{"id":19452,"date":"2023-12-18T15:12:08","date_gmt":"2023-12-18T18:12:08","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/?p=19452"},"modified":"2023-12-18T15:21:04","modified_gmt":"2023-12-18T18:21:04","slug":"pandemia-reduziu-oportunidades-educacionais-de-criancas-e-ampliou-desigualdade-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/pandemia-reduziu-oportunidades-educacionais-de-criancas-e-ampliou-desigualdade-diz-estudo\/","title":{"rendered":"Pandemia reduziu oportunidades educacionais de crian\u00e7as e ampliou desigualdade, diz estudo"},"content":{"rendered":"<p>Diretora h\u00e1 20 anos de uma escola p\u00fablica com alunos da pr\u00e9-escola ao 5\u00ba ano, na zona rural do Distrito Federal, a educadora Socorro Xavier Ritter, 52, n\u00e3o titubeia ao ser questionada se a situa\u00e7\u00e3o educacional voltou ao est\u00e1gio pr\u00e9-pandemia: &#8220;N\u00e3o se normalizou, n\u00e3o. Ainda vejo muitos anos de desafio pela frente&#8221;, diz.<!--more--><\/p>\n<p>A escola Sonh\u00e9m de Cima fica em Sobradinho, regi\u00e3o administrativa, a 40 km do centro de Bras\u00edlia. Atende 170 crian\u00e7as que s\u00e3o, em geral, de fam\u00edlias em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade. At\u00e9 2019, a diretora tinha sob controle a evolu\u00e7\u00e3o de todos os alunos na leitura e na escrita. E a pandemia veio como uma avalanche sobre os resultados.<\/p>\n<p>&#8220;A gente tem percebido visivelmente o impacto que a pandemia teve nessas crian\u00e7as&#8221;, diz Ritter. &#8220;Aquelas atividades que lev\u00e1vamos \u00e0s fam\u00edlias durante o tempo de escolas fechadas encontraram barreiras porque os pais n\u00e3o t\u00eam conhecimento, n\u00e3o s\u00e3o professores.&#8221;<\/p>\n<p>Um estudo in\u00e9dito mostra que as <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/desigualdade-educacional\/\">desigualdades de oportunidades<\/a> educacionais aumentaram nos anos de 2021 e 2022, sobretudo quando se leva em conta a alfabetiza\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as de 7 e 8 anos. O cen\u00e1rio \u00e9 revelado na pesquisa do IMDS (Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social), a partir do c\u00e1lculo do chamado \u00cdndice de Oportunidades Educacionais.<\/p>\n<p>O instrumento considera a distribui\u00e7\u00e3o de determinadas oportunidades (como a conclus\u00e3o de uma etapa de ensino na idade adequada, a frequ\u00eancia escolar e o acesso a \u00e1gua) por determinadas circunst\u00e2ncias (como a escolaridade dos pais e o n\u00edvel socioecon\u00f4mico). Busca mensurar, assim, impactos que v\u00e3o al\u00e9m dos esfor\u00e7os individuais.<\/p>\n<p>Ao levar em conta a alfabetiza\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as de 7 e 8 anos, o \u00edndice de oportunidades caiu de 84% em 2020 para 67% em 2022.<\/p>\n<p>Esse \u00edndice atinge seu valor m\u00e1ximo quando a penalidade \u00e9 zero, o que significa que a cobertura \u2014neste caso, as crian\u00e7as alfabetizadas\u2014 \u00e9 universal e n\u00e3o h\u00e1 desigualdades nas oportunidades educacionais oferecidas. &#8220;Essa m\u00e9trica proporciona uma avalia\u00e7\u00e3o abrangente e sens\u00edvel das oportunidades educacionais, levando em considera\u00e7\u00e3o tanto a extens\u00e3o da cobertura quanto a equidade entre diferentes grupos&#8221;, diz o estudo.<\/p>\n<p>Para medir a alfabetiza\u00e7\u00e3o, o indicador usa os dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios), do IBGE, que reflete respostas dos pais sobre se seus filhos sabem ler ou escrever. Os dados do Saeb de 2021, avalia\u00e7\u00e3o federal da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, contudo, j\u00e1 mostraram que essa fase foi a maior prejudicada.<\/p>\n<p>Quanto maior a penalidade \u2014que s\u00e3o fatores que influenciam a cobertura de modo diferentes a determinados grupos\u2014, <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/educacao\/2023\/12\/alunos-mais-ricos-tiveram-maior-perda-de-aprendizado-em-matematica-aponta-pisa.shtml\">maior a desigualdade<\/a>. Em 2022, o indicador calculado para a penalidade chegou a 7% para esse grupo. O maior n\u00edvel em uma s\u00e9rie hist\u00f3rica calculada desde 2012, quando era de 5%. No c\u00e1lculo por estado, chega a 13% em Sergipe e, na outra ponta, a 4% em Santa Catarina.<\/p>\n<p>Quando se analisa a contribui\u00e7\u00e3o das caracter\u00edsticas definidas como circunst\u00e2ncias para a desigualdade observada no \u00edndice relacionado \u00e0 alfabetiza\u00e7\u00e3o, as maiores penalidades t\u00eam a ver com escolaridade dos pais (34% de peso) e renda per capita (31%). Cor de pele tem um peso de 4% no Brasil, mas chega a 14% na regi\u00e3o Sudeste.<\/p>\n<p>Mais da metade das fam\u00edlias entre os 20% mais vulner\u00e1veis do pa\u00eds t\u00eam pais com ensino fundamental incompleto. &#8220;Se voc\u00ea sabe que os principais determinantes s\u00e3o escolaridade dos pais e renda familiar, \u00e9 necess\u00e1rio pensar em pol\u00edticas integradas&#8221;, diz o economista Paulo Tafner, diretor do IMDS.<\/p>\n<p>A quantidade de crian\u00e7as no domic\u00edlio tem um peso de 15% na composi\u00e7\u00e3o da desigualdade. Na sequ\u00eancia, aparece o tipo de \u00e1rea onde mora, urbana ou rural, com participa\u00e7\u00e3o de 12%.<\/p>\n<p>M\u00e3e de oito filhos, tr\u00eas deles em idade de pr\u00e9-escola ou nos anos iniciais do ensino fundamental, Julia Gracielle Santos, 43, mora na zona rural de Sobradinho. Ela, que s\u00f3 estudou at\u00e9 o 7\u00ba ano, conta que teve muita dificuldade para ajudar os filhos com as tarefas durante a pandemia.<\/p>\n<p>&#8220;A escola \u00e9 muito boa, n\u00e3o tenho do que reclamar, mas sinto os meninos ainda muito lentos. Eles est\u00e3o fraquinhos, mas com a ajuda dos professores, e eu tamb\u00e9m cobro, v\u00e3o melhorar&#8221;, diz ela. &#8220;Na pandemia estavam bem pior. Os deveres da escola vinham pra casa, mas a gente n\u00e3o conseguia explicar direito. Com o professor \u00e9 que ele est\u00e1 desenvolvendo.&#8221;<\/p>\n<p>Julia conta que vive de pequenos trabalhos e que o marido trabalha na ro\u00e7a, construindo cercas, currais e afazeres do campo. A renda familiar mensal n\u00e3o chega a dois sal\u00e1rios m\u00ednimos.<\/p>\n<p>A professora do Insper Laura Machado diz que os dados s\u00e3o graves porque as penalidades, que geram desigualdades, s\u00e3o muito altas na alfabetiza\u00e7\u00e3o, &#8220;onde a conversa come\u00e7a&#8221;. Para ela, evidenciam um problema educacional que estoura anos mais tarde.<\/p>\n<p>&#8220;Talvez essas crian\u00e7as n\u00e3o alfabetizadas corretamente v\u00e3o passando [de ano], cheguem nos anos finais sem aprender e isso come\u00e7a a pesar. E elas come\u00e7am a evadir&#8221;, diz ela, que \u00e9 colunista da Folha. &#8220;O problema do ensino m\u00e9dio muitas vezes \u00e9 consequ\u00eancia dessas defasagens.&#8221;<\/p>\n<p>Outras duas filhas de Julia Santos pararam de estudar antes de concluir o ensino m\u00e9dio. Mas ela diz esperar que retornem \u00e0s salas de aula, sonho que ela pr\u00f3pria ainda nutre. &#8220;Sou chata, n\u00e3o terminei a escola, mas fico no p\u00e9. Na hora em que tiver oportunidade, quero terminar meus estudos. Mas para a gente, que \u00e9 humilde, as coisas s\u00e3o mais dif\u00edceis&#8221;.<\/p>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o das oportunidades entre 2012 e 2022 manteve estabilidade no grupo de 11 e 12 anos, quando levado em conta a conclus\u00e3o dos anos iniciais. A penalidade ficou em 4%, mesmo valor de 2020, mas abaixo dos 7% calculados para 2012.<\/p>\n<p>Ao se analisar a conclus\u00e3o dos anos finais aos 15 e 16 anos, h\u00e1 aumento no \u00edndice de oportunidades ao longo da s\u00e9rie hist\u00f3rica. O que tamb\u00e9m ocorre ao se levar em conta a conclus\u00e3o do ensino m\u00e9dio para jovens de 18 e 19 anos, embora as taxas sejam menores: passaram de 37% em 2012 para 54% em 2022.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m nesse grupo, a educa\u00e7\u00e3o dos pais (42%) e a renda (19%) t\u00eam os maiores pesos como vari\u00e1veis da desigualdade. Cor de pele, por sua vez, alcan\u00e7a seu maior \u00edndice, de 9% na m\u00e9dia do pa\u00eds. No Sudeste, esse peso chega a 22%.<\/p>\n<p><strong>DESIGUALDADE \u00c9 MAIOR EM APRENDIZADO DE MATEM\u00c1TICA NO ENSINO M\u00c9DIO<\/strong><\/p>\n<p>O estudo do IMDS tamb\u00e9m tem um cap\u00edtulo em que incorpora os resultados do Saeb. Calcula-se, assim, o \u00edndice de oportunidades educacionais no alcance do n\u00edvel de aprendizagem considerado adequado pelos estudantes do 5\u00ba e 9\u00ba anos do ensino fundamental e no 3\u00ba ano do ensino m\u00e9dio.<\/p>\n<p>A desigualdade cresce com o passar das s\u00e9ries. O pior n\u00edvel se d\u00e1 no desempenho de matem\u00e1tica no \u00faltimo ano do ensino m\u00e9dio, disciplina na qual os alunos brasileiros t\u00eam os piores resultados.<\/p>\n<p>Enquanto somente 9% alcan\u00e7am o n\u00edvel de aprendizado adequado \u2014tamb\u00e9m calculado no estudo\u2014, o \u00edndice de desigualdade \u00e9 de 42%. O indicador de oportunidade, por sua vez, \u00e9 de 9%. Por outro lado, ao analisar as m\u00e9dias de l\u00edngua portuguesa no 5\u00ba ano, a desigualdade tem \u00edndice de 12%, e a oportunidade, de 61%.<\/p>\n<p>&#8220;Os anos de estudo ao longo do tempo aumentaram, a desigualdade em m\u00e9dia diminuiu. Com exce\u00e7\u00e3o na alfabetiza\u00e7\u00e3o, o que era esperado. Mas a gente n\u00e3o est\u00e1 oferecendo aos nossos alunos qualidade compat\u00edvel com as necessidades do mundo atual&#8221;, diz Tafner, do IMDS.<\/p>\n<p>Para Laura Machado, do Insper, o sistema educacional n\u00e3o tem dado conta de lidar com as desigualdades das fam\u00edlias. &#8220;\u00c9 um desafio que a educa\u00e7\u00e3o tem de enfrentar. Quando a crian\u00e7a \u00e9 filho da pandemia, de fam\u00edlia vulner\u00e1vel ou v\u00edtima da seca da Amaz\u00f4nia, \u00e9 parte inerente da sociedade. N\u00e3o pode virar o motivo pelo qual n\u00e3o deu certo.&#8221;<\/p>\n<p>Publicado por Paulo Salda\u00f1a &#8211; Folha de S.Paulo em 17\/12\/2023.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diretora h\u00e1 20 anos de uma escola p\u00fablica com alunos da pr\u00e9-escola ao 5\u00ba ano, na zona rural do Distrito Federal, a educadora Socorro Xavier Ritter, 52, n\u00e3o titubeia ao ser questionada se a situa\u00e7\u00e3o educacional voltou ao est\u00e1gio pr\u00e9-pandemia: &#8220;N\u00e3o se normalizou, n\u00e3o. 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