{"id":2268,"date":"2008-08-29T16:32:00","date_gmt":"2008-08-29T19:32:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2008\/08\/29\/presidente-lula-da-posse-a-juca-ferreira-no-cargo-de-ministro-da-cultura\/"},"modified":"2008-08-29T16:32:00","modified_gmt":"2008-08-29T19:32:00","slug":"presidente-lula-da-posse-a-juca-ferreira-no-cargo-de-ministro-da-cultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/presidente-lula-da-posse-a-juca-ferreira-no-cargo-de-ministro-da-cultura\/","title":{"rendered":"Presidente Lula d\u00e1 posse a Juca Ferreira no cargo de Ministro da Cultura"},"content":{"rendered":"<p>O novo ministro da Cultura, Juca Ferreira, foi empossado pelo presidente da Rep\u00fablica, Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, na tarde desta quinta-feira, 28 de agosto, no Pal\u00e1cio do Planalto, em Bras\u00edlia. A solenidade contou com as presen\u00e7as do ex-ministro da Cultura Gilberto Gil, de ministros de Estado, outras autoridades, artistas e representantes de diversos setores da sociedade. Soci\u00f3logo de forma\u00e7\u00e3o, Juca ocupava a Secretaria Executiva do Minist\u00e9rio da Cultura, desde o in\u00edcio do primeiro mandato do presidente Lula e do in\u00edcio da gest\u00e3o de Gilberto Gil \u00e0 frente do MinC, em 2003. <\/p>\n<p> O presidente Lula da Silva destacou os principais projetos realizados pelo MinC nos \u00faltimos cinco anos e meio. \u201cEu penso que hoje, ao deixar o minist\u00e9rio, o Gil conseguiu uma proeza que at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o havia sido conseguida no Minist\u00e9rio da Cultura. Ele deu consist\u00eancia \u00e0 \u00e1rea da Cultura construindo pela primeira vez uma pol\u00edtica cultural de Estado, coisa que n\u00e3o t\u00ednhamos neste pa\u00eds. O car\u00e1ter republicano realizou uma pol\u00edtica cultural rompendo privil\u00e9gios e democratizando o acesso aos bens culturais\u201d. <\/p>\n<p> Lula lembrou do Programa Mais Cultura e disse que de 2003 a 2007 foram triplicados os recursos do minist\u00e9rio e quadruplicados os investimentos por meio da Lei Rouanet. \u201cForam criadas diversas bibliotecas p\u00fablicas, 742 pontos de Cultura, 11 de mem\u00f3ria, os recursos para o museu cresceram mais de mil por cento, o Monumenta foi ampliado, entre outras a\u00e7\u00f5es.\u201d <\/p>\n<p> Tamb\u00e9m disse que nesse per\u00edodo n\u00e3o foi feito tudo o que se queria fazer, \u201co Juca tem dois anos e quatro meses para fazer o que n\u00f3s n\u00e3o conseguimos. Eu queria dizer que voc\u00ea me ganhou ao apresentar o Programa Mais Cultura no Teatro Nacional aqui em Bras\u00edlia. Eu sempre achei que quando o Gil viajava o minist\u00e9rio continuava com um vigor extraordin\u00e1rio, e na apresenta\u00e7\u00e3o daquele programa eu tinha certeza de que voc\u00ea tinha uma vis\u00e3o completa das necessidades culturais deste pa\u00eds. E naquela exposi\u00e7\u00e3o eu pensei: quando Gil sair eu vou colocar o Juca como ministro da Cultura\u201d. <\/p>\n<p> Gilberto Gil, por sua vez, disse que estar no Minist\u00e9rio da Cultura o fez conhecer outros lados do pa\u00eds que ele n\u00e3o conhecia, \u201cme deu uma perspectiva nova, o crescimento humano que me foi propiciado \u00e9 algo que s\u00f3 as mem\u00f3rias, se um dia eu vier registr\u00e1-las, vai dar conta. Eu espero ter a capacidade de um dia poder ter um impulso de realizar essas mem\u00f3rias\u201d. <\/p>\n<p> Depois da solenidade, o ministro Juca Ferreira falou rapidamente com a imprensa sobre a continuidade dos projetos do MinC, antes de seguir para a cerim\u00f4nia de transmiss\u00e3o do cargo na Sala Funarte C\u00e1ssia Eller. \u201cA Cultura \u00e9 um patrim\u00f4nio, \u00e9 uma necessidade fundamental no novo ciclo de desenvolvimento do Brasil, ent\u00e3o todo o dinheiro p\u00fablico que puder ser canalizado acho que deve ser, porque a responsabilidade \u00e9 imensa. A Lei Rouanet vai ser modificada. N\u00f3s estamos com a proposta pronta, mas mesmo antes de terminar eu vou a p\u00fablico discutir com artistas e produtores culturais qual \u00e9 a nossa vis\u00e3o e evidentemente assimilar tamb\u00e9m o que for de argumenta\u00e7\u00e3o positiva no sentido de agu\u00e7ar a proposta do minist\u00e9rio.\u201d <\/p>\n<p><B> Juca Ferreira<\/B> &#8211; O soci\u00f3logo Jo\u00e3o Luiz Silva Ferreira nasceu na Bahia e tem uma trajet\u00f3ria profissional voltada \u00e0 vida pol\u00edtica e \u00e0s a\u00e7\u00f5es culturais e ambientais. Exilado do pa\u00eds durante o per\u00edodo da ditadura militar, residiu no Chile, em seguida na Su\u00e9cia, para estudar na Universidade de Estocolmo, e depois na Fran\u00e7a, onde formou-se em Sociologia na Universidade de Paris Sorbonne. <\/p>\n<p> De volta ao Brasil, trabalhou como assessor especial da Funda\u00e7\u00e3o Cultural do Estado da Bahia; participou da constru\u00e7\u00e3o do Projeto Ax\u00e9, uma das primeiras iniciativas de arte-educa\u00e7\u00e3o no Brasil; desenvolveu o Jardim das Folhas Sagradas, projeto eco-antropol\u00f3gico com as comunidades dos Terreiros de Candombl\u00e9 na Bahia; foi vice-presidente da Funda\u00e7\u00e3o Movimento Onda Azul; e eleito por duas vezes vereador do munic\u00edpio de Salvador. Em 2003, aceitou o convite do ministro Gilberto Gil para integrar sua equipe no Minist\u00e9rio da Cultura, onde assumiu as fun\u00e7\u00f5es de Secret\u00e1rio Executivo da pasta. <\/p>\n<p><B> Livro e Leitura na posse do ministro <br \/><\/B> Blog do Galeno &#8211; por Galeno Amorim <\/p>\n<p> Os dirigentes das entidades que formam a cadeia produtiva do livro compareceram em massa na posse do novo ministro da Cultura, Juca Ferreira, que aconteceu nesta quinta-feira (28\/8), em Bras\u00edlia. Foi bastante concorrida tanto a posse no Pal\u00e1cio do Planalto quanto a transmiss\u00e3o do cargo, que ocorreu em seguida na Funarte. Governadores, ministros, lideran\u00e7as e personalidades do mundo cultural estavam l\u00e1. Os dirigentes do mundo do livro est\u00e3o convencidos de que os pr\u00f3ximos dois anos e meio ser\u00e3o altamente positivos para o setor. Ao receber os cumprimentos da presidente da C\u00e2mara Brasileira do Livro, Rosely Boschini, o novo ministro fez quest\u00e3o de dizer que ser\u00e1 um bom parceiro. <\/p>\n<p> A hora e a vez do Juca<br \/> O Estado de S.Paulo &#8211; Jotab\u00ea Medeiros<\/p>\n<p> O soci\u00f3logo baiano Juca Ferreira, de 59 anos, \u00e9 desde ontem o novo ministro da Cultura do Brasil. Ex-exilado pol\u00edtico durante a ditadura militar, Ferreira, que \u00e9 filiado ao Partido Verde, foi, durante os \u00faltimos seis anos, o principal colaborador da gest\u00e3o Gilberto Gil no MinC, e a ele se atribuem ardilosas movimenta\u00e7\u00f5es de bastidores, rompimentos bruscos, a\u00e7\u00f5es duras e fiscaliza\u00e7\u00e3o implac\u00e1vel dos atos do minist\u00e9rio &#8211; teria sido ele o piv\u00f4 da sa\u00edda do minist\u00e9rio de colaboradores pr\u00f3ximos de Gil, como Roberto Pinho, Antonio Ris\u00e9rio e Marcelo Ferraz.<\/p>\n<p> Ferreira falou com exclusividade ao Estado durante quase duas horas em seu gabinete em Bras\u00edlia e comentou sem papas na l\u00edngua sobre todos esses assuntos. Antecipou a inten\u00e7\u00e3o de criar fundos setoriais &#8211; a exemplo do Fundo Setorial do Audiovisual &#8211; para todas as \u00e1reas da cultura no Pa\u00eds e admitiu que o governo n\u00e3o foi t\u00e3o bem-sucedido at\u00e9 agora no apoio direto \u00e0s artes. Disse que pleiteia refor\u00e7os or\u00e7ament\u00e1rios &#8211; da Fazenda, por exemplo, quer duas extra\u00e7\u00f5es anuais da Mega Sena. E pretende criar o Vale Cultura, semelhante ao Vale Refei\u00e7\u00e3o, para ser usado em espet\u00e1culos art\u00edsticos.<\/p>\n<p> Jo\u00e3o Luiz Silva Ferreira virou Juca Ferreira numa remota noite em 1967, quando era militante estudantil na Uni\u00e3o Brasileira dos Estudantes Secundaristas. Houve naquela noite em Salvador uma s\u00e9rie de pris\u00f5es de militantes pol\u00edticos, e ningu\u00e9m sabia onde Jo\u00e3o Luiz tinha se metido. Todos achavam que estava preso ou que fora morto. \u201cMas eu tinha ido dormir na casa de uma namorada e quando reapareci, j\u00e1 com o dia claro, riram muito de mim e me pespegaram esse apelido, por causa da m\u00fasica do Chico Buarque, e que ficou at\u00e9 hoje. S\u00f3 uso meu nome para assinar cheque ou publicar no Di\u00e1rio Oficial. S\u00f3 minha m\u00e3e me chama pelo nome de batismo\u201c, ele contou.<\/p>\n<p> \u201cJuca foi autuado em flagrante\/ Como meliante\/ Pois sambava bem diante\/ Da janela de Maria\/ Bem no meio da alegria\/ A noite virou dia\/ O seu luar de prata\/ Virou chuva fria\u201c, diz a letra de Chico.<\/p>\n<p> Filho de um construtor de estradas na Bahia, ele passou a inf\u00e2ncia de forma cigana, vivendo em muitos lugares e bairros de Salvador, do Farol da Barra ao Jardim de Al\u00e1. Nota-se de cara que \u00e9 um animal pol\u00edtico, adora a pol\u00edtica. \u201cComo mudam as coisas, n\u00e3o? Voc\u00ea v\u00ea agora, l\u00e1 na Bahia, ACM Neto s\u00f3 fala bem de Lula, est\u00e1 cheio de amor para dar. \u00c9 claro: faz isso porque sabe que suas bases, no interior do Estado, est\u00e3o todas com Lula\u201c, alfineta. Foi quase sempre assim. Ele se recorda que, quando garoto, tentou praticar remo no Esporte Clube Vit\u00f3ria da Bahia, mas foi barrado. \u201cVoc\u00ea \u00e9 muito magricela\u201c, disse-lhe o instrutor.<\/p>\n<p> Agora, na condi\u00e7\u00e3o de capit\u00e3o do barco do Minist\u00e9rio da Cultura, Juca chegou falando francamente. \u201cO governo conseguiu a incorpora\u00e7\u00e3o na economia de quase 30 milh\u00f5es de brasileiros que migraram para a classe C, aumentaram seu poder aquisitivo. Mas n\u00e3o basta mudar o poder aquisitivo. Um projeto de na\u00e7\u00e3o, de um novo ciclo de desenvolvimento no Brasil tem de associar essa redu\u00e7\u00e3o da desigualdade e o aumento do poder aquisitivo \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e \u00e0 cultura\u201c, ponderou. \u201cA educa\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 consolidada como um universo compreendido pela sociedade como tal. A cultura est\u00e1 come\u00e7ando agora, e vai ter de ter em algum momento responsabiliza\u00e7\u00e3o do Estado atrav\u00e9s da dota\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria. Isso \u00e9 inevit\u00e1vel.\u201c<\/p>\n<p> Sua presen\u00e7a nos bastidores do poder nacional tem se caracterizado por essa franqueza. \u201cO mecanismo da Lei Rouanet n\u00e3o \u00e9 capaz de financiar pol\u00edtica p\u00fablica, porque a empresa que se associa &#8211; n\u00e3o h\u00e1 nenhuma cr\u00edtica nisso &#8211; quer retorno de imagem. Quem pode dar retorno de imagem \u00e9 artista consagrado. E al\u00e9m do mais, a empresa acaba selecionando socialmente tamb\u00e9m. Atividades culturais ligadas a segmentos de pouco poder aquisitivo n\u00e3o t\u00eam capacidade de atrair patroc\u00ednios. Atividades longe do Sudeste tamb\u00e9m t\u00eam pouca capacidade. O mecanismo acaba refor\u00e7ando as distor\u00e7\u00f5es, as concentra\u00e7\u00f5es e as exclus\u00f5es em vez de ajudar a realizar pol\u00edtica p\u00fablica que, de fato, gere desenvolvimento cultural para todo o Brasil\u201c, considera. \u201c\u00c9 preciso que o governo compreenda que \u00e9 no momento da destina\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria que o governo manifesta sua responsabilidade com a cultura. \u00c9 insubstitu\u00edvel isso. Na reforma da Lei Rouanet que a gente est\u00e1 trabalhando, n\u00f3s manteremos a ren\u00fancia fiscal, demandamos ao governo um fortalecimento da dota\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o seja abaixo do 1%, que \u00e9 uma meta recomendada pela Unesco. Essa \u00e9 uma quest\u00e3o crucial.\u201c<\/p>\n<p><B> \u00b4\u00b4Eu n\u00e3o vou viajar tanto quanto o Gil, vou ficar aqui\u00b4\u00b4<br \/><\/B> O Estado de S.Paulo &#8211; Jotab\u00ea Medeiros<\/p>\n<p> Caminhando despreocupadamente pelo estacionamento do aeroporto de Bras\u00edlia, o homem de cabelos grisalhos e topete bem cuidado balan\u00e7a a cabe\u00e7a, fazendo-a dan\u00e7ar ao som de algo que vem dos fones brancos do iPod que ele usa nos ouvidos. Juca Ferreira acaba de chegar de um encontro com curadores e empres\u00e1rios no Museu de Arte Moderna de S\u00e3o Paulo, e relaxa ouvindo a m\u00fasica do nigeriano Fela Kuti, um dos seus preferidos &#8211; adora a world music africana, bandas como Rita Mitsouko. Destaques no seu podcast: King Sunny Ad\u00e9, al\u00e9m dos cubanos Orishas, o guitarrista Santana, Caetano Veloso, Gilberto Gil.<\/p>\n<p> O novo ministro da Cultura do governo Lula, o 13\u00ba homem no cargo (a pasta foi criada em 1985, no governo Sarney), \u00e9 um homem que, ao contr\u00e1rio do estilo zen do antecessor, vai \u00e0 guerra quando acha que \u00e9 necess\u00e1rio. Recentemente, divergiu publicamente com o secret\u00e1rio de Cultura de S\u00e3o Paulo, Jo\u00e3o Sayad. Diz que n\u00e3o ficou \u201cseq\u00fcela\u201c da discuss\u00e3o. E adiantou que vai manter a equipe que Gil lhe legou.<\/p>\n<p><B> O sr. teve uma diferen\u00e7a p\u00fablica com o secret\u00e1rio de S\u00e3o Paulo, Jo\u00e3o Sayad. Ficou alguma aresta dessa discuss\u00e3o?<\/p>\n<p><\/B> Eu fiz uma proposta, que se transformou em resposta a certos questionamentos que ele tava fazendo na \u00e9poca. A minha proposta \u00e9 que o minist\u00e9rio n\u00e3o financie atividades estruturais das institui\u00e7\u00f5es culturais do Estado, independentemente se s\u00e3o Organiza\u00e7\u00f5es Sociais ou da administra\u00e7\u00e3o central. Que a gente estabele\u00e7a parcerias na \u00e1rea das atividades, e n\u00e3o financie manuten\u00e7\u00e3o das estruturas permanentes. Acho que isso vai acabar predominando. Eu n\u00e3o queria nem que isso fosse discutido publicamente, porque \u00e9 um arranjo entre duas inst\u00e2ncias do Estado. Mas, na medida em que ele deu a entrevista, me senti na obriga\u00e7\u00e3o de explicitar meu ponto de vista. Tenho boa rela\u00e7\u00e3o com ele, \u00e9 pessoa educada, af\u00e1vel. J\u00e1 o conhecia antes, j\u00e1 tinha jantado na casa dele, convidado pela ex-mulher dele (Cosette Alves). N\u00e3o ficou nenhuma seq\u00fcela. \u00c9 a mesma coisa que a gente diz para os bancos: voc\u00eas criam as institui\u00e7\u00f5es, os institutos, as funda\u00e7\u00f5es, voc\u00eas t\u00eam a obriga\u00e7\u00e3o de mant\u00ea-las. E a gente estabelece parcerias nas atividades, na programa\u00e7\u00e3o. De quem cria as institui\u00e7\u00f5es, o m\u00ednimo que se espera \u00e9 que mantenha, n\u00e9. Houve \u00e9poca aqui em que a gente pagava tudo, at\u00e9 o papel higi\u00eanico, o que \u00e9 uma distor\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><B> O sr. se consolidou como o homem forte da gest\u00e3o Gil. No in\u00edcio da gest\u00e3o, foi afastado um grupo de colaboradores pr\u00f3ximos, Roberto Pinho, Antonio Ris\u00e9rio, Marcelo Ferraz. E isso \u00e9 atribu\u00eddo ao sr.<\/p>\n<p><\/B> Todos esses que voc\u00ea citou s\u00e3o decorr\u00eancia de um caso s\u00f3. N\u00f3s consideramos que houve uma quebra de confian\u00e7a do Roberto Pinho, ficou invi\u00e1vel a presen\u00e7a dele e os outros se solidarizaram e sa\u00edram. Esse fato gerou um certo desgaste, obviamente, um desgaste que me trouxe at\u00e9 preju\u00edzos pessoais, perda de amizades de anos. Mas eu, como secret\u00e1rio executivo, tinha a responsabilidade de garantir o perfil republicano do minist\u00e9rio. \u00c9 natural que eu seja responsabilizado. Mas \u00e9 bom que se diga que foram os \u00f3rg\u00e3os de controle do Estado que apontaram o equ\u00edvoco comportamental da pessoa em quest\u00e3o.<\/p>\n<p><B> O cinema nacional est\u00e1 em crise. Teve 10 milh\u00f5es de espectadores no ano passado, ante 16 milh\u00f5es em 2004. Como enfrentar isso?<br \/><\/B> <br \/> Uma parte do problema do cinema \u00e9 que crescemos muito na produ\u00e7\u00e3o, no financiamento dessa produ\u00e7\u00e3o, mas isso n\u00e3o tem gerado uma correspond\u00eancia no crescimento do mercado. E isso precisa ser discutido com cineastas, distribuidores. \u00c9 preciso um pacto novo. Evoluir, associar mais o financiamento a dois fatores: ou sucesso de mercado ou desenvolvimento de linguagem. Estamos evoluindo, mas eu acho que \u00e9 necess\u00e1rio discutir com o setor, com os gestores do minist\u00e9rio essa situa\u00e7\u00e3o. \u00c0s vezes me perguntam e eu n\u00e3o tenho uma resposta satisfat\u00f3ria para mim mesmo.<\/p>\n<p><B> H\u00e1 filmes subsidiados pelo governo que tiveram 500 espectadores. O sr. acha que, mesmo assim, \u00e9 importante investir?<\/p>\n<p><\/B> \u00c9, pelo seguinte: n\u00f3s estamos criando agora uma nova gera\u00e7\u00e3o de cineastas. Muitos bons, tem bons filmes sendo feitos. Eu vi Est\u00f4mago e fiquei entusiasmado, recentemente. N\u00e3o tenho conseguido ver muitos, mas as pessoas t\u00eam me recomendado filmes que t\u00eam visto, muito bons, dessa util\u00edssima gera\u00e7\u00e3o de filmes. H\u00e1 uma gera\u00e7\u00e3o chegando. Mas \u00e9 preciso enfrentar a quest\u00e3o (do p\u00fablico minguando), porque cinema n\u00e3o \u00e9 artesanato, nem pode ser pensado como artesanato nem se desenvolver como uma economia de artesanato. \u00c9 uma economia pesada que tem caracter\u00edsticas industriais, e precisa ter caracter\u00edsticas industriais.<\/p>\n<p><B> O sr. conversou com o presidente na semana passada. O que ele lhe recomendou?<br \/><\/B> <br \/> O presidente demonstrou compreender perfeitamente o trabalho que a gente est\u00e1 fazendo aqui. Ele n\u00e3o disse, mas certamente eu fui escolhido para dar continuidade, num reconhecimento claro do trabalho que Gil fez aqui. Ele chamou aten\u00e7\u00e3o para a necessidade da qualidade do trabalho. A gente precisa enfrentar os estrangulamentos, e eu chamei a aten\u00e7\u00e3o para ele de que temos dois n\u00f3s dos quais dependemos do governo: recursos e a reforma do minist\u00e9rio que est\u00e1 tramitando. A reforma da organiza\u00e7\u00e3o, amplia\u00e7\u00e3o do n\u00famero de servidores. Hoje aumentou mais de 6 vezes o n\u00famero de processos que vem ao MinC, e n\u00f3s n\u00e3o estamos dando conta, \u00e9 preciso dizer isso.<\/p>\n<p><B> O sr. est\u00e1 pensando em novos mecanismos para democratizar o acesso \u00e0 cultura?<br \/><\/b> <br \/> Sim, v\u00e1rios. H\u00e1 o projeto do Vale Cultura, que \u00e9 um mecanismo n\u00e3o de financiamento da produ\u00e7\u00e3o, mas do consumo cultural, como \u00e9 o Vale Refei\u00e7\u00e3o. Estamos discutindo a cria\u00e7\u00e3o de uma loteria da cultura ou a destina\u00e7\u00e3o de duas extra\u00e7\u00f5es da Mega Sena por ano para investimento na cultura. E n\u00f3s vamos reestruturar o Fundo Nacional de Cultura, para que tenha agilidade e capacidade de gerar recursos e que seja gerido setorialmente, como \u00e9 o Fundo do Audiovisual. O Fundo do Livro e da Leitura, das Artes C\u00eanicas, do Patrim\u00f4nio e Mem\u00f3ria. E ter\u00e3o linhas de capta\u00e7\u00e3o de dinheiro que n\u00e3o or\u00e7ament\u00e1rias.<\/p>\n<p><b> De onde vir\u00e1 esse dinheiro?<\/p>\n<p><\/b> Depende. Do audiovisual vem de v\u00e1rias \u00e1reas, como aquelas taxas, o Condecine. O Livro e Leitura, j\u00e1 h\u00e1 um compromisso conosco de toda a cadeia produtiva de destinar 1% do lucro para o investimento nesse fundo. T\u00e1 faltando o OK do Minist\u00e9rio da Fazenda. Ou seja, cada \u00e1rea tem sua voca\u00e7\u00e3o espec\u00edfica de captar recursos e destin\u00e1-los. Com capacidade at\u00e9 de fazer co-produ\u00e7\u00f5es com empres\u00e1rios, como na produ\u00e7\u00e3o de um filme, por exemplo.<\/p>\n<p><b> E a \u00e1rea de Patrim\u00f4nio e Museus? Ouvi que querem transformar o Departamento de Museus do Iphan em uma secretaria.<br \/><\/b> <br \/> A \u00e1rea de museus teria tamb\u00e9m um fundo. N\u00e3o, os museus pleiteiam a cria\u00e7\u00e3o do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). J\u00e1 est\u00e1 indo, j\u00e1 est\u00e1 na Casa Civil, vai se transformar em projeto de lei, vai para o Congresso. Eu, na reuni\u00e3o de hoje com a ministra (Dilma Roussef) vou pedir a ela que acelere o processo de envio desse projeto. J\u00e1 passou por todas as discuss\u00f5es t\u00e9cnicas dentro do governo. A gente quer investir nas pol\u00edticas e nos instrumentos de aplica\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas, que \u00e9 o minist\u00e9rio com seu fundo modernizado. O sistema de fomento e financiamento; a gente em vez de trabalhar apenas com a ren\u00fancia fiscal, vai trabalhar com um conjunto, tendo como principal instrumento o or\u00e7amento, que \u00e9 o que garante a pol\u00edtica p\u00fablica. Estamos investindo muito em museus, mais de 1.000% foi o crescimento do investimento no setor desde o in\u00edcio da gest\u00e3o. \u00c9 preciso que os museus tenham interatividade com a popula\u00e7\u00e3o, que sejam disponibilizados para os estudantes, para os turistas. \u00c9 poss\u00edvel que a gente sedie a Copa do Mundo, uma Olimp\u00edada. A tend\u00eancia \u00e9 o aumento da circula\u00e7\u00e3o de turistas no Brasil, e a gente n\u00e3o pode basear a atratividade tur\u00edstica apenas em praia, mulher bonita, essas coisas que tradicionalmente a atividade tur\u00edstica vem recorrendo.<\/p>\n<p><b> Gil falou em do-in antropol\u00f3gico. Essa foi id\u00e9ia que deu nos Pontos de Cultura?<\/p>\n<p><\/b> N\u00e3o s\u00f3 nos pontos de cultura. Gil percorreu praticamente o Brasil todo. Tem algum estado que ele deixou de ir? Parece que tem um, n\u00e9? (assessora ajuda: \u201cRond\u00f4nia e Tocantins\u201c). Dois Estados do Brasil. Ele nunca rejeitou nenhuma proposta, seja de metr\u00f3pole ou cidade com 2 mil habitantes. Onde tinha atividade cultural e demandava a presen\u00e7a dele, ele ia. Muitas vezes, quando ele n\u00e3o tava aqui, tava fazendo isso. Era parte do do-in, ir l\u00e1, massagear, dar visibilidade. Ele estimulava essa dinamiza\u00e7\u00e3o cultural.<\/p>\n<p><b> O sr. vai prosseguir com essa estrat\u00e9gia?<\/p>\n<p><\/b> Eu n\u00e3o vou viajar tanto quanto ele. Preciso coordenar aqui o minist\u00e9rio. Mas eu pretendo agora abrir essa discuss\u00e3o da mudan\u00e7a da Lei Rouanet, e estamos j\u00e1 em discuss\u00e3o para a moderniza\u00e7\u00e3o da Lei do Direito Autoral no Brasil. O Plano Nacional de Cultura est\u00e1 andando bem tamb\u00e9m. Temos v\u00e1rios debates na rua, para aprimorar a legisla\u00e7\u00e3o, e ampliar o di\u00e1logo com as secretarias estaduais e municipais. Queremos at\u00e9 2010 consolidar um Sistema Nacional de Cultura, para integrar estados e munic\u00edpios.<\/p>\n<p><b> Quem tem mais abertura dentro do governo para a Cultura? A Casa Civil?<\/p>\n<p><\/b> Houve uma abertura de todo o governo. N\u00f3s sa\u00edmos de uma situa\u00e7\u00e3o de invisibilidade para uma certa import\u00e2ncia. Em parte pela proposta, pela execu\u00e7\u00e3o dessa proposta. Temos uma das melhores execu\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias da Esplanada dos Minist\u00e9rios, o que derruba aquele estigma de que o MinC \u201cs\u00f3 tem artista\u201c. N\u00e3o, n\u00f3s fazemos, e fazemos bem-feito aqui, estamos executando. E n\u00f3s abrimos, do ano passado para c\u00e1, uma linha de interagir com outras pol\u00edticas p\u00fablicas. Com a Educa\u00e7\u00e3o, MinC-Mec; com o Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Agr\u00e1rio, nos Territ\u00f3rios da Cidadania; com o Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, na qualifica\u00e7\u00e3o dos ambientes sociais perif\u00e9ricos, nas regi\u00f5es metropolitanas; com a Ci\u00eancia e Tecnologia; com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, com a compreens\u00e3o de que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 rem\u00e9dio e hospital, s\u00e3o tamb\u00e9m valores e informa\u00e7\u00e3o; com o Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, e ampliamos a presen\u00e7a do MinC na Am\u00e9rica Latina, na \u00c1frica, nos Pa\u00edses de L\u00edngua Portuguesa, a CPLP. Seguimos orienta\u00e7\u00e3o do presidente, para obter a transversalidade das pol\u00edticas p\u00fablicas, cruzando uma com a outra. \u00c9 um aspecto bem-sucedido do Minc. Lamento que n\u00e3o tenhamos avan\u00e7ado tanto com a educa\u00e7\u00e3o, mas est\u00e1 andando.<\/p>\n<p><b> O sr. representa no governo um partido, o Partido Verde&#8230;<br \/><\/b> <br \/> Eu cheguei aqui n\u00e3o tava representando nada. Vim convidado pelo ministro Gil. Ambos filiados ao PV. Eu fui escolhido para dar continuidade a essa experi\u00eancia&#8230;.<\/p>\n<p><b> Mas houve rumores de que seu nome estaria vetado pelo PV&#8230;.<\/p>\n<p><\/b> Come\u00e7ou a sair nota dizendo que o PV vetava meu nome, e a\u00ed eu senti tamb\u00e9m a necessidade de desenvolver essa dimens\u00e3o, de ter uma rela\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Primeiro, tentar fazer o partido compreender a import\u00e2ncia do que a gente est\u00e1 construindo aqui. Segundo, construir uma rela\u00e7\u00e3o nova, que n\u00e3o seja tradicional, que muitos t\u00eam com o aparelho de Estado, de operacionalizar a estrutura de Estado em favor de reprodu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Estamos dialogando.<\/p>\n<p><b> Mas o sr. \u00e9 ministro do PV, e h\u00e1 candidatos do PV no Pa\u00eds todo: Rio, S\u00e3o Paulo. Qual ser\u00e1 sua atitude?<\/p>\n<p><\/b> O presidente recomendou que os ministros n\u00e3o fa\u00e7am campanha fora do seu Estado. Somente quando n\u00e3o haja divis\u00e3o da base do governo, o que \u00e9 rar\u00edssimo em todo o Brasil. Eu, dentro do PV, represento uma posi\u00e7\u00e3o que eu chamaria de program\u00e1tica. E h\u00e1 um posi\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria, que se denomina pragm\u00e1tica. Mas \u00e9 um processo pol\u00edtico que j\u00e1 vem se discutindo h\u00e1 dois anos. Acho que uma parte do Partido Verde n\u00e3o compreendeu a import\u00e2ncia do governo Lula. Eu pessoalmente considero o melhor governo incluindo o de Get\u00falio, que tivemos desde a Proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica &#8211; com todas as insufici\u00eancias e aus\u00eancias.<\/p>\n<p><b> H\u00e1 uma tese corrente, meio metaf\u00f3rica, que diz que o governo Lula n\u00e3o vai ao teatro. Que \u00e9 a \u00e1rea menos contemplada pelo governo.<\/p>\n<p><\/b> N\u00e3o \u00e9 verdade. Houve muita m\u00e1 vontade de alguns grupos quanto ao governo, no in\u00edcio, e criou-se isso. Eu diria o seguinte: n\u00f3s avan\u00e7amos menos no financiamento das artes em geral. \u00c9 por isso que vou dar \u00eanfase no atendimento aos artistas. Vamos reestruturar a Funarte. <\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O novo ministro da Cultura, Juca Ferreira, foi empossado pelo presidente da Rep\u00fablica, Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, na tarde desta quinta-feira, 28 de agosto, no Pal\u00e1cio do Planalto, em Bras\u00edlia. 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