{"id":2274,"date":"2008-08-25T14:20:00","date_gmt":"2008-08-25T17:20:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2008\/08\/25\/pulo-do-gato-ou-tiro-no-escuro\/"},"modified":"2008-08-25T14:20:00","modified_gmt":"2008-08-25T17:20:00","slug":"pulo-do-gato-ou-tiro-no-escuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/pulo-do-gato-ou-tiro-no-escuro\/","title":{"rendered":"Pulo do gato ou tiro no escuro?"},"content":{"rendered":"<p>Protagonistas de uma hist\u00f3ria de fracassos her\u00f3icos, os audiolivros brasileiros vivem agora seu momento de tira-teima. Mesmo que o suspense \u2013 digno de uma final decidida nos p\u00eanaltis \u2013 embace a vista, h\u00e1 quem diga que andam levando vantagem. Na mais recente prova de fogo \u2013 a 20\u00aa Bienal Internacional do Livro de S\u00e3o Paulo, que termina amanh\u00e3 \u2013 foram bem: em meio a corredores vazios, os estandes dedicados \u00e0s vers\u00f5es em CDs e arquivo sonoro para os livros de papel pareciam ilhas superpovoadas.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u2013 Estamos vendendo cerca de 120 t\u00edtulos por dia \u2013 conta Vanessa Ban, diretora da Audiolivro, empresa que estreou na Bienal de 2006. \u2013 Parece pouco, mas \u00e9 muito mais do que imagin\u00e1vamos, se levarmos em conta que \u00e9 um produto ainda novo no mercado.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> Passado her\u00f3ico\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/B> Novo, na verdade, n\u00e3o \u00e9. O produtor e jornalista Irineu Garcia j\u00e1 lan\u00e7ava audiolivros de vinil em 1956. N\u00e3o deu certo. Depois que ele capitulou, a Philips adquiriu seu cat\u00e1logo. Pouco durou a tentativa. Mais tarde, editoras como a Francisco Alves investiram novamente no formato \u2013 mais fitas cassete que vinis, claro. Tamb\u00e9m n\u00e3o pegou.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Ent\u00e3o por que agora assistimos \u00e0 multiplica\u00e7\u00e3o das editoras de audiolivros (s\u00f3 na Bienal de S\u00e3o Paulo eram seis)?\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u2013 Basicamente, porque acreditamos que podemos mudar o mercado \u2013 afirma o franc\u00eas Patrick Osinski, diretor da Plugme, empresa respons\u00e1vel por lan\u00e7ar a primeira cole\u00e7\u00e3o de audiolivros da Ediouro. \u2013 Na Fran\u00e7a, os audiolivros foram recebidos com uma imensa desconfian\u00e7a, h\u00e1 cerca de 5 anos. Agora s\u00e3o um sucesso. Na Alemanha, n\u00e3o existiam h\u00e1 tr\u00eas anos. Hoje j\u00e1 h\u00e1 80 editoras especializadas. Isso sem falar nos EUA, onde o segmento representa 9% do mercado editorial.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Com tantos n\u00fameros na ponta da l\u00edngua, Osinski acaba sendo um s\u00edmbolo dessa mudan\u00e7a \u2013 de ares ou de fichas de aposta. Sua vinda para o Brasil marca o primeiro grande investimento recente de uma editora de porte nos audiolivros.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> N\u00e3o s\u00e3o, por\u00e9m, os \u00fanicos. H\u00e1 um burburinho no mundo editorial, que, dizem, est\u00e1 decidindo se e como investe no segmento.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u2013 H\u00e1, de fato, uma mobiliza\u00e7\u00e3o no setor. Outras grandes editoras t\u00eam estudado se entram ou n\u00e3o na disputa \u2013 diz F\u00e1bio Herz, diretor comercial da Livraria Cultura.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Enquanto as grandes n\u00e3o se decidem, as pequenas se multiplicam. O empres\u00e1rio Geraldo Brand\u00e3o \u00e9 o mais novo a entrar no time: acaba de assinar um contrato com a fam\u00edlia de Carlos Drummond de Andrade, para lan\u00e7ar, em \u00e1udio, n\u00e3o apenas alguns de seus livros, mas tamb\u00e9m cartas e entrevistas. A novidade representa a estr\u00e9ia da empresa \u00c1udio Falante.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u2013 Acho que esta ainda n\u00e3o \u00e9 a hora dos audiolivros no Brasil. O que existe \u00e9 um mercado ainda pequeno para explorar \u2013 resigna-se. \u2013 Mas acredito que \u00e9 um projeto a longo prazo. Nossa tarefa, por enquanto, \u00e9 chamar a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O mesmo pensa Sandra Silv\u00e9rio, diretora da Livro Falante, que exp\u00f5e pela primeira vez na Bienal de S\u00e3o Paulo.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u2013 Quando comecei o neg\u00f3cio, h\u00e1 dois anos, tinha consci\u00eancia de que poderia ter um grande preju\u00edzo. \u2013 conta. \u2013 Dei um tiro no escuro porque sempre fui apaixonada pelos audiolivros, cresci ouvindo os americanos, que meu pai trazia. Agora, acredito que, em tr\u00eas anos, a empresa j\u00e1 possa dar lucro.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> Clientela cativa\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/B> O p\u00fablico dos audiolivros, de fato, ainda n\u00e3o \u00e9 dos mais representativos. A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada recentemente pelo Instituto Pr\u00f3-Livro, mostra que os audiobooks s\u00e3o ouvidos por apenas 2% da popula\u00e7\u00e3o analisada. Ou seja: 4,6 milh\u00f5es de pessoas.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A clientela pequena, no entanto, \u00e9 fiel. A proposi\u00e7\u00e3o \u00e9 un\u00e2nime entre os vendedores do ramo, e comprovada pelos n\u00fameros. Segundo a mesma pequisa, o tempo que os adeptos dedicam aos audiolivros \u00e9 um dos maiores: 2 horas e 11 minutos por semana. Perdem apenas para os textos na internet e para os livros indicados pela escola, e ganham de lavada dos livros de papel, aos quais s\u00f3 se dedica 1 hora e 56 minutos.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u2013 Minhas vendas t\u00eam aumentado cerca de 30% por m\u00eas, nos \u00faltimos tempos \u2013 comemora Cl\u00e1udio Wulkan, diretor da Universidade Falada, que dividiu o estande com a Livro Falante. \u2013 Geralmente, o consumidor faz uma primeira compra de um ou dois audiolivros. Mas, na segunda vez, leva dez, 15.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> V\u00e2nia Belli, professora de psicologia da Universidade Salgado de Oliveira e f\u00e3 antiga dos audiolivros, \u00e9 um exemplo de fidelidade.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Virou adepta quando morou no exterior, nos anos 1980. De volta ao Brasil, descobriu a Luz da Cidade, empresa de audiolivros campe\u00e3 de longevidade: estreou em 1995 e permanece ativa at\u00e9 hoje.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u2013 Gosto principalmente dos de poesia. O ritmo, a entona\u00e7\u00e3o, a voz muda tudo. \u00c9 diferente de ler no papel \u2013 explica. \u2013 N\u00e3o canso de ouvir o mesmo CD.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A professora tamb\u00e9m criou o h\u00e1bito de comprar audiolivros para dar de presente aos amigos \u2013 inclusive os que moram no exterior.\u00a0<\/p>\n<p><B> Pre\u00e7o e preconceito: os desafios do \u00e1udio<br \/><\/B> Jornal do Brasil &#8211; Juliana Krapp<\/p>\n<p> Se a bem-aventuran\u00e7a dos audiolivros em solo brasileiro ainda \u00e9 um mist\u00e9rio, o formato com que decolariam tamb\u00e9m o \u00e9. Por enquanto, a diversidade \u00e9 via de regra: \u00e9 poss\u00edvel adquirir audiolivros em CDs de MP3 ou de wave, por download e at\u00e9 pelo telefone. Em alguns casos, v\u00eam acompanhados dos livros em papel; em outros, trazem a voz de alguma celebridade televisiva como chamariz (embora isso n\u00e3o seja novidade).<\/p>\n<p> \u2013 Ainda estamos todos tateando em busca do melhor formato, aprendendo com a experi\u00eancia \u2013 conta Sandra Silv\u00e9rio, diretora da Livro Falante.<\/p>\n<p><B> Notas de rodap\u00e9<\/p>\n<p><\/B> H\u00e1 ainda a diversidade nas caracter\u00edsticas do conte\u00fado. Afinal, um audiolivro \u00e9 \u2013 nem sempre t\u00e3o assumidamente \u2013 uma adapta\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria original. No lugar das entrelinhas, vinhetas; na descri\u00e7\u00e3o do ambiente, a sonoplastia. At\u00e9 que ponto os recursos sonoros \u2013 da entona\u00e7\u00e3o \u00e0 quantidade de narradores envolvidos \u2013 podem influenciar na trama \u00e9 uma discuss\u00e3o intermin\u00e1vel. Nos EUA \u2013 que j\u00e1 t\u00eam um mercado consolidado \u2013 andam debatendo at\u00e9 qual a melhor forma de inserir as notas de rodap\u00e9 (por enquanto, tendem a baixar o tom da narra\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p> A indecis\u00e3o quanto ao formato vem acompanhada, tamb\u00e9m, de uma estrat\u00e9gia de divulga\u00e7\u00e3o mais complexa do que no passado. No estande da Plugme da Bienal do Livro de S\u00e3o Paulo, basta um celular Nokia na m\u00e3o para baixar um trecho de audiolivro ali mesmo. H\u00e1, ainda, a op\u00e7\u00e3o de ligar, de qualquer telefone, para o n\u00famero 4003-7272 e ouvir peda\u00e7os dos \u00e1udios. E no YouTube est\u00e3o dispon\u00edveis making offs engra\u00e7adinho de algumas das grava\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p> \u2013 Achei que, na Fran\u00e7a, por ser um pa\u00eds que sempre cultuou os livros, o preconceito com o \u00e1udio seria o maior poss\u00edvel. Mas descobri que no Brasil \u00e9 ainda pior \u2013 comenta Patrick Osinski, diretor da Plugme, parceira da Ediouro em sua linha de audiolivros. \u2013 Destruir esse preconceito \u00e9 um de nossos quatro desafios.<\/p>\n<p> Quatro? Sim, a rela\u00e7\u00e3o de problemas \u00e9 extensa para o empreendedor franc\u00eas, que acaba de instalar sua empresa no bairro carioca de Bonsucesso. E bem-fundamentada. Segundo ele, outro grande desafio para a ind\u00fastria brasileira de audiolivros \u00e9 o pre\u00e7o. Fazer um audiolivro custa, em m\u00e9dia, 30% a mais do que um livro de papel. Ao mesmo tempo, os livros em \u00e1udio da Ediouro est\u00e3o sendo vendidos 30% mais baratos do que o seu equivalente em papel.<\/p>\n<p> \u2013 Isso \u00e9 necess\u00e1rio para vencer as primeiras barreiras e divulgar o produto \u2013 justifica Osinski.<\/p>\n<p><B> Direitos autorais<\/p>\n<p><\/B> O terceiro desafio s\u00e3o os direitos autorais. A famosa pedra no sapato da ind\u00fastria editorial aqui fica ainda mais inc\u00f4moda: pois, al\u00e9m do copyright do autor do texto, h\u00e1 que se bancar o do narrador. E nem todo escritor aprecia o novo formato.<\/p>\n<p> \u2013 N\u00e3o s\u00e3o os direitos que mudam, mas sim a negocia\u00e7\u00e3o sobre eles \u2013 explica Osinski. \u2013 \u00c9 muito dif\u00edcil explicar para um autor estrangeiro, por exemplo, que essa ind\u00fastria est\u00e1 apenas come\u00e7ando no Brasil, e que por isso ele n\u00e3o pode nos cobrar o mesmo que nos EUA, onde os audiolivros j\u00e1 d\u00e3o lucro h\u00e1 tempos.<\/p>\n<p> Sandra refor\u00e7a o problema:<\/p>\n<p> \u2013 Tenho demorado at\u00e9 seis meses para conseguir liberar os direitos. Muitas fam\u00edlias de escritores, e os pr\u00f3prios, implicam com o formato.<\/p>\n<p> Como se n\u00e3o bastasse isso, h\u00e1 o quarto desafio: a distribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p> \u2013 Minha experi\u00eancia na Fran\u00e7a j\u00e1 mostrou que colocar os audiolivros separados dos livros em papel, nas livrarias, n\u00e3o funciona \u2013 insiste o empres\u00e1rio franc\u00eas. \u2013 Quando s\u00e3o exibidos ao lado dos livros, s\u00e3o vendidos em quantidades bem maiores.<\/p>\n<p><B> Pior para as pequenas<\/p>\n<p><\/B> O desafio \u00e9 ainda maior para as pequenas editoras, que penam para entrar no esquema das grandes redes de livrarias. Apesar disso, parece que as not\u00edcias come\u00e7am a melhorar.<\/p>\n<p> \u2013 Recebemos algumas propostas de grandes livrarias na Bienal do Livro \u2013 diz Suzan Echem, diretora da Ao P\u00e9 do Ouvido, que existe h\u00e1 um ano.<\/p>\n<p> Mas os desafios n\u00e3o se encerram nos quatro problemas expostos por Osinski. Outra reclama\u00e7\u00e3o constante dos empres\u00e1rios \u00e9 a falta de prepara\u00e7\u00e3o dos est\u00fadios e dos operadores para uma mat\u00e9ria-prima t\u00e3o delicada quanto a literatura.<\/p>\n<p> O jeito \u00e9, ent\u00e3o, construir est\u00fadios pr\u00f3prios \u2013 decis\u00e3o tomada por quase todas as novas editoras de audiolivros.<\/p>\n<p> Com tantos obst\u00e1culos, retomamos a pergunta: por que, ent\u00e3o, investir em audiolivros?<\/p>\n<p> \u2013 Porque o Brasil tem os mesmos problemas do resto do mundo: engarrafamentos, barulho, leitores sem tempo \u2013 justifica o otimista Osinski. \u2013 E aqui ainda h\u00e1 uma vantagem: a cultura oral. Apenas neste pa\u00eds h\u00e1 uma profiss\u00e3o chamada contador de hist\u00f3rias.<\/p>\n<p> O franc\u00eas destaca ainda que, diferentemente do mercado em l\u00edngua espanhola, h\u00e1 por aqui grandes chances de, um dia, exportarmos audiolivros para outros pa\u00edses lus\u00f3fonos.<\/p>\n<p> \u2013 H\u00e1 quatro sotaques diferentes, e inconcili\u00e1veis, no mercado espanhol. Por isso, n\u00e3o acredito que os audiolivros se proliferem pelo resto da Am\u00e9rica Latina \u2013 especula ele. \u2013 Por outro lado, Portugal adora o sotaque brasileiro, por conta das novelas. Ent\u00e3o n\u00f3s j\u00e1 temos para quem exportar.<\/p>\n<p><B> Disfarce<\/p>\n<p><\/B> Se a lista de desafios de Osinski \u00e9 curta, a rela\u00e7\u00e3o de pr\u00f3s \u00e9 intermin\u00e1vel. O franc\u00eas justifica a predomin\u00e2ncia dos best-sellers nos cat\u00e1logos de audiolivros, afirmando que muita gente prefere o \u00e1udio ao papel por motivos de privacidade: com o CD no discman, ningu\u00e9m na academia imagina que voc\u00ea est\u00e1 se deleitando com um livro de auto-ajuda.<\/p>\n<p> Enquanto isso, a velha acusa\u00e7\u00e3o de que os \u00e1udio roubariam o espa\u00e7o dos livros de papel vai ficando para escanteio. Osinski cita pesquisa recente dos EUA, que indica que 25% das pessoas que gostam de um audiolivro acabam comprando a vers\u00e3o em papel.<\/p>\n<p> F\u00e1bio Herz, diretor comercial da Livraria Cultura, completa:<\/p>\n<p> \u2013 Os audiolivros sempre tiveram o seu nicho espec\u00edfico, que, apesar de ter crescido muito nos \u00faltimos tempos, nunca ultrapassou 1% de nosso faturamento. Ele n\u00e3o briga com o livro: pelo contr\u00e1rio, s\u00e3o produtos complementares. O consumidor de um \u00e9 tamb\u00e9m consumidor de outro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Protagonistas de uma hist\u00f3ria de fracassos her\u00f3icos, os audiolivros brasileiros vivem agora seu momento de tira-teima. Mesmo que o suspense \u2013 digno de uma final decidida nos p\u00eanaltis \u2013 embace a vista, h\u00e1 quem diga que andam levando vantagem. 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