{"id":2124,"date":"2007-09-20T15:39:00","date_gmt":"2007-09-20T18:39:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2007\/09\/20\/o-mec-nao-pode-adotar-postura-de-censor\/"},"modified":"2007-09-20T15:39:00","modified_gmt":"2007-09-20T18:39:00","slug":"o-mec-nao-pode-adotar-postura-de-censor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/o-mec-nao-pode-adotar-postura-de-censor\/","title":{"rendered":"\u00b4\u00b4O MEC n\u00e3o pode adotar postura de censor\u00b4\u00b4"},"content":{"rendered":"<p>O ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Fernando Haddad, defendeu ontem (19\/09) o sistema de avalia\u00e7\u00e3o do livro did\u00e1tico, mas admitiu que cogita tornar p\u00fablica a lista de obras reprovadas. Hoje a lista \u00e9 mantida em sigilo. Haddad ressalvou que teme arranhar a imagem dos autores.<br \/> \u00a0<br \/> Ao comentar a distribui\u00e7\u00e3o pelo governo do livro Nova hist\u00f3ria cr\u00edtica (Editora Nova Gera\u00e7\u00e3o), que apresenta conceitos manique\u00edstas sobre socialismo e capitalismo &#8211; como mostrou artigo do jornalista Ali Kamel &#8211; e ficar\u00e1 fora da lista de compras de 2008, o ministro disse que a avalia\u00e7\u00e3o pode conter imperfei\u00e7\u00f5es. Mas afirmou que o atual sistema \u00e9 respons\u00e1vel pela melhoria das obras did\u00e1ticas no pa\u00eds. Para Haddad, os livros devem suscitar o debate.<br \/> \u00a0<\/p>\n<p><B> O que o senhor acha do sistema de avalia\u00e7\u00e3o do livro did\u00e1tico? <br \/><\/B> FERNANDO HADDAD: O Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode, sob pena de cometer grav\u00edssimo erro, adotar a postura de censor. Como garantir a qualidade do livro did\u00e1tico? Em educa\u00e7\u00e3o, a avalia\u00e7\u00e3o que d\u00e1 certo \u00e9 a avalia\u00e7\u00e3o por pares (outros professores). Ela pode ter imperfei\u00e7\u00f5es, mas \u00e9 melhor que qualquer outra forma de avalia\u00e7\u00e3o. Haja vista que, neste caso espec\u00edfico, n\u00e3o sei por que raz\u00e3o, a comiss\u00e3o reviu o seu julgamento de tr\u00eas anos atr\u00e1s. \u00c9 um processo natural de decanta\u00e7\u00e3o de conceitos. Ningu\u00e9m que conhe\u00e7a o programa deixa de reconhecer que o programa avan\u00e7ou muito em qualidade. <\/p>\n<p><B> Como evitar que os alunos de 2007 estudem com livros exclu\u00eddos da lista de 2008? <br \/><\/B> HADDAD: Essa pergunta \u00e9 cab\u00edvel, mas temos que analis\u00e1-la \u00e0 luz dos procedimentos operacionais do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o). N\u00e3o \u00e9 simples entregar 150 milh\u00f5es de livros did\u00e1ticos. Os livros s\u00e3o pr\u00e9-qualificados por uma comiss\u00e3o de especialistas e escolhidos pelos professores. Se for poss\u00edvel do ponto de vista operacional, n\u00e3o vejo nenhuma dificuldade. <\/p>\n<p><B> Por que o MEC n\u00e3o divulga a lista de livros exclu\u00eddos? <br \/><\/B> HADDAD: Em rela\u00e7\u00e3o aos livros exclu\u00eddos, basta comparar de um guia para o outro (os guias s\u00e3o editados a cada tr\u00eas anos). O dado \u00e9 p\u00fablico. Uma coisa \u00e9 o livro que sai do guia e outra, o que nunca entrou. Se o livro nunca entrou (e \u00e9 reprovado), por que expor o autor a um julgamento que foi feito por uma comiss\u00e3o de especialistas? <\/p>\n<p><B> A preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 evitar constrangimentos ao autor? <br \/><\/B> HADDAD: Exatamente. Muitas vezes h\u00e1 quest\u00f5es conceituais que fazem o livro n\u00e3o ser adotado. Mas esse autor pode, \u00e0 luz do parecer, reestruturar e reapresentar o livro. Vemos mais desvantagens do que vantagens nessa exposi\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p><B> Como ficam escolas p\u00fablicas e particulares que utilizam livros reprovados sem saber? <br \/><\/B> HADDAD: Nas p\u00fablicas, n\u00e3o h\u00e1 esse risco. Porque o professor s\u00f3 pode escolher o livro que conste do guia. <br \/><B> Mas acabam ocorrendo situa\u00e7\u00f5es como esta, em que um livro comprado antes \u00e9 reprovado e ningu\u00e9m sabe&#8230;<br \/><\/B> HADDAD: Mas a\u00ed \u00e9 outra quest\u00e3o. A comiss\u00e3o de especialistas reavaliou o seu parecer. <\/p>\n<p><B> H\u00e1 impedimento jur\u00eddico para a divulga\u00e7\u00e3o da lista?<br \/><\/B> HADDAD: O edital n\u00e3o prev\u00ea a divulga\u00e7\u00e3o. Algu\u00e9m poder\u00e1 se sentir ofendido, exposto. E motivar um lit\u00edgio. At\u00e9 por respeito aos autores, a previs\u00e3o teria que constar do edital. <\/p>\n<p><B> O senhor pretende alterar o pr\u00f3ximo edital? <br \/><\/B> HADDAD: N\u00e3o estou convencido que essa decis\u00e3o \u00e9 a mais correta. (Ap\u00f3s o fim da entrevista, Haddad voltou ao assunto e admitiu a mudan\u00e7a: \u201cEstou cogitando, mas preocupado com o impacto negativo que isso possa ter na produ\u00e7\u00e3o de novos livros\u201c). <\/p>\n<p><B> Por que privar escolas particulares da lista de livros reprovados, j\u00e1 que elas correm risco de recomendar obras exclu\u00eddas? <br \/><\/B> HADDAD: As escolas particulares t\u00eam, tanto quanto as p\u00fablicas, acesso ao guia. Se confiam na capacidade de discernimento do minist\u00e9rio, t\u00eam liberdade de adotar exclusivamente os livros do guia. Se discordam e entendem que o guia excluiu uma obra importante, t\u00eam liberdade de adotar um livro que sequer foi submetido ao exame. <\/p>\n<p><B> Mas a liberdade das escolas n\u00e3o seria maior \u00e0 medida que tivessem a lista dos reprovados? <br \/><\/B> HADDAD: Considero mais pedag\u00f3gico levar ao conhecimento do autor as obje\u00e7\u00f5es e permitir que ele reapresente o livro com as altera\u00e7\u00f5es que viabilizem a sua inclus\u00e3o. <\/p>\n<p><B> As editoras s\u00e3o contr\u00e1rias \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o. \u00c9 isso que determina a posi\u00e7\u00e3o do minist\u00e9rio? <br \/><\/B> HADDAD: Evidentemente que n\u00e3o. <\/p>\n<p><B> N\u00e3o h\u00e1 press\u00e3o econ\u00f4mica? <br \/><\/B> HADDAD: A nossa preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 com os autores e n\u00e3o com as editoras. <\/p>\n<p><B> O senhor j\u00e1 escreveu livros sobre quest\u00f5es abordadas no livro \u201cNova Hist\u00f3ria Cr\u00edtica &#8211; 8\u00aa s\u00e9rie\u201c. Como avalia os trechos que dizem que Mao Ts\u00e9-tung foi um grande estadista e que as propostas da Revolu\u00e7\u00e3o Cultural chinesa eram discutidas animadamente? <br \/><\/B> HADDAD (ri antes de responder): Sou francamente favor\u00e1vel a que se discuta criticamente todo assunto relativo \u00e0 hist\u00f3ria dos povos. Os livros did\u00e1ticos t\u00eam que despertar interesse cr\u00edtico dos alunos. Vou fazer um paralelo fora do livro did\u00e1tico: vale a pena discutir, em sala de aula, o livro \u201cN\u00e3o somos racistas\u201c, do jornalista Ali Kamel? <\/p>\n<p><B> O que o senhor acha? <br \/><\/B> HADDAD: Vale. Se eu fosse o professor, na mesma aula discutiria tamb\u00e9m a resenha do (jornalista) Marcelo Leite, intitulada \u201cBiologia seletiva\u201c, que procurou desconstruir o argumento do livro nos seus pr\u00f3prios termos. O papel do professor \u00e9 submeter os estudantes a essas provoca\u00e7\u00f5es para despertar o seu interesse. No caso espec\u00edfico do sistema sovi\u00e9tico, eu escrevi um livro sobre o assunto e tenho uma vis\u00e3o inteiramente cr\u00edtica sobre aquele processo. Defini aquele regime, tanto o sovi\u00e9tico quanto o chin\u00eas, como despotismos modernos. Com a contradi\u00e7\u00e3o que o pr\u00f3prio termo revela. \u00c9 uma posi\u00e7\u00e3o pessoal minha. H\u00e1 pessoas que pensam diferente. Ali\u00e1s, quase todas as pessoas pensam diferente. Essa caracteriza\u00e7\u00e3o do sistema sovi\u00e9tico e chin\u00eas desagrada, de um lado, a stalinistas e mao\u00edstas e, de outro, a neoliberais.<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> C\u00e2mara vai cobrar esclarecimentos ao MEC<br \/><\/B> O Globo   (20\/09\/07)\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A Comiss\u00e3o de Educa\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara vai pedir esclarecimentos ao Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) sobre a distribui\u00e7\u00e3o, para escolas p\u00fablicas, do livro \u201cNova Hist\u00f3ria Cr\u00edtica &#8211; 8\u00aa s\u00e9rie\u201c, de Mario Schmidt (Editora Nova Gera\u00e7\u00e3o). A obra foi reprovada este ano por falhas de conte\u00fado e deixar\u00e1 de ser comprada em 2008.<\/p>\n<p> Os deputados Ot\u00e1vio Leite (PSDB-RJ) e Lobbe Neto (PSDB-SP) apresentaram requerimentos ontem solicitando audi\u00eancia p\u00fablica sobre o tema. Eles querem a presen\u00e7a de um representante do MEC para dar explica\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p> &#8211; \u00c9 a express\u00e3o mais pura do dogmatismo incompat\u00edvel com a pr\u00e1xis educacional democr\u00e1tica &#8211; disse Leite. <\/p>\n<p> O presidente da comiss\u00e3o, deputado Gast\u00e3o Vieira (PMDB-MA), criticou a Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica, que coordena a avalia\u00e7\u00e3o dos livros: <\/p>\n<p> &#8211; A secretaria foi aparelhada. Vamos chamar a pessoa que \u00e9 respons\u00e1vel pelo programa para nos explicar como o MEC distribui um conte\u00fado daqueles. <\/p>\n<p> Em nota, a editora Nova Gera\u00e7\u00e3o criticou o artigo do jornalista Ali Kamel publicado anteontem no GLOBO, com transcri\u00e7\u00f5es de trechos do livro, como o que descreve o l\u00edder comunista e fundador da Rep\u00fablica Popular da China, Mao Ts\u00e9-tung, de \u201cgrande estadista\u201c. Segundo a nota, o artigo selecionou trechos isolados, sem citar cr\u00edticas feitas ao regime comunista chin\u00eas e sovi\u00e9tico.<\/p>\n<p> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> 1,2 milh\u00e3o de livros nas escolas de MG \u00a0<br \/><\/B> Estado de Minas (MG) &#8211; Izabela Ferreira Alves \u00a0(20\/09\/07)<br \/> \u00a0<br \/><em> Avalia\u00e7\u00e3o contratada pelo MEC mostra que livro de hist\u00f3ria, adotado em escolas p\u00fablicas de todo pa\u00eds, tem falhas de conte\u00fado. Editora alega que exemplar \u00e9 l\u00edder de vendas.\u00a0<br \/><\/em> \u00a0<br \/>  \u00a0<br \/> Nos \u00faltimos seis anos, s\u00f3 em Minas Gerais, quase 1,2 milh\u00e3o de exemplares do livro Nova hist\u00f3ria cr\u00edtica, de Mario Schmidt, adotado da 5\u00aa a 8\u00aa s\u00e9ries do ensino fundamental, foram entregues a estudantes. Na capa da publica\u00e7\u00e3o, chama a aten\u00e7\u00e3o dos adolescentes uma ampulheta, onde o sangue escorre do dinheiro. Mas por tr\u00e1s das ilustra\u00e7\u00f5es h\u00e1 uma pol\u00eamica s\u00e9ria. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Segundo avalia\u00e7\u00e3o contratada pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC), os exemplares cont\u00eam falhas de conte\u00fado. A obra, distribu\u00edda gratuitamente aos alunos das redes municipais e estaduais de todo pa\u00eds pelo pr\u00f3prio governo federal, faz parte do Programa Nacional do Livro Did\u00e1tico (PNLD). \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Segundo a professora Margarida Dias, da equipe da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, contratada pelo MEC para analisar o livro, o parecer de exclus\u00e3o da obra do Guia Nacional do Livro Did\u00e1tico \u2013 manual encaminhado \u00e0s escolas, para que os professores escolham os t\u00edtulos do ano seguinte \u2013 s\u00f3 vale a partir de 2008. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Os crit\u00e9rios de avalia\u00e7\u00e3o usados s\u00e3o a exist\u00eancia de erros de portugu\u00eas e tamb\u00e9m de informa\u00e7\u00e3o, e os dois problemas foram encontrados. \u201cN\u00e3o \u00e9 papel da comiss\u00e3o desaprovar uma obra, porque o escritor exp\u00f4s suas id\u00e9ias. \u00c9 permitida uma carga ideol\u00f3gica, desde que os fatos hist\u00f3ricos estejam corretos\u201d, afirma. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Para um educador da rede p\u00fablica municipal que n\u00e3o quis se identificar \u00e9 nesse ponto que est\u00e3o as incorre\u00e7\u00f5es. \u201cQuando segue determinada linha, o autor tem que deixar isso bastante claro no texto. Mas, nesse livro, da forma como foi escrito, as opini\u00f5es do escritor s\u00e3o transmitidas como verdades absolutas\u201d, diz. Ele cita alguns trechos que geram discuss\u00e3o, como o da p\u00e1gina 191 do exemplar da 8\u00aa s\u00e9rie, no qual o autor se refere a Mao Tse-Tung (1893-1976) como \u201cum grande estadista e comandante militar (\u2026). Para muitos chineses, Mao \u00e9 ainda um grande her\u00f3i. Mas para os chineses anticomunistas, n\u00e3o passou de ditador\u201d. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> INCORRE\u00c7\u00d5ES \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/B> Outro ponto controverso \u00e9 o quadro de compara\u00e7\u00e3o entre capitalismo e socialismo. O primeiro \u00e9 descrito como \u201cAs decis\u00f5es econ\u00f4micas s\u00e3o tomadas pela burguesia, que busca ampliar o lucro pessoal\u201d. J\u00e1 as caracter\u00edsticas do ideal marxista s\u00e3o: \u201cTerras, minas e empresas pertencem \u00e0 coletividade. As decis\u00f5es econ\u00f4micas s\u00e3o tomadas pelo povo trabalhador visando (sic) o bem-estar social\u201d. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O professor Jos\u00e9 Maria Le\u00f4ncio, da 8\u00aa s\u00e9rie da Escola Municipal Presidente Tancredo Neves, reafirma as incorre\u00e7\u00f5es, mas pondera a escolha democr\u00e1tica e un\u00e2nime feita pelos nove educadores da institui\u00e7\u00e3o. \u201cInforma\u00e7\u00f5es podem ser corrigidas ou completadas. O exemplarr \u00e9 rico em fotos, mapas e gr\u00e1ficos. Muitas vezes, na rede p\u00fablica, o livro did\u00e1tico \u00e9 o \u00fanico recurso de que dispomos\u201d, diz. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A Editora Nova Gera\u00e7\u00e3o, que publica a obra, n\u00e3o concorda com as acusa\u00e7\u00f5es. \u201cNova hist\u00f3ria cr\u00edtica \u00e9, disparado, l\u00edder de vendas em todo o pa\u00eds nos \u00faltimos 10 anos. Est\u00e3o divulgando trechos do livro de forma descontextualizada\u201d, reclama o diretor Arnaldo Saraiva.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> MEC retira da rede p\u00fablica livro did\u00e1tico que exalta Mao\u00a0<br \/><\/B> Folha de S\u00e3o Paulo &#8211; Angela Pinho\u00a0(19\/09\/07)<br \/> \u00a0<br \/><EM> Obra dada a alunos de 8\u00aa s\u00e9rie diz que Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica caiu em raz\u00e3o do consumismo. \u201cNova Hist\u00f3ria Cr\u00edtica\u201c, de Mario Schmidt, elogia Revolu\u00e7\u00e3o Cultural chinesa sem mencionar abusos do Partido Comunista.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/EM> \u00a0<br \/> Mao Tse-tung foi um \u201cgrande estadista\u201c que \u201camou in\u00fameras mulheres\u201c e \u201cfoi correspondido\u201c. A Revolu\u00e7\u00e3o Cultural chinesa foi uma \u00e9poca em que se lutou contra \u201cvelhos h\u00e1bitos, velha cultura, velhas id\u00e9ias, velhos costumes\u201c. E a derrocada da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, reflexo do desejo por carros importados, bons restaurantes, aparelhos eletr\u00f4nicos, roupas de marcas famosas e j\u00f3ias. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> As afirma\u00e7\u00f5es est\u00e3o no livro \u201cNova Hist\u00f3ria Cr\u00edtica\u201c (ed. Nova Gera\u00e7\u00e3o), de Mario Schmidt, que \u00e9 distribu\u00eddo a alunos de 8\u00aa s\u00e9rie de escolas p\u00fablicas desde 2002 -de 2005 a 2007, foi quase 1 milh\u00e3o de exemplares, que o al\u00e7aram ao posto de mais adquirido na \u00e1rea pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o. S\u00f3 em 2007, a pasta gastou R$ 944 mil nessa compra. A partir de 2008, a obra n\u00e3o estar\u00e1 no PNLD (Programa Nacional do Livro Did\u00e1tico), segundo Jane Cristina da Silva, da SEB (Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica), j\u00e1 que, em abril, a comiss\u00e3o que o avalia viu nela \u201cproblemas conceituais\u201c. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Com uma leitura esquerdista quase manique\u00edsta e erros de portugu\u00eas, o livro condena o capitalismo por visar \u201co lucro\u201c e enaltece a \u201cteoria marxista-leninista\u201c, que buscaria o \u201cbem-estar social\u201c. Elogia a Revolu\u00e7\u00e3o Cultural chinesa, sem se referir aos assassinatos e abusos da disputa pelo poder no Partido Comunista Chin\u00eas. Conforme o MEC, as obras do PNLD s\u00e3o avaliadas a cada tr\u00eas anos por especialistas escolhidos pelas universidades federais a partir de crit\u00e9rios da pasta. Terminada a avalia\u00e7\u00e3o, as escolas recebem um cat\u00e1logo de resenhas e escolhem as que querem usar. Sem interfer\u00eancia do MEC, disse o ministro Fernando Haddad. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Trechos de \u201cNova Hist\u00f3ria Cr\u00edtica\u201c foram publicados em \u201cO Globo\u201c. Afirmando n\u00e3o conhecer a obra, Haddad disse que, em tese, \u201co livro did\u00e1tico deveria zelar para n\u00e3o emitir ju\u00edzos de car\u00e1ter ideol\u00f3gico\u201c. Nas avalia\u00e7\u00f5es de 2002 e 2005 do PNLD, a obra havia sido aprovada \u201ccom ressalvas\u201c. O cat\u00e1logo distribu\u00eddo aos professores h\u00e1 dois anos dizia que \u201cos recursos usados para facilitar a apresenta\u00e7\u00e3o de s\u00ednteses explicativas resvalam no manique\u00edsmo e em uma vis\u00e3o muito simplificada dos processos e contradi\u00e7\u00f5es sociais\u201c. Mas viu \u201cgrande potencial pedag\u00f3gico\u201c nos recursos da obra, \u201cse bem aproveitados pelo professor\u201c. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> \u201cDireita raivosa\u201c\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/B> \u201cEstes livros j\u00e1 est\u00e3o no mercado h\u00e1 mais de dez anos, n\u00e3o entendo por que essa cr\u00edtica agora\u201c, disse Arnaldo Saraiva, editor da Nova Gera\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 l\u00f3gico que o livro tem um posicionamento pol\u00edtico, todos os livros t\u00eam\u201c, afirmou. \u201cO livro do M\u00e1rio \u00e9 perseguido h\u00e1 mais de dez anos pela direita raivosa.\u201c Procurado por meio da editora, o autor n\u00e3o se manifestou. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Colaborou Wiliam Vieira\u00a0<br \/> \u00a0<\/p>\n<p><B> Livro reprovado pelo MEC \u00e9 usado em escolas<br \/><\/B> O Globo &#8211; Dem\u00e9trio Weber (19\/09\/07)<\/p>\n<p><em> POL\u00caMICA NA EDUCA\u00c7\u00c3O: Volume da \u201cNova Hist\u00f3ria Cr\u00edtica\u201c para a 8\u00aa s\u00e9rie tem erros e sair\u00e1 do cat\u00e1logo para 2008. Desde 2002, governo j\u00e1 gastou R$12,3 milh\u00f5es com obra que chama ditador chin\u00eas Mao Ts\u00e9-Tung de estadista <br \/><\/em> <br \/> Reprovado pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) este ano, por falhas de conte\u00fado, o livro did\u00e1tico \u201cNova Hist\u00f3ria Cr\u00edtica &#8211; 8\u00aa s\u00e9rie\u201c, da Editora Nova Gera\u00e7\u00e3o, continua sendo usado em salas de aula do pa\u00eds. S\u00f3 em 2007, o minist\u00e9rio comprou e enviou a escolas p\u00fablicas 89.217 exemplares e 1.562 manuais do professor. Antes de ser vetada para novas aquisi\u00e7\u00f5es, a obra foi aprovada pelo menos duas vezes por especialistas de universidades p\u00fablicas contratadas pelo MEC, tanto no governo Fernando Henrique quanto no governo Lula. Desde 2002, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o distribuiu 1,8 milh\u00e3o de exemplares, ao custo de R$12,3 milh\u00f5es. <\/p>\n<p> Com a reprova\u00e7\u00e3o, a cole\u00e7\u00e3o \u201cNova Hist\u00f3ria Cr\u00edtica\u201c, formada por quatro volumes para as turmas de 5\u00aa a 8\u00aa s\u00e9rie, deixar\u00e1 de fazer parte do Programa Nacional do Livro Did\u00e1tico em 2008. A coordenadora-geral de Estudos e Avalia\u00e7\u00e3o de Materiais da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica, Jane Cristina da Silva, disse que a obra foi exclu\u00edda por problemas de conte\u00fado, mas n\u00e3o revelou os erros apontados pela equipe da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Segundo ela, h\u00e1 tr\u00eas possibilidades: 1) erros conceituais ou de informa\u00e7\u00e3o; 2) incoer\u00eancia metodol\u00f3gica; 3) difus\u00e3o de preconceitos, doutrina\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica, pol\u00edtico-partid\u00e1ria ou propaganda. <\/p>\n<p> A \u201cNova Hist\u00f3ria Cr\u00edtica\u201c \u00e9 uma das 53 cole\u00e7\u00f5es exclu\u00eddas na \u00faltima avalia\u00e7\u00e3o do MEC, que analisou 144 t\u00edtulos. O minist\u00e9rio n\u00e3o divulga os livros reprovados, atendendo a pedido das editoras. S\u00f3 as obras selecionadas entram no Guia Nacional do Livro Did\u00e1tico, encaminhado \u00e0s escolas p\u00fablicas para que os professores escolham os t\u00edtulos para o ano seguinte. <br \/> &#8211; A gente n\u00e3o quer fazer execra\u00e7\u00e3o p\u00fablica &#8211; disse Jane Cristina. <\/p>\n<p><B> Em 2005, livro j\u00e1 foi considerado manique\u00edsta <\/p>\n<p><\/B> O MEC s\u00f3 rompeu o sigilo, confirmando que a obra foi reprovada, ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o ontem, no GLOBO, de artigo do jornalista Ali Kamel, que transcreve trechos do livro da 8\u00aa s\u00e9rie. Ao comentar a derrocada da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, o autor Mario Schmidt escreve na p\u00e1gina 304 (edi\u00e7\u00e3o de 2007): \u201cPrincipalmente a intelligentsia (os profissionais com curso superior) tinham (sic) inveja da classe m\u00e9dia dos pa\u00edses desenvolvidos, que podia viajar e consumir tantos produtos\u201c. Em outro trecho, o fundador da Rep\u00fablica Popular da China, Mao Ts\u00e9-tung, \u00e9 apresentado como um \u201cgrande estadista e comandante militar\u201c. <\/p>\n<p> O livro foi aprovado com ressalvas, entre 2000 e 2001, quando ocorreu a avalia\u00e7\u00e3o dos t\u00edtulos para 2002. Recebeu uma estrela, numa escala de tr\u00eas. O parecer divulgado no guia de 2005 faz cr\u00edticas ao livro da 8\u00aa s\u00e9rie. Segundo o guia, a obra se prop\u00f5e a mostrar a hist\u00f3ria sob a \u201c\u00f3tica dos vencidos\u201c, mas trope\u00e7a no \u201cmanique\u00edsmo\u201c e na vis\u00e3o \u201csimplificada dos processos e contradi\u00e7\u00f5es sociais\u201c. \u201cA anunciada perspectiva \u201ccr\u00edtica\u201c associa-se mais \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o de uma linguagem marcada pela excessiva informalidade do que pela forma\u00e7\u00e3o de um aluno capaz de pensar e compreender o procedimento hist\u00f3rico\u201c, diz o guia.<\/p>\n<p><B> O que ensinam \u00e0s nossas crian\u00e7as<br \/><\/B> O Globo &#8211; Ali Kamel  18\/09\/2007<br \/> O Estado de S. Paulo &#8211; Ali Kamel 20\/9\/2007<\/p>\n<p> N\u00e3o vou importunar o leitor com teorias sobre Gramsci, hegemonia, nada disso. Ao fim da leitura, tenho certeza de que todos v\u00e3o entender o que se est\u00e1 fazendo com as nossas crian\u00e7as e com que objetivo. O psicanalista Francisco Daudt me fez chegar \u00e0s m\u00e3os o livro did\u00e1tico \u201cNova Hist\u00f3ria Cr\u00edtica, 8\u00aa s\u00e9rie\u201d distribu\u00eddo gratuitamente pelo MEC a 750 mil alunos da rede p\u00fablica. O que ele leu ali \u00e9 de dar medo. Apenas uma tentativa de fazer nossas crian\u00e7as acreditarem que o capitalismo \u00e9 mau e que a solu\u00e7\u00e3o de todos os problemas \u00e9 o socialismo, que s\u00f3 fracassou at\u00e9 aqui por culpa de burocratas autorit\u00e1rios. Imposs\u00edvel contar tudo o que h\u00e1 no livro. Por isso, cito apenas alguns trechos.<\/p>\n<p> Sobre o que \u00e9 hoje o capitalismo: \u201cTerras, minas e empresas s\u00e3o propriedade privada. As decis\u00f5es econ\u00f4micas s\u00e3o tomadas pela burguesia, que busca o lucro pessoal. Para ampliar as vendas no mercado consumidor, h\u00e1 um esfor\u00e7o em fazer produtos modernos. Grandes diferen\u00e7as sociais: a burguesia recebe muito mais do que o proletariado. O capitalismo funciona tanto com liberdades como em regimes autorit\u00e1rios.\u201d <\/p>\n<p> Sobre o ideal marxista: \u201cTerras, minas e empresas pertencem \u00e0 coletividade. As decis\u00f5es econ\u00f4micas s\u00e3o tomadas democraticamente pelo povo trabalhador, visando o (sic) bem-estar social. Os produtores s\u00e3o os pr\u00f3prios consumidores, por isso tudo \u00e9 feito com honestidade para agradar \u00e0 (sic) toda a popula\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 mais ricos, e as diferen\u00e7as sociais s\u00e3o pequenas. Amplas liberdades democr\u00e1ticas para os trabalhadores.\u201d<\/p>\n<p> Sobre Mao Tse-tung: \u201cFoi um grande estadista e comandante militar. Escreveu livros sobre pol\u00edtica, filosofia e economia. Praticou esportes at\u00e9 a velhice. Amou in\u00fameras mulheres e por elas foi correspondido. Para muitos chineses, Mao \u00e9 ainda um grande her\u00f3i. Mas para os chineses anticomunistas, n\u00e3o passou de um ditador.\u201d<\/p>\n<p> Sobre Revolu\u00e7\u00e3o Cultural Chinesa: \u201cFoi uma experi\u00eancia socialista muito original. As novas propostas eram discutidas animadamente. Grandes cartazes murais, os dazibaos, abriam espa\u00e7o para o povo manifestar seus pensamentos e suas cr\u00edticas. Velhos administradores foram substitu\u00eddos por rapazes cheios de id\u00e9ias novas. Em todos os cantos, se falava da luta contra os quatro velhos: velhos h\u00e1bitos, velhas culturas, velhas id\u00e9ias, velhos costumes. (&#8230;) No in\u00edcio, o presidente Mao Tse-tung foi o grande incentivador da mobiliza\u00e7\u00e3o da juventude a favor da Revolu\u00e7\u00e3o Cultural. (&#8230;) Milh\u00f5es de jovens formavam a Guarda Vermelha, militantes totalmente dedicados \u00e0 luta pelas mudan\u00e7as. (&#8230;) Seus militantes invadiam f\u00e1bricas, prefeituras e sedes do PC para prender dirigentes \u2018politicamente esclerosados\u2019. (&#8230;) A Guarda Vermelha obrigou os burocratas a desfilar pelas ruas das cidades com cartazes pregados nas costas com dizeres do tipo: \u2018Fui um burocrata mais preocupado com o meu cargo do que com o bem-estar do povo\u2019. As pessoas riam, jogavam objetos e at\u00e9 cuspiam. A Revolu\u00e7\u00e3o Cultural entusiasmava e assustava ao mesmo tempo.\u201d<\/p>\n<p> Sobre a Revolu\u00e7\u00e3o Cubana e o pared\u00e3o: \u201cA reforma agr\u00e1ria, o confisco dos bens de empresas norte-americanas e o fuzilamento de torturadores do ex\u00e9rcito de Fulg\u00eancio Batista tiveram ineg\u00e1vel apoio popular.\u201d<\/p>\n<p> Sobre as primeiras medidas de Fidel: \u201cO governo decretou que os alugu\u00e9is deveriam ser reduzidos em 50%, os livros escolares e os rem\u00e9dios, em 25%.\u201d Essas medidas eram justificadas assim: \u201cNingu\u00e9m possui o direito de enriquecer com as necessidades vitais do povo de ter moradia, educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade.\u201d<\/p>\n<p> Sobre o futuro de Cuba, ap\u00f3s as dificuldades enfrentadas, segundo o livro, pela oposi\u00e7\u00e3o implac\u00e1vel dos EUA e o fim da ajuda da URSS: \u201cUma parte significativa da popula\u00e7\u00e3o cubana guarda a esperan\u00e7a de que se Fidel Castro sair do governo e o pa\u00eds voltar a ser capitalista, haver\u00e1 muitos investimentos dos EUA.(&#8230;) Mas existe (sic) tamb\u00e9m as possibilidades de Cuba voltar a ter favelas e crian\u00e7as abandonadas, como no tempo de Fulg\u00eancio Batista. Quem pode saber?\u201d<\/p>\n<p> Sobre os motivos da derrocada da URSS: \u201c\u00c9 claro que a popula\u00e7\u00e3o sovi\u00e9tica n\u00e3o estava passando fome. O desenvolvimento econ\u00f4mico e a boa distribui\u00e7\u00e3o de renda garantiam o lar e o jantar para cada cidad\u00e3o. N\u00e3o existia infla\u00e7\u00e3o nem desemprego. Todo ensino era gratuito e muitos filhos de oper\u00e1rios e camponeses conseguiam cursar as melhores faculdades. (&#8230;) Medicina gratuita, aluguel que custava o pre\u00e7o de tr\u00eas ma\u00e7os de cigarro, grandes cidades sem crian\u00e7as abandonadas nem favelas&#8230; Para n\u00f3s, do Terceiro Mundo, quase um sonho n\u00e3o \u00e9 verdade? Acontecia que o povo da segunda pot\u00eancia mundial n\u00e3o queria s\u00f3 melhores bens de consumo. Principalmente a intelligentsia (os profissionais com curso superior) tinha inveja da classe m\u00e9dia em desenvolvimento dos pa\u00edses desenvolvidos (&#8230;) Queriam ter dois ou tr\u00eas carros importados na garagem de um casar\u00e3o, freq\u00fcentar bons restaurantes, comprar aparelhagens eletr\u00f4nicas sofisticadas, roupas de marcas famosas, j\u00f3ias. (&#8230;) Karl Marx n\u00e3o pensava que o socialismo pudesse se desenvolver num \u00fanico pa\u00eds, menos ainda numa na\u00e7\u00e3o atrasada e pobre como a R\u00fassia tzarista. (&#8230;) Fica ent\u00e3o uma velha pergunta: e se a revolu\u00e7\u00e3o tivesse estourado num pa\u00eds desenvolvido como os EUA e a Alemanha? Teria fracassado tamb\u00e9m?\u201d<\/p>\n<p> Esses s\u00e3o apenas alguns poucos exemplos. H\u00e1 muito mais. De que forma nossas crian\u00e7as poder\u00e3o saber que Mao foi um assassino frio de multid\u00f5es? Que a Revolu\u00e7\u00e3o Cultural foi uma das maiores insanidades que o mundo presenciou, levando \u00e0 morte de milh\u00f5es? Que Cuba \u00e9 respons\u00e1vel pelos seus fracassos e que o pared\u00e3o levou \u00e0 morte, em julgamentos sum\u00e1rios, n\u00e3o torturadores, mas milhares de oponentes do novo regime? E que a URSS n\u00e3o desabou por sentimentos de inveja, mas porque o socialismo real, uma ditadura que esmaga o indiv\u00edduo, provou-se n\u00e3o um sonho, mas um pesadelo?<\/p>\n<p> Nossas crian\u00e7as est\u00e3o sendo enganadas, a cabe\u00e7a delas vem sendo trabalhada, e o efeito disso ser\u00e1 sentido em poucos anos. \u00c9 isso o que deseja o MEC? Sen\u00e3o for, algo precisa ser feito, pelo minist\u00e9rio, pelo congresso, por algu\u00e9m.<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Fernando Haddad, defendeu ontem (19\/09) o sistema de avalia\u00e7\u00e3o do livro did\u00e1tico, mas admitiu que cogita tornar p\u00fablica a lista de obras reprovadas. Hoje a lista \u00e9 mantida em sigilo. 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