{"id":18173,"date":"2023-02-16T13:46:01","date_gmt":"2023-02-16T16:46:01","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/?p=18173"},"modified":"2023-02-16T13:46:54","modified_gmt":"2023-02-16T16:46:54","slug":"novo-ensino-medio-ajustar-ou-revogar-entenda-em-7-pontos-o-debate-que-envolve-alunos-e-mec","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/novo-ensino-medio-ajustar-ou-revogar-entenda-em-7-pontos-o-debate-que-envolve-alunos-e-mec\/","title":{"rendered":"Novo Ensino M\u00e9dio: ajustar ou revogar? Entenda em 7 pontos o debate que envolve alunos e MEC"},"content":{"rendered":"<p>Queixas incluem a redu\u00e7\u00e3o de disciplinas tradicionais e a falta de forma\u00e7\u00e3o dos professores. Governo federal e estados se dizem abertos ao di\u00e1logo, mas descartam fim do programa. Em seu segundo ano de vig\u00eancia, o Novo Ensino M\u00e9dio, que traz mudan\u00e7as na grade curricular e oferta de disciplinas optativas em todas as escolas do pa\u00eds, possui pontos positivos, de acordo com especialistas, mas tamb\u00e9m tem sido alvo de cr\u00edticas por grupos que chegam a defender at\u00e9 a sua revoga\u00e7\u00e3o.<!--more--><\/p>\n<p><strong>CONTEXTO:<\/strong> Com o in\u00edcio do ano letivo e a obrigatoriedade de implementa\u00e7\u00e3o do modelo a partir deste ano e, portanto, mais estudantes sob as novas regras, a reforma do ensino m\u00e9dio tem mobilizado discuss\u00f5es acaloradas nas redes sociais.<\/p>\n<p>Escolas sem infraestrutura, como salas de aula em n\u00famero insuficiente, falta de forma\u00e7\u00e3o adequada dos professores e conte\u00fados inusitados em contraposi\u00e7\u00e3o \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o da carga hor\u00e1ria de disciplinas tradicionais s\u00e3o apontados como um risco de ampliar ainda mais a <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/podcast\/o-assunto\/noticia\/2023\/02\/16\/novo-ensino-medio-nao-podemos-permitir-que-exista-uma-escola-para-jovens-ricos-e-outra-para-os-pobres-defende-pedagoga.ghtml\">desigualdade no acesso ao ensino superior<\/a> entre alunos oriundos do sistema p\u00fablico e os da rede privada.<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) diz que a quest\u00e3o &#8220;transcende a simples revoga\u00e7\u00e3o e passa pelo debate sobre melhoria da qualidade&#8221;. A pasta pretende fazer uma &#8220;ampla pesquisa com toda a comunidade escolar&#8221; para &#8220;corrigir distor\u00e7\u00f5es&#8221;.<\/p>\n<p>O Conselho Nacional de Secret\u00e1rios de Educa\u00e7\u00e3o (Consed), que representa as redes estaduais, afirma que &#8220;aprimoramentos e ajustes&#8221; podem e devem ser discutidos, mas que a revoga\u00e7\u00e3o &#8220;n\u00e3o \u00e9 o caminho para tornar essa etapa mais atrativa ao estudante&#8221;.<\/p>\n<p>Alguns estados, como S\u00e3o Paulo, j\u00e1 t\u00eam pensado em fazer mudan\u00e7as. <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/sp\/sao-paulo\/educacao\/noticia\/2023\/02\/14\/secretario-da-educacao-de-sp-diz-que-estuda-reduzir-opcoes-de-formacao-especifica-do-ensino-medio.ghtml\">O governo paulista estuda reduzir as op\u00e7\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica<\/a> para poder dar mais apoio \u00e0s escolas.<\/p>\n<p><strong>Entenda debate em 7 pontos:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>O que \u00e9 o Novo Ensino M\u00e9dio?<\/li>\n<li>Quais s\u00e3o as cr\u00edticas ao novo modelo?<\/li>\n<li>O que dizem os defensores do Novo Ensino M\u00e9dio?<\/li>\n<li>Qual a opini\u00e3o de especialistas?<\/li>\n<li>O que os estudantes acham do novo modelo?<\/li>\n<li>Qual a posi\u00e7\u00e3o das redes estaduais?<\/li>\n<li>O que diz o MEC?<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>1 &#8211; O que \u00e9 o Novo Ensino M\u00e9dio?<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>\u00c9 um novo modelo obrigat\u00f3rio a ser seguido no ensino m\u00e9dio por todas as escolas do pa\u00eds, p\u00fablicas e privadas.<\/li>\n<li>Cada estudante pode montar seu pr\u00f3prio ensino m\u00e9dio, escolhendo as \u00e1reas (os chamados &#8220;itiner\u00e1rios formativos&#8221;) nas quais se aprofundar\u00e1. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 que sejam tr\u00eas anos de estudo com: uma parte fixa, com conhecimentos b\u00e1sicos de cada disciplina + conte\u00fados focados nos objetivos pessoais e profissionais dos alunos.<\/li>\n<li>Foi criado o chamado \u201cprojeto de vida\u201d: um componente transversal que ser\u00e1 oferecido nas escolas para ajudar os jovens a entender suas aspira\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<li>\u00a0Sancionado em 2017 no governo Temer, entrou em vigor em 2022 e prev\u00ea a implementa\u00e7\u00e3o gradual at\u00e9 2024.<\/li>\n<li>Se antes o modelo antigo era visto mais como uma prepara\u00e7\u00e3o para o ensino superior, agora, a proposta \u00e9 dar uma forma\u00e7\u00e3o mais voltada ao mercado de trabalho.<\/li>\n<li>O novo formato ir\u00e1 refletir no <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/educacao\/enem\/2021\/\">Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio (Enem)<\/a> j\u00e1 a partir de 2024. A prova, que hoje \u00e9 igual para todo mundo, passar\u00e1 a ter uma etapa espec\u00edfica, conforme o itiner\u00e1rio formativo escolhido pelo candidato. <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/educacao\/noticia\/2022\/03\/15\/novo-enem-entenda-o-que-muda-a-partir-de-2024.ghtml\">Veja mais detalhes aqui.<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>2 &#8211; Quais s\u00e3o as cr\u00edticas ao novo modelo?<\/strong><\/p>\n<p>Entidades estudantis est\u00e3o entre os principais cr\u00edticos \u00e0 reforma do ensino m\u00e9dio. Nas redes sociais, a Uni\u00e3o Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) est\u00e1 engajada a favor da revoga\u00e7\u00e3o do modelo e tem cobrado uma reforma do sistema educacional.<\/p>\n<p><strong>Entre os argumentos contr\u00e1rios est\u00e3o:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Desde o retorno presencial ap\u00f3s a pandemia, o programa atravessa diferentes n\u00edveis de implementa\u00e7\u00e3o, variando de estado para estado.<br \/>\nH\u00e1 escolas p\u00fablicas sem infraestrutura para manter o novo formato. No novo ensino m\u00e9dio, cada col\u00e9gio escolher, no &#8220;card\u00e1pio&#8221; de itiner\u00e1rios formativos apresentado pela rede estadual, no m\u00ednimo duas op\u00e7\u00f5es para oferecer aos alunos (matem\u00e1tica e linguagens, por exemplo). Com isso, em vez de uma turma grande ter a mesma aula \u00e0s 8h, como era antes, passa a haver dois grupos menores (um que escolheu matem\u00e1tica, outro que preferiu linguagens). Isso exige que a escola tenha duas salas de aula dispon\u00edveis no hor\u00e1rio.<\/li>\n<li>O aumento da carga hor\u00e1ria, que era de 4 horas di\u00e1rias e deve chegar a 7 horas por dia (turno integral) em 2024, n\u00e3o \u00e9 atrativo para alunos mais pobres que precisam trabalhar. Fica mais dif\u00edcil conciliar a escola com um emprego, o que aumenta o risco de evas\u00e3o (se um jovem precisar daquele dinheiro, vai abandonar as aulas e focar no trabalho).<\/li>\n<li>As disciplinas cl\u00e1ssicas t\u00eam menos prioridade na grade com a entrada das novas ofertas. Em alguns casos, estudantes relatam ter ficado com apenas duas aulas na semana de portugu\u00eas e matem\u00e1tica.<\/li>\n<li>Alunos de escolas p\u00fablicas em cidades menores, com menos recursos, v\u00e3o acabar tendo um &#8220;card\u00e1pio&#8221; de itiner\u00e1rios formativos mais enxuto. Eles podem ser prejudicados em compara\u00e7\u00e3o com alunos de escolas privadas ou de munic\u00edpios maiores.<\/li>\n<li>Estudantes mais pobres podem ser desestimulados de seguir para o ensino superior por terem uma proposta de mercado de trabalho mais acess\u00edvel, gra\u00e7as \u00e0 disciplina profissionalizante que pode ser oferecida no novo formato.<\/li>\n<li>A legisla\u00e7\u00e3o que instituiu o Novo Ensino M\u00e9dio n\u00e3o foi discutida com todos os setores da educa\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Precisamos de escolas com tecnologia, com professores atualizados e com condi\u00e7\u00f5es de trabalho dignas e que valorizem nossas potencialidades e m\u00faltiplas intelig\u00eancias.<\/strong><\/p>\n<p>\u2014 Ubes<\/p>\n<p>A Ubes cobra a revoga\u00e7\u00e3o imediata do Novo Ensino M\u00e9dio e a &#8220;constru\u00e7\u00e3o de uma comiss\u00e3o tripartite, que una sociedade civil, estudantes e governo&#8221; para elaborar uma nova lei para regulamentar o ensino m\u00e9dio.<\/p>\n<p>Procurada pela reportagem, a Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes (UNE) afirmou que acompanha a Ubes nas reivindica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Em outra frente, o deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) montou um abaixo-assinado on-line para coletar apoio a favor da revoga\u00e7\u00e3o da reforma, que j\u00e1 conta com mais de 96 mil signat\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>3 &#8211; O que dizem os defensores do Novo Ensino M\u00e9dio?<\/strong><\/p>\n<p>Favor\u00e1veis ao novo modelo, o MEC e os governos estaduais argumentam que o objetivo \u00e9 tornar essa etapa do ensino mais atrativa para os estudantes. Assim como especialistas na \u00e1rea, que concordam com o formato, eles reconhecem, por\u00e9m, a necessidade de se discutir e fazer ajustes a fim de aprimorar a etapa. Entre os pontos vistos como positivos est\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>Mais tempo em sala de aula: o novo ensino m\u00e9dio prop\u00f5e ampliar o tempo de aulas di\u00e1rias, adotando um formato de tempo integral. At\u00e9 2024, o dia letivo deve ter 7 horas, chegando a 1.400 horas\/ano.<\/li>\n<li>O novo formato tamb\u00e9m visa formar o aluno em ao menos um curso t\u00e9cnico j\u00e1 nesta etapa educacional, a fim de adiantar a entrada no mercado de trabalho.<\/li>\n<li>A grade curricular \u00e9 atualizada, mas nenhuma disciplina deve ficar de fora. Ent\u00e3o, amplia-se o leque do que \u00e9 ensinado aos alunos.<\/li>\n<li>Disciplinas optativas podem tornar a etapa mais atrativa para os alunos, o que pode ajudar a combater a evas\u00e3o escolar, que \u00e9 maior no ensino m\u00e9dio.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>4 &#8211; Qual a opini\u00e3o de especialistas?<\/strong><\/p>\n<p>&#x1f4da; O Todos Pela Educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos que entendem que o novo formato aponta para a dire\u00e7\u00e3o correta, com organiza\u00e7\u00e3o curricular por \u00e1rea do conhecimento e busca da interdisciplinaridade, mas defende a necessidade de ajustes.<\/p>\n<p><strong>Nosso entendimento no Todos \u00e9 que o caminho passa por fugir do binarismo &#8211; \u201crevoga tudo\u201d ou \u201cdeixa tudo como est\u00e1\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>\u2014 Olavo Nogueira Filho, diretor-executivo do Todos Pela Educa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>A entidade considera positiva &#8220;a ideia de uma arquitetura curricular diferente e da expans\u00e3o da carga hor\u00e1ria&#8221;, mas v\u00ea dois problemas:<\/p>\n<ol>\n<li>&#8220;A aus\u00eancia de coordena\u00e7\u00e3o do governo federal nos \u00faltimos anos deixou os estados \u00e0 pr\u00f3pria sorte, gerando uma implementa\u00e7\u00e3o muito heterog\u00eanea e, em muitos casos, problem\u00e1tica&#8221;.<\/li>\n<li>&#8220;H\u00e1, sim, problemas nas normativas. Isso precisa ser dito, pois n\u00e3o \u00e9 apenas um problema de implementa\u00e7\u00e3o&#8221;. Entre as quest\u00f5es apontadas est\u00e3o n\u00e3o levar em conta o avan\u00e7o das escolas de tempo integral e a permiss\u00e3o de 20% do conte\u00fado ser dado \u00e0 dist\u00e2ncia.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Outro aspecto central para o Todos \u00e9 que apenas a mudan\u00e7a no curr\u00edculo n\u00e3o \u00e9 suficiente.<\/p>\n<p><strong>Se queremos um ensino m\u00e9dio de fato ressignificado, ser\u00e1 preciso abordar outros elementos tamb\u00e9m, como infraestrutura escolar, dedica\u00e7\u00e3o integral do professor a uma \u00fanica escola, gest\u00e3o escolar, projeto pedag\u00f3gico, valoriza\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o docente, entre outros.<\/strong><\/p>\n<p>\u2014 Olavo Nogueira Filho, diretor-executivo do Todos Pela Educa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>O <strong>Movimento Pela Base<\/strong> ressalta que o modelo tem o objetivo de &#8220;garantir uma educa\u00e7\u00e3o de qualidade, conectada aos desafios de nosso tempo e aos interesses de cada estudante &#8211; e, assim, ajudar a reverter os desastrosos n\u00fameros do velho Ensino M\u00e9dio, como aqueles de evas\u00e3o e de aprendizagem&#8221;.<\/p>\n<p>Alerta, no entanto, ser &#8220;imprescind\u00edvel&#8221; fazer &#8220;um monitoramento cuidadoso e um di\u00e1logo permanente com gestores, professores, estudantes e fam\u00edlias, que aponte o que est\u00e1 dando certo, assim como as demandas e car\u00eancias do processo&#8221;.<\/p>\n<p><strong>5 &#8211; O que os estudantes acham do novo modelo?<\/strong><\/p>\n<p>Ao mesmo tempo em que veem como positiva a oferta de conte\u00fados interdisciplinares, alunos que t\u00eam aulas no novo formato, de olho nos vestibulares, <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/sp\/sao-paulo\/educacao\/noticia\/2023\/02\/14\/secretario-da-educacao-de-sp-diz-que-estuda-reduzir-opcoes-de-formacao-especifica-do-ensino-medio.ghtml\">sentem falta de mais conte\u00fado nas disciplinas tradicionais.<\/a><\/p>\n<p>Em entrevista ao SP2 (veja v\u00eddeo abaixo), Gabriel Teixeira Guedes, que estuda em uma escola estadual da capital paulista, conta que tem nove horas de aulas por dia e uma de suas disciplinas mistura conhecimentos de ci\u00eancias humanas e exatas, como parte do itiner\u00e1rio formativo &#8220;#quemdividemultiplica&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Escolhi porque eu gosto bastante de exatas. Mas tamb\u00e9m fala de sociologia, filosofia que s\u00e3o importantes para o cidad\u00e3o&#8221;, explica.<\/p>\n<p>J\u00e1 a estudante Sofia Barbosa cursa o itiner\u00e1rio formativo &#8220;Corpo, sa\u00fade e linguagens&#8221;, que mescla conhecimentos de linguagens e ci\u00eancias da natureza. Ela vai tentar uma vaga no vestibular esse ano, e diz sentir falta de mais conte\u00fado.<\/p>\n<p>&#8220;Ele [o itiner\u00e1rio formativo] tem umas mat\u00e9rias focadas nele junto, s\u00f3 que eu sinto falta de uma matem\u00e1tica pura, b\u00e1sica, b\u00e1sica, b\u00e1sica&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>A colega dela, Amanda Pereira, de 16 anos, tamb\u00e9m vai concluir o ensino m\u00e9dio em 2023, mas diz que n\u00e3o chegou a se acostumar com o novo modelo.<\/p>\n<p>&#8220;S\u00e3o varias mat\u00e9rias que a gente j\u00e1 tinha focando os temas numa coisa s\u00f3. Mas ao mesmo tempo, as mat\u00e9rias que sa\u00edram um pouco da carga hor\u00e1ria fazem um pouco de falta para vestibulares e afins&#8221;, diz.<\/p>\n<p><strong>6 &#8211; Qual a posi\u00e7\u00e3o das redes estaduais?<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>O Consed, conselho que representa todas as secretarias estaduais de educa\u00e7\u00e3o, ressalta que o Novo Ensino M\u00e9dio \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o coletiva e que os novos curr\u00edculos foram montados em conjunto pelos t\u00e9cnicos das secretarias, em colabora\u00e7\u00e3o com as equipes das escolas, e especialistas de entidades parceiras e sindicatos.<\/li>\n<li>Para a entidade, &#8220;n\u00e3o \u00e9 sensato pensar em descartar todo esse esfor\u00e7o t\u00e9cnico e financeiro despendido pelas redes estaduais ao longo dos \u00faltimos anos&#8221;.<\/li>\n<li>Destaca que aprimoramentos e ajustes podem e devem ser discutidos, mas que a revoga\u00e7\u00e3o \u00e9 &#8220;invi\u00e1vel&#8221; e, &#8220;em nenhum momento, foi considerada pelos gestores estaduais, que s\u00e3o os respons\u00e1veis pela etapa de ensino na rede p\u00fablica&#8221;.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>7 &#8211; O que diz o MEC?<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>O debate sobre o novo ensino m\u00e9dio &#8220;transcende a simples revoga\u00e7\u00e3o e passa pelo debate sobre melhoria da qualidade, sobre quais s\u00e3o seus elementos problem\u00e1ticos e quais s\u00e3o os ajustes necess\u00e1rios&#8221;.<\/li>\n<li>A posi\u00e7\u00e3o que o MEC defende \u00e9 pela &#8220;retomada do di\u00e1logo democr\u00e1tico sobre o sentido do ensino m\u00e9dio e sobre como podemos, juntos e com a prud\u00eancia necess\u00e1ria, entregar a melhor escola para a nossa juventude&#8221;.<\/li>\n<li>As equipes da pasta j\u00e1 est\u00e3o planejando uma ampla pesquisa com toda a comunidade escolar para qualificar o debate, corrigir distor\u00e7\u00f5es e investir em boas pr\u00e1ticas em andamento, com indu\u00e7\u00e3o e coordena\u00e7\u00e3o do MEC para apoiar as redes de ensino.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Publicado por G1 em 16\/02\/2023.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Queixas incluem a redu\u00e7\u00e3o de disciplinas tradicionais e a falta de forma\u00e7\u00e3o dos professores. 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