{"id":20270,"date":"2024-08-06T13:43:47","date_gmt":"2024-08-06T16:43:47","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/?p=20270"},"modified":"2024-08-06T13:43:47","modified_gmt":"2024-08-06T16:43:47","slug":"por-que-o-brasil-so-cumpriu-20-das-metas-do-plano-nacional-de-educacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/por-que-o-brasil-so-cumpriu-20-das-metas-do-plano-nacional-de-educacao\/","title":{"rendered":"Por que o Brasil s\u00f3 cumpriu 20% das metas do Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o?"},"content":{"rendered":"<p>Dez anos e seis meses depois de sua aprova\u00e7\u00e3o, o Brasil viu pouqu\u00edssimos avan\u00e7os no plano mais ambicioso deste s\u00e9culo para melhorar a qualidade da educa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. O Plano Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (PNE), aprovado em 2014 pelo governo federal com promessas de revolucionar o setor, hoje n\u00e3o passa de um conjunto de promessas vazias e um retrato da inefici\u00eancia das pol\u00edticas p\u00fablicas e da falta de compromisso de quem as executa.<!--more--><\/p>\n<p>O que era para ser um marco hist\u00f3rico na luta por uma educa\u00e7\u00e3o melhor para todos, hoje deixa muito a desejar e segue sem ter o que comemorar neste ano em que completa uma d\u00e9cada de implementa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No papel, o Brasil possui um grande arcabou\u00e7o legal que visa garantir o direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o ampla e irrestrita. Seus dois principais exemplos s\u00e3o a pr\u00f3pria Constitui\u00e7\u00e3o Federal e a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional). Mas na pr\u00e1tica, essas leis se transformaram em letras mortas, sem a efetiva realiza\u00e7\u00e3o das medidas necess\u00e1rias para garantir seu cumprimento.<\/p>\n<p>Em 2014, o PNE foi criado com 20 metas detalhadas, destinadas a democratizar o acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, melhorar a qualidade do ensino e fortalecer a infraestrutura educacional do pa\u00eds. No entanto, hoje o panorama \u00e9 desolador: apenas quatro destes 20 objetivos foram cumpridos integralmente. Os demais se encontram em atraso significativo. Alguns deles, at\u00e9 mesmo em retrocesso. Ou seja: o que foi determinado n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o foi feito, como foi piorado.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o PNE tamb\u00e9m determinou que o pa\u00eds investisse 10% do PIB (Produto Interno Bruto) em educa\u00e7\u00e3o at\u00e9, justamente, este ano de 2024. H\u00e1 dez anos, portanto, o Brasil assinou a decis\u00e3o de encarar o desafio de alcan\u00e7ar uma meta crucial para o desenvolvimento social e econ\u00f4mico do pa\u00eds. Por\u00e9m, segundo o \u00faltimo relat\u00f3rio de monitoramento da lei, feito pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An\u00edsio Teixeira) em 2023, o investimento brasileiro em educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica chega hoje a apenas 5,5% do PIB. N\u00e3o estamos cumprindo a lei que estabelecemos.<\/p>\n<p><strong>As raz\u00f5es<\/strong><br \/>\nO descumprimento das metas do PNE exp\u00f5e os desafios estruturais que impedem o avan\u00e7o da educa\u00e7\u00e3o brasileira. A falta de investimento adequado, a m\u00e1 gest\u00e3o dos recursos p\u00fablicos, a desvaloriza\u00e7\u00e3o da profiss\u00e3o docente, as desigualdades sociais e a corrup\u00e7\u00e3o s\u00e3o apenas alguns dos obst\u00e1culos que precisam ser superados para que o PNE um dia se torne realidade.<\/p>\n<p>O sistema de financiamento da educa\u00e7\u00e3o no Brasil \u00e9 desigual, com as escolas p\u00fablicas dos estados mais pobres recebendo menos recursos per capita do que as escolas dos estados mais ricos. Essa desigualdade no financiamento, aliada \u00e0 m\u00e1 gest\u00e3o dos recursos p\u00fablicos destinados \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, contribui para a perpetua\u00e7\u00e3o das desigualdades educacionais.<\/p>\n<p>A profiss\u00e3o docente no Brasil segue sendo desvalorizada, com baixos sal\u00e1rios, falta de oportunidades de forma\u00e7\u00e3o continuada e condi\u00e7\u00f5es de trabalho prec\u00e1rias. Essa desprioriza\u00e7\u00e3o impacta diretamente na qualidade do ensino, desmotivando os profissionais da educa\u00e7\u00e3o e dificultando a atra\u00e7\u00e3o e reten\u00e7\u00e3o de talentos qualificados. Estima-se que, j\u00e1 em 2040, o Brasil viver\u00e1 um &#8220;apag\u00e3o de professores&#8221;, causada por um desinteresse crescente das novas gera\u00e7\u00f5es pelo exerc\u00edcio da profiss\u00e3o.<\/p>\n<p>E o problema certamente ser\u00e1 ainda mais grave nas \u00e1reas menos favorecidas economicamente. O cen\u00e1rio atual j\u00e1 indica isso. Hoje, por exemplo, temos sal\u00e1rios maiores na regi\u00e3o Sudeste, se comparados a outras regi\u00f5es do pa\u00eds. Mas este &#8220;maior&#8221; n\u00e3o \u00e9 nada alto. Segundo dados da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, em 2024 a m\u00e9dia salarial mensal de um professor do ensino fundamental I (antigo prim\u00e1rio) na da rede municipal de ensino \u00e9 de apenas R$ 2.840,80. E o de um professor do ensino fundamental II (antigo gin\u00e1sio) \u00e9 de R$ 3.563,51, ambos com uma carga hor\u00e1ria m\u00e9dia de 22 horas e meia semanais.<\/p>\n<p>No ensino m\u00e9dio, sob responsabilidade dos governos estaduais, a pen\u00faria \u00e9 ainda mais preocupante e generalizada. O professor, na maioria dos estados do pa\u00eds, inicia sua carreira com o sal\u00e1rio de R$ 1.499,90 para uma carga hor\u00e1ria de 18 horas semanais. \u00c9 importante destacar que esses valores variam de acordo com o estado, munic\u00edpio, institui\u00e7\u00e3o de ensino, disciplina ofertada e tempo de servi\u00e7o do professor. Mas os valores s\u00e3o evidentemente muito baixos para uma profiss\u00e3o t\u00e3o fundamental para o desenvolvimento de um pa\u00eds como a de professor.<\/p>\n<p>Diante desse quadro, para garantir um sustento digno, os professores se veem obrigados a acumular cargos, muitas vezes deslocando-se diariamente entre diferentes escolas e assumindo jornadas de trabalho extensas e sacrificantes. Essa realidade, al\u00e9m de comprometer sua qualidade de vida, tamb\u00e9m impacta negativamente o tempo dedicado \u00e0 prepara\u00e7\u00e3o das aulas e ao acompanhamento individual dos alunos.<\/p>\n<p><strong>Longo hist\u00f3rico de descumprimentos<\/strong><br \/>\nA desvaloriza\u00e7\u00e3o salarial dos professores \u00e9 um dos principais desafios da educa\u00e7\u00e3o brasileira desde muito antes da institui\u00e7\u00e3o do PNE. E a cada ano que passa, este cen\u00e1rio exige novas e mais urgentes medidas para garantir a dignidade da profiss\u00e3o e uma qualidade m\u00ednima de ensino para todos. Mas n\u00e3o \u00e9 o que acontece.<\/p>\n<p>Em 2024, uma outra lei importante e mal cumprida \u2014a do Piso Salarial dos Professores (Lei 11.738\/2008)\u2014 completa 16 anos de promulga\u00e7\u00e3o sem ser cumprida completamente. Ela estabeleceu um valor m\u00ednimo mensal, com o objetivo de garantir condi\u00e7\u00f5es dignas de trabalho e incentivar a profissionaliza\u00e7\u00e3o da carreira. O valor do piso deve ser reajustado anualmente, e em 2024, est\u00e1 oficialmente fixado em R$ 4.580,57 para jornadas de 40 horas semanais.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, ap\u00f3s mais de uma d\u00e9cada e meia, a luta pelo cumprimento integral desta lei ainda \u00e9 \u00e1rdua e enfrenta desafios consider\u00e1veis. O cen\u00e1rio real para muitos professores \u00e9 de descaso e inadimpl\u00eancia por parte dos governos municipais e estaduais. Segundo dados do Conselho Nacional dos Secret\u00e1rios de Educa\u00e7\u00e3o (Consed), em 2023 cerca de 20% dos munic\u00edpios brasileiros n\u00e3o pagavam o piso salarial integralmente aos seus professores. Mais de mil cidades.<\/p>\n<p><strong>Desafios hist\u00f3ricos e novas urg\u00eancias<\/strong><br \/>\nOs dados acima s\u00e3o apenas um dos aspectos da crise permanente da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica brasileira. Seus desafios hist\u00f3ricos precisam ser superados o quanto antes para que o pa\u00eds possa ter um dia a prosperidade econ\u00f4mica e social que todos almejam. Para isso, \u00e9 necess\u00e1rio um compromisso pol\u00edtico firme com o investimento em infraestrutura e a valoriza\u00e7\u00e3o dos professores. E isso \u00e9 s\u00f3 o come\u00e7o: para se adequar \u00e0 realidade dos tempos atuais, \u00e9 urgente tamb\u00e9m a atualiza\u00e7\u00e3o do curr\u00edculo escolar e o combate \u00e0s desigualdades no acesso ao ensino, entre outras pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Mas a realidade hoje mal permite sonhar com isso. Principalmente nos territ\u00f3rios de periferia, as escolas p\u00fablicas brasileiras enfrentam problemas b\u00e1sicos de infraestrutura, com a falta de salas de aula adequadas, inexist\u00eancia de laborat\u00f3rios, bibliotecas, quadras de esporte ou espa\u00e7os de criatividade. O curr\u00edculo escolar \u00e9 desatualizado e pouco conectado \u00e0s demandas do mercado de trabalho e da sociedade contempor\u00e2nea. Essa falta de ader\u00eancia \u00e0 realidade limita as oportunidades no desenvolvimento de habilidades e compet\u00eancias necess\u00e1rias para o sucesso profissional e pessoal dos jovens estudantes.<\/p>\n<p><strong>Exemplos de fora<\/strong><br \/>\nOs exemplos recentes da Coreia do Sul, Singapura, Est\u00f4nia, Vietn\u00e3 e Finl\u00e2ndia demonstram que o investimento em educa\u00e7\u00e3o de qualidade \u00e9 uma estrat\u00e9gia fundamental para o crescimento e desenvolvimento econ\u00f4mico e social. Ao apostar na educa\u00e7\u00e3o, esses pa\u00edses obtiveram sucesso. Infelizmente, a cultura de explora\u00e7\u00e3o e desigualdade oriunda dos tempos de escraviza\u00e7\u00e3o ainda entranhada em parte da nossa elite empresarial e pol\u00edtica n\u00e3o nos permite evoluir significativamente nessa \u00e1rea.<\/p>\n<p>E com isso, o atraso s\u00f3 aumenta. O &#8220;milagre educacional&#8221; da Coreia do Sul, por exemplo, n\u00e3o surgiu da noite para o dia. Foi um processo gradual, iniciado nas d\u00e9cadas de 1960 e 1970, impulsionado por um forte desejo de desenvolvimento e moderniza\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a Guerra da Coreia. O governo sul-coreano investe pesadamente na infraestrutura das escolas, garantindo ambientes de aprendizagem modernos e bem equipados. Al\u00e9m disso, a tecnologia \u00e9 utilizada de forma estrat\u00e9gica para promover a inova\u00e7\u00e3o no ensino e facilitar o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O sucesso do Vietn\u00e3 em educa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 resultado de um processo gradual e consistente de reformas e investimentos, iniciado ap\u00f3s a reunifica\u00e7\u00e3o do pa\u00eds em 1975. O curr\u00edculo escolar vietnamita d\u00e1 grande \u00eanfase ao ensino de matem\u00e1tica e ci\u00eancias, \u00e1reas consideradas essenciais para o desenvolvimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico do pa\u00eds. Os alunos s\u00e3o incentivados a desenvolver habilidades de racioc\u00ednio l\u00f3gico, pensamento cr\u00edtico e resolu\u00e7\u00e3o de problemas.<\/p>\n<p>J\u00e1 o investimento em educa\u00e7\u00e3o de qualidade em Cingapura teve in\u00edcio na d\u00e9cada de 1960, logo ap\u00f3s a independ\u00eancia do pa\u00eds. O governo adotou uma s\u00e9rie de medidas para fortalecer o sistema educacional, como a expans\u00e3o do acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, a melhoria da qualidade da forma\u00e7\u00e3o de professores e a implementa\u00e7\u00e3o de um curr\u00edculo focado em habilidades essenciais.<\/p>\n<p>Na Est\u00f4nia, a evolu\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o iniciou-se ap\u00f3s a independ\u00eancia do pa\u00eds da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica em 1991. Hoje, \u00e9 um dos pa\u00edses mais digitalizados do mundo. A tecnologia \u00e9 utilizada de forma estrat\u00e9gica para promover a aprendizagem, facilitar o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e preparar os alunos para um mundo cada vez mais digitalizado.<\/p>\n<p>A Finl\u00e2ndia, frequentemente apontada como refer\u00eancia global em educa\u00e7\u00e3o, ostenta um sistema educacional que se destaca por seus resultados consistentemente altos em avalia\u00e7\u00f5es internacionais, como o Pisa, e por um ambiente de aprendizagem que prioriza o bem-estar e o desenvolvimento integral dos estudantes.<\/p>\n<p>O sistema educacional finland\u00eas prioriza a aprendizagem ativa e contextualizada, focando na resolu\u00e7\u00e3o de problemas e no desenvolvimento de habilidades essenciais para o s\u00e9culo 21. Ao inv\u00e9s de memoriza\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica, os estudantes s\u00e3o incentivados a explorar temas relevantes do mundo real, atrav\u00e9s de projetos interdisciplinares e atividades pr\u00e1ticas, promovendo uma aprendizagem mais profunda e significativa.<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o apenas quanto, mas como<\/strong><br \/>\nInteressante notar tamb\u00e9m que, em termos de percentagem do PIB, o investimento em educa\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses citados acima \u00e9 similar ao do Brasil. E qual a raz\u00e3o ent\u00e3o para tanta diferen\u00e7a? Justamente o cumprimento correto da legisla\u00e7\u00e3o. Finl\u00e2ndia, Cingapura, Coreia do Sul, Vietn\u00e3 e Est\u00f4nia possuem e cumprem programas de forma\u00e7\u00e3o de professores rigorosos e de alta qualidade; usam os recursos destinados \u00e0 educa\u00e7\u00e3o de forma eficiente e eficaz; e praticam pol\u00edticas p\u00fablicas eficazes para garantir um sistema educacional inclusivo e de qualidade.<\/p>\n<p>E o que Brasil deve fazer para um dia chegar l\u00e1? Precisa de uma transforma\u00e7\u00e3o profunda e urgente na infraestrutura das escolas, na forma\u00e7\u00e3o de professores qualificados, na implementa\u00e7\u00e3o de pedagogias inovadoras e na autonomia das institui\u00e7\u00f5es de ensino. Al\u00e9m disso, \u00e9 fundamental no nosso pa\u00eds combater as desigualdades sociais, garantindo que todos os estudantes tenham acesso a uma educa\u00e7\u00e3o de qualidade. O futuro do Brasil depende de uma educa\u00e7\u00e3o que seja capaz de formar cidad\u00e3os cr\u00edticos, criativos e preparados para os desafios do s\u00e9culo 21.<\/p>\n<p><strong>Desigualdade hist\u00f3rica e permanente<\/strong><br \/>\nPor\u00e9m, a maioria das elites pol\u00edticas, apesar de sempre serem eleitas com promessas de investimentos na Educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, n\u00e3o conseguem ou n\u00e3o querem enxergar a relev\u00e2ncia da quest\u00e3o para o desenvolvimento do pa\u00eds. Historicamente, pertencem a classes abastadas que se beneficiam de um sistema educacional elitista e desigual. Essa experi\u00eancia molda sua vis\u00e3o sobre a educa\u00e7\u00e3o, levando-os a priorizar o ensino privado e de alta qualidade para poucos, e negligenciar a import\u00e2ncia da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica para todos, perpetuando assim um sistema educacional prec\u00e1rio e desigual.<\/p>\n<p>Neste contexto, vale notar que parte consider\u00e1vel das elites pol\u00edticas n\u00e3o compreendem ainda que a inexist\u00eancia de uma educa\u00e7\u00e3o de qualidade n\u00e3o prejudica apenas as classes menos favorecidas. As consequ\u00eancias negativas dessa neglig\u00eancia se manifestam de diversas maneiras, afetando a economia, a seguran\u00e7a p\u00fablica, a estabilidade pol\u00edtica, a imagem do Brasil no exterior e as oportunidades para o futuro do pa\u00eds como um todo.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que setores menos arraigados das nossas elites econ\u00f4micas j\u00e1 reconhecem que um capital humano qualificado em todas as classes sociais \u00e9 fundamental para o crescimento econ\u00f4mico e a competitividade das empresas. Profissionais com boa forma\u00e7\u00e3o educacional s\u00e3o mais produtivos, criativos e capazes de se adaptar \u00e0s demandas do mercado de trabalho em constante mudan\u00e7a.<\/p>\n<p>Portanto, al\u00e9m do cumprimento dos investimentos determinados por lei por parte de todas as esferas de governo, \u00e9 necess\u00e1rio tamb\u00e9m uma mudan\u00e7a na vis\u00e3o de nossas elites pol\u00edticas e econ\u00f4micas com rela\u00e7\u00e3o ao papel e \u00e0 import\u00e2ncia da Educa\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento de todos. No dia em que finalmente entenderem que investir em Educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica de qualidade compensa, teremos chances bem maiores de um futuro melhor para todos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dez anos e seis meses depois de sua aprova\u00e7\u00e3o, o Brasil viu pouqu\u00edssimos avan\u00e7os no plano mais ambicioso deste s\u00e9culo para melhorar a qualidade da educa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. 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