{"id":1839,"date":"2007-09-17T16:44:00","date_gmt":"2007-09-17T19:44:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2007\/09\/17\/mesmo-com-queda-no-indice-pais-tem-15-mi-de-analfabetos\/"},"modified":"2007-09-17T16:44:00","modified_gmt":"2007-09-17T19:44:00","slug":"mesmo-com-queda-no-indice-pais-tem-15-mi-de-analfabetos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/mesmo-com-queda-no-indice-pais-tem-15-mi-de-analfabetos\/","title":{"rendered":"Mesmo com queda no \u00edndice, pa\u00eds tem 15 mi de analfabetos"},"content":{"rendered":"<p>A taxa de analfabetismo manteve a trajet\u00f3ria de queda -de 10,2% da popula\u00e7\u00e3o com mais de 10 anos em 2005 para 9,6% em 2006. O problema se amplifica, por\u00e9m, quando olhado o enorme contingente de analfabetos funcionais, conceituados como aqueles com menos de quatro anos completos de estudo. Em 2006, havia 36,9 milh\u00f5es de pessoas nessa condi\u00e7\u00e3o. Representavam 23,6%, contra 24,9% em 2005.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> De acordo com o IBGE, apesar da expans\u00e3o do n\u00famero de crian\u00e7as matriculadas nas escolas, as taxas de analfabetismo e o n\u00famero analfabetos funcionais se mant\u00eam altos nas gera\u00e7\u00f5es mais velhas e no Norte e no Nordeste especialmente.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Em 2006, 97,6% das crian\u00e7as de 7 a 14 anos freq\u00fcentavam o col\u00e9gio -o percentual era de 97,3% em 2005 e cresce continuamente desde 1992, primeiro ano da pesquisa.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> As diferen\u00e7as regionais tamb\u00e9m s\u00e3o marcantes: o Nordeste tinha o maior n\u00famero de pessoas que n\u00e3o sabiam ler e tamb\u00e9m a mais alta taxa de analfabetismo funcional -8,9% e 35,5%, respectivamente.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cO analfabetismo funcional reflete mais a parcela da popula\u00e7\u00e3o que n\u00e3o se escolarizou o suficiente e n\u00e3o tem condi\u00e7\u00e3o ou interesse de voltar mais para o sistema educacional\u201c, disse Romualdo Portela, professor da faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da USP. Segundo ele, o \u00edndice n\u00e3o mede a qualidade do ensino. Ou seja, n\u00e3o significa necessariamente que os quatro anos foram suficientes ou n\u00e3o para completar a alfabetiza\u00e7\u00e3o e fazer da leitura e da escrita ferramenta de trabalho e melhoria das condi\u00e7\u00f5es de vida.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Outro problema que persiste \u00e9 a baixa escolariza\u00e7\u00e3o -em m\u00e9dia, 6,8 anos de estudo. Em uma tend\u00eancia vista j\u00e1 h\u00e1 alguns anos, as mulheres continuam estudando mais: 7 anos. Os homens, 6,6.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Para S\u00f4nia Rocha, economista do Iets (Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade), a baixa escolaridade \u00e9 uma das causas da exclus\u00e3o dos jovens do mercado de trabalho.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> Lula x FHC\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/B> Nos governos de Fernando Henrique Cardoso e de Lula, o esfor\u00e7o de matricular o maior n\u00famero poss\u00edvel de crian\u00e7as resultou na queda do analfabetismo. O ritmo n\u00e3o foi muito diferente, com pequena vantagem para o tucano.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Na m\u00e9dia anual, a taxa de analfabetismo caiu 3,78% no primeiro mandato FHC (1995-1998). No segundo, houve queda de 4,13%. J\u00e1 sob Lula, a retra\u00e7\u00e3o m\u00e9dia ficou em 3,55%.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Exclu\u00edda a \u00e1rea rural da regi\u00e3o Norte (n\u00e3o pesquisada at\u00e9 2004), a taxa de analfabetismo era 14,7% em 1995. Em 2002, \u00faltimo ano do governo PSDB, caiu para 10,9%. No primeiro ano de Lula, ficou em 10,6%. Em 2006, cedeu para 9,4%.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/>  \u00a0<br \/><B> No Nordeste, um quinto da popula\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o l\u00ea<br \/><\/B> Portal UOL Educa\u00e7\u00e3o &#8211; Bruno Aragaki \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O Brasil das letras ainda \u00e9 o das disparidades: apesar de a m\u00e9dia nacional de alfabetiza\u00e7\u00e3o ter chegado, em 2006, a 90,4%, apenas 81,1% dos nordestinos s\u00e3o alfabetizados, segundo dados da Pnad 2006 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios). A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 um pouco melhor do que em 2005, quando o \u00edndice de alfabetiza\u00e7\u00e3o era de 80% no Nordeste. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Em segundo lugar na lista das regi\u00f5es menos alfabetizadas vem o Norte, onde 10,3% das pessoas com mais de 10 anos n\u00e3o sabem ler ou escrever, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica), respons\u00e1vel pela pesquisa. Entre os maiores de 25 anos, as taxas de analfabetismo s\u00e3o ainda mais  altas: chega a 26,8% no Nordeste e 15% no Norte. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O \u00edndice da regi\u00e3o sul historicamente \u00e9 o melhor: 5,2% de analfabetos. Com exce\u00e7\u00e3o do Centro-Oeste, onde a taxa de analfabetismo foi de 7,4% para homens e mulheres, em todas as regi\u00f5es h\u00e1 mais homens do que mulheres analfabetas. Na m\u00e9dia nacional, a taxa \u00e9 de 9,9% para eles e de 9,3% para elas.<br \/> \u00a0<br \/> O IBGE considera alfabetizada a pessoa que declara saber ler e escrever pequenos bilhetes. Analfabetos funcionais &#8211; A Pnad 2006 tamb\u00e9m apontou que 23,6% dos brasileiros s\u00e3o analfabetos funcionais &#8211; alfabetizadas, mas incapazes de compreender os textos que  l\u00eaem, o que as impede tamb\u00e9m de aprender sozinhas. O IBGE considera analfabeto funcional as pessoas maiores de dez anos que n\u00e3o completaram quatro anos de estudos, isto \u00e9, n\u00e3o t\u00eam nem sequer o ensino fundamental completo. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Em rela\u00e7\u00e3o aos anos de estudo, o n\u00famero de 2006 \u00e9 3% melhor do que no ano anterior: 6,9 anos, para os maiores acima de dez anos. A regi\u00e3o Sudeste encabe\u00e7a a lista, com 7,5 anos, e a regi\u00e3o Nordeste, mais uma vez, ficou no fim da fila: apenas 5,6 anos. As pessoas com mais anos de estudo foram mais beneficiadas com a cria\u00e7\u00e3o de empregos entre 2005 e 2006, de acordo com a pesquisa.\u00a0<br \/>  \u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A taxa de analfabetismo manteve a trajet\u00f3ria de queda -de 10,2% da popula\u00e7\u00e3o com mais de 10 anos em 2005 para 9,6% em 2006. 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