{"id":18489,"date":"2023-04-18T12:23:22","date_gmt":"2023-04-18T15:23:22","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/?p=18489"},"modified":"2023-04-18T12:23:22","modified_gmt":"2023-04-18T15:23:22","slug":"dia-do-livro-infantil-especialistas-defendem-obras-inclusivas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/dia-do-livro-infantil-especialistas-defendem-obras-inclusivas\/","title":{"rendered":"Dia do livro infantil: especialistas defendem obras inclusivas"},"content":{"rendered":"<p>Nem todas as hist\u00f3rias come\u00e7am com \u201cera uma vez\u201d. Cada hist\u00f3ria \u00e9 \u00fanica e, assim, cabe o plural. De plural, entende bem a professora Joanna de Paoli, de 37 anos, docente de qu\u00edmica em Bras\u00edlia, e que se transformou tamb\u00e9m em pesquisadora do tema da inclus\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o especial. A maior aula da vida dela veio da pr\u00f3pria casa, depois que o filho foi diagnosticado com o transtorno. Pesquisadora diz que educa\u00e7\u00e3o especial deve incluir acesso \u00e0 cultura.<!--more--><\/p>\n<p>Professora, pesquisadora, m\u00e3e, ela ensinou ao menino, hoje com 15 anos de idade, que a leitura e o livro poderiam ser bons companheiros.<\/p>\n<p>\u201cEle segue sempre agarrado todos os dias aos livros que de que gosta\u201d, testemunha a m\u00e3e. Na hist\u00f3ria da fam\u00edlia, tal como os livros, a vida real fez com que a pesquisadora mergulhasse em outras paisagens. \u201cMeu filho me deu uma oportunidade de conhecer outro mundo. O autismo do meu filho me evidenciou que a dificuldade de comunica\u00e7\u00e3o e socializa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 do autismo. Pelo contr\u00e1rio, \u00e9 da sociedade em se comunicar com ele, e de todos se comunicarem entre si\u201d.<\/p>\n<p>A pesquisadora defende que a inclus\u00e3o de pessoas com defici\u00eancia, com autismo ou qualquer outra necessidade espec\u00edfica, tenha a perspectiva de ter acesso \u00e0 cultura na sua forma mais plena. E isso inclui a literatura. \u201cA literatura precisa ser feita tamb\u00e9m por pessoas com defici\u00eancia, sobre pessoas com defici\u00eancia e estar acess\u00edvel a essas pessoas\u201d.<\/p>\n<p>Afinal, a literatura \u00e9 feita da imagina\u00e7\u00e3o. Por isso, conforme a pesquisadora, melhor ser\u00e1 que o quanto antes as crian\u00e7as tenham acesso \u00e0s p\u00e1ginas de um livro. \u201cOnde o seu horizonte se expanda, o quanto antes antes voc\u00ea come\u00e7a lendo para crian\u00e7a e ela busque novos significados sobre o mundo (seja ela com defici\u00eancia ou n\u00e3o) maiores oportunidades essa pessoa ter\u00e1 de ampliar as experi\u00eancias de vida\u201d. Isso inclui criar v\u00ednculos afetivos, organizar as emo\u00e7\u00f5es, pensar e respeitar as diferen\u00e7as que existem entre cada um de n\u00f3s.<\/p>\n<p>O menino via a m\u00e3e tamb\u00e9m agarrada aos livros e logo se apaixonou pela leitura de obras de autoras como, por exemplo, as escritoras brasileiras Ana Maria Machado (com Menina bonita com la\u00e7o de fita) e de Ruth Rocha (Bom dia, todas as cores). Ela argumenta que a inclus\u00e3o real se faz com a n\u00e3o exclus\u00e3o. Todos devem estar em um mesmo ambiente, e n\u00e3o isolados. \u201cA inclus\u00e3o envolve a diversidade. Por isso, as pessoas devem estar em conjunto porque a sociedade \u00e9 diversa. As pessoas com defici\u00eancia precisam participar de todos os espa\u00e7os com todas as outras pessoas, com ou sem defici\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p><strong>Letrinhas gigantes e da paz<\/strong><\/p>\n<p>Sob essa \u00f3tica, um projeto de inclus\u00e3o no Distrito Federal denominado Letrinhas da Paz tem buscado integrar crian\u00e7as com alguma defici\u00eancia com os outros pequenos. A idealizadora do projeto social, Lyara Apost\u00f3lico, diz que a meta \u00e9 sensibilizar e formar p\u00fablico leitor da primeira inf\u00e2ncia com defici\u00eancia auditiva, visual, motora e mental.<\/p>\n<p>\u201cSomente na \u00faltima Bienal Internacional do Livro de Bras\u00edlia (em outubro do ano passado), 350 crian\u00e7as participaram de a\u00e7\u00f5es de sensibiliza\u00e7\u00e3o e encontros l\u00fadicos. Atualmente, o projeto tem tratado de capacitar profissionais da educa\u00e7\u00e3o e assist\u00eancia social no DF em metodologias inovadoras para leitura com crian\u00e7as com defici\u00eancia\u201d, diz a coordenadora das atividades.<\/p>\n<p>A iniciativa fez sucesso e foi contemplada pelo Fundo de Apoio \u00e0 Cultura (FAC), na categoria Primeira Inf\u00e2ncia, tendo recebido recursos de R$ 194,7 mil.<\/p>\n<p><strong>&#8220;Media\u00e7\u00e3o amorosa&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>Lyara Apost\u00f3lico defende que todo livro pode ser acess\u00edvel. \u201cMas, para isso, \u00e9 necess\u00e1ria uma media\u00e7\u00e3o amorosa que trabalhe com um conjunto de est\u00edmulos criativos. Mais do que mediadores de leitura, a literatura infantil inclusiva requer a atua\u00e7\u00e3o de recontadores de hist\u00f3rias\u201d, aponta a idealizadora do Letrinhas da Paz, especialista em projetos sociais.<\/p>\n<p>Um dos livros utilizados pelo projeto foi o Bola Vermelha, de Vanina Starkoff. \u201cComo contar a hist\u00f3ria de uma bola vermelha para uma crian\u00e7a com defici\u00eancia visual?\u201d. A partir desse desafio, criamos um jogo com bolas texturizadas, que faziam as crian\u00e7as vivenciarem, de forma l\u00fadica e afetiva, a mesma l\u00f3gica apresentada no livro\u201d.<\/p>\n<p>Para ela, o livro infantil deve ser inclusivo n\u00e3o apenas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s defici\u00eancias, mas tamb\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 diversidade social e humana. \u201cA inf\u00e2ncia \u00e9 dominada por princesas brancas, fr\u00e1geis e indefesas, por padr\u00f5es est\u00e9ticos \u00fanicos, pela difus\u00e3o de comportamentos de g\u00eanero e, muitas vezes, de estere\u00f3tipos que se perpetuam h\u00e1 gera\u00e7\u00f5es\u201d, pondera.<\/p>\n<p><strong>Livrinhos na banheira<\/strong><\/p>\n<p>Para romper com os estigmas, a ex-promotora de vendas Edna Rocha Lima, de 39 anos, moradora de Montes Claros (MG), foi para a faculdade de pedagogia ao descobrir que o filho recebeu o diagn\u00f3stico do autismo. O garoto, hoje com 12 anos, foi estimulado desde os tempos de banheira de beb\u00ea a manusear livros de pl\u00e1stico.<\/p>\n<p>As hist\u00f3rias de patinhos e de outros bichinhos fizeram com que o garoto se tornasse, hoje, um \u201cleitor voraz\u201d, que o ajuda a codificar o mundo, nem sempre t\u00e3o compreens\u00edvel. A m\u00e3e foi chamada para constituir equipe de apoio pedag\u00f3gico na cidade. &#8220;Posso ajudar outras pessoas tamb\u00e9m com o que estudo e com o que aprendi&#8221;.<\/p>\n<p>O garoto conta com a parceria do irm\u00e3o mais novo, de 8 anos, companheiro das leituras e da vida. \u201cPrefiro as hist\u00f3rias de a\u00e7\u00e3o\u201d, diz por telefone \u00e0 Ag\u00eancia Brasil. Mas a adolesc\u00eancia j\u00e1 o estimulou a ler toda a s\u00e9rie Di\u00e1rio de um banana (de Jeff Kinney) e livros que deixam o final em aberto. Afinal, nem tudo se explica com o \u201cera uma vez\u201d.<\/p>\n<p>Publicado por\u00a0 em 18\/04\/2023.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nem todas as hist\u00f3rias come\u00e7am com \u201cera uma vez\u201d. Cada hist\u00f3ria \u00e9 \u00fanica e, assim, cabe o plural. De plural, entende bem a professora Joanna de Paoli, de 37 anos, docente de qu\u00edmica em Bras\u00edlia, e que se transformou tamb\u00e9m em pesquisadora do tema da inclus\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o especial. 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