{"id":2151,"date":"2008-06-30T10:57:00","date_gmt":"2008-06-30T13:57:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2008\/06\/30\/reforma-ortografica-sacode-as-editoras-e-gira-milhoes\/"},"modified":"2008-06-30T10:57:00","modified_gmt":"2008-06-30T13:57:00","slug":"reforma-ortografica-sacode-as-editoras-e-gira-milhoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/reforma-ortografica-sacode-as-editoras-e-gira-milhoes\/","title":{"rendered":"Reforma ortogr\u00e1fica sacode as editoras e gira milh\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>A reforma que unifica a ortografia portuguesa nos pa\u00edses lus\u00f3fonos -Angola, Brasil, Cabo Verde, Guin\u00e9-Bissau, Mo\u00e7ambique, Portugal, S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe e Timor Leste &#8211; ainda n\u00e3o tem uma data oficial de implanta\u00e7\u00e3o no Brasil, mas j\u00e1 \u00e9 respons\u00e1vel por uma corrida contra o tempo e investimentos da ordem de milh\u00f5es de reais pelas editoras, principalmente as que trabalham com livros did\u00e1ticos e t\u00eam at\u00e9 o pr\u00f3ximo dia 2 para apresentar as provas para sele\u00e7\u00e3o das obras que ser\u00e3o adquiridas pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) para uso em sala de aula em 2010 e j\u00e1 devem estar adequados \u00e0s novas normas. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O diretor editorial do grupo Ibep e Companhia Editora Nacional, Antonio Nicolau Youssef, estima em R$ 3,5 milh\u00f5es os gastos extras com a contrata\u00e7\u00e3o de revisores e descarte do estoque antigo de livros did\u00e1ticos. \u201cInvestimos R$ 850 mil exclusivamente na montagem de uma equipe extra com 16 revisores e um guia de reformula\u00e7\u00e3o para adequarmos as obras que ser\u00e3o inscritas no Programa Nacional de Desenvolvimento na Escola (PNDE)\u201d, detalha.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Segundo Nicolau, o volume de descarte de livros que se tornar\u00e3o obsoletos depender\u00e1 da performance de venda dos t\u00edtulos em 2009. \u201cNossa estimativa \u00e9 ter de inutilizar entre 180 mil e 300 mil livros\u201d, relata Nicolau, que garante que n\u00e3o haver\u00e1 repasse do aumento de custos para os pre\u00e7os. \u201c\u00c9 um mercado muito competitivo. Acho que ningu\u00e9m vai se arriscar a repassar, sob pena de ficar para tr\u00e1s. Temos de encontrar outros colch\u00f5es de absor\u00e7\u00e3o, como publicidade, log\u00edstica ou administra\u00e7\u00e3o de estoques para compensar essas perdas\u201d, aponta.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Na Editora Melhoramentos, ainda n\u00e3o h\u00e1 um levantamento das perdas com estoques defasados, mas os investimentos para adequa\u00e7\u00e3o das obras devem chegar a R$ 1,5 milh\u00e3o. \u201cS\u00f3 na reforma do banco de dados do Michaelis, devemos gastar entre R$ 800 mil e R$ 1 milh\u00e3o. Apesar de j\u00e1 termos uma equipe de 14 revisores, lexic\u00f3grafos e dicionaristas, tivemos de contratar outros 30 profissionais e oferecer treinamento a todos\u201d, relata o superintendente da Editora Melhoramentos, Breno Lerner, que tamb\u00e9m garante que n\u00e3o haver\u00e1 repasse para os pre\u00e7os. \u201cTerei de baixar minha margem\u201d, afirma.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A gerente editorial da Editora FTD, Silmara Vespasiano, diz que ainda n\u00e3o colocou na ponta do l\u00e1pis o desembolso extra exigido pela reforma ortogr\u00e1fica, mas os gastos j\u00e1 come\u00e7aram. \u201cJ\u00e1 est\u00e1vamos trabalhando nas obras para o Mec quando nos foi exigida a adequa\u00e7\u00e3o \u00e0 reforma. Tivemos de voltar algumas etapas e, de in\u00edcio, contratar 18 profissionais free lancer\u201d, relata Silmara, que ainda n\u00e3o tem uma estimativa das perdas com descartes de exemplares obsoletos. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Na Editora L\u00ea, alguns t\u00edtulos tamb\u00e9m j\u00e1 come\u00e7aram a ser adaptados para inscri\u00e7\u00e3o nos programas de compra Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o. \u201cA gente ainda est\u00e1 meio perdido. Que (a reforma) vai trazer um custo adicional, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas, mas ainda n\u00e3o temos como mensurar\u201d, afirma o diretor da Editora L\u00ea, Jos\u00e9 de Alencar Mayrink. Para minimizar poss\u00edveis preju\u00edzos com estoques obsoletos, a editora est\u00e1 reduzindo as tiragens das novas impress\u00f5es. \u201cEstamos trabalhando com tiragens mais diminutas, em torno de mil exemplares, quando o normal \u00e9 5 mil. Nosso receio \u00e9 que se crie uma \u00e2nsia pelo livro novo\u201d, aponta Mayrink, que tamb\u00e9m n\u00e3o acredita em alta de pre\u00e7os e \u00e9 pessoalmente contra a reforma. \u201cAcho despropositado. N\u00e3o muda positivamente a vida de ningu\u00e9m. Ao contr\u00e1rio, as pessoas ter\u00e3o mais dificuldades para escrever corretamente \u201d, opina.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Segundo a editora executiva da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Livros Did\u00e1ticos (Abrelivros), Beatriz Grellet, ainda n\u00e3o h\u00e1 uma estimativa dos impactos financeiros da reforma para o setor. \u201cO que a gente j\u00e1 sabe \u00e9 que \u00e9 um processo que vai dar muito trabalho porque \u00e9 quase que manual, feito p\u00e1gina por p\u00e1gina\u201d, aponta.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O presidente da Comiss\u00e3o de L\u00edngua Portuguesa do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, Godofredo de Oliveira Neto, explica que a implanta\u00e7\u00e3o da reforma no pa\u00eds depende da assinatura de um decreto presidencial pelo presidente Lula. \u201cA proposta da comiss\u00e3o \u00e9 que se comece em janeiro de 2009. Na \u00e1rea did\u00e1tica, j\u00e1 est\u00e1 definido que os livros adquiridos para utiliza\u00e7\u00e3o em 2010 devem estar adequados \u00e0s novas normas\u201d, adianta Neto. Segundo o presidente da comiss\u00e3o, os livros did\u00e1ticos com a ortografia atual e a nova conviver\u00e3o at\u00e9 dezembro de 2011. \u201cTemos livros do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o (FNDE) comprados no ano passado que t\u00eam tr\u00eas anos de validade e que estar\u00e3o em uso at\u00e9 o final de 2011\u201d, explica.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <b>Para editoras, novo mercado \u00e9 falsa promessa<\/b>\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Entre as principais pol\u00eamicas que envolvem a reforma ortogr\u00e1fica est\u00e1 a poss\u00edvel abertura de um potencial mercado consumidor de sete pa\u00edses para o livro brasileiro -Angola, Cabo Verde, Guin\u00e9-Bissau, Mo\u00e7ambique, Portugal, S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe e Timor Leste -que juntos somam 56 milh\u00f5es de habitantes. De um lado, os defensores da reforma e do argumento de que a unifica\u00e7\u00e3o p\u00f5e fim \u00e0s barreiras ortogr\u00e1ficas. Do outro, os cr\u00edticos lembram que as quest\u00f5es sem\u00e2nticas permanecem e trazem na ponta l\u00edngua frases de efeito que ressaltam as diferen\u00e7as: \u201cAs pessoas v\u00e3o continuar indo ao a\u00e7ougue para comprar alcatra no Brasil e indo ao talho comprar lomo em Portugal\u201d, brinca o superintendente da Editora Melhoramentos, Breno Lerner, um cr\u00edtico ferrenho da teoria de novos mercados. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cPoucas vezes ouvi uma besteira t\u00e3o grande. S\u00f3 o fato de l\u00e1 n\u00e3o se usar ger\u00fandio j\u00e1 impossibilita qualquer coisa. Al\u00e9m disso, os pa\u00edses africanos em quest\u00e3o s\u00e3o de l\u00edngua oficial portuguesa, mas ningu\u00e9m est\u00e1 falando que propor\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o fala efetivamente o portugu\u00eas\u201d, pondera Lerner. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Para o diretor editorial do grupo Ibep e Companhia Editora Nacional, Antonio Nicolau Youssef, no entanto, \u00e9 poss\u00edvel falar em abertura a m\u00e9dio e longo prazos. \u201cN\u00e3o \u00e9 um movimento imediato, mas algo para come\u00e7ar em uns dez anos. \u00c9 o tempo do mercado acomodar a reforma e construir novas regras. Isso (o interc\u00e2mbio de obras) j\u00e1 acontece entre o Reino Unido e os Estados Unidos. A partir do momento em que h\u00e1 uma unifica\u00e7\u00e3o da ortografia, quebra-se uma barreira que existia para a comercializa\u00e7\u00e3o. Por outro lado, fica sobrando a barreira sem\u00e2ntica. A reforma n\u00e3o mexe nas palavras que s\u00e3o grafadas da mesma maneira, mas t\u00eam significados diferentes\u201d, pondera Nicolau.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Na avalia\u00e7\u00e3o da gerente editorial da FTD, Silmara Vespasiano, \u00e9 prematuro falar em novos mercados. \u201c\u00c9 preciso lembrar que o acordo unifica exclusivamente a escrita. N\u00e3o d\u00e1 para dizer que s\u00f3 a reforma vai abrir mercados. A forma\u00e7\u00e3o das frases, por exemplo, acontece de forma diferente. Acho que seriam necess\u00e1rias adapta\u00e7\u00f5es\u201d, opina Silmara. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A presidente da C\u00e2mara Brasileira do Livro, Rosely Boschini, v\u00ea oportunidades, principalmente, para as publica\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas. \u201cAcho que os livros t\u00e9cnicos, principalmente os de medicina e engenharia, v\u00e3o ganhar muito\u201d, opina, destacando que a reforma traz outros ganhos, al\u00e9m dos de mercado. \u201cConquistamos a perman\u00eancia do portugu\u00eas como um idioma forte\u201d, aponta.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> J\u00e1 a diretora executiva da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Livros Did\u00e1ticos (Abrelivros), Beatriz Grellet, pondera que no caso dos escolares, h\u00e1, ainda, as barreiras curriculares. \u201cO acordo \u00e9 meramente ortogr\u00e1fico. O restante n\u00e3o muda nada\u201d, destaca. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> As oportunidades concretas, at\u00e9 agora, t\u00eam surgido para os revisores. O diretor do Armaz\u00e9m de Id\u00e9ias, Andr\u00e9 Carvalho, lembra que todas as reedi\u00e7\u00f5es ter\u00e3o de passar por revisores para adequa\u00e7\u00e3o \u00e0s normas da reforma. \u201cHoje, um revisor cobra cerca de R$ 3 por p\u00e1gina\u201d, aponta Carvalho, que tamb\u00e9m reclama do aumento das despesas com fotolitos. \u00bdPerderei todos os anteriores \u00e0 reforma. Para quem trabalha com livro infantil \u00e9 um desastre\u201d, lamenta.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O autor e revisor Antonio Lib\u00e9rio Neves, 74 anos, j\u00e1 est\u00e1 com trabalho extra por causa da reforma. \u00bdEstou fazendo a revis\u00e3o de dez livros para a Editora L\u00ea. Como eles v\u00e3o entrar na sele\u00e7\u00e3o do Governo, j\u00e1 t\u00eam de estar adequados\u201d, relata Lib\u00e9rio, que de manh\u00e3 trabalha nos livros da L\u00ea j\u00e1 de acordo com a nova ortografia e \u00e0 tarde atua como revisor na PUC-Minas, seguindo as regras atuais para a revis\u00e3o de monografias, disserta\u00e7\u00f5es e artigos cient\u00edficos. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cDe manh\u00e3, trabalho com as c\u00f3pias das altera\u00e7\u00f5es do meu lado para consulta. Mas as modifica\u00e7\u00f5es s\u00e3o de pouco volume e n\u00e3o alteraram a estrutura da l\u00edngua\u201d, relata o revisor, que \u00e9 autor de 26 livros e prev\u00ea mais trabalho extra daqui para frente. \u201cAcho que muitas pessoas que antes n\u00e3o encaminhavam seus textos para revis\u00e3o v\u00e3o come\u00e7ar a nos contratar por se sentirem inseguras\u201d, avalia. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Em 1971, ano da \u00faltima reforma ortogr\u00e1fica, Lib\u00e9rio j\u00e1 trabalhava como revisor. \u201cPara a gente \u00e9 tranq\u00fcilo. A adapta\u00e7\u00e3o acaba sendo lenta e pac\u00edfica. A revolta maior \u00e9 dos editores que, de um modo ou de outro, v\u00e3o ter preju\u00edzo\u201d, aponta. Apesar do aumento da oferta de trabalho, o revisor se diz contra a reforma. \u00bdAcho que n\u00e3o apresenta nenhum benef\u00edcio para a l\u00edngua. N\u00e3o \u00e9 por causa dessa unifica\u00e7\u00e3o que passaremos a ter afinidade com a literatura de Cabo verde, por exemplo\u201d, opina.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <b>Para Bechara, unifica\u00e7\u00e3o preserva l\u00edngua<\/b>\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Sem uma data oficial de implanta\u00e7\u00e3o no Brasil, a reforma ortogr\u00e1fica j\u00e1 \u00e9 alvo de incertezas e pol\u00eamicas. Na mira dos cr\u00edticos, o argumento de que a unifica\u00e7\u00e3o abriria mercados para as publica\u00e7\u00f5es brasileiras vem sendo contraposto por meio de frases de efeito, como a de que \u00abos putos v\u00e3o continuar fazendo a bicha em Portugal, enquanto no Brasil os meninos permanecer\u00e3o entrando na fila\u00bb. Nesta entrevista ao HOJE EM DIA, o gram\u00e1tico e imortal da Academia Brasileira de Letras Evanildo Bechara, um dos principais articuladores brasileiros do acordo ortogr\u00e1fico, fala sobre os benef\u00edcios da reforma, defende a tese da abertura de novos mercados e esclarece as principais d\u00favidas que ainda cercam o tema.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <i>As editoras t\u00eam se queixado da falta de um novo Vocabul\u00e1rio Ortogr\u00e1fico da L\u00edngua Portuguesa (Volp) para que possam fazer as adequa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias nos livros did\u00e1ticos com mais seguran\u00e7a. H\u00e1 uma previs\u00e3o de quando o Volp ser\u00e1 lan\u00e7ado pela Academia?<\/i>\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O problema \u00e9 que a reforma ainda n\u00e3o \u00e9 oficial. Por enquanto, trata-se de uma proposta. Estamos esperando por um decreto presidencial que a oficialize para publicar o Volp, j\u00e1 de acordo com as novas regras. Se o decreto for assinado o mais cedo poss\u00edvel, como esperamos, estaremos com o vocabul\u00e1rio pronto em novembro. A expectativa \u00e9 que a reforma entre oficialmente em vigor em janeiro de 2009.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <i>Fala-se da abertura de novos mercados para as editoras brasileiras. Mas, e as quest\u00f5es sem\u00e2nticas? Os cr\u00edticos brincam que \u00abos putos v\u00e3o continuar a fazer a bicha em Lisboa, com ou sem acordo ortogr\u00e1fico\u00bb.<\/i>\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Com uma ortografia unificada, desaparecem as barreiras ortogr\u00e1ficas e de mercado. A l\u00edngua \u00e9 a mesma, o que temos s\u00e3o variedades de uso que acontecem at\u00e9 no pr\u00f3prio Brasil. Se voc\u00ea for a Recife, minha terra, e perguntar na quitanda se tem tangerina, o quitandeiro vai dizer que n\u00e3o, porque l\u00e1 se usa laranja-cravo. Temos essas frases constru\u00eddas para mostrar a diferen\u00e7a, mas se voc\u00ea ligar a tev\u00ea na RTP (emissora portuguesa) vai entender tudo o que eles est\u00e3o dizendo. L\u00e1, os portugueses tamb\u00e9m entendem a novela brasileira. Essas poucas palavras no universo do l\u00e9xico da l\u00edngua portuguesa n\u00e3o constituem problema.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <i>Que propor\u00e7\u00e3o das palavras brasileiras sofrer\u00e1 altera\u00e7\u00f5es? Fala-se em 0,4% do vocabul\u00e1rio. \u00c9 isso mesmo?<\/i>\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Essa informa\u00e7\u00e3o \u00e9 tirada de um levantamento a partir de 80 mil ou 90 mil palavras que fazem parte do Portugu\u00eas Fundamental, mas o nosso vocabul\u00e1rio tem 360 mil palavras. Ainda n\u00e3o temos um levantamento de quantas ser\u00e3o alteradas.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <i>O senhor tem acompanhado o cronograma de implanta\u00e7\u00e3o da reforma nos demais pa\u00edses que aderiram ao acordo? Parece-me que, em Portugal, o processo de implanta\u00e7\u00e3o come\u00e7a em seis anos.<\/i>\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Em Portugal, falta a assinatura do presidente, assim como aqui. Acreditamos que, a partir do momento em que Brasil e Portugal implantarem a reforma, os demais devam seguir o mesmo caminho. Na \u00e9poca em que foi assinado o acordo inicial entre os sete pa\u00edses &#8211; ainda n\u00e3o havia o Timor Leste -, todos estavam de acordo com o texto. Em Portugal, ser\u00e3o seis anos para o in\u00edcio da obrigatoriedade.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <i>Quanto do vocabul\u00e1rio da l\u00edngua ser\u00e1 unificado? Por que n\u00e3o \u00e9 100%?<\/i>\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Haver\u00e1 unifica\u00e7\u00e3o de 98% da ortografia do vocabul\u00e1rio. Hoje temos duas ortografias. A usada em Portugal, repetida pelos pa\u00edses africanos, e a ortografia brasileira. Esse acordo veio para diminuir as diferen\u00e7as, de modo que pud\u00e9ssemos ter um sistema unificado, o que n\u00e3o significa o fim da duplicidade de formas, quando existentes. Acess\u00edvel e access\u00edvel, por exemplo, t\u00eam duas pron\u00fancias, e as duas t\u00eam que estar registradas.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <i>Quais os principais ganhos com a reforma?<\/i>\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00c9 como diz a sabedoria popular: a uni\u00e3o faz a for\u00e7a. A unifica\u00e7\u00e3o em todo o territ\u00f3rio da lusofonia \u00e9, sem d\u00favida, uma defesa da l\u00edngua contra o movimento natural de globaliza\u00e7\u00e3o, onde v\u00e1rias l\u00ednguas desaparecem semestralmente\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A reforma que unifica a ortografia portuguesa nos pa\u00edses lus\u00f3fonos -Angola, Brasil, Cabo Verde, Guin\u00e9-Bissau, Mo\u00e7ambique, Portugal, S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe e Timor Leste &#8211; ainda n\u00e3o tem uma data oficial de implanta\u00e7\u00e3o no Brasil, mas j\u00e1 \u00e9 respons\u00e1vel por uma corrida contra o tempo e investimentos da ordem de milh\u00f5es de reais pelas editoras, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-2151","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-da-imprensa"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v15.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Reforma ortogr\u00e1fica sacode as editoras e gira milh\u00f5es &raquo; 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