{"id":19834,"date":"2024-05-27T14:12:34","date_gmt":"2024-05-27T17:12:34","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/?p=19834"},"modified":"2024-05-27T14:23:50","modified_gmt":"2024-05-27T17:23:50","slug":"polemicas-envolvendo-literatura-infantojuvenil-que-incluem-cancelamentos-e-banimento-de-livros-em-escolas-ja-preocupam-editoras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/polemicas-envolvendo-literatura-infantojuvenil-que-incluem-cancelamentos-e-banimento-de-livros-em-escolas-ja-preocupam-editoras\/","title":{"rendered":"Pol\u00eamicas envolvendo literatura infantojuvenil, que incluem cancelamentos e banimento de livros em escolas, j\u00e1 preocupam editoras"},"content":{"rendered":"<p>No in\u00edcio de mar\u00e7o, os governos estaduais de Mato Grosso do Sul, Goi\u00e1s e Paran\u00e1 orientaram as respectivas secretarias de educa\u00e7\u00e3o que retirassem dos acervos das escolas o livro O Avesso da Pele, do autor Jefferson Ten\u00f3rio, sob o argumento de que ele cont\u00e9m express\u00f5es impr\u00f3prias para menores de 18 anos.<!--more--><\/p>\n<p>A obra, vencedora do pr\u00eamio Jabuti de 2021, foi selecionada para distribui\u00e7\u00e3o nas escolas p\u00fablicas por meio de edital do Programa Nacional do Livro e do Material Did\u00e1tico (PNLD) publicado pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o em 2021.<\/p>\n<p>A iniciativa foi recebida com uma saraivada de cr\u00edticas, e ap\u00f3s algumas semanas os tr\u00eas governos estaduais reverteram suas decis\u00f5es. A controv\u00e9rsia, por\u00e9m, somou-se a outros epis\u00f3dios de tentativa de censura e de cancelamento de obras liter\u00e1rias registrados no pa\u00eds nos \u00faltimos anos, e que afetaram, principalmente, obras destinadas ao p\u00fablico infantojuvenil.<\/p>\n<p>Dentre os autores que v\u00eam sendo combatidos por cr\u00edticos das duas extremidades do espectro ideol\u00f3gico encontram-se desde novos valores, como o pr\u00f3prio Ten\u00f3rio, at\u00e9 escritores do c\u00e2non da literatura infantil brasileira, como Monteiro Lobato, cuja obra vem sendo <a href=\"https:\/\/jornal.unesp.br\/2022\/02\/25\/monteiro-lobato-rasgado-queimado-cancelado-e-imprescindivel\/\">frequentemente criticada na \u00faltima d\u00e9cada, acusado de apresentar personagens estereotipados e empregar termos racistas em seus livros<\/a>.<\/p>\n<p>Escritores e acad\u00eamicos que atuam no segmento da literatura infantojuvenil dizem que o que est\u00e1 ocorrendo \u00e9 uma tentativa de censura e apontam desdobramentos, entre eles uma crescente inseguran\u00e7a, por parte das editoras, de abordar determinados temas em seus livros.<\/p>\n<p>Esse movimento, que em certos momentos parece configurar quase uma autocensura, estaria ocorrendo \u00e0 margem do debate p\u00fablico, mas recentemente foi discutido em um evento denominado \u201cA censura e a literatura infantojuvenil\u201d, que foi sediado pela Academia Paulista de Letras (APL), no in\u00edcio de maio.<\/p>\n<p><strong>Adequa\u00e7\u00e3o a expectativas<\/strong><\/p>\n<p>Durante o evento, quem primeiro tocou no assunto foi Ana Maria Machado, um dos mais expressivos nomes da literatura infantojuvenil do pa\u00eds. Ela relatou as press\u00f5es que s\u00e3o enfrentadas pelas editoras hoje em dia. \u201cMuitas vezes o editor se v\u00ea pressionado e \u00e9 obrigado a mudar o livro. Caso contr\u00e1rio, a obra pode n\u00e3o ser adotada (pelo PNLD), e n\u00e3o haver\u00e1 compra governamental ou das escolas particulares\u201d, disse ela. \u201cO que fazemos com essa pr\u00e9-censura [das editoras], onde ela est\u00e1 se exercendo com mais intensidade neste momento e com uma for\u00e7a extraordin\u00e1ria? A m\u00eddia raramente v\u00ea esse ponto de vista [das editoras] porque tem a ideia de que o editor \u00e9 um empres\u00e1rio e vai ganhar dinheiro com isso, quando, na verdade, essa \u00e9 uma quest\u00e3o cultural que precisa ser discutida\u201d, diz a escritora, que tamb\u00e9m \u00e9 membro da Academia Brasileira de Letras (ABL).<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m se manifestou a pesquisadora Marisa Lajolo, uma das maiores especialistas na vida e obra de Monteiro Lobato. Ela chamou a aten\u00e7\u00e3o para a forma como a pr\u00e9-censura pode afetar a rela\u00e7\u00e3o entre autor e editor. \u201cOs autores recebem sugest\u00f5es de editores de fazer pequenas altera\u00e7\u00f5es no texto de forma a se adequarem \u00e0s expectativas contempor\u00e2neas, geralmente ligadas ao politicamente correto\u201d, aponta a professora aposentada da Unicamp, hoje vinculada \u00e0 Universidade Presbiteriana Mackenzie. \u201cEssa \u00e9 uma quest\u00e3o bastante delicada e complexa porque a editora pode dizer \u2018ou voc\u00ea mexe [no texto] ou n\u00e3o publicamos\u2019, e cabe ao autor tomar essa decis\u00e3o\u201d, argumenta.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o recente epis\u00f3dio envolvendo a tentativa de censura do livro de Jefferson Ten\u00f3rio, uma s\u00e9rie de entidades ligadas \u00e0s editoras e profissionais da \u00e1rea, como a Liga Brasileira de Editoras (LIBRE) e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), <a href=\"https:\/\/snel.org.br\/nota-de-repudio-a-censura-de-livros\/\">divulgaram uma nota conjunta com outras entidades do setor<\/a> \u201crepudiando toda e qualquer forma de censura a livros\u201d. O texto afirma ainda que \u201ccensurar livros \u00e9 atacar a democracia, a liberdade de express\u00e3o e a forma\u00e7\u00e3o de cidad\u00e3os e cidad\u00e3s\u201d.<\/p>\n<p>A nota das entidades lembra que as obras distribu\u00eddas gratuitamente para as escolas p\u00fablicas integram o PNLD, e s\u00f3 s\u00e3o aprovadas ap\u00f3s passarem por um rigoroso processo de avalia\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, que prioriza a transpar\u00eancia, a integridade e a produ\u00e7\u00e3o editorial de excel\u00eancia. Ao final do processo, as obras s\u00e3o disponibilizadas a mais de 138 mil escolas p\u00fablicas, beneficiando mais de 35 milh\u00f5es de alunos.<\/p>\n<p><strong>Obras \u201cp\u00f5em o dedo na ferida\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Especialista em literatura infantil, Jo\u00e3o Lu\u00eds T\u00e1pias Ceccantini \u00e9 professor do <a href=\"https:\/\/www.assis.unesp.br\/#!\/ensino\/pos-graduacao\/cursos\/letras\/docentes\/\">Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Letras<\/a> da Faculdade de Ci\u00eancias e Letras da Unesp, campus de Assis, e recentemente foi um dos organizadores de um livro que abordou as controv\u00e9rsias em torno de diferentes autores, intitulado \u201cLiteratura Infantil e Juvenil na Fogueira\u201d.<\/p>\n<p>Ele explica que para muitas editoras, participar do edital do PNLD e ter uma obra selecionada pode representar um impacto grande no faturamento, tendo em vista o volume dessa aquisi\u00e7\u00e3o governamental voltada para distribui\u00e7\u00e3o nas escolas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 o interesse em desenvolver um livro de qualidade, mas pode existir a preocupa\u00e7\u00e3o em agradar os comit\u00eas que selecionam as obras do programa\u201d, diz. \u201cDiante de todas essas press\u00f5es em torno do politicamente correto e das campanhas de cancelamento, ao tentar atender a esses pr\u00e9-requisitos, as editoras j\u00e1 come\u00e7am a exercer uma autocensura, podendo ir muito al\u00e9m do que consta nos editais e do que vai ser analisado pelos avaliadores\u201d, diz.<\/p>\n<p>Ele diz que as obras de destaque desde os contos de fadas at\u00e9 os grandes cl\u00e1ssicos do romance mundial, costumam apresentar representa\u00e7\u00f5es simb\u00f3licas ou elementos violentos que podem ser vistos como inadequados para determinadas audi\u00eancias.<\/p>\n<p>A autocensura, n\u00e3o apenas das editoras, mas tamb\u00e9m de escritores e profissionais ligados \u00e0 escola, como bibliotec\u00e1rios, professores e diretores, \u00e9 um dos temas abordados no novo livro, que \u00e9 uma produ\u00e7\u00e3o do grupo de pesquisa que ele coordena. \u201cEssa autocensura dep\u00f5e contra a pr\u00f3pria literatura. As grandes hist\u00f3rias, os grandes cl\u00e1ssicos, eram politicamente incorretos na \u00e9poca deles. E hoje s\u00e3o muito mais ainda, porque n\u00e3o tinham medo de colocar o dedo na ferida.\u201d<\/p>\n<p><strong>Crit\u00e9rios para escolha dos livros envolvem at\u00e9 legisla\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Com mestrado e doutorado em educa\u00e7\u00e3o cursados na Unesp, Fernando Rodrigues de Oliveira se especializou no ensino de literatura infantil, e atuou em diferentes fun\u00e7\u00f5es dentro do processo de avalia\u00e7\u00e3o das obras liter\u00e1rias do PNLD. Hoje vinculado ao Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp), ele explica que o PNLD estabelece uma s\u00e9rie de crit\u00e9rios de avalia\u00e7\u00e3o das obras liter\u00e1rias, que incluem mais de vinte leis brasileiras.<\/p>\n<p>Temas mais complexos, quando surgem nas obras, s\u00e3o exaustivamente discutidos entre coordenadores e avaliadores, considerando, entre outros pontos, a pertin\u00eancia destes elementos para a compreens\u00e3o geral da obra e para aquilo que ela prop\u00f5e.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, quando se trata de temas mais delicados, como uma cena de suic\u00eddio, por exemplo, o programa exige, al\u00e9m da obra em si, um material para orientar o professor na media\u00e7\u00e3o da leitura em sala de aula. \u201cAcho que o princ\u00edpio de media\u00e7\u00e3o de leitura precisa ser melhorado tanto no conte\u00fado dos editais quanto por parte das editoras. O que temos visto nos \u00faltimos editais do PNLD \u00e9 que quando as obras tratam dessas quest\u00f5es mais complexas esse material \u00e9 muito fr\u00e1gil\u201d, aponta.<\/p>\n<p>Ele acha compreens\u00edvel que as editoras sejam cautelosas em rela\u00e7\u00e3o ao conte\u00fado das obras, posto que a literatura n\u00e3o \u00e9 um territ\u00f3rio de ningu\u00e9m. \u201cPor mais que eu seja um grande defensor da literatura, h\u00e1 de se discutir se existe um limite est\u00e9tico.<\/p>\n<p>N\u00e3o d\u00e1 para repetir certas pr\u00e1ticas somente sob o argumento de que a obra liter\u00e1ria est\u00e1 isenta. Afinal, a obra liter\u00e1ria n\u00e3o \u00e9 apenas uma representa\u00e7\u00e3o do seu tempo, ela tamb\u00e9m produz um novo tempo. Por outro lado, me parece que tamb\u00e9m existe um exagero sobre algumas quest\u00f5es que acabam limitando a pr\u00f3pria natureza art\u00edstica do texto. H\u00e1 de se pensar o limite dessa cautela para entendermos quando ela deixa de ser um olhar mais apurado e cr\u00edtico para se tornar uma pr\u00e9-censura\u201d, diz.<\/p>\n<p>Oliveira avalia que parte das iniciativas que contestam trechos de obras liter\u00e1rias se baseiam em motiva\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas de determinados grupos pol\u00edticos. Outras se originam de demandas mais s\u00f3lidas, advindas de movimentos sociais que questionam, por exemplo, conte\u00fados que poderiam legitimar estruturas racistas da sociedade.<\/p>\n<p>A ader\u00eancia a essas pautas, entretanto, tamb\u00e9m est\u00e1 relacionada a um cen\u00e1rio em que o mais comum \u00e9 o de sujeitos com pouca leitura, que demonstram dificuldade em transcender a literalidade das palavras e formular uma vis\u00e3o mais complexa daquilo que \u00e9 apresentado no texto.<\/p>\n<p>Como alternativa ao puro e simples banimento de obras, Oliveira prop\u00f5e que se avance em rela\u00e7\u00e3o a mera oferta de livros aos alunos das escolas p\u00fablicas. Um caminho pode ser o oferecimento de uma forma\u00e7\u00e3o s\u00f3lida e espec\u00edfica aos professores, que atuam como mediadores de leitura.<\/p>\n<p>Ele diz que o entendimento de determinados fatos e contextos hist\u00f3ricos contribui para evitar que se repitam. \u201cIsso n\u00e3o significa colocar um livro numa redoma de cristal e obrigar todo mundo a ler. Precisamos debat\u00ea-los, at\u00e9 para entender por que as coisas eram de outra forma, e com<strong>o chegamos at\u00e9 aqui\u201d, diz.<\/strong><\/p>\n<p><strong>O que fazer com o acervo de Lobato?<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m das editoras, outras institui\u00e7\u00f5es ligadas ao universo liter\u00e1rio est\u00e3o sendo afetadas pelas cr\u00edticas e amea\u00e7as de censura e de cancelamento a autores consagrados. Em mar\u00e7o passado, o Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) da Unicamp organizou uma mesa-redonda intitulada \u201cO IEL deve cancelar Lobato?\u201d para debater qual a melhor forma de trabalhar o acervo do criador do S\u00edtio do Pica-Pau Amarelo, que desde 1999 est\u00e1 abrigado no Centro de Documenta\u00e7\u00e3o Cultural Alexandre Eulalio (Cedae), que pertence \u00e0 universidade.<\/p>\n<p>A ideia da mesa-redonda surgiu porque, em 2023, o Cedae organizou uma exposi\u00e7\u00e3o que apresentou imagens e informa\u00e7\u00f5es sobre alguns dos 70 autores cujos acervos est\u00e3o preservados no Cedae. Uma pessoa n\u00e3o identificada escreveu sobre o cartaz destinado a Monteiro Lobato a palavra \u201cracista\u201d, e a pe\u00e7a foi retirada da exibi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O evento na Unicamp n\u00e3o chegou a apresentar um veredito quanto a conveni\u00eancia de por de lado ou n\u00e3o a obra lobatiana, e nem se prop\u00f4s a tal, servindo, antes, como f\u00f3rum para debater publicamente estas quest\u00f5es que serviu para fomentar o di\u00e1logo,<\/p>\n<p>Especialista na obra lobatiana, Lajolo rememorou, em sua fala durante o evento na Academia Paulista de Letras, a persegui\u00e7\u00e3o que a obra do autor sofreu por parte da ditadura de Get\u00falio Vargas nos anos 1930 e 1940. E apontou a dif\u00edcil condi\u00e7\u00e3o em que s\u00e3o colocados os professores que, em meio \u00e0s crescentes pol\u00eamicas, lidam com essa literatura no cotidiano da sala de aula.<\/p>\n<p>Ela diz que os docentes n\u00e3o suscitam mais, junto aos alunos e seus pais, o mesmo respeito que era caracter\u00edstico at\u00e9 d\u00e9cadas atr\u00e1s. \u201cO professor \u00e9 o lado fr\u00e1gil nesse aparato violento e cens\u00f3rio\u201d, disse. \u201cNesse contexto, cabe ao professor, na sua dimens\u00e3o pequena da sala de aula, onde \u00e9 aut\u00f4nomo, fazer aquilo que seu cora\u00e7\u00e3o e seu estudo lhe dizem que deve ser feito\u201d, diz.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No in\u00edcio de mar\u00e7o, os governos estaduais de Mato Grosso do Sul, Goi\u00e1s e Paran\u00e1 orientaram as respectivas secretarias de educa\u00e7\u00e3o que retirassem dos acervos das escolas o livro O Avesso da Pele, do autor Jefferson Ten\u00f3rio, sob o argumento de que ele cont\u00e9m express\u00f5es impr\u00f3prias para menores de 18 anos.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[9,10],"tags":[],"class_list":["post-19834","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-da-imprensa","category-pnld-programa-nacional-do-livro-e-do-material-didatico"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v15.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Pol\u00eamicas envolvendo literatura infantojuvenil, que incluem cancelamentos e banimento de livros em escolas, j\u00e1 preocupam editoras &raquo; 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