{"id":2098,"date":"2007-10-02T14:45:00","date_gmt":"2007-10-02T17:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2007\/10\/02\/livro-didatico-e-propaganda-politica\/"},"modified":"2007-10-02T14:45:00","modified_gmt":"2007-10-02T17:45:00","slug":"livro-didatico-e-propaganda-politica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/livro-didatico-e-propaganda-politica\/","title":{"rendered":"Livro did\u00e1tico e propaganda pol\u00edtica"},"content":{"rendered":"<p>Os livros did\u00e1ticos no Brasil s\u00e3o um problema mais grave do que se imagina. Para 2008, o MEC informa que j\u00e1 comprou mais de um milh\u00e3o de exemplares do livro de hist\u00f3ria \u201cProjeto Ararib\u00e1, Hist\u00f3ria, Ensino Fundamental, 8\u201c, a ser distribu\u00eddo na rede p\u00fablica a partir de janeiro. Para ser exato, 1.185.670 exemplares a um custo de R$ 5.631.932,50. \u00c9 agora o campe\u00e3o de vendas. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Sem d\u00favida, o livro tem mais compostura que o \u201cNova Hist\u00f3ria Cr\u00edtica\u201c, conforme escrevi em outro artigo. Mas, em ess\u00eancia, apresenta os mesmos defeitos e um novo, grav\u00edssimo: faz propaganda pol\u00edtico-eleitoral do PT. Na unidade 3, \u201cA Primeira Guerra Mundial e a Revolu\u00e7\u00e3o Russa\u201c, o livro diz o seguinte, logo na abertura, sob o t\u00edtulo \u201cUm sonho que mudou a hist\u00f3ria\u201c: \u201cEm 1\u00ba de janeiro de 2003, o governo federal apresentou o programa Fome Zero. Segundo dados do IBGE, 54 milh\u00f5es de brasileiros vivem em estado de pobreza. Em nenhum pa\u00eds do planeta existem tantos pobres vivendo entre pessoas t\u00e3o ricas. No mundo, segundo o relat\u00f3rio do Banco Mundial, 1,2 bilh\u00e3o de pessoas vivem com uma renda inferior a 1 d\u00f3lar por dia, cifra que deve chegar a 1,9 bilh\u00e3o em 2015. Por que, apesar de tantos avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos, pessoas continuam morrendo de fome? \u00c9 poss\u00edvel mudar essa situa\u00e7\u00e3o? Os revolucion\u00e1rios russos de 1917 acreditavam que sim. Seguros de que o capitalismo era o respons\u00e1vel pela pobreza, eles fizeram a primeira revolu\u00e7\u00e3o socialista da hist\u00f3ria. Depois disso, o mundo nunca mais seria o mesmo. Hoje, passado quase um s\u00e9culo, o capitalismo retornou \u00e0 R\u00fassia, e a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, que nasceu da Revolu\u00e7\u00e3o Russa de 1917, n\u00e3o existe mais. Valeu a pena? \u00c9 dif\u00edcil responder. Mas como dizia um membro daquela gera\u00e7\u00e3o de revolucion\u00e1rios, \u00e9 preciso acreditar nos sonhos.\u201c \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Entenderam a sutileza? Os alunos s\u00e3o levados a acreditar que n\u00e3o h\u00e1 pa\u00eds no mundo com mais pobres do que o nosso (os autores esqueceram-se da \u00cdndia, para citar apenas um?). E que o Fome Zero seria o sonho de 1917 revivido. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O livro prossegue com pequenos t\u00f3picos sobre os principais acontecimentos mundiais, a Revolu\u00e7\u00e3o Russa e seus antecedentes: grande pobreza no campo, extrema explora\u00e7\u00e3o dos oper\u00e1rios. Vitoriosos os revolucion\u00e1rios, seus primeiros feitos s\u00e3o assim descritos: \u201cEstradas de ferro e bancos foram nacionalizados, as terras foram divididas e distribu\u00eddas entre os camponeses e a produ\u00e7\u00e3o nas ind\u00fastrias passou a ser controlada pelos oper\u00e1rios. As medidas revolucion\u00e1rias do novo governo feriram os interesses da burguesia e das grandes empresas que atuavam no pa\u00eds.\u201c Segue-se um breve resumo da guerra civil &#8211; a burguesia e a aristocracia, apoiados pelos EUA e Gr\u00e3-Bretanha, contra os revolucion\u00e1rios liderados por L\u00eanin e Trotsky &#8211; e um pequeno verbete intitulado \u201cA ditadura de St\u00e1lin\u201c. Nele, l\u00ea-se que a URSS foi governada de 1924 a 1953 por St\u00e1lin, como um ditador. \u201cAs liberdades individuais foram suprimidas e os advers\u00e1rios do regime, inclusive os l\u00edderes da revolu\u00e7\u00e3o, acabaram presos ou assassinados pelo regime.\u201c Parece honesto, mas n\u00e3o \u00e9: omitir os detalhes da monstruosa ditadura de St\u00e1lin, que levou milh\u00f5es \u00e0 morte, \u00e9 esconder dos alunos o mal que o socialismo real provocou. Especialmente porque os autores n\u00e3o se esqueceram de destacar o \u201cbem\u201c que St\u00e1lin proporcionou: \u201cO Estado promoveu o desenvolvimento da ind\u00fastria de base, como energia el\u00e9trica e metalurgia, investiu em educa\u00e7\u00e3o e na qualifica\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra e formou cooperativas agr\u00edcolas (&#8230;) para ampliar a produ\u00e7\u00e3o no campo.\u201c \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Bonito, n\u00e3o? No fim do cap\u00edtulo, nas atividades propostas aos alunos, fica estabelecida a distin\u00e7\u00e3o entre capitalismo e socialismo: \u201cOs anos 1920, nos EUA, caracterizaram-se por consolidar a sociedade de consumo. Numa cultura de consumo, grande parte do tempo e das energias humanas est\u00e1 voltado (sic) para a aquisi\u00e7\u00e3o de bens materiais. Sob a orienta\u00e7\u00e3o do seu professor, debatam os seguintes aspectos: a) dados que comprovam o car\u00e1ter consumista da sociedade atual; b) os efeitos negativos da cultura do consumo para o indiv\u00edduo e a sociedade.\u201c \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A orienta\u00e7\u00e3o socialista do livro fica patente em muitas passagens. Veja por exemplo como os autores definem o \u201cWelfare State\u201c europeu: \u201cApesar de ter sido elaborado, no contexto da Guerra Fria, para afastar a amea\u00e7a representada pelo prest\u00edgio que o socialismo despertava no Ocidente, o \u2019Welfare State\u2019 serviu, tamb\u00e9m, para concretizar antigas reivindica\u00e7\u00f5es do movimento sindical (&#8230;).\u201c O livro se apressa a dizer que o \u201cWelfare State\u201c durou pouco, gra\u00e7as \u00e0 crise do petr\u00f3leo de 1973 (sic): \u201cNos anos 1980, os governos de Margareth Thatcher, na Inglaterra (sic), e de Ronald Reagan, nos EUA, adotaram o modelo econ\u00f4mico de livre mercado, tornando nula (sic) a interven\u00e7\u00e3o do Estado na economia (&#8230;).\u201c Os alunos devem achar que viver naqueles dois pa\u00edses \u00e9 um horror. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> E Mao? Este parece ser um fetiche dos autores de livros did\u00e1ticos. O livro conta que Mao derrotou o capitalismo na China e relata dois epis\u00f3dios, sem refer\u00eancia aos milh\u00f5es de mortos que os dois eventos provocaram. \u201cEm 1958, a fim de aumentar a produ\u00e7\u00e3o, foram criadas cooperativas rurais e novas ind\u00fastrias tamb\u00e9m. Essas iniciativas econ\u00f4micas foram conhecidas como o \u2019Grande salto para a frente\u2019. Preocupado com a influ\u00eancia de valores ocidentais na China, Mao iniciou a Revolu\u00e7\u00e3o Cultural, uma campanha oficial marcada por intensa doutrina\u00e7\u00e3o e repress\u00e3o.\u201c E mais n\u00e3o se diz. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Deixando de lado a Hist\u00f3ria Universal, o que mais espanta no livro \u00e9 a sua novidade: a propaganda pol\u00edtico-eleitoral. Depois de relatar o sucesso do Plano Real no governo Itamar, o livro explica assim a vit\u00f3ria de FH sobre Lula nas elei\u00e7\u00f5es de 1994: \u201cUma habilidosa propaganda pol\u00edtica transformou o candidato do governo, Fernando Henrique, no pai do Plano Real.\u201c Sobre os resultados do primeiro governo FH, o livro contraria tudo o que os especialistas dizem sobre os efeitos imediatos do Plano Real: \u201cA infla\u00e7\u00e3o foi controlada, mas a um pre\u00e7o muito elevado. O desemprego cresceu, principalmente na ind\u00fastria, elevando a mis\u00e9ria, a concentra\u00e7\u00e3o de renda e a viol\u00eancia no pa\u00eds.\u201c Heran\u00e7a maldita \u00e9 pouco. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Depois de contar como o governo foi obrigado a desvalorizar o real, o livro diz que o segundo mandato de FH trouxe duas conquistas no campo social, como ampliar as matr\u00edculas no ensino fundamental e reduzir a mortalidade infantil. Mas o cap\u00edtulo termina assim: \u201cO PT chegou ao poder com a responsabilidade de vencer um enorme desafio: manter a infla\u00e7\u00e3o sob controle e combater a desigualdade social no Brasil, onde 54 milh\u00f5es de pessoas vivem em situa\u00e7\u00e3o de pobreza.\u201c Como os autores disseram no in\u00edcio, o sonho n\u00e3o acabou. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O livro termina com oito p\u00e1ginas sobre a fome no mundo e no Brasil. H\u00e1 afirma\u00e7\u00f5es assim: \u201cH\u00e1 mais pessoas desnutridas na Nig\u00e9ria, um pa\u00eds de 120 milh\u00f5es de habitantes, do que na China, onde vive mais de 1,2 bilh\u00e3o de pessoas.\u201c A China \u00e9 socialista, certo? As causas da fome, apontadas pelo livro, s\u00e3o as dificuldades de acesso \u00e0 terra, o aumento do desemprego e a divis\u00e3o desigual da renda. Depois de repetir que \u201co nosso pa\u00eds tem fome\u201c, o livro \u201cesclarece\u201c: \u201cO combate \u00e0 fome \u00e9 o principal objetivo do governo Lula, que tomou posse em janeiro de 2003. Para isso, o governo lan\u00e7ou o Programa Fome Zero. A implanta\u00e7\u00e3o do programa tem como refer\u00eancia o Projeto Fome Zero &#8211; uma proposta de pol\u00edtica de seguran\u00e7a alimentar para o Brasil, um documento que re\u00fane propostas elaboradas pelo Partido dos Trabalhadores em 2001. Leia agora parte desse documento.\u201c \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> E as crian\u00e7as s\u00e3o expostas a 52 linhas do documento de propaganda partid\u00e1ria elaborado em 2001 pelo Instituto da Cidadania, do PT. E a nenhum outro. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O Fome Zero, que n\u00e3o conseguiu sair do papel, vira Hist\u00f3ria. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Tudo isso distribu\u00eddo gratuitamente pelo governo federal a mais de um milh\u00e3o de alunos. Isso \u00e9 poss\u00edvel? Isso \u00e9 republicano? \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> N\u00e3o acredito que o presidente Lula aceite que propaganda pol\u00edtica de um \u00fanico partido seja distribu\u00edda com o uso de dinheiro p\u00fablico como se fosse aula de hist\u00f3ria. N\u00e3o acho tamb\u00e9m que o MEC concorde com isso. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Fica aqui o alerta. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Tr\u00eas detalhes: \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O livro, deliberadamente, confunde pobreza com fome. A OMS admite at\u00e9 5% de pessoas magras em qualquer popula\u00e7\u00e3o (os geneticamente magros e n\u00e3o os emagrecidos pela falta de alimento). O Brasil tem 4% de magros e, em pouqu\u00edssimas \u00e1reas, esse percentual chega a 7%; a \u00cdndia tem 50%. A fome no nosso pa\u00eds \u00e9, portanto, um fen\u00f4meno localizado, na casa das centenas de milhares de pessoas, nunca na casa dos milh\u00f5es. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O livro, que se bate contra a globaliza\u00e7\u00e3o e o neoliberalismo, foi impresso na China. Usando uma linguagem que poderia ser a dos autores, \u201croubando empregos brasileiros.\u201c \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> E, por \u00faltimo, para que o leitor tenha certeza da p\u00e9ssima qualidade do projeto, sugiro uma visita \u00e0 p\u00e1gina 83 do livro de geografia para oitava s\u00e9rie, da mesma cole\u00e7\u00e3o (1.087.059 exemplares ao custo de R$ 4.859.153,73). L\u00e1, num texto sobre o Isl\u00e3, est\u00e1 escrito que a corrente sunita \u00e9 a mais moderada e que \u201ca xiita ou fundamentalismo isl\u00e2mico \u00e9 a mais radical\u201c. Sim, eles acham que o xiismo e o fundamentalismo s\u00e3o sin\u00f4nimos. Sim, eles ignoram que a Al-Qaeda, a manifesta\u00e7\u00e3o mais brutal do fundamentalismo, \u00e9 sunita. No mesmo texto, est\u00e1 escrito tamb\u00e9m que a Ar\u00e1bia Saudita, o ber\u00e7o do sunismo radical, \u00e9 &#8230; xiita. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Pobres de nossas crian\u00e7as. \u00a0<br \/> \u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os livros did\u00e1ticos no Brasil s\u00e3o um problema mais grave do que se imagina. Para 2008, o MEC informa que j\u00e1 comprou mais de um milh\u00e3o de exemplares do livro de hist\u00f3ria \u201cProjeto Ararib\u00e1, Hist\u00f3ria, Ensino Fundamental, 8\u201c, a ser distribu\u00eddo na rede p\u00fablica a partir de janeiro. 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