{"id":1652,"date":"2007-02-08T10:53:00","date_gmt":"2007-02-08T12:53:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2007\/02\/08\/aluno-do-ensino-medio-tem-o-pior-desempenho-em-dez-anos\/"},"modified":"2007-02-08T10:53:00","modified_gmt":"2007-02-08T12:53:00","slug":"aluno-do-ensino-medio-tem-o-pior-desempenho-em-dez-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/aluno-do-ensino-medio-tem-o-pior-desempenho-em-dez-anos\/","title":{"rendered":"Aluno do ensino m\u00e9dio tem o pior desempenho em dez anos"},"content":{"rendered":"<p>O resultado de duas avalia\u00e7\u00f5es do ensino brasileiro, divulgado pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, indica piora no desempenho de alunos do ensino m\u00e9dio e exp\u00f5e a dificuldade em melhorar a qualidade da educa\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos dez anos.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O Saeb (Sistema Nacional de Avalia\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica), aplicado em 2005, que testa conhecimentos de portugu\u00eas e matem\u00e1tica em estudantes da 4\u00aa s\u00e9rie e da 8\u00aa s\u00e9rie do ensino fundamental e da 3\u00aa s\u00e9rie do ensino m\u00e9dio, revela os mais baixos \u00edndices de rendimento entre esses alunos desde 95.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> S\u00e3o Paulo foi o Estado onde as m\u00e9dias mais ca\u00edram nas provas de 8\u00aa s\u00e9rie de 95 a 2005. Nas provas do ensino m\u00e9dio, foi o segundo Estado que mais piorou em portugu\u00eas e o terceiro, em matem\u00e1tica.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Criado como mecanismo para mensurar o desempenho dos alunos ao longo do tempo, o Saeb \u00e9 aplicado a cada dois anos. Em 2005, foram avaliados 194.822 alunos de 5.940 escolas p\u00fablicas e particulares.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Ao se comparar os \u00edndices atuais aos de 2003 nota-se queda de rendimento de 9,1 pontos na m\u00e9dia de portugu\u00eas e 7,4 pontos na de matem\u00e1tica, em escala de 0 a 500. Em 2005, a m\u00e9dia do 3\u00ba ano do ensino m\u00e9dio foi de 257,6 em portugu\u00eas e 271,3 em matem\u00e1tica.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Foram anunciados tamb\u00e9m os dados do Enem (Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio) de 2006, que igualmente indica queda de rendimento entre os estudantes do ensino m\u00e9dio comparado ao do ano anterior. O exame \u00e9 aplicado desde 1998, de forma volunt\u00e1ria. Pode ser feito por alunos que est\u00e3o concluindo o ensino m\u00e9dio ou por aqueles que j\u00e1 conclu\u00edram.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Em sua primeira edi\u00e7\u00e3o, cerca de 115 mil alunos participaram. Na \u00faltima, foram 2,78 milh\u00f5es. O grande aumento se deve ao fato de que as notas s\u00e3o usadas como base para bolsas do Prouni (Programa Universidade para Todos).\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A m\u00e9dia das notas na prova objetiva caiu de 39,4, em 2005, para 36,9 em 2006. J\u00e1 na reda\u00e7\u00e3o, a m\u00e9dia caiu de 55,96 para 52,08. A nota m\u00e1xima em ambas as provas \u00e9 100.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> Mais alunos\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/B> Para Reynaldo Fernandes, presidente do Inep, o instituto de pesquisas do MEC respons\u00e1vel pela avalia\u00e7\u00e3o, uma das explica\u00e7\u00f5es para a piora do rendimento dos estudantes do ensino m\u00e9dio \u00e9 o aumento do n\u00famero de alunos no final da d\u00e9cada de 90, j\u00e1 no governo FHC.\u00a0<\/p>\n<p> \u201cA queda no rendimento \u00e9 um efeito da expans\u00e3o do ensino, que tamb\u00e9m aconteceu nos anos 60 nos Estados Unidos.\u201c\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Fernandes diz que essa piora j\u00e1 p\u00f4de ser notada em 1999. Naquele ano, os alunos da 4\u00aa s\u00e9rie tiveram uma grande queda em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 1997. As notas ca\u00edram de 186,5 para 170,7 em portugu\u00eas. Em matem\u00e1tica, elas ca\u00edram de 190,8 para 181,0.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> No ensino fundamental, os estudantes da 4\u00aa s\u00e9rie apresentaram o melhor rendimento desde 99. De 2003 para 2005, houve um salto de 169,4 para 172,3 na m\u00e9dia de portugu\u00eas e de 177,1 para 182,4 na de matem\u00e1tica. Na 8\u00aa s\u00e9rie, a m\u00e9dia de portugu\u00eas variou negativamente em s\u00f3 0,1 ponto -de 232,0 para 231,9-, e a de matem\u00e1tica caiu de 245 para 239,5.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> As notas do Saeb representam o n\u00edvel de conhecimento de cada aluno. Assim, os alunos da 4\u00aa s\u00e9rie devem ter notas menores que os da 8\u00aa, e os da 8\u00aa, menores que os da 3\u00aa s\u00e9rie do ensino m\u00e9dio.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A pr\u00e1tica mostra a debilidade do ensino m\u00e9dio atual. Ao analisar o desempenho dos alunos no decorrer dos anos, percebe-se que, em 1995, os alunos da 8\u00aa s\u00e9rie do ensino fundamental tiveram m\u00e9dia de 256,1 pontos em portugu\u00eas. Em 2005, a m\u00e9dia na mat\u00e9ria dos alunos do ensino m\u00e9dio \u00e9 de 257,6.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O MEC anunciou ainda redu\u00e7\u00e3o de 0,9% -de 56.471.787 para 55.942.047- no n\u00famero de matriculas em 2006, comparado ao Censo de 2005.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> Ministro promete novo plano em um m\u00eas\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/B><em> Fernando Haddad diz que pacote da Educa\u00e7\u00e3o dever\u00e1 contar com 20 medidas, 10 delas de car\u00e1ter interministerial. Governo fala em \u201cesfor\u00e7o de uma gera\u00e7\u00e3o\u201c e reconhece que os alunos brasileiros \u201cest\u00e3o distantes da m\u00e9dia dos pa\u00edses desenvolvidos\u201c .\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/em> \u00a0<br \/> Na avalia\u00e7\u00e3o do ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Fernando Haddad, as m\u00e9dias dos alunos brasileiros indicadas no Saeb ainda s\u00e3o muito baixas e \u201cest\u00e3o distantes da m\u00e9dia dos pa\u00edses desenvolvidos\u201c.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Haddad disse ontem que o Plano Nacional da Educa\u00e7\u00e3o, que deve ser apresentado no m\u00eas que vem pelo governo federal, tem por objetivo alcan\u00e7ar, a m\u00e9dio prazo, essas m\u00e9dias. \u201cIsso necessitar\u00e1 do esfor\u00e7o de uma gera\u00e7\u00e3o.\u201c\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Questionado por jornalistas sobre quais seriam as m\u00e9dias a serem atingidas, o ministro respondeu: \u201cN\u00e3o vou dizer. Vou anunciar s\u00f3 no m\u00eas que vem\u201c.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Ele tamb\u00e9m n\u00e3o entrou em detalhes sobre as outras medidas a serem tomadas. Apenas disse que o plano n\u00e3o ser\u00e1 do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, mas uma pol\u00edtica geral de educa\u00e7\u00e3o que deve contar com 20 medidas, 10 delas interministeriais.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O ministro se encontra hoje com o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, para definir os detalhes finais.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Segundo Haddad, a queda no desempenho dos estudantes do ensino m\u00e9dio, tanto no Saeb como no Enem, \u00e9 explicado pelo Censo Escolar de 2006, que indica menor \u00edndice de matr\u00edculas comparado a 2005. O ministro diz que, por mais que as matr\u00edculas tenham diminu\u00eddo de modo geral, essa tend\u00eancia n\u00e3o aconteceu em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds, nem em todas as etapas do ensino.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> No Nordeste, por exemplo, o n\u00famero de matr\u00edculas aumentou 0,9% no ensino m\u00e9dio. J\u00e1 no Sudeste, o n\u00famero diminuiu 4,5%. \u201cAs redes de ensino em regi\u00f5es como o Nordeste s\u00e3o muito mais novas do que no Sudeste. Redes novas n\u00e3o t\u00eam a mesma solidez que as antigas. Isso pode explicar o resultado\u201c.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Mas a explica\u00e7\u00e3o do ministro n\u00e3o pode ser utilizada quando se analisa os \u00edndices de S\u00e3o Paulo. Mesmo com um menor n\u00famero de matr\u00edculas, a m\u00e9dia dos alunos do ensino m\u00e9dio do Estado caiu de 268,27 para 261,34 na nota de portugu\u00eas e de 280,48 para 272,61, em matem\u00e1tica. \u201cTemos que deixar claro que antes desta redu\u00e7\u00e3o, houve a expans\u00e3o do final dos anos 90\u201c, lembra Haddad.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Para o ministro, entretanto, o resultado mais importante do Saeb \u00e9 o aumento do rendimento entre alunos da 4\u00aa S\u00e9rie. \u201cJ\u00e1 \u00e9 um come\u00e7o. Poderemos ver que, em alguns anos, esta tend\u00eancia ser\u00e1 mantida na 8\u00aa s\u00e9rie e posteriormente na 3\u00aa s\u00e9rie do ensino m\u00e9dio\u201c.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Por meio de sua assessoria, o ministro da Articula\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica, Tarso Genro, informou que n\u00e3o se pronunciaria sobre a divulga\u00e7\u00e3o dos n\u00fameros do Saeb 2005 e Enem 2006.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> Paulo Renato diz que esperava uma recupera\u00e7\u00e3o no \u00edndice\u00a0<br \/><\/B> \u00a0<br \/> Ao fazer uma an\u00e1lise do desempenho dos estudantes tanto no Saeb quanto no Enem, o deputado Paulo Renato Souza (PSDB-SP), que foi ministro da Educa\u00e7\u00e3o de 1995 a 2002, no governo Fernando Henrique Cardoso, portanto em oito dos dez anos analisados, afirmou que esperava que houvesse uma recupera\u00e7\u00e3o nos \u00edndices.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cEm 1997, houve uma grande incorpora\u00e7\u00e3o de alunos por causa do Fundef. Com isso, o n\u00edvel de desempenho dos alunos acaba caindo mesmo. Ent\u00e3o, a queda que houve entre os anos de 97 e 99 \u00e9 normal. Depois disso, estabilizou e deveria estar melhorando agora.\u201c\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O ex-ministro atribui a queda no resultado a dois fatores, sendo que um deles \u00e9 a falta de foco da gest\u00e3o Lula na pol\u00edtica educacional. \u201cS\u00e3o v\u00e1rios os \u00edndices de deteriora\u00e7\u00e3o que geraram esses resultados, mas destaco dois: o n\u00famero de jovens que n\u00e3o est\u00e3o estudando e a falta de foco do governo federal\u201c, avalia.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cO \u00edndice de propor\u00e7\u00e3o de jovens com idades entre 15 e 17 anos fora da escola no ano de 1995 foi de 33%; em 2003, caiu para 17%. No entanto, esse \u00edndice acabou subindo em 2005 e chegou a 18%. Ou seja, se interrompeu uma queda que vinha acontecendo, o que nos leva a pensar que o ensino fundamental est\u00e1 funcionando pior.\u201c\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O deputado critica ainda descontinuidade de programas. \u201cN\u00e3o h\u00e1 foco. Na gest\u00e3o do Cristovam Buarque [de janeiro de 2003 a janeiro de 2004], o foco foi a alfabetiza\u00e7\u00e3o. Na do Tarso Genro (PT\/RS) [ministro de 2004 a 2005], o enfoque era a universidade. Agora, na do Fernando Haddad [que assumiu em julho de 2005], voltou a ser mais generalista.\u201c\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O tucano faz, por\u00e9m, uma ressalva. \u201cAgora, devemos olhar para a frente\u201c, afirma. Para ele, a solu\u00e7\u00e3o est\u00e1 na ado\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas que tenham como enfoque a aprendizagem.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cDevemos mudar como est\u00e1 organizado o sistema de ensino. Hoje acaba-se investimento muito na forma\u00e7\u00e3o dos professores, mas temos que pensar menos nos meios e mais nos fins, que \u00e9 a aprendizagem.\u201c\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> Queda \u00e9 maior do que parece, afirma ex-ministro Cristovam\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/B> O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que ocupou o cargo de ministro da Educa\u00e7\u00e3o de janeiro de 2003 a janeiro de 2004, afirma que a queda no desempenho dos estudantes \u00e9 \u201cmuito maior do que parece porque, enquanto o Brasil regrediu, outros pa\u00edses melhoraram no mesmo per\u00edodo.\u201c Essa piora no desempenho dos alunos tamb\u00e9m se deu de forma desigual, segundo ele.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cA piora foi muito maior na parcela pobre da popula\u00e7\u00e3o do que na rica\u201c, afirma.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cIsso \u00e9 desmoralizante. Houve um ligeiro aumento na renda, mas n\u00e3o houve na diminui\u00e7\u00e3o da desigualdade. Aumentou o atraso do pa\u00eds.\u201c\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Segundo ele, isso ocorre porque \u201co governo Lula n\u00e3o d\u00e1 a devida aten\u00e7\u00e3o \u00e0 educa\u00e7\u00e3o\u201c.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cO problema maior n\u00e3o \u00e9 de investimento, mas de falta de interesse do governo. Como n\u00e3o h\u00e1 um sindicato de analfabetos nem de crian\u00e7as da primeira s\u00e9rie, mas h\u00e1 de professores das universidades, n\u00e3o h\u00e1 interesse. O Prouni d\u00e1 voto.\u201c\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Ele faz rela\u00e7\u00e3o entre o ensino superior e a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. \u201cN\u00e3o h\u00e1 uma universidade boa sem uma educa\u00e7\u00e3o boa.\u201c\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Cristovam Buarque defende a federaliza\u00e7\u00e3o do ensino para definir padr\u00f5es nacionais de educa\u00e7\u00e3o. \u201cTem que haver uma regulamenta\u00e7\u00e3o que crie condi\u00e7\u00f5es iguais para todas. Hoje, os professores do munic\u00edpio, por exemplo, recebem sal\u00e1rios condizentes \u00e0 verba do munic\u00edpio, o que muitas vezes \u00e9 muito baixa. Tem que haver um sal\u00e1rio nacional. A contrata\u00e7\u00e3o de professores deveria ser como a que \u00e9 feita no Banco do Brasil, em que h\u00e1 uma padroniza\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rios, n\u00e3o importa onde o funcion\u00e1rio est\u00e1 trabalhando.\u201c\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> Sem computador, n\u00e3o\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/B> Al\u00e9m da quest\u00e3o salarial, ele diz que a parte de edifica\u00e7\u00e3o e equipamentos merece aten\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel uma escola ficar sem computadores.\u201c\u00a0<br \/> O aspecto de conte\u00fado tamb\u00e9m \u00e9 fundamental. \u201cAssim como a Lei de Responsabilidade Fiscal, deveria ser criada a lei de responsabilidade educacional, que obrigue o prefeito a cumprir metas e, se n\u00e3o o fizer, ficar\u00e1 ineleg\u00edvel\u201c, ressalta.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> SP tem a queda mais acentuada no pa\u00eds\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/B><em> Escolas paulistas sofreram a maior diminui\u00e7\u00e3o do pa\u00eds na nota do Saeb (exame de \u00e2mbito nacional) na 8\u00aa s\u00e9rie, entre 1995 e 2005\u00a0<br \/> \u00a0<br \/>  Especialistas afirmam que houve erro na aplica\u00e7\u00e3o do sistema de progress\u00e3o continuada e culpam tamb\u00e9m falta de estrutura. \u00a0<br \/><\/em> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Estado mais rico da Federa\u00e7\u00e3o, S\u00e3o Paulo teve algumas das maiores quedas do pa\u00eds nas notas no Saeb (exame do governo federal) entre 1995 e 2005.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Na 8\u00aa s\u00e9rie, as escolas paulistas foram as que mais tiveram diminui\u00e7\u00e3o na m\u00e9dia, situa\u00e7\u00e3o parecida \u00e0 da 3\u00aa s\u00e9rie do ensino m\u00e9dio. Somente no 4\u00ba ano da educa\u00e7\u00e3o fundamental \u00e9 que S\u00e3o Paulo se posicionou no bloco intermedi\u00e1rio.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Especificamente na 8\u00aa s\u00e9rie, o fraco rendimento foi potencializado pelas escolas da rede estadual, governada no per\u00edodo pelo PSDB (com M\u00e1rio Covas e Geraldo Alckmin).\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Especialistas citam como fatores que contribu\u00edram para o fraco desempenho do Estado uma err\u00f4nea aplica\u00e7\u00e3o do sistema de progress\u00e3o continuada, a falta de estrutura para absorver estudantes, a aus\u00eancia de incentivo a professores e pol\u00edticas p\u00fablicas imediatistas.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cHouve confus\u00e3o entre progress\u00e3o continuada e promo\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica\u201c, disse Artur Costa Neto, docente da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da PUC-SP. \u201cO Estado n\u00e3o deu estrutura e tempo para professores e alunos entenderem o sistema.\u201c\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A progress\u00e3o continuada foi implantada durante a gest\u00e3o Covas e mantida desde ent\u00e3o. No sistema, n\u00e3o h\u00e1 reprova\u00e7\u00e3o por s\u00e9rie, somente ap\u00f3s um ciclo de quatro anos.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Para a professora \u00c2ngela Soligo, da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da Unicamp, o Estado pecou na estrutura para absorver alunos. \u201cColocar mais alunos e n\u00e3o aumentar o n\u00famero de salas \u00e9 reduzir a qualidade do ensino.\u201c\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> J\u00e1 o professor do departamento de Psicologia e Educa\u00e7\u00e3o da USP de Ribeir\u00e3o Preto, Jos\u00e9 Marcelino de Rezende Pinto, afirmou que o Estado cometeu \u201cum grande erro\u201c ao reorganizar a sua rede f\u00edsica, na d\u00e9cada de 90. \u201cQuando separaram 1\u00aa a 4\u00aa de 5\u00aa a 8\u00aa s\u00e9ries, a unicidade da forma\u00e7\u00e3o do ensino fundamental foi quebrada ao meio\u201c, disse o especialista.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A atual secret\u00e1ria estadual da Educa\u00e7\u00e3o, Maria L\u00facia Vasconcelos, v\u00ea a situa\u00e7\u00e3o como \u201cum alerta\u201c. \u201cIremos tomar a\u00e7\u00f5es corretivas. Devemos atacar os nosso pontos fr\u00e1geis\u201c, afirma.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Entre as medidas que planeja adotar est\u00e3o inclu\u00eddas a revis\u00e3o da progress\u00e3o continuada e a mudan\u00e7a da grade curricular, al\u00e9m do refor\u00e7o do or\u00e7amento para a alfabetiza\u00e7\u00e3o. \u201cOs ciclos atuais s\u00e3o de quatro anos, mas pretendo que sejam mais curtos. Os professores ainda ser\u00e3o consultados, mas estava pensando em baixar para algo em torno de dois anos\u201c, afirma.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A reportagem procurou os ex-secret\u00e1rios Rose Neubauer (gest\u00e3o Covas) e Gabriel Chalita (gest\u00e3o Alckmin), mas n\u00e3o conseguiu entrevist\u00e1-los.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Em l\u00edngua portuguesa da 8\u00aa s\u00e9rie, a nota de S\u00e3o Paulo teve uma varia\u00e7\u00e3o negativa de 12%, a maior do pa\u00eds. A tabula\u00e7\u00e3o feita pela Folha considera a varia\u00e7\u00e3o das notas nos dez anos de aplica\u00e7\u00e3o do exame.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O segundo pior desempenho foi o do Paran\u00e1 (queda de 11,4%). O melhor rendimento foi o Maranh\u00e3o, com queda de 0,5% na m\u00e9dia. O recuo m\u00e9dio do pa\u00eds ficou em 9,7%.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A queda registrada no per\u00edodo fez com que S\u00e3o Paulo ca\u00edsse no ranking de notas absolutas. Em 1995, o Estado era o segundo melhor. Agora, \u00e9 o sexto. A primeira coloca\u00e7\u00e3o segue com o Distrito Federal.\u00a0<br \/> Em matem\u00e1tica da 8\u00aa s\u00e9rie, o desempenho de S\u00e3o Paulo caiu 8,2%, tamb\u00e9m o maior recuo do pa\u00eds. Na m\u00e9dia, a nota no Brasil diminuiu 5,6%.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> Distribui\u00e7\u00e3o de livros estimula MS no ranking\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/B> A secret\u00e1ria de Educa\u00e7\u00e3o de MS, Maria Nilene Badeca da Costa, diz que o investimento na forma\u00e7\u00e3o de professores, a distribui\u00e7\u00e3o de livros did\u00e1ticos e o maior repasse de verbas da Uni\u00e3o levaram o Estado \u00e0s primeiras posi\u00e7\u00f5es no ranking do Enem e do Saeb.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Em reda\u00e7\u00e3o, MS ficou em quarto lugar no Enem. No Saeb, alcan\u00e7ou a mesma posi\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 oitava s\u00e9rie do ensino fundamental.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Segundo Maria Nilene, desde 2005 s\u00e3o dados livros (matem\u00e1tica e portugu\u00eas) a alunos. E, hoje, 800 professores cursam p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o gratuitamente por meio de conv\u00eanio.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> Saeb avalia s\u00f3 portugu\u00eas e matem\u00e1tica\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/B> O Saeb avalia, desde 1990, alunos de quarta e oitava s\u00e9ries do ensino fundamental e da terceira s\u00e9rie do ensino m\u00e9dio (antigo colegial) por meio de um prova bienal de portugu\u00eas e de matem\u00e1tica.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A avalia\u00e7\u00e3o toma como base um universo de participa\u00e7\u00e3o amostral, sem detalhamento para munic\u00edpios ou unidades de ensino.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Na \u00faltima avalia\u00e7\u00e3o, em 2005, participaram da amostra 190 mil alunos, de quase 6.000 escolas de todo o pa\u00eds.\u00a0<br \/> As m\u00e9dias do Saeb s\u00e3o apresentadas em escala que varia de 0 a 500 pontos.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A m\u00e9dia nacional para alunos da quarta s\u00e9rie da rede urbana \u00e9 de 175,52 em l\u00edngua portuguesa. Os estudantes que alcan\u00e7am esta pontua\u00e7\u00e3o s\u00e3o capazes de entender express\u00f5es com discurso indireto, narrativas de tem\u00e1tica e vocabul\u00e1rio complexos, identificar marcas de g\u00eaneros de texto e a finalidade de um texto jornal\u00edstico.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Em matem\u00e1tica, a m\u00e9dia nacional para a oitava s\u00e9rie da rede urbana foi 239,38, o que indica que o estudante consegue, entre outras a\u00e7\u00f5es, localizar dados em tabelas mais complexas, identificar gr\u00e1fico de colunas correspondentes a n\u00fameros positivos e negativos e converter medidas de peso.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> Alunos da 4\u00aa s\u00e9rie apresentam melhor desempenho desde 99\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/B> No ensino fundamental, os estudantes da 4\u00aa s\u00e9rie apresentaram o melhor rendimento desde 99. De 2003 para 2005, houve um salto de 169,4 para 172,3 na m\u00e9dia de portugu\u00eas e de 177,1 para 182,4 na de matem\u00e1tica.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Na 8\u00aa s\u00e9rie, a m\u00e9dia de portugu\u00eas caiu pouco -de 232,0 para 231,9-, e a de matem\u00e1tica caiu de 245 para 239,5.\u00a0<br \/> O Saeb indica o n\u00edvel de conhecimento. Assim, os alunos da 4\u00aa s\u00e9rie devem ter notas menores que os da 8\u00aa.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> Das 10 tops do Enem em SP, s\u00f3 1 \u00e9 p\u00fablica\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/B> Somente a V\u00e9rtice e a Bandeirantes, particulares, obtiveram m\u00e9dias acima de 70 pontos no exame, realizado por 1.182 escolas. Das 50 melhores no ranking do Enem, apenas sete s\u00e3o p\u00fablicas; todas de ensino t\u00e9cnico, que aplicam vestibulinho para o ingresso.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Apenas duas das 1.182 escolas paulistanas que participaram do Enem 2006 (Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio) ficaram com m\u00e9dias consideradas como boas ou excelentes. Ambas s\u00e3o da rede particular.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O col\u00e9gio com a melhor rendimento foi o V\u00e9rtice, cuja nota m\u00e9dia de seus alunos foi de 74,12 (considerando a reda\u00e7\u00e3o e a prova objetiva). A escala do exame vai de 0 a 100. Em segundo lugar, ficou o Bandeirantes, com 70,84.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> De acordo com a escala utilizada na prova, apenas essas duas institui\u00e7\u00f5es podem ser consideradas com desempenho bom ou excelente (classifica\u00e7\u00e3o dada \u00e0quelas que t\u00eam m\u00e9dias entre 70 e 100).\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A maior parte dos col\u00e9gios paulistanos (51,6%) ficou na faixa de regular a bom, cuja nota vai de 40 a 69. A m\u00e9dia na capital paulista foi de 44,3, um pouco superior ao resultado do Estado (43,4) e ao do pa\u00eds (42,5). Esses resultados est\u00e3o na faixa de insuficiente a regular (de 0 a 39 pontos).\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O Inep (instituto que aplica o Enem) afirma, por\u00e9m, que as classifica\u00e7\u00f5es v\u00eam perdendo a precis\u00e3o pedag\u00f3gica e n\u00e3o ser\u00e3o mais utilizadas na edi\u00e7\u00e3o 2007 da avalia\u00e7\u00e3o.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> Ajuste\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/B> Os col\u00e9gios V\u00e9rtice e Bandeirantes t\u00eam tamanhos diferentes: enquanto do primeiro participaram 52 alunos, do segundo foram 523.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Para divulgar a compara\u00e7\u00e3o, o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o aplica uma f\u00f3rmula estat\u00edstica para que a diferen\u00e7a de tamanho das institui\u00e7\u00f5es n\u00e3o interfiram.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Os dois col\u00e9gios tamb\u00e9m haviam ficado em primeiro no Enem 2005, primeiro ano que o governo federal divulgou o resultado por escola.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Dentre os 50 melhores col\u00e9gios da cidade, apenas sete s\u00e3o p\u00fablicos -mesmo assim, s\u00e3o escolas t\u00e9cnicas, em que h\u00e1 vestibulinho para ingresso.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> No ano passado, 3,7 milh\u00f5es de alunos se inscreveram no exame e 2,7 milh\u00f5es compareceram ao dia da prova. Foi a maior edi\u00e7\u00e3o desde o in\u00edcio do exame, em 1999. Podem participar estudantes que se formaram no 3\u00ba ano do ensino m\u00e9dio, tanto no ano da aplica\u00e7\u00e3o quanto em per\u00edodos anteriores.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O Enem n\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3rio, mas a participa\u00e7\u00e3o vem crescendo porque a nota pode ser utilizada como parte de vestibulares no pa\u00eds (a Fuvest \u00e9 um caso) e como sele\u00e7\u00e3o para o Prouni (programa do governo federal que concede bolsas de estudo a alunos carentes em universidades privadas).\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> Cr\u00edtica\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/B> \u201cH\u00e1 uma deturpa\u00e7\u00e3o do Enem ao se fazer essa compara\u00e7\u00e3o. O Enem foi criado para avaliar o indiv\u00edduo e n\u00e3o a escola\u201c, afirma Maria In\u00eas Fini, 58, criadora do Enem.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Para a secret\u00e1ria estadual de educa\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo, Maria Lucia Vasconcelos, o mau desempenho da sua rede serve como alerta. \u201cIremos tomar a\u00e7\u00f5es corretivas, como rever a quest\u00e3o da progress\u00e3o continuada. Ainda n\u00e3o consultei a rede de professores, mas entendo que o ciclo deveria diminuir.\u201c \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> Melhor de S\u00e3o Paulo, V\u00e9rtice aposta na uni\u00e3o de compet\u00eancias\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/B> A separa\u00e7\u00e3o habitual entre turmas de humanas, exatas e biol\u00f3gicas n\u00e3o existe nas classes do ensino m\u00e9dio do Col\u00e9gio V\u00e9rtice, pelo segundo ano consecutivo apontado pelo Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio (Enem) como o melhor da cidade de S\u00e3o Paulo.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Na \u00faltima avalia\u00e7\u00e3o, a escola obteve 74,12 pontos na prova objetiva e de reda\u00e7\u00e3o. \u201cAchamos muito mais enriquecedora a mistura de compet\u00eancias diferentes\u201c, diz o diretor Victor Koloszuk, 56, professor, f\u00edsico de forma\u00e7\u00e3o e administrador.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Pequeno, quando comparado a seus concorrentes diretos, como o Col\u00e9gio Bandeirantes ou o Agostiniano Mendel, o V\u00e9rtice, que fica no bairro do Campo Belo, tem apenas 210 alunos no ensino m\u00e9dio -55 est\u00e3o no 3\u00ba ano, divididos em duas turmas, uma de 27 e outra de 28 estudantes. \u201cD\u00e1 para darmos um atendimento personalizado, muito pr\u00f3ximo, com a presen\u00e7a constante dos professores na vida dos alunos.\u201c\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A cada 15 dias, os alunos da 1\u00aa e 2\u00aa s\u00e9ries passam por um \u201cprocesso de verifica\u00e7\u00e3o de aprendizagem\u201c, que n\u00e3o \u00e9 uma prova embora pare\u00e7a com uma. A id\u00e9ia \u00e9 localizar os \u201cburacos\u201c que ficaram no ensino, para que os professores possam \u201cconsert\u00e1-los\u201c antes da prova. No 3\u00ba ano, essas verifica\u00e7\u00f5es de aprendizagem s\u00e3o substitu\u00eddas pelos simulados, visando aos vestibulares. A maioria dos alunos do V\u00e9rtice consegue entrar na faculdade sem passar por cursinhos.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> S\u00e3o muitas horas de aula. Em regime semi-integral, na 1\u00aa e 2\u00aa s\u00e9ries, os alunos t\u00eam atividades todas as manh\u00e3s e duas tardes por semana. No 3\u00ba ano, as aulas ocupam todas as manh\u00e3s e todas as tardes.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Com apenas tr\u00eas espa\u00e7os para laborat\u00f3rios (um de exatas, outro de biol\u00f3gicas e uma sala multiuso), o V\u00e9rtice acredita que o laborat\u00f3rio de ci\u00eancias \u00e9 ferramenta para a discuss\u00e3o conceitural. \u201cServe para mostrar como acontece um determinado fen\u00f4meno. Perder tempo com relat\u00f3rios complicados \u00e9 s\u00f3 isso: perda de tempo mesmo\u201c, diz o diretor, reconhecendo que seu coment\u00e1rio soa estranho vindo de um f\u00edsico de forma\u00e7\u00e3o.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cN\u00e3o seria justo impor a todo o grupo de alunos uma din\u00e2mica de laborat\u00f3rio exaustiva. Prefiro juntar quatro professores, um de hist\u00f3ria, outro de literatura, um de filosofia e outro de ci\u00eancias, e abrir uma discuss\u00e3o coletiva. \u00c9 muito mais interessante para os alunos e para o processo educacional.\u201c\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O V\u00e9rtice n\u00e3o tem piscina e conta apenas com a infra-estrutura b\u00e1sica para o desenvolvimento de atividades esportivas. \u201cEscola n\u00e3o \u00e9 clube\u201c, fulmina o diretor.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Para entrar no col\u00e9gio, o aluno passa por entrevista, faz teste para avalia\u00e7\u00e3o e \u00e9 obrigado a freq\u00fcentar a escola um ou dois dias antes de se matricular, para ver se \u00e9 o que deseja mesmo.\u00a0<br \/> \u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O resultado de duas avalia\u00e7\u00f5es do ensino brasileiro, divulgado pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, indica piora no desempenho de alunos do ensino m\u00e9dio e exp\u00f5e a dificuldade em melhorar a qualidade da educa\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos dez anos.\u00a0 \u00a0 O Saeb (Sistema Nacional de Avalia\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica), aplicado em 2005, que testa conhecimentos de portugu\u00eas e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-1652","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-da-imprensa"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v15.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Aluno do ensino m\u00e9dio tem o pior desempenho em dez anos &raquo; 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