u00ednio P\u00fablico, oferece conte\u00fado gratuitamente. Para Herz, talvez o mercado ainda n\u00e3o estivesse pronto para esse tipo de consumo na \u00e9poca em que a Livraria Cultura lan\u00e7ou seu projeto.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00c9 o caso, por exemplo, do audiolivro. Parece que s\u00f3 agora o mercado est\u00e1 maduro para demandar o formato do livro falado, que existe h\u00e1 d\u00e9cadas. A Melhoramentos tentou trabalhar esse segmento h\u00e1 sete anos atr\u00e1s, ainda com as fitas cassetes, mas sem sucesso. Agora, no entanto, editoras t\u00eam investido nesse formato. O lan\u00e7amento do selo editorial Plugme, da Ediouro, mostra bem isso.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O selo, uma parceria entre o franc\u00eas radicado no Brasil, Patrick Osinski \u2013 que criou a editora especializada em downloads de audiolivros Volume \u2013 e a Ediouro, est\u00e1 sendo lan\u00e7ado em setembro. At\u00e9 agora, o Plugme vem sendo apresentado em alguns eventos de livros, como a Festa Liter\u00e1ria Internacional de Paraty (FLIP) e a Bienal Internacional do Livro de S\u00e3o Paulo. Com um posicionamento jovem para o produto \u2013 que at\u00e9 ent\u00e3o era mais associado a consumidores com defici\u00eancia visual \u2013, a estrat\u00e9gia, agora, \u00e9 encaixar as hist\u00f3rias narradas no dia-a-dia corrido das pessoas, especialmente nos grandes centros urbanos. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A principal aposta da editora, segundo Cristina Albuquerque, gerente de produtos da Plugme, \u00e9 em consumidores que passam muito tempo no tr\u00e2nsito. \u201cO potencial para esse p\u00fablico \u00e9 grande, pois existe uma forte sensa\u00e7\u00e3o de tempo perdido\u201d, afirma. \u201cMas o audiolivro n\u00e3o substitui o livro impresso. Cada um tem o seu espa\u00e7o.\u201d Os t\u00edtulos variam de R$ 24,90 a R$ 29,90 e podem ser adquiridos em livrarias (em CDs) e pelo download na internet. Segundo a executiva, um dos principais diferenciais do selo s\u00e3o as vozes da narra\u00e7\u00e3o: os consumidores provavelmente reconhecer\u00e3o muitas delas. O audiolivro A li\u00e7\u00e3o final, do professor americano Randy Pausch, teve sua vers\u00e3o em portugu\u00eas narrada pelo ator Paulo Betti. Enquanto que Jos\u00e9 Wilker empresta a voz para Quando Nietzsche chorou.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A Melhoramentos tamb\u00e9m voltou a testar, nos \u00faltimos dois anos, o livro falado em seus t\u00edtulos infantis. Inicialmente, a editora preferiu experimentar o formato acoplando o CD \u00e0s obras, \u201cpara acostumar o consumidor\u201d, explica Lerner. O pr\u00f3ximo passo ser\u00e1 oferecer a m\u00eddia sozinha, a partir da volta \u00e0s aulas de 2009. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Apesar de tantas experi\u00eancias e novos formatos, o livro no papel tem caracter\u00edsticas dif\u00edceis de serem imitadas, quanto mais substitu\u00eddas. \u201cPercebemos que t\u00ednhamos que agregar valor ao livro papel, principalmente porque as crian\u00e7as querem mais interatividade\u201d, diz Lerner. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Isso n\u00e3o significa, no entanto, que o prazer de folhear uma obra ficar\u00e1 obsoleto. Mas, em \u00e9poca de ritmo fren\u00e9tico de lan\u00e7amentos tecnol\u00f3gicos, ficar atento \u00e0s novidades tornou-se um imperativo. \u201cHoje, somos, antes de mais nada, provedores de conte\u00fado\u201d, resume o executivo da Melhoramentos.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Internautas s\u00e3o os que dedicam mais tempo \u00e0 leitura &#8211; A leitura em meios digitais j\u00e1 \u00e9 uma realidade. O Brasil \u00e9 um dos maiores mercados de computadores do mundo e o brasileiro adora navegar na web. S\u00e3o mais de 41 milh\u00f5es de habitantes com acesso \u00e0 internet no pa\u00eds, segundo o Ibope Net Ratings. Nesse novo cen\u00e1rio, os h\u00e1bitos da popula\u00e7\u00e3o t\u00eam apresentado mudan\u00e7as. A pesquisa Retratos da Leitura do Brasil, encomendada pelo Instituto Pr\u00f3-Livro ao Ibope, mostra essa tend\u00eancia: uma gera\u00e7\u00e3o de brasileiros multim\u00eddia, \u00e1vida por obter informa\u00e7\u00e3o e sem preconceitos em rela\u00e7\u00e3o ao suporte em que consumir\u00e1 esse conte\u00fado.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Quando questionado sobre o que l\u00eaem, cerca de 50% dos entrevistados responderam consumir revistas, livros e jornais. A import\u00e2ncia da internet, no entanto, \u00e9 cada vez maior. A internet representou 20% das respostas nesse quesito e os livros digitais por 3%. O Portal Dom\u00ednio P\u00fablico pode ser um bom term\u00f4metro da demanda que existe \u2013 talvez at\u00e9 de forma reprimida \u2013 por conte\u00fado digital. No site do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, j\u00e1 foram baixadas 7 milh\u00f5es de c\u00f3pias das 72 mil obras dispon\u00edveis no endere\u00e7o virtual (www.dominiopublico.gov.br).\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A pesquisa tamb\u00e9m mostrou que os leitores que apreciam mais a leitura de textos na internet tamb\u00e9m s\u00e3o os que dedicam maior tempo para ler durante a semana. Embora esteja longe de figurar entre os n\u00fameros mais expressivos em quantidade de leitores \u2013 at\u00e9 porque ainda \u00e9 modesto o percentual de brasileiros com acesso \u00e0 internet, como o pr\u00f3prio estudo demonstrou \u2013 o dado \u00e9 revelador. De acordo com os especialistas, ele pode indicar uma tend\u00eancia futura de comportamento leitor da popula\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Criado por um americano de 19 anos na \u00e9poca, o site de compartilhamento de arquivos Napster tornou-se sin\u00f4nimo de ruptura. Num piscar de olhos, a ind\u00fastria fonogr\u00e1fica perdeu totalmente o controle sobre sua principal fonte de receita: a m\u00fasica. 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