{"id":1999,"date":"2008-01-14T17:45:00","date_gmt":"2008-01-14T19:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2008\/01\/14\/mae-dos-cegos\/"},"modified":"2008-01-14T17:45:00","modified_gmt":"2008-01-14T19:45:00","slug":"mae-dos-cegos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/mae-dos-cegos\/","title":{"rendered":"M\u00e3e dos cegos"},"content":{"rendered":"<p>Neste m\u00eas, come\u00e7a a contagem regressiva para a celebra\u00e7\u00e3o mundial do bicenten\u00e1rio de nascimento de Louis Braille, o criador do sistema de escrita e leitura em relevo, que possibilitou \u00e0s pessoas cegas o acesso ao conhecimento. No Brasil, uma das representantes de destaque da comiss\u00e3o nacional \u00e9 Dorina Nowill &#8211; eleita no ano passado, pela revista Forbes, uma das cinco mulheres mais influentes do Pa\u00eds, e que ter\u00e1 este ano uma s\u00e9rie de atividades em sua homenagem. E olha que ela vai fazer 89 anos em maio!\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que Dorina \u00e9 uma refer\u00eancia quando se fala em defici\u00eancia visual. Tudo come\u00e7ou quando, aos 17 anos, ficou cega por causa de uma patologia ocular. O problema n\u00e3o limitou sua vida, mas a impulsionou ainda mais. Mesmo n\u00e3o enxergando mais, continuou com seus estudos. Foi a primeira aluna cega a se matricular em uma escola comum, em S\u00e3o Paulo, e estudar com colegas de vis\u00e3o normal. Era a Escola Caetano de Campos, de onde saiu formada em Magist\u00e9rio. Quer dizer, nem saiu de l\u00e1. Na seq\u00fc\u00eancia, engatou, junto com outros formandos, o projeto de implanta\u00e7\u00e3o do primeiro curso de especializa\u00e7\u00e3o de professores para ensino de cegos. E conseguiu. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Na \u00e9poca, meados dos anos 40, havia pouqu\u00edssimos livros em braile no Pa\u00eds, menos ainda em portugu\u00eas. Descontente com essa realidade, criou, em 1946, a Funda\u00e7\u00e3o para o Livro do Cego no Brasil, reunindo alguns volunt\u00e1rios. Anos depois, a organiza\u00e7\u00e3o passou a ser chamada &#8211; merecidamente &#8211; Funda\u00e7\u00e3o Dorina Nowill para Cegos, como \u00e9 conhecida at\u00e9 hoje. Durante a entrevista concedida ao Feminino, em sua sala, regada a caf\u00e9 e biscoitinhos de polvilho, Dorina lembra como eram rudimentares os m\u00e9todos para marcar cada letra pontilhada. \u201cSem m\u00e1quinas, transcrev\u00edamos livros para o braile \u00e0 m\u00e3o. Uma loucura! Por isso que batalhei tanto para instalar uma imprensa braile em S\u00e3o Paulo.\u201d\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Como, para ela, obst\u00e1culos parecem n\u00e3o existir, a Funda\u00e7\u00e3o conta com uma bem montada imprensa braile, cujo maquin\u00e1rio foi sendo atualizado ao longo de seus 56 anos de exist\u00eancia. Hoje \u00e9 a maior do Brasil. J\u00e1 foram produzidos mais de mil t\u00edtulos, totalizando 100 mil volumes, entre livros did\u00e1ticos, de literatura, partituras musicais, best-sellers e outros materiais de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o, que s\u00e3o distribu\u00eddos gratuitamente para deficientes visuais e outras organiza\u00e7\u00f5es.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> BATALHA\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/B> At\u00e9 tornar-se especialista em braile e tudo o que se relaciona \u00e0 defici\u00eancia visual, Dorina suou a camisa &#8211; e muito. Obstinada, e rec\u00e9m-formada, conseguiu uma bolsa de estudos nos Estados Unidos, no curso de especializa\u00e7\u00e3o para deficientes visuais da Universidade de Columbia. Foi quando estagiou nas principais organiza\u00e7\u00f5es de servi\u00e7os para cegos. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cEra constantemente chamada para falar do Brasil diante dos alunos que chegavam de outros pa\u00edses\u201d, lembra Dorina, que, atualmente, ocupa o cargo de presidente em\u00e9rita e vital\u00edcia da Funda\u00e7\u00e3o. \u201cPara rebater alguns colegas americanos que sempre colocavam os Estados Unidos como os melhores em tudo, fiz uma lista com tudo o que n\u00f3s brasileiros t\u00ednhamos de maior. Numa dessas apresenta\u00e7\u00f5es, mostrei que Billy the Kid (considerado o fora-da-lei que mais cometera assassinatos na \u00e9poca) n\u00e3o se comparava a Lampi\u00e3o e Maria Bonita.\u201d\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Retornando ao Brasil, seus projetos ganharam mais for\u00e7a. As atividades da Funda\u00e7\u00e3o foram ampliadas, passo a passo. Al\u00e9m da imprensa braile, surgiram programas gratuitos de atendimento especializado ao deficiente visual, que oferecem ainda hoje avalia\u00e7\u00e3o e diagn\u00f3stico ocular, educa\u00e7\u00e3o especial, reabilita\u00e7\u00e3o, orienta\u00e7\u00e3o e at\u00e9 coloca\u00e7\u00e3o profissional no mercado de trabalho. Especialistas em mobilidade ensinam cegos a se locomover pela cidade, garantindo maior independ\u00eancia. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O professor de m\u00fasica com baixa vis\u00e3o, Zoilo Lara de Toledo, por exemplo, transcreve partituras para sinais em braile, para que cegos possam aprender a tocar. Mas existem muitos outros servi\u00e7os. S\u00f3 em 2006, foram atendidas mais de 17 mil pessoas. Acompanhando as transforma\u00e7\u00f5es dos tempos, criou-se a Biblioteca Circulante do Livro Falado e Digital. Volunt\u00e1rios j\u00e1 gravaram mais de 500 t\u00edtulos, entre livros e revistas, nos formatos K7, CD, MP3 e digital. Todo material \u00e9 de uso gratuito. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> H\u00e1 quem diga que n\u00e3o existe um cego alfabetizado no Brasil que n\u00e3o tenha, ao menos, aprendido com um livro da Funda\u00e7\u00e3o. Para alcan\u00e7ar esse patamar, na vida e na profiss\u00e3o, Dorina explica que sempre se inspirou em uma frase, a qual costuma repetir sempre: se voc\u00ea quiser realizar algo, tem de faz\u00ea-lo onde voc\u00ea est\u00e1 e com o que tem no momento. \u201cDesde o come\u00e7o, eu e aqueles que tamb\u00e9m se envolveram nesse projeto usamos tudo o que havia no momento\u201d, conta. \u201cSe tivesse sido obrigada a ir a Bras\u00edlia para pedir um dinheirinho e comprar um terreninho e bl\u00e1bl\u00e1bl\u00e1, n\u00e3o ter\u00edamos conseguido nada.\u201d\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> VIDA PESSOAL\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/B> Al\u00e9m de se dedicar de corpo e alma aos projetos, Dorina deu conta tamb\u00e9m da fam\u00edlia &#8211; que n\u00e3o era nada pequena. Casada h\u00e1 57 anos com Edward Hubert Alexander Nowill, \u00e9 m\u00e3e de cinco filhos, j\u00e1 adultos, e av\u00f3 de 12 netos. Nem o corre-corre profissional a impediu de estar presente na educa\u00e7\u00e3o da prole e em afazeres dom\u00e9sticos. S\u00f3 para se ter uma id\u00e9ia, ela sabe tudo o que tem na sua casa, desde o n\u00famero de toalhas e lou\u00e7as at\u00e9 onde est\u00e1 cada objeto. Para isso, conta tudinho, seus vestidos, sapatos, bolsas e j\u00f3ias &#8211; estes dois \u00faltimos itens s\u00e3o a sua perdi\u00e7\u00e3o, o que revela seu lado assumidamente vaidoso. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> &#8211; Sempre gostei de me arrumar. Dizem que combino at\u00e9 as pulseiras. Aprendi na marra as combina\u00e7\u00f5es que posso fazer com o que tenho no guarda-roupa. N\u00e3o ligo para grifes. Compro minha roupa em uma confec\u00e7\u00e3o cuja dona \u00e9 estilista e se tornou amiga. Ela me orienta, mostra o que est\u00e1 na moda e o que fica bem em mim. Mas sempre dou a palavra final. Nunca compro uma pe\u00e7a s\u00f3 por escutar que ficou boa, que \u00e9 bonita. Preciso de outras op\u00e7\u00f5es para eu mesma escolher. Sei que hoje est\u00e1 na moda o roxo. Uma vez mandei fazer um vestido azul turquesa e sabia que tinha um par de sapatos nesse tom para combinar, o qual tinha usado no casamento de um dos meus filhos h\u00e1 anos. Pedi para a minha empregada procurar e, dito e feito, l\u00e1 estavam eles. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Dorina se cerca de pessoas nas quais confia, quando o assunto \u00e9 beleza. Vai \u00e0 cabeleireira do bairro \u201cquase sempre\u201d, como conta. Apesar de n\u00e3o saber a cor de seu cabelo, n\u00e3o descuida da tintura. Quando surgem novidades na butique da sua amiga, \u00e9 avisada. Sua outra perdi\u00e7\u00e3o, confessa, \u00e9 a boa mesa. Gosta de comer bem. Ensina receitas \u00e0 cozinheira, incluindo pratos internacionais. Assume-se como exigente, tanto na qualidade dos preparos como na higiene da cozinha. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Agora, esta senhora de energia excepcional est\u00e1 mesmo \u00e9 empolgada com as comemora\u00e7\u00f5es que v\u00e3o ocorrer ao longo do ano. Por isso, demonstra mais entusiasmo em contar a vida de Louis Braille do que a sua pr\u00f3pria. Uma vida que inspira tanto quanto a dela (saiba mais no texto ao lado). Raz\u00e3o pela qual ambos est\u00e3o intrinsecamente ligados. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Mais uma vez, Dorina vai se empenhar para que as homenagens realizadas no Brasil tenham o mesmo brilho das que v\u00e3o acontecer no resto do mundo, especialmente na Fran\u00e7a, terra natal desse personagem que deu aos cegos infinitas possibilidades de aprendizado.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> E se algu\u00e9m acredita que \u00e9 \u201cfeio\u201d usar a palavra cego para designar algu\u00e9m que n\u00e3o pode enxergar est\u00e1 enganado. \u201cDizem que n\u00f3s n\u00e3o gostamos de sermos chamados de cegos, besteira\u201d, avisa Dorina. \u201cO que existe \u00e9 a dificuldade de aceitar nossas limita\u00e7\u00f5es, n\u00e3o a palavra. Tem gente que usa \u2018deficiente visual\u2019, achando que \u00e9 mais politicamente correto. Na verdade, essa express\u00e3o \u00e9 usada porque a cegueira tem v\u00e1rios graus, do leve ao total. No meu caso, sou cega mesmo!\u201d (risos) \u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste m\u00eas, come\u00e7a a contagem regressiva para a celebra\u00e7\u00e3o mundial do bicenten\u00e1rio de nascimento de Louis Braille, o criador do sistema de escrita e leitura em relevo, que possibilitou \u00e0s pessoas cegas o acesso ao conhecimento. 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