{"id":20207,"date":"2024-07-18T15:21:48","date_gmt":"2024-07-18T18:21:48","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/?p=20207"},"modified":"2024-07-18T15:58:49","modified_gmt":"2024-07-18T18:58:49","slug":"20207-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/20207-2\/","title":{"rendered":"As editoras entre tr\u00eas ditaduras econ\u00f4micas"},"content":{"rendered":"<p>A s\u00e9rie hist\u00f3rica da pesquisa Produ\u00e7\u00e3o e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, divulgada recentemente, revelou uma diminui\u00e7\u00e3o de 43% no faturamento real com vendas no mercado desde 2006. Este dado \u00e9 central para entendermos as dificuldades econ\u00f4micas do mercado editorial e para buscarmos consensos que nos tirem deste lugar (este artigo, ao fim e ao cabo, \u00e9 sobre isso, mas tamb\u00e9m sobre a dif\u00edcil, mas necess\u00e1ria, boa rela\u00e7\u00e3o entre livreiros e editores).<!--more--><\/p>\n<p>Diante de um resultado t\u00e3o negativo, n\u00e3o \u00e9 de se estranhar que este mercado viva uma esp\u00e9cie de crise constante, com redes de livrarias engolindo pequenas livrarias e depois entrando elas pr\u00f3prias em recupera\u00e7\u00f5es judiciais intermin\u00e1veis, que n\u00e3o recuperam, mas fazem uma parte do setor, sobretudo distribuidoras e editoras, absorver calotes imensos.<\/p>\n<p>No \u00faltimo dia 15 de julho, Alexandre Martins Fontes e Rui Campos publicaram um artigo bastante cr\u00edtico \u00e0 pr\u00e1tica de descontos em seus sites e em feiras por editoras. Eles est\u00e3o corretos no resultado pr\u00e1tico desses descontos \u2013 desvaloriza\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica e econ\u00f4mica da livraria \u2013, mas, a meu ver, incorrem num erro comum quando analisamos a situa\u00e7\u00e3o, que \u00e9 idealizar comportamentos e n\u00e3o analisar aspectos centrais do problema. Ambos dizem ainda que, ao definir o pre\u00e7o de venda de um produto na livraria, o editor concretiza um \u201ccontrato\u201d com o livreiro, que, em tese, o obrigaria a vender o produto pelo mesmo pre\u00e7o fora da livraria.<\/p>\n<p>Penso que, para resolvermos essa quest\u00e3o, devemos entend\u00ea-la a partir de um outro prisma. Vou virar a lente para as editoras: qual \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o de fundo vivida por elas?<\/p>\n<p>As editoras brasileiras hoje vivem um problema imenso, o de buscar sobreviver em meio a dois grandes monop\u00f3lios no mercado.<\/p>\n<p>De um lado, temos o monop\u00f3lio do principal insumo do livro \u2013 o papel \u2013, cujo pre\u00e7o \u00e9 cotado em d\u00f3lar e definido por uma ou duas empresas do setor no pa\u00eds. Do outro lado, temos o progressivo monop\u00f3lio nas vendas ao varejo, encabe\u00e7ado pela principal concorrente e principal problema das livrarias, a Amazon.<\/p>\n<p>Em meio a essa situa\u00e7\u00e3o, est\u00e1 o, digamos, produtor de livros, ou seja, as editoras.<\/p>\n<p>Houve uma \u00e9poca em que grandes editoras eram capazes de definir as regras do mercado. Basta lembrar o papel que a consigna\u00e7\u00e3o e os descontos para redes de livraria tiveram no crescimento da Companhia das Letras. Essa forma de negociar obrigou que todos os outros editores cedessem nestas duas quest\u00f5es em suas negocia\u00e7\u00f5es com as livrarias, e n\u00e3o apenas com as grandes redes.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o hoje \u00e9 outra: embora possa ter havido concentra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica em alguns grandes grupos e uma dispers\u00e3o editorial (que favoreceu a bibliodiversidade brasileira) com a abertura de centenas de novas editoras, nenhuma delas hoje \u00e9 capaz de ditar as regras da cadeia econ\u00f4mica do livro.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m nenhuma editora (ou mesmo jornal, revista, etc.) \u00e9 hoje capaz de negociar papel em quantidade suficiente para que o monop\u00f3lio neste setor se dobre significativamente diante de press\u00f5es de troca de fornecedor \u2013 at\u00e9 porque eles n\u00e3o existem.<\/p>\n<p>Finalmente, os governos, em diferentes n\u00edveis (federal, estaduais e municipais), adotaram regras de compra diretas das editoras que elas n\u00e3o tem a menor condi\u00e7\u00e3o de contestar em ess\u00eancia, cabendo \u00e0s vezes discuss\u00f5es sobre alguns detalhes. Seria um terceiro &#8220;monop\u00f3lio&#8221;, aqui entre aspas, porque deriva de uma situa\u00e7\u00e3o que s\u00f3 pode existir com essa condi\u00e7\u00e3o: n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel pensar em diferentes n\u00edveis ou setores do Estado disputando quem vai comprar o livro A ou B.<\/p>\n<p>Em cen\u00e1rios de equil\u00edbrio econ\u00f4mico, toda editora prefere vender em livrarias do que nos pr\u00f3prios canais de venda. A administra\u00e7\u00e3o de um canal pr\u00f3prio exige uma rela\u00e7\u00e3o com o leitor (consumidor) que n\u00e3o \u00e9 da ess\u00eancia do neg\u00f3cio de edi\u00e7\u00e3o. Nenhum editor que conhe\u00e7o gosta de fazer feiras, no sentido de acreditar que \u00e9 dali que deve vir seu sustento. Todo editor que conhe\u00e7o celebra quando consegue p\u00f4r seus livros em novas livrarias, mesmo sem a certeza de que o pagamento vir\u00e1.<\/p>\n<p>Por outro lado, editar livros \u00e9 uma tarefa de risco. Risco da censura, risco da viol\u00eancia dos poderosos \u2013 muitas vezes atacados (justa ou injustamente) em obras que s\u00e3o tamb\u00e9m panfletos pol\u00edticos \u2013, risco econ\u00f4mico de editar e n\u00e3o vender.<\/p>\n<p>A quem quiser saber mais sobre isso, sugiro a leitura de Os best-sellers proibidos da Fran\u00e7a pr\u00e9-revolucion\u00e1ria (Companhia das Letras, 1998), entre tantos outros estudos sobre a vida do editor. O editor \u00e9 uma figura do Iluminismo e, como tal, historicamente, n\u00e3o se dobra completamente a situa\u00e7\u00f5es que atrapalham a circula\u00e7\u00e3o do que publicam, resistindo por meio de caminhos nem sempre bem pavimentados.<\/p>\n<p>Foi assim no passado, \u00e9 assim no presente. Faz parte de uma cultura de sobreviv\u00eancia de projetos editoriais a busca de alternativas nem sempre as mais bonitas ou toleradas pelas leis de mercado e do poder. A \u201csubvers\u00e3o\u201d diante do aperto n\u00e3o \u00e9 exce\u00e7\u00e3o, \u00e9 uma cultura editorial, e \u00e9 bom que seja assim, para a vida democr\u00e1tica.<\/p>\n<p>O que isso quer dizer, nos dias de hoje?<\/p>\n<p>Entendemos que, hoje, os editores vivem entre essas tr\u00eas \u201cditaduras econ\u00f4micas\u201d acima descritas: a do papel, a da circula\u00e7\u00e3o e a das compras governamentais. E sobreviver a essa situa\u00e7\u00e3o exige, antes de tudo, buscar alternativas.<\/p>\n<p>As vendas diretas, com grandes descontos, em sites e feiras, s\u00e3o uma sa\u00edda encontrada por parte dos editores para driblar esse triplo constrangimento econ\u00f4mico. Se editores viraram livreiros de si pr\u00f3prios, devemos entender que o que est\u00e1 ocorrendo \u00e9 uma tentativa de sobreviv\u00eancia porque os outros elos da cadeia econ\u00f4mica do livro, onde est\u00e1 o verdadeiro poder no momento, n\u00e3o s\u00e3o capazes de construir, por si s\u00f3s, uma situa\u00e7\u00e3o de equil\u00edbrio e de manuten\u00e7\u00e3o desses neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1, entre as editoras, nenhuma que consiga ditar regras de conduta comercial para as outras, o que \u00e9 um aspecto positivo no sentido de favorecer a diferen\u00e7a e a diversidade editoriais. Por outro lado, Amazon, Suzano e governos n\u00e3o negociam, de verdade, com nenhuma editora. Essa \u00e9 a parte mais delicada da economia do livro hoje.<\/p>\n<p>Diz a tradi\u00e7\u00e3o da economia pol\u00edtica que acordos de cavaleiros n\u00e3o funcionam em situa\u00e7\u00f5es em que n\u00e3o h\u00e1 monop\u00f3lios. S\u00f3 monop\u00f3lios ou cart\u00e9is muito bem organizados, como o do setor do petr\u00f3leo, conseguem impor regras de conduta entre si, sem interfer\u00eancia estatal.<\/p>\n<p>Para usar uma palavra do direito econ\u00f4mico, as editoras est\u00e3o, na cadeia do livro, descartelizadas, cada uma buscando uma alternativa que permita sua sobreviv\u00eancia. Aquelas, como a Alameda, que dirijo com Joana Monteleone, bastante voltadas para o mercado podem n\u00e3o dar descontos no seus espa\u00e7os de venda, mas s\u00e3o apenas uma parte delas. Outras n\u00e3o t\u00eam alternativa a n\u00e3o ser priorizar a qualquer custo suas vendas diretas e complementar com as vendas em livrarias, porque se n\u00e3o for assim, elas simplesmente deixariam de existir.<\/p>\n<p>Creio, assim, que cr\u00edticas pertinentes, mas um tanto idealistas quando pensamos no conjunto do mercado, n\u00e3o far\u00e3o os editores deixarem pr\u00e1ticas problem\u00e1ticas, especialmente diante do elo mais fraco da circula\u00e7\u00e3o de livros \u2013 ou seja, as livrarias independentes, que a ANL representa muito bem.<\/p>\n<p>A sa\u00edda, para isso, \u00e9 complexa, mas me parece a \u00fanica: lutar na sociedade por uma progressiva regulamenta\u00e7\u00e3o do setor econ\u00f4mico que o livro representa. Isso passaria, por exemplo, em colocar em pauta no debate p\u00fablico a necessidade de leis que favore\u00e7am a circula\u00e7\u00e3o dos livros, pensando n\u00e3o apenas na sobreviv\u00eancia das editoras e livrarias f\u00edsicas, mas tamb\u00e9m na amplia\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o social do livro e a da leitura.<\/p>\n<p>Vou colocar aqui cinco pontos que considero importantes nesta discuss\u00e3o, que precisam ganhar os leitores (e eleitores). Claro que existem outros, mas esses s\u00e3o os que, no meu lugar de fala de editor, entendo como mais urgentes para termos um mercado mais funcional:<\/p>\n<p>Aprova\u00e7\u00e3o da Lei do Pre\u00e7o Comum (Lei Cortez), debatida pela Liga Brasileira de Editoras desde sua funda\u00e7\u00e3o, depois abra\u00e7ada por ANL e, mas recentemente, outras entidades do livro.<br \/>\nAprova\u00e7\u00e3o de leis, como a isen\u00e7\u00e3o do IPTU para livrarias de rua, que sinalizem uma prioriza\u00e7\u00e3o da expans\u00e3o da rede de livrarias f\u00edsicas. Tamb\u00e9m seriam bem vindos editais de apoio \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o das livrarias em pontos de cultura.<br \/>\nSimplifica\u00e7\u00e3o das exig\u00eancias de adequa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para o acesso ao papel imune, cuja burocracia e rigor n\u00e3o s\u00e3o compensadores para pequenas tiragens das editoras independentes. O que seria uma vantagem para as editoras acaba, na pr\u00e1tica, significando vantagem para as editoras mais estruturadas.<br \/>\nRegula\u00e7\u00e3o do setor do papel e celulose, com controle de cotas de exporta\u00e7\u00e3o, para redu\u00e7\u00e3o dos impactos de alta do d\u00f3lar e de oscila\u00e7\u00f5es de demanda dessas commodities no mercado internacional.<br \/>\nLibera\u00e7\u00e3o de verba de compras de livros diretamente para bibliotecas p\u00fablicas e comunit\u00e1rias, de pequeno valor, desde que esses valores sejam gastos em livrarias f\u00edsicas, com venda a pre\u00e7o de capa, nas proximidades das bibliotecas.<br \/>\nUm engajamento de editores e livreiros em medidas como essas (h\u00e1 outras poss\u00edveis, muitas elencadas no anexo do Plano Municipal do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo \u2013 lei 16.333, que completa dez anos em 2025) poderia transformar o mercado editorial e, finalmente, inverter a curva de faturamento e de leitura de livros no Brasil.<\/p>\n<p>Porque queremos um pa\u00eds de livros e leitores, precisamos que livreiros e editores entendam os problemas da cadeia e busquem solu\u00e7\u00f5es conjuntas, integradas, que os aproximem.<\/p>\n<p>Espero que essas discuss\u00f5es sejam retomadas nos pr\u00f3ximos meses, e aqui fica um convite: entre os dias 29 de agosto e 1\u00ba de setembro, a Libre promove a Primavera dos Livros em S\u00e3o Paulo, em conjunto com a Feira Perif\u00e9rica do Livro.<\/p>\n<p>\u00c9 uma feira em que o desconto n\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3rio (e em geral as participantes respeitam as regras da Lei do Pre\u00e7o Comum, ainda n\u00e3o aprovada, mas j\u00e1 adotada por muitas editoras) e onde o debate das pol\u00edticas p\u00fablicas vem sendo travado h\u00e1 quase duas d\u00e9cadas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A s\u00e9rie hist\u00f3rica da pesquisa Produ\u00e7\u00e3o e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, divulgada recentemente, revelou uma diminui\u00e7\u00e3o de 43% no faturamento real com vendas no mercado desde 2006. 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