{"id":20842,"date":"2024-11-21T15:22:19","date_gmt":"2024-11-21T18:22:19","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/?p=20842"},"modified":"2024-11-21T15:22:19","modified_gmt":"2024-11-21T18:22:19","slug":"a-democratizacao-da-leitura-atraves-da-acessibilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/a-democratizacao-da-leitura-atraves-da-acessibilidade\/","title":{"rendered":"A democratiza\u00e7\u00e3o da leitura atrav\u00e9s da acessibilidade"},"content":{"rendered":"<p>Novembro foi um m\u00eas movimentado para o mercado editorial brasileiro. Tivemos a Confer\u00eancia Internacional de Acessibilidade, organizada pela Funda\u00e7\u00e3o Dorina Nowill para Cegos, Pr\u00eamio S\u00e3o Paulo de Literatura, Pr\u00eamio Jabuti e a volta da Pesquisa Retratos da Leitura. Tanta discuss\u00e3o sobre livro e leitura e tanta celebra\u00e7\u00e3o s\u00e3o dignos de nota, mas n\u00e3o necessariamente uma nota positiva.<!--more--><\/p>\n<p>Ap\u00f3s cinco anos, tivemos no final de 2024 uma nova edi\u00e7\u00e3o da Pesquisa Retratos da Leitura. Excelente not\u00edcia para os entusiastas do livro que a pesquisa apresente novos dados, mas o seu resultado \u00e9 o completo oposto: tivemos nos \u00faltimos quatro anos uma redu\u00e7\u00e3o de mais de 6 milh\u00f5es de leitores no pa\u00eds, e pela primeira vez o n\u00famero de n\u00e3o-leitores \u00e9 maior do que o de leitores no Brasil.<\/p>\n<p>Desde sua \u00faltima edi\u00e7\u00e3o, em 2019, discutiu-se muito sobre democracia. Nestes \u00faltimos anos tivemos elei\u00e7\u00f5es turbulentas, crises pol\u00edticas, tentativas de golpes, censura a livros premiados e, at\u00e9 pouco tempo, redu\u00e7\u00e3o nos investimentos em cultura e educa\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o \u00e9 claro que n\u00e3o surpreende a n\u00f3s, amantes de livros e da leitura e escrita, que a consequ\u00eancia de tudo isso seja um pa\u00eds menos leitor, mas hoje somos minoria. Pela primeira vez, somos minoria. J\u00e1 fomos minoria em muitos aspectos, com certeza, mas n\u00e3o enquanto leitores \u2013 pelo menos n\u00e3o segundo a pesquisa.<\/p>\n<p>Na semana anterior ao resultado da pesquisa, aconteceu a Confer\u00eancia Internacional de Acessibilidade e preciso pontuar como tudo o que foi apresentado e discutido na confer\u00eancia est\u00e1 diretamente ligado ao resultado atual da Pesquisa Retratos da Leitura. N\u00e3o existe e nunca existir\u00e1 um pa\u00eds leitor se n\u00e3o trabalharmos extensivamente para tornar o livro um produto acess\u00edvel. E acessibilidade n\u00e3o deve ser entendida apenas do ponto de vista f\u00edsico, mas sim como acesso a informa\u00e7\u00e3o. S\u00f3 assim teremos cidad\u00e3os capazes de tomar decis\u00f5es conscientes.<\/p>\n<p>A confer\u00eancia contou com representantes do Brasil, Argentina, Col\u00f4mbia, M\u00e9xico, Uruguai, It\u00e1lia, al\u00e9m de representantes de organiza\u00e7\u00f5es internacionais importantes como a Funda\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia (UNICEF) e Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Propriedade Intelectual (WIPO), al\u00e9m da pr\u00f3pria Funda\u00e7\u00e3o Dorina e do Fundo Nacional de Desenvolvimento e Educa\u00e7\u00e3o (FNDE). Acho muito importante mencionar que al\u00e9m de escutarmos e aprendermos com as experi\u00eancias internacionais, aprendemos tamb\u00e9m com pessoas cegas, como Pablo Lecuona, argentino fundador da TifloNexos e pioneiro da produ\u00e7\u00e3o de livros acess\u00edveis em espanhol na Am\u00e9rica Latina; Andr\u00e9ia Queiroz, consultora em acessibilidade digital; e Regina Oliveira, coordenadora de revis\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Dorina.<\/p>\n<p>Acessibilidade pode ser definida como a possibilidade e condi\u00e7\u00e3o de alcance, percep\u00e7\u00e3o e entendimento para a utiliza\u00e7\u00e3o, em igualdade de oportunidades, com seguran\u00e7a e autonomia, do meio f\u00edsico, do transporte, da informa\u00e7\u00e3o e da comunica\u00e7\u00e3o, inclusive dos sistemas e tecnologias de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o, bem como de outros servi\u00e7os e instala\u00e7\u00f5es. (Fonte: Conselho Nacional do Minist\u00e9rio P\u00fablico).<\/p>\n<p><strong>Como, ent\u00e3o, tornamos o livro acess\u00edvel? Como garantimos o acesso de todos ao livro?<\/strong><\/p>\n<p>Com bibliotecas p\u00fablicas \u2013 esta seria minha primeira resposta, e eu acredito que a de muitos tamb\u00e9m. Tamb\u00e9m temos que pensar em pol\u00edticas p\u00fablicas, como a PNLE, PNAB, o pr\u00f3prio PNLD etc. A biblioteca p\u00fablica, seja ela no \u00e2mbito escolar ou fora dela, a n\u00edvel municipal ou estadual, garante o acesso gratuito ao livro, tirando, em certa medida, a barreira econ\u00f4mica que se coloca entre muitas pessoas e o livro.<\/p>\n<p>Mas a exist\u00eancia de uma biblioteca p\u00fablica n\u00e3o garante que todos ter\u00e3o condi\u00e7\u00e3o de se locomover at\u00e9 l\u00e1, seja por quest\u00f5es f\u00edsicas ou financeiras. Tamb\u00e9m n\u00e3o garante acervo satisfat\u00f3rio (seja por n\u00e3o ter condi\u00e7\u00f5es de adquirir todos os livros demandados, ou por c\u00f3pias insuficientes, por exemplo). E, principalmente, n\u00e3o garante que haver\u00e1 livros em braille ou formato digital acess\u00edvel para pessoas cegas, com baixa vis\u00e3o ou mobilidade reduzida. N\u00e3o garante, sequer, que o pr\u00e9dio ser\u00e1 acess\u00edvel, que ter\u00e1 entrada para cadeirantes, elevadores ou rampas, piso t\u00e1til, dentre outras ferramentas que tornem o acesso at\u00e9 o livro de fato acess\u00edvel. A exist\u00eancia de bibliotecas p\u00fablicas, por si s\u00f3, n\u00e3o quer dizer nada se n\u00e3o existirem pol\u00edticas p\u00fablicas que a suportem para al\u00e9m de sua presen\u00e7a f\u00edsica. Para al\u00e9m das pol\u00edticas p\u00fablicas \u2013 que j\u00e1 existem! \u2013 pouco vai mudar se n\u00f3s, como profissionais neste mercado, n\u00e3o participarmos ativamente das pol\u00edticas e das mudan\u00e7as.<\/p>\n<p>S\u00f3 para enriquecer a discuss\u00e3o com dados, vale mencionar que, apesar de ser o quinto maior pa\u00eds do mundo em extens\u00e3o territorial e o s\u00e9timo em popula\u00e7\u00e3o, 30% da popula\u00e7\u00e3o brasileira est\u00e1 concentrada em 48 cidades com mais de 500 mil habitantes, onde h\u00e1 mais bibliotecas e livrarias do que nas demais cidades. Ou seja, o acesso aos livros no restante do pa\u00eds ainda \u00e9 um desafio. Atualmente, s\u00e3o 4.639 bibliotecas p\u00fablicas para 5.570 munic\u00edpios segundo dados do Sistema Nacional de Bibliotecas P\u00fablicas (SNBP), o que mostra que muitas cidades ainda n\u00e3o t\u00eam esse recurso cultural.<\/p>\n<p><strong>Como, ent\u00e3o, participamos das mudan\u00e7as? Como podemos ser agentes proativos para tornar o livro acess\u00edvel?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o sugiro, de forma alguma, entrarmos na discuss\u00e3o de pre\u00e7o do livro. Se para uma parte dos leitores brasileiros o livro \u00e9 caro, ele se torna inacess\u00edvel, independente se o pre\u00e7o do livro est\u00e1 justificado ou n\u00e3o. As bibliotecas existem como forma de contornar isso, mas vai muito al\u00e9m. Ainda assim, \u00e9 preciso considerar que, segundo os dados da Pesquisa Retratos da Leitura, apenas 14% dos entrevistados leem livros em bibliotecas em geral.<\/p>\n<p>Segundo o IBGE existem 6,5 milh\u00f5es de pessoas com alguma defici\u00eancia visual no Brasil. Nas cidade onde h\u00e1 livrarias, estas n\u00e3o t\u00eam \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o livros em braille em geral, e nem todas as bibliotecas disp\u00f5em de um acervo acess\u00edvel \u2013 as que disp\u00f5em, t\u00eam um cat\u00e1logo limitado por conta da dificuldade de produ\u00e7\u00e3o. Mesmo com o Tratado de Marrakesh e o trabalho de organiza\u00e7\u00f5es sem fins lucrativos como o da Funda\u00e7\u00e3o Dorina, n\u00e3o garantimos o mesmo acesso para todos. H\u00e1 mais barreiras para uns do que para outros.<\/p>\n<p>Cabe a n\u00f3s pensar o livro como produto acess\u00edvel desde a sua concep\u00e7\u00e3o. Do autor \u00e0 gr\u00e1fica, do editor \u00e0 livraria. Do contrato de direito autoral at\u00e9 os seus formatos finais. J\u00e1 temos um enorme cat\u00e1logo publicado para cuidar, repensar e transformar, ent\u00e3o \u00e9 crucial que comecemos a agir agora; que os artistas j\u00e1 criem suas hist\u00f3rias, suas ilustra\u00e7\u00f5es, capas, gr\u00e1ficos e tabelas com descri\u00e7\u00f5es de imagem; que a editora exija isso em contrato; que, neste contrato, haja previs\u00e3o para venda e disponibiliza\u00e7\u00e3o em bibliotecas, incluindo as digitais; que, obviamente, esteja previsto o formato digital, incluindo o audiolivro; que o formato digital j\u00e1 seja considerado no momento da diagrama\u00e7\u00e3o do livro impresso; que todos os formatos sejam publicados simultaneamente, garantindo assim a equidade na experi\u00eancia do leitor. Esse movimento precisa ser um pacto coletivo, como bem disse Karine Pansa, nossa presidente na IPA.<\/p>\n<p>Na Confer\u00eancia Internacional de Acessibilidade, Nadja Cezar, secret\u00e1ria-executiva do Plano Nacional do Livro e Leitura, colocou em palavras o que quero dizer: &#8220;a gente tem uma tend\u00eancia de digitalizar o que \u00e9 anal\u00f3gico, e ainda em 2024 n\u00e3o nos propomos a pensar diferente para algo que deve e pode nascer digital&#8221;. Ainda que ela estivesse falando sobre o processo do PNLD digital, essa fala diz muito sobre o nosso mercado.<\/p>\n<p>Ainda escuto discuss\u00f5es sobre um formato ser mais importante que o outro, sobre poss\u00edvel substitui\u00e7\u00e3o, sobre pirataria, sobre \u201cn\u00e3o ser a mesma coisa\u201d&#8230; Vamos todos aceitar que n\u00e3o \u00e9 para ser a mesma coisa. N\u00e3o \u00e9 sobre isso, e sim sobre democratizar os meios de leitura, sobre dar acesso ao livro na forma que for vi\u00e1vel e mais conveniente para o leitor que pretendemos alcan\u00e7ar. Livrarias e livreiros t\u00eam um papel importante, mas fora de grandes capitais a realidade \u00e9 bem diferente. Nem toda cidade tem livraria, e muitas contam com lojas pequenas sem bibliodiversidade.<\/p>\n<p>O Brasil tem dimens\u00f5es continentais, o frete para Roraima n\u00e3o \u00e9 o mesmo que para S\u00e3o Paulo. N\u00e3o temos, nem de longe, a quantidade de bibliotecas p\u00fablicas que gostar\u00edamos de ter. Hoje o tempo gasto no celular e nas telas em geral \u00e9 maior do que fora delas. N\u00e3o vamos mudar o mundo impondo nossas regras, mas podemos entender e nos adaptar. Sempre soo brega quando falo sobre isso, mas n\u00e3o adianta pensarmos em grandes projetos se n\u00e3o estamos sequer fazendo o b\u00e1sico, que \u00e9 um livro acess\u00edvel.<\/p>\n<p>E, me atrevendo a mexer num vespeiro, sugiro que se voc\u00ea for dar grandes descontos na venda do seu livro ou at\u00e9 deixar o livro gratuito por um per\u00edodo, como ocorre com o formato digital, que o fa\u00e7a para bibliotecas, para programas de incentivo \u00e0 leitura, e n\u00e3o somente para grandes varejistas que seguem sendo uma barreira ao livro. A forma\u00e7\u00e3o de novos leitores e a manuten\u00e7\u00e3o dos leitores j\u00e1 existentes \u00e9 importante para o nosso mercado, claro, mas \u00e9 muito, muito mais importante para nossa democracia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Novembro foi um m\u00eas movimentado para o mercado editorial brasileiro. 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