{"id":2260,"date":"2008-09-05T09:56:00","date_gmt":"2008-09-05T12:56:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2008\/09\/05\/ensino-medio-fim-do-encontro-na-argentina\/"},"modified":"2008-09-05T09:56:00","modified_gmt":"2008-09-05T12:56:00","slug":"ensino-medio-fim-do-encontro-na-argentina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/ensino-medio-fim-do-encontro-na-argentina\/","title":{"rendered":"Ensino m\u00e9dio: fim do encontro na Argentina"},"content":{"rendered":"<p>Entre os 34 milh\u00f5es de jovens, de 15 a 24 anos, dez milh\u00f5es est\u00e3o em idade correspondente \u00e0 esperada para se cursar o ensino m\u00e9dio \u2013 15 a 17 anos. Mas nem todos est\u00e3o matriculados nesta etapa de ensino, que atende 8,9 milh\u00f5es de pessoas. A idade dos alunos, muitas vezes, ultrapassa os 17 anos esperados para os concluintes. Apenas 44% dos matriculados no ensino m\u00e9dio t\u00eam idade adequada \u00e0 sua s\u00e9rie. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O panorama da oferta do ensino m\u00e9dio, os desafios que esta etapa de ensino precisa superar e propostas para melhorar a qualidade do ensino foram apresentados pelo coordenador-geral do ensino m\u00e9dio da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica, Carlos Artexes Sim\u00f5es, nesta quinta-feira, 4, durante o \u00faltimo dia de debates do Semin\u00e1rio Internacional Ensino M\u00e9dio \u2013 Direito, Inclus\u00e3o e Desenvolvimento, em Buenos Aires.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Artexes mostrou que outra grande parte dos jovens est\u00e1 fora da escola, por ter de procurar trabalho ou j\u00e1 estar trabalhando. Dos 34 milh\u00f5es de jovens, 18 milh\u00f5es trabalham. A maioria n\u00e3o tem carteira assinada e ganha menos de um sal\u00e1rio m\u00ednimo por m\u00eas.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cPrecisamos universalizar o atendimento e garantir a perman\u00eancia dos jovens entre 15 e 17 anos\u201d, disse Artexes. O Brasil, como revelam os dados, busca respostas para desafios j\u00e1 superados pelo Chile e Argentina. Nestes pa\u00edses, o ensino m\u00e9dio \u00e9 obrigat\u00f3rio e a maioria dos jovens t\u00eam acesso a esta etapa da educa\u00e7\u00e3o.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cPerdemos 50% dos jovens durante o ensino m\u00e9dio, da entrada para a sa\u00edda\u201d, afirmou Artexes, em refer\u00eancia a dados de 2006, em que 1,8 milh\u00e3o de jovens conclu\u00edram esta etapa, contra 3,8 milh\u00f5es que haviam ingressado tr\u00eas anos antes.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> De outro lado, segundo o coordenador, o pa\u00eds est\u00e1 tomando medidas para ampliar o acesso e a perman\u00eancia dos jovens no ensino m\u00e9dio com resultado positivo comprovado. Os dados tamb\u00e9m mostram que, em dois anos, o n\u00famero de matr\u00edculas deu um salto de mais de um milh\u00e3o. Em 2006, 4,7 milh\u00f5es de alunos ingressaram no ensino m\u00e9dio; em 2007, foram seis milh\u00f5es.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Entre as a\u00e7\u00f5es do governo federal que influenciaram no resultado, Artexes destacou o Fundo de Manuten\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (Fundeb) que financia toda a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e n\u00e3o apenas o ensino fundamental, al\u00e9m do ensino m\u00e9dio integrado, em que o jovem recebe forma\u00e7\u00e3o regular articulada \u00e0 profissional. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s novas a\u00e7\u00f5es, destacou a amplia\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios como o bolsa-fam\u00edlia para alunos de 16 e 17 anos e a destina\u00e7\u00e3o de livros did\u00e1ticos tamb\u00e9m para esta faixa de estudantes das escolas p\u00fablicas.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Entre as propostas para melhorar a qualidade do ensino m\u00e9dio, levando-se em conta o cen\u00e1rio em que se encontra o jovem brasileiro, o coordenador acredita ser imprescind\u00edvel redefinir o papel da educa\u00e7\u00e3o e do trabalho. Para ele, hoje tem-se a id\u00e9ia de que a educa\u00e7\u00e3o deve se adequar ao mundo do trabalho, que por sua vez n\u00e3o \u00e9 visto em sua dimens\u00e3o humana. \u201cA educa\u00e7\u00e3o deve ter a tarefa de forma\u00e7\u00e3o integral do ser humano como sujeito, cidad\u00e3o e trabalhador e n\u00e3o simplesmente como uma forma\u00e7\u00e3o que se adapte \u00e0 realidade\u201d, destacou. Artexes tamb\u00e9m se preocupa com a atual vis\u00e3o do trabalho. Na opini\u00e3o dele, \u00e9 preciso relembrar que a organiza\u00e7\u00e3o do trabalho \u00e9 feita por seres humanos educados nas escolas e que o trabalho tamb\u00e9m \u00e9 lugar de aprendizado.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> Escola contribui para formar cidad\u00e3os\u00a0<br \/><\/B> Portal MEC &#8211; Maria Clara Machado\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Descobrir na pr\u00e1tica o que cada disciplina do curr\u00edculo escolar pode contribuir para a constru\u00e7\u00e3o de uma vida mais aut\u00f4noma \u00e9 o que a estudante Amanda Oliveira, 17 anos, mais gosta em sua escola. Diferentemente da maioria dos jovens presentes ao Semin\u00e1rio Internacional Ensino M\u00e9dio \u2013 Direito, Inclus\u00e3o e Desenvolvimento, que terminou nesta quarta-feira, 4, em Buenos Aires, Argentina, Amanda disse que n\u00e3o mudaria nada em sua escola.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Caso \u00fanico entre os estudantes da Argentina, Chile e Brasil que participaram do encontro \u2013 23 ao todo \u2013, Amanda acredita que o m\u00e9todo de atrelar as disciplinas regulares ao contexto da vida do estudante estimula o aprendizado e faz o jovem se identificar com a escola.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Ela mora no interior de Pernambuco, no munic\u00edpio de Tuparetama, e estuda na escola municipal Anchieta Torres. Antes da proposta curricular implantada em 2004, segundo conta Amanda, os pr\u00f3prios professores passavam uma imagem de que a vida no campo n\u00e3o poderia resultar em sucesso e depreciavam o trabalho ligado \u00e0 agricultura. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cEles preparavam o aluno para sair do campo e n\u00e3o ser agricultores como os pais\u201d, disse. \u201cViam a agricultura como um castigo\u201d, afirma.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Orgulhosa de sua origem, a estudante diz que quer sim ser agricultora como os pais e se sente capaz de melhorar a sua realidade a partir dos conhecimentos que aprende na escola. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A mudan\u00e7a de atitude foi conseq\u00fc\u00eancia de uma postura de valoriza\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o e de novo significado do papel da escola que agora contribui para formar cidad\u00e3os dispostos a intervir no meio em que vivem. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Na escola, Amanda aprende matem\u00e1tica, por exemplo, ao planejar hortas em que \u00e9 preciso considerar aspectos como o per\u00edmetro do solo e a dist\u00e2ncia entre as verduras. Os conte\u00fados de qu\u00edmica ganham mais sentido ao se fabricar adubos e biofertilizantes criados em aten\u00e7\u00e3o ao desenvolvimento sustent\u00e1vel. \u201cA gente n\u00e3o usa inseticida. O biofertilizante \u00e9 feito com \u00e1gua, fezes de animais, caldo de cana e cinzas\u201d, exemplifica. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> Outros alunos <\/B>\u2013 Mais infra-estrutura, qualidade de ensino, di\u00e1logo com professores e dire\u00e7\u00e3o, participa\u00e7\u00e3o com voz ativa nas decis\u00f5es da escola e uma forma\u00e7\u00e3o que privilegie a constru\u00e7\u00e3o de cidad\u00e3os capazes de construir uma sociedade mais justa foram outras reivindica\u00e7\u00f5es dos jovens que participaram do semin\u00e1rio.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre os 34 milh\u00f5es de jovens, de 15 a 24 anos, dez milh\u00f5es est\u00e3o em idade correspondente \u00e0 esperada para se cursar o ensino m\u00e9dio \u2013 15 a 17 anos. 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