{"id":1976,"date":"2008-02-11T17:39:00","date_gmt":"2008-02-11T19:39:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2008\/02\/11\/presidente-da-abrelivros-comenta-os-conflitos-no-setor-e-reitera-que-os-precos-nao-subiram-acima-da-inflacao\/"},"modified":"2008-02-11T17:39:00","modified_gmt":"2008-02-11T19:39:00","slug":"presidente-da-abrelivros-comenta-os-conflitos-no-setor-e-reitera-que-os-precos-nao-subiram-acima-da-inflacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/presidente-da-abrelivros-comenta-os-conflitos-no-setor-e-reitera-que-os-precos-nao-subiram-acima-da-inflacao\/","title":{"rendered":"Presidente da Abrelivros comenta os conflitos no setor e reitera que os pre\u00e7os n\u00e3o subiram acima da infla\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Jorge Yunes foi eleito no final do ano passado para a diretoria da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Editores de Livros (Abrelivros), que re\u00fane empresas do setor de did\u00e1ticos. Em entrevista ao caderno Prosa e Verso, do jornal O Globo, por telefone, comentou diversas quest\u00f5es que movimentaram o setor no ano passado, como as den\u00fancias de fraude na distribui\u00e7\u00e3o de livros feita pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC). Yunes contesta ainda a pesquisa feita pelo Dieese que indica um aumento de 70,63% no pre\u00e7o dos did\u00e1ticos em S\u00e3o Paulo entre 2003 e 2007. Embora n\u00e3o tenha um levantamento pr\u00f3prio, garante que essa varia\u00e7\u00e3o n\u00e3o corresponde \u00e0 realidade dos pre\u00e7os dos did\u00e1ticos no pa\u00eds. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><em> Atendendo a uma sugest\u00e3o da Abrelivros, o governo deixou em 2005 de divulgar a lista de livros reprovados pelo MEC. Sem saber quais s\u00e3o esses livros, as escolas particulares muitas vezes adotam livros que o governo considerou insatisfat\u00f3rios. A Abrelivros continua defendendo a supress\u00e3o dessa informa\u00e7\u00e3o? Isso n\u00e3o vai contra os interesses dos alunos?\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/em><B> YUNES: <\/B>N\u00e3o, em absoluto. Somos contra divulgar porque h\u00e1 alguns aspectos de an\u00e1lise extremamente subjetivos. \u00c0s vezes um livro \u00e9 reprovado porque n\u00e3o est\u00e1 de acordo com par\u00e2metros t\u00e9cnicos. Por exemplo, um livro que foi reprovado porque tinha o nome do autor no meio dele, o que n\u00e3o \u00e9 permitido. N\u00e3o quer dizer que ele seja ruim. Os professores das escolas particulares t\u00eam condi\u00e7\u00e3o de analisar seu material. O MEC tem que analisar, \u00e9 um dos maiores compradores do mundo de livros, mas existem aspectos subjetivos. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><em> N\u00e3o seria melhor que na lista de reprovados se especificasse os motivos da reprova\u00e7\u00e3o?\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/em><B> YUNES: <\/B>O professor da escola particular tem total condi\u00e7\u00e3o de saber se o livro vai de acordo com as aulas que ele quer dar. O governo tem que escolher o que \u00e9 mais adequado para os seus professores. O que n\u00e3o quer dizer que sejam os mais adequados para todo mundo. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><em> Falta uma inst\u00e2ncia em que pudesse ser feita uma reavalia\u00e7\u00e3o?\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/em><B> YUNES:<\/B> Uma das nossas pautas para esse ano \u00e9 tentar fazer melhoria no processo de escolha. Isso \u00e9 um dos assuntos, a transpar\u00eancia na avalia\u00e7\u00e3o. Se o MEC nos desse 24h, 48h, n\u00f3s poder\u00edamos reformular os erros. \u00c0s vezes voc\u00ea tira um livro muito bom por um erro simples, uma bandeira com o nome errado por exemplo. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><em> Quando o MEC ainda ranqueava os livros aprovados, em melhores e piores, o maior volume de encomendas era dos livros com avalia\u00e7\u00e3o mais baixa. Na \u00e9poca se falou que isso refletia a falta de preparo dos professores. Qual \u00e9 sua opini\u00e3o sobre isso?\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/em><B> YUNES: <\/B>O Brasil \u00e9 um pa\u00eds muito grande, voc\u00ea tem n\u00edveis diferentes de ensino. Tinha professor que adotava livros altamente recomendados e n\u00e3o conseguiam dar aula, era muito complicado para a realidade deles. Voc\u00ea n\u00e3o consegue escolher livro s\u00f3 por cat\u00e1logo. O professor tem que olhar o livro e escolher. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><em> Nas universidades h\u00e1 um uso amplo de c\u00f3pias de livros, que as editoras combatem por meio da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Direitos Reprogr\u00e1ficos. E no mercado de did\u00e1ticos, tamb\u00e9m h\u00e1 problemas?\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/em><B> YUNES: <\/B>Hoje a pirataria \u00e9 enorme no campo do livro. Hoje a divulga\u00e7\u00e3o \u00e9 feita com livros do professor, e esses livros acabam vendidos em sebo. Estamos fazendo um trabalho muito forte contra essa pirataria. Temos feito v\u00e1rias apreens\u00f5es. \u00c9 uma ind\u00fastria enorme. As editoras d\u00e3o esses exemplares gr\u00e1tis, que s\u00e3o milhares, e voc\u00ea tem pessoas organizadas que passam nas portas das escolas com kombis e pegam os livros para vender. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><em> Como o senhor v\u00ea a entrada de grandes grupos internacionais no mercado editorial brasileiro?\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/em><B> YUNES: <\/B>O capital estrangeiro est\u00e1 entrando forte na \u00e1rea de livros. O Brasil \u00e9 um pa\u00eds grande, que est\u00e1 crescendo, a educa\u00e7\u00e3o est\u00e1 em pauta para o governo. Hoje voc\u00ea mantem a duras penas um grupo 100% nacional. Esses grupos v\u00eam com muita for\u00e7a, alguns t\u00eam at\u00e9 subs\u00eddios, e voc\u00ea hoje para conseguir dinheiro no mercado nacional, al\u00e9m de demorar muito, as taxas de juros s\u00e3o enormes. O governo criou uma linha de cr\u00e9dito para a ind\u00fastria do livro no BNDES, mas para conseguir o dinheiro leva-se de um a dois anos. Se voc\u00ea n\u00e3o tiver capital, n\u00e3o consegue manter sua editora. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><em> No ano passado, a Abrelivros denunciou que muitas escolas, em vez de receber os livros que tinham pedido ao MEC, estavam recebendo livros de outras editoras. Como ficou essa apura\u00e7\u00e3o do MEC?\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/em><B> YUNES:<\/B> Na verdade, \u00e9 importante que deixe bem ressaltado que a Abrelivros n\u00e3o fez nenhuma den\u00fancia em rela\u00e7\u00e3o a essas apura\u00e7\u00f5es. O que foi levado ao MEC foram informa\u00e7\u00f5es reunidas por nossas equipes. E o MEC tamb\u00e9m n\u00e3o entendeu como den\u00fancia. A m\u00eddia \u00e9 que noticiou como tal&#8230; \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><em> Mas qual \u00e9 a diferen\u00e7a?\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/em><B> YUNES: <\/B>Den\u00fancia \u00e9 quando voc\u00ea tem prova de uma coisa, chega e denuncia \u201cisso \u00e9 um problema\u201c. N\u00e3o foi isso que aconteceu. Levamos ao ministro algumas informa\u00e7\u00f5es e o minist\u00e9rio fez uma avalia\u00e7\u00e3o dessas 180 e poucas escolas. Houve uma apresenta\u00e7\u00e3o no fim do ano do resultado preliminar. A Abrelivros est\u00e1 agora participando, levantando esses resultados, e a gente vai contestar ou aprovar tudo o que foi feito por eles, at\u00e9 a pedido do minist\u00e9rio. A coisa est\u00e1 caminhando da forma mais tranq\u00fcila e pac\u00edfica poss\u00edvel. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><em> Ainda n\u00e3o h\u00e1 nada de conclusivo, ent\u00e3o?\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/em><B> YUNES: <\/B>A gente vai observar essas apura\u00e7\u00f5es, o ministro disse que ter\u00edamos o tempo que quis\u00e9ssemos para avaliar os resultados. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><em> Mas h\u00e1 algum ind\u00edcio de a\u00e7\u00f5es ilegais?\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/em><B> YUNES:<\/B> O que tem \u00e9 que escolas n\u00e3o receberam os livros que escolheram, mas para isso existem N raz\u00f5es. Algumas escolheram fora do prazo, outras n\u00e3o confirmaram a escolha no sistema. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><em> Essa situa\u00e7\u00e3o criou algum clima de competi\u00e7\u00e3o na associa\u00e7\u00e3o?\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/em><B> YUNES:<\/B> O clima interno \u00e9 excelente. Continuam as mesmas pessoas, as empresas s\u00e3o as mesmas e a elei\u00e7\u00e3o foi muito tranq\u00fcila. Tivemos uma grande maioria dos votos, ent\u00e3o o clima \u00e9 muito bom. N\u00e3o existe nenhuma animosidade entre nenhuma das editoras que est\u00e3o ali presentes. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><em> H\u00e1 no setor de livros did\u00e1ticos um quadro de acirramento da concorr\u00eancia, de concentra\u00e7\u00e3o das empresas. Nos \u00faltimos anos, o MEC registrou casos de divulgadores que roubaram senhas de escolas e encomendaram livros das suas pr\u00f3prias editoras. Tamb\u00e9m h\u00e1 distribui\u00e7\u00e3o muito forte de brindes, material promocional com desenho parecido com o do MEC. O que a Abrelivros pode fazer para impedir esse tipo de pr\u00e1tica?\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/em><B> YUNES: <\/B>Cada empresa, cada editora tem sua forma de divulga\u00e7\u00e3o, mas existe um c\u00f3digo de \u00e9tica na associa\u00e7\u00e3o que co\u00edbe qualquer publicidade que seja contra o edital que o MEC divulga. A entidade aconselha aos associados que atuem de acordo com o edital. Se houve algum problema de roubo de senha como voc\u00ea disse, isso \u00e9 uma coisa, mas eu n\u00e3o sei se teve. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><em> J\u00e1 foram noticiados casos&#8230;\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/em><B> YUNES:<\/B> O MEC n\u00e3o nos informou sobre isso. Talvez sejam casos isolados, em estados isolados. Voc\u00ea n\u00e3o pode colocar isso como uma pr\u00e1tica de mercado. N\u00e3o \u00e9 isso que acontece efetivamente. \u00c9 um processo extremamente transparente, as editoras divulgam seu material diante de todos. N\u00e3o \u00e9 uma coisa feita \u00e0s escuras. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><em> O governo decidiu no ano passado impor uma s\u00e9rie de restri\u00e7\u00f5es \u00e0 atua\u00e7\u00e3o dos divulgadores das editoras nas escolas. A Abrelivros se op\u00f5e a essas restri\u00e7\u00f5es. Por qu\u00ea?\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/em><B> YUNES:<\/B> At\u00e9 o ano passado, os divulgadores entravam nas escolas para mostrar o seu produto. Nas particulares, isso acontece o tempo inteiro. S\u00e3o v\u00e1rias editoras, produtos diferentes, que se renovam a cada tr\u00eas anos. E os professores t\u00eam que ter acesso \u00e0quele material para escolher. Nos \u00faltimos dois programas o MEC proibiu, dizendo que os divulgadores criavam tumulto e faziam com que os professores pedissem algum favorecimento, o que n\u00e3o acontece. Os divulgadores v\u00e3o \u00e0s escolas para mostrar os produtos. O processo \u00e9 extremamente ben\u00e9fico para o professor. Fizemos uma pesquisa com o Ibope no ano retrasado e a grande maioria dos professores da rede p\u00fablica acha que a presen\u00e7a do divulgador \u00e9 importante. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><em> Uma pesquisa recente do Dieese mostrou que em S\u00e3o Paulo, de 2003 a 2007, o pre\u00e7o dos livros did\u00e1ticos subiu acima de 70%, mais do que o dobro da infla\u00e7\u00e3o no per\u00edodo. Por que houve esse aumento?\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/em><B> JORGE YUNES: <\/B>A Abrelivros contesta essa informa\u00e7\u00e3o. A gente defende que os livros subiram bem abaixo da infla\u00e7\u00e3o. O que n\u00e3o pode ser feito \u00e9 voc\u00ea pegar duas ou tr\u00eas escolas isoladas que t\u00eam listas caras&#8230; Voc\u00ea tem livros de ensino m\u00e9dio de R$ 70, R$ 80, mas tem livros de ensino m\u00e9dio de R$ 19, R$ 20 tamb\u00e9m. Voc\u00ea tem que olhar essa lista, o que eles est\u00e3o medindo, onde essa pesquisa foi feita. Os custos da ind\u00fastria s\u00e3o muito altos, e mesmo assim subiram abaixo da infla\u00e7\u00e3o. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><em> Quanto subiram, segundo os n\u00fameros da Abrelivros?\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/em><B> YUNES: <\/B>A gente est\u00e1 medindo ainda. Mas no ano passado realmente foi bem abaixo da infla\u00e7\u00e3o. O dado do Dieese n\u00e3o pode ser olhado como uma coisa isolada. Eles podem ter olhado num lugar onde realmente subiu, com base numa lista cara. Existem livros mais caros e mais baratos, depende da lista, e o professor tem direito \u00e0 escolha. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><em> Mas o que o Dieese mede n\u00e3o \u00e9 o livro caro ou barato, e sim a evolu\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o. O livro pode ser barato, mas ter tido um aumento acima da infla\u00e7\u00e3o.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/em><B> YUNES: <\/B>N\u00e3o, isso realmente n\u00e3o houve. A gente contesta, n\u00e3o houve esse aumento. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><em> No ano passado, o jornalista Ali Kamel causou pol\u00eamica ao denunciar doutrina\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica em livros escolares. Como v\u00ea essa quest\u00e3o?\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/em><B> YUNES: <\/B>Isso gerou muito pano para manga, mas acho que \u00e9 uma coisa simples. \u00c9 importante que todas as vis\u00f5es sejam mostradas. Voc\u00ea n\u00e3o pode ser tendencioso. \u00c9 importante ter diversidade de conte\u00fado, uma vis\u00e3o geral, e vai caber ao professor pegar e trabalhar a informa\u00e7\u00e3o. Hoje no pa\u00eds voc\u00ea tem 30 e poucos partidos, por isso tem muitas diferen\u00e7as de ideologia, pessoas de todos os tipos, de esquerda, direita, centro. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><em> Tem sido muito discutida a ado\u00e7\u00e3o na rede p\u00fablica de sistemas de ensino baseados em apostilas. Em v\u00e1rias escolas, elas j\u00e1 substituem os did\u00e1ticos. Como esses m\u00e9todos imp\u00f5em cronogramas muito r\u00edgidos de ensino, na opini\u00e3o de especialistas est\u00e1 havendo uma terceiriza\u00e7\u00e3o da defini\u00e7\u00e3o dos curr\u00edculos. Qual \u00e9 a sua opini\u00e3o a respeito?\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/em><B> YUNES: <\/B>Se as prefeituras recebem do MEC a custo zero livros de qualidade, que passaram por avalia\u00e7\u00f5es, eu n\u00e3o vejo raz\u00e3o para comprarem sistemas de ensino que nem por avalia\u00e7\u00e3o passaram. Como o professor vai distinguir se o livro \u00e9 bom, se o livro \u00e9 ruim? As prefeituras fazem grandes compras, o MEC permite. H\u00e1 sistemas de ensino muito bons e outros ruins, mas o que se adota com dinheiro p\u00fablico precisa ser avaliado. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><em> O senhor v\u00ea uma tend\u00eancia de mercado das editoras de did\u00e1ticos come\u00e7arem a explorar os sistemas de ensino?\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/em><B> YUNES:<\/B> O mercado est\u00e1 muito competitivo e concentrado. Da mesma forma que editoras de livros did\u00e1ticos est\u00e3o fazendo seus sistemas de ensino, as de sistemas de ensino tamb\u00e9m est\u00e3o entrando na \u00e1rea do livro. rte superior do formul\u00e1rio\u00a0<br \/> \u00a0<\/p>\n<p> \u00a0<br \/><B> Quanto valem os LIVRO$ \u00a0<br \/><\/B> O Globo Miguel Conde \u00a0<\/p>\n<p> Em dezembro de 2004, numa medida que tinha entre seus objetivos fazer com que os livros ficassem mais baratos no Brasil, o governo federal concedeu a editoras, distribuidoras e livrarias isen\u00e7\u00e3o de PIS e Cofins. O valor da ren\u00fancia fiscal foi estimado, na \u00e9poca, em R$ 160 milh\u00f5es. Em contrapartida, combinou-se que os beneficiados doariam 1% de seu faturamento a um fundo de promo\u00e7\u00e3o da leitura. Mais de tr\u00eas anos depois, pode-se dizer que a medida n\u00e3o teve os efeitos esperados. Dados do IBGE indicam que nos \u00faltimos tr\u00eas anos o pre\u00e7o m\u00e9dio do livro no Brasil n\u00e3o parou de subir &#8211; em alguns momentos, inclusive acima da infla\u00e7\u00e3o medida pelo \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA). Al\u00e9m disso, editoras admitem que a contribui\u00e7\u00e3o de 1% do faturamento, embora praticada por algumas empresas por meio de um fundo criado por entidades do setor, ainda est\u00e1 longe de ser adotada em peso.  <br \/> <a href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Leia mais&#8230;<\/a><\/p>\n<p> \u00a0<br \/><B> Economista critica a \u2019falta brutal\u2019 de dados \u00a0<br \/><\/B> O Globo Miguel Conde \u00a0<\/p>\n<p> O argumento do governo, de que a isen\u00e7\u00e3o de PIS e Cofins ajudou editoras em situa\u00e7\u00e3o financeira delicada, se baseia em parte num estudo encomendado pelo BNDES aos economistas George Kornis e F\u00e1bio S\u00e1 Earp, do Grupo de Pesquisas em Economia do Entretenimento da UFRJ. Publicado em 2005, o trabalho apontava uma diminui\u00e7\u00e3o progressiva no faturamento das editoras, e foi usado para refor\u00e7ar a defesa de incentivos ao setor. Hoje, no entanto, o pr\u00f3prio Kornis acha que a medida deveria ser revista, pois segundo ele as editoras n\u00e3o est\u00e3o cumprindo sua parte do acordo. O pesquisador, por\u00e9m, diz que \u00e9 de fato dif\u00edcil fazer diagn\u00f3sticos precisos do setor, n\u00e3o s\u00f3 pelas suas particularidades, mas principalmente pela escassez de dados: \u201cH\u00e1 uma falta brutal de an\u00e1lises da economia do livro\u201c. <\/p>\n<p> <a href=\"http:\/\/oglobo.globo.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Leia mais&#8230;<\/a><\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jorge Yunes foi eleito no final do ano passado para a diretoria da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Editores de Livros (Abrelivros), que re\u00fane empresas do setor de did\u00e1ticos. 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