{"id":2179,"date":"2008-06-04T17:12:00","date_gmt":"2008-06-04T20:12:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2008\/06\/04\/mudanca-de-habito\/"},"modified":"2008-06-04T17:12:00","modified_gmt":"2008-06-04T20:12:00","slug":"mudanca-de-habito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/mudanca-de-habito\/","title":{"rendered":"Mudan\u00e7a de H\u00e1bito"},"content":{"rendered":"<p>A escola sempre se refere ao livro como algo positivo na educa\u00e7\u00e3o de seus alunos. N\u00e3o poderia ser diferente, afinal as institui\u00e7\u00f5es de ensino se sustentam em textos impressos para educ\u00e1-los. Seus professores foram formados nessa cultura e nada mais natural do que passar essa maneira de aprender para as novas gera\u00e7\u00f5es.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Entretanto, uma ampla pesquisa da NEA (National Endowment for the Arts), uma ag\u00eancia do governo norte-americano para o acompanhamento do desenvolvimento das artes no pa\u00eds, apontou tend\u00eancias nada reconfortantes para os defensores do livro como principal instrumento de forma\u00e7\u00e3o escolar. Entre 1984 e 2004, o n\u00famero de adolescentes de 13 anos que nunca leram um livro aumentou de 8% para 13%, enquanto o dos que l\u00eaem diariamente baixou de 35% para 30%. Pode n\u00e3o parecer catastr\u00f3fico, mas o problema aumenta consideravelmente conforme a faixa et\u00e1ria: entre os jovens de 19 anos, ou seja, entre aqueles que est\u00e3o deixando a escola, esses n\u00fameros passaram de 9% para 19% entre os que nunca leram e de 31% para 22% entre os que se dedicam todos os dias aos livros.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Os dados s\u00e3o mais reveladores quando notamos que nesses 20 anos o n\u00famero de crian\u00e7as que l\u00eaem diariamente por prazer permaneceu praticamente inalterado (de 53% para 54%), mas esse h\u00e1bito cai vertiginosamente com o avan\u00e7ar dos anos: entre os adolescentes de 17 anos a porcentagem era de 31%, em 1984, de 25%, em 1999, e chegou a 22% em 2004. Ou seja, se o objetivo da escola nos Estados Unidos \u00e9 formar leitores, ela fracassa.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Outros n\u00fameros importantes da pesquisa (dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/www.nea.gov\/research\/toread.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">www.nea.gov\/research\/toread.pdf<\/a>) mostram a diminui\u00e7\u00e3o do capital empregado pelas fam\u00edlias anualmente na compra de livros e as conseq\u00fc\u00eancias dessa diminui\u00e7\u00e3o da dedica\u00e7\u00e3o aos textos: notas escolares proporcionais ao n\u00famero de livros que as pessoas t\u00eam em casa, maiores dificuldades para conseguir empregos e remunera\u00e7\u00f5es consideravelmente inferiores entre os leitores que raramente freq\u00fcentam as p\u00e1ginas dos livros.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O cen\u00e1rio desanimador nos Estados Unidos n\u00e3o \u00e9 muito diferente daquele encontrado em outros pa\u00edses ricos. Contudo, pelo menos nos dados de mercado editorial, a Am\u00e9rica Latina mostra resultados distintos. Em uma avalia\u00e7\u00e3o do Centro Regional para el Fomento del Libro en Am\u00e9rica Latina, el Caribe, Espa\u00f1a y Portugal (Cerlalc), editores de v\u00e1rios pa\u00edses da regi\u00e3o apontaram melhora do cen\u00e1rio no \u00faltimo ano, principalmente em vendas no varejo, ou seja, nas livrarias, o que significa diminui\u00e7\u00e3o da depend\u00eancia do governo, que normalmente \u00e9 o principal comprador de livros para repass\u00e1-los ao ensino p\u00fablico. Al\u00e9m disso, a expectativa do setor para o futuro pr\u00f3ximo \u00e9 otimista.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Seria precipitado diagnosticar os resultados alvissareiros da Am\u00e9rica Latina como um maior equil\u00edbrio no consumo de literatura no mundo, uma vez que a estabilidade econ\u00f4mica da maior parte desses pa\u00edses foi respons\u00e1vel pelo aumento de bens de consumo, inclusive culturais. A tend\u00eancia global \u00e9 outra, e est\u00e1 direcionada para a diminui\u00e7\u00e3o do impresso. \u201cDe acordo com v\u00e1rios estudos que conhe\u00e7o, \u00e9 geral na maior parte dos pa\u00edses do mundo &#8211; isso em decorr\u00eancia da forte penetra\u00e7\u00e3o da escrita virtual, dinamizada pela internet, que vem velozmente mudando os h\u00e1bitos de leitura das popula\u00e7\u00f5es\u201c, argumenta Ezequiel Theodoro da Silva, professor da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da Unicamp e presidente de honra da ALB (Associa\u00e7\u00e3o de Leitura do Brasil).\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A mudan\u00e7a de suporte da leitura, ou seja, a migra\u00e7\u00e3o de leitores de impressos para sistemas audiovisuais e digitais trar\u00e1 conseq\u00fc\u00eancias para a forma de pensar das novas gera\u00e7\u00f5es, o que n\u00e3o significa um futuro sombrio. \u201cUma concep\u00e7\u00e3o de leitura e de leitor deve contemplar, hoje, todos os meios e linguagens, fazendo com que uma linguagem seja suporte para o entendimento das demais. A escrita permitindo entender melhor a imagem e, vice-versa, a imagem facilitando a compreens\u00e3o cr\u00edtica da escrita\u201c, reflete Silva.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cS\u00e3o linguagens distintas e uma n\u00e3o pode se sobrepor \u00e0 outra\u201c, considera Adilson Citelli, professor da Escola de Comunica\u00e7\u00f5es e Artes da USP e pesquisador de comunica\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o. Ele concorda com a afirma\u00e7\u00e3o de Silva e diz que \u201cprecisamos ampliar o nosso conceito de leitura\u201c.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Regina Zilberman, professora de literatura na UFRGS e autora de diversos livros sobre a leitura no Brasil, acredita que o padr\u00e3o de leitura individual e silenciosa deve se modificar, mas n\u00e3o enxerga problemas nisso. Ela lembra que h\u00e1 alguns s\u00e9culos a leitura era feita em voz alta para o p\u00fablico. \u201cAs coisas v\u00e3o se acomodando e o p\u00fablico se adapta.\u201c\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> Escola perdida\u00a0<br \/><\/B> Se a sociedade vai modificar suas formas de ler e de lidar com textos, o mesmo n\u00e3o se pode dizer da sala de aula. \u201cA escola anda de patinete e a sociedade, de avi\u00e3o\u201c, brinca Regina. Ela desconfia que o ambiente escolar corre o risco de se tornar dispens\u00e1vel caso n\u00e3o se prepare para abarcar outras formas de leitura amplamente disseminadas pela m\u00eddia e cada vez mais acess\u00edveis a todos os grupos da popula\u00e7\u00e3o.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Para Citelli, a escola precisa se ressignificar. O professor argumenta que hoje ela \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o entre tantas outras e que precisa descobrir como vai se especializar no trato do conhecimento. O grande objetivo da escola, segundo ele, deve ser alfabetizar para a palavra.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Na opini\u00e3o de Theodoro da Silva, o professor na escola deve \u201cusar  bom senso e criatividade na prepara\u00e7\u00e3o de suas aulas, entrela\u00e7ando as diferentes m\u00eddias no seu planejamento de ensino e nas suas metodologias\u201c. Ele faz quest\u00e3o de lembrar que as m\u00eddias digitais tamb\u00e9m se sustentam na \u201cescrita\u201c.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> De qualquer modo, s\u00e3o poucas as institui\u00e7\u00f5es de ensino e os professores preparados para trabalhar com outras linguagens e, quando se sentem amea\u00e7ados por suportes que n\u00e3o dominam, tendem a refut\u00e1-los. \u201cEu n\u00e3o vejo as linguagens como coisas estanques, mas co-ocorrendo dinamicamente numa sociedade. Por isso mesmo, nenhum meio deve ser demonizado mesmo porque s\u00e3o conquistas culturais que servem para o enriquecimento da comunica\u00e7\u00e3o humana\u201c, pondera Theodoro da Silva.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> Para que serve a literatura?\u00a0<br \/><\/B> Um grande jornal lan\u00e7ou este ano uma cole\u00e7\u00e3o de t\u00edtulos de literatura brasileira e a anunciou como a oportunidade de \u201ccolecionar conhecimento\u201c. Nada mais evidente do que, em uma sociedade que valoriza amplamente o car\u00e1ter utilit\u00e1rio de tudo, tentar estabelecer para obras em que \u00e9 imposs\u00edvel quantificar um uso a possibilidade de acumular um \u201cbem\u201c: o conhecimento. Como estrat\u00e9gia de marketing, pode valer, mas se pararmos para pensar um pouco nos colocaremos a quest\u00e3o: para que serve a literatura em um mundo no qual tudo precisa ter uma aplica\u00e7\u00e3o? Para o prazer? Distra\u00e7\u00e3o? Outros meios conseguem suprir essa necessidade humana de forma muito mais imediata.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cAinda que os ve\u00edculos digitais e eletr\u00f4nicos venham galopantemente ganhando mais espa\u00e7o no gosto ou prefer\u00eancia de grande parte da popula\u00e7\u00e3o, percebo uma conviv\u00eancia equilibrada desses ve\u00edculos com o livro e demais ve\u00edculos impressos\u201c, observa Theodoro da Silva. \u201cIsso porque o livro, em sua forma tradicional, \u00e9 um fort\u00edssimo instrumento cultural, enraizado na consci\u00eancia dos povos da forma como ele sempre se apresentou e vem sendo lido.\u201c Ele considera ainda que \u201co livro imp\u00f5e um modo de percep\u00e7\u00e3o, intelec\u00e7\u00e3o e frui\u00e7\u00e3o que \u00e9 muito diferente de outras m\u00eddias existentes\u201c.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Citelli indica que estamos desconsiderando uma dimens\u00e3o program\u00e1tica no sentido de uma dimens\u00e3o pragm\u00e1tica, ou seja, de buscar raz\u00f5es pr\u00e1ticas para tudo. Para ele, a literatura n\u00e3o \u00e9 para resolver problemas imediatos, \u00e9 um compromisso maior com o ser humano. \u201cA temporalidade da literatura \u00e9 outra.\u201c\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> Fim do livro?\u00a0<br \/><\/B> Recentemente, a grande loja de com\u00e9rcio eletr\u00f4nico Amazon lan\u00e7ou um aparelho que permite armazenar cerca de 100 mil livros em formato digital, al\u00e9m de jornais, blogs e outros arquivos de texto. Perguntado se a Apple, depois de renascer investindo em m\u00fasica e v\u00eddeos, entraria tamb\u00e9m no mercado de suporte para textos, seu presidente pop star, Steve Jobs, disse que n\u00e3o, pois as pessoas n\u00e3o l\u00eaem mais livros. A afirma\u00e7\u00e3o ganhou manchetes de jornais, e o livro, mais uma vez, foi decretado morto.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Bem mais comedida, a revista norte-americana The New Yorker publicou uma mat\u00e9ria sobre as conseq\u00fc\u00eancias para a popula\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos que, paulatinamente, se dedica mais aos audiovisuais e \u00e0 internet do que a livros, revistas e jornais. A reportagem cita uma s\u00e9rie de estudos que apontam caracter\u00edsticas de grupos pouco afeitos ao texto escrito, como necessidade de informa\u00e7\u00f5es gr\u00e1ficas e de met\u00e1foras para compensar a falta de um vocabul\u00e1rio passivo mais amplo. O autor do texto n\u00e3o acredita na extin\u00e7\u00e3o da leitura e da escrita, mas considera sua diminui\u00e7\u00e3o e que a leitura por prazer ficar\u00e1 restrita a grupos de interessados.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Para o professor da Unicamp Ezequiel Theodoro da Silva, o livro tem qualidades que n\u00e3o s\u00e3o facilmente dispens\u00e1veis, a come\u00e7ar pelo seu formato. \u201cO ve\u00edculo ou objeto cultural \u2019livro\u2019 possui uma portabilidade insubstitu\u00edvel e, al\u00e9m disso, tem uma fun\u00e7\u00e3o importante junto a segmentos que ainda necessitam da folha impressa para as pr\u00e1ticas de leitura\u201c, diz. \u201cO livro n\u00e3o precisa ser ligado numa tomada para ser lido.\u201c\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Mesmo que o impresso perca espa\u00e7o para meios digitais, isso tamb\u00e9m n\u00e3o significa o fim da literatura. A professora da \u00a0<br \/> UFRGS Regina Zilberman salienta o crescimento de outros ve\u00edculos de divulga\u00e7\u00e3o de textos na pr\u00f3pria internet por onde a produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria pode se disseminar.\u00a0<br \/>  \u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A escola sempre se refere ao livro como algo positivo na educa\u00e7\u00e3o de seus alunos. N\u00e3o poderia ser diferente, afinal as institui\u00e7\u00f5es de ensino se sustentam em textos impressos para educ\u00e1-los. 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