{"id":1647,"date":"2007-02-15T09:59:00","date_gmt":"2007-02-15T11:59:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2007\/02\/15\/o-alerta-por-tras-dos-numeros\/"},"modified":"2007-02-15T09:59:00","modified_gmt":"2007-02-15T11:59:00","slug":"o-alerta-por-tras-dos-numeros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/o-alerta-por-tras-dos-numeros\/","title":{"rendered":"O alerta por tr\u00e1s dos n\u00fameros"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 onze anos, quando o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o realizou a primeira edi\u00e7\u00e3o do Sistema de Avalia\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (Saeb), a perspectiva era de que, com o passar dos anos e com a obten\u00e7\u00e3o de resultados, fossem identificados problemas e criadas pol\u00edticas p\u00fablicas que melhorassem a qualidade do ensino nas escolas. Criado em 1998, o Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio (Enem), com n\u00famero de participantes cada vez maior, inevitavelmente tornou-se indicador, mesmo que n\u00e3o t\u00e3o rigoroso do ponto de vista estat\u00edstico, do que os estudantes sabem ou n\u00e3o quando terminam a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> no dia 7 de fevereiro, o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o divulgou os dados mais recentes destas duas avalia\u00e7\u00f5es. Em ambas, com exce\u00e7\u00e3o da 4\u00aa s\u00e9rie, no caso do Saeb, os alunos tiveram desempenho pior que na avalia\u00e7\u00e3o anterior. No Enem, os 36,90 pontos na parte objetiva deste ano configuram a segunda pior m\u00e9dia da hist\u00f3ria. No Saeb, observando-se os dados desde a primeira avalia\u00e7\u00e3o, a tend\u00eancia geral \u00e9 de queda no desempenho dos estudantes. Algumas ressalvas podem ser feitas \u00e0 conclus\u00e3o imediata \u00e0 que conduzem os resultados. O n\u00famero de participantes nas duas avalia\u00e7\u00f5es cresceu e muito. O caso mais emblem\u00e1tico \u00e9 o do Enem, que passou de aproximadamente 115 mil em 1998 para 2,7 milh\u00f5es em 2006. Em mat\u00e9ria de estat\u00edstica, isto tende a puxar a m\u00e9dia para baixo, especialmente levando-se em conta que boa parte deste acr\u00e9scimo de avaliados veio das redes p\u00fablicas estaduais e municipais, em que a educa\u00e7\u00e3o reconhecidamente tem mais problemas.<br \/> \u00a0<br \/> Por\u00e9m, por mais considera\u00e7\u00f5es e pondera\u00e7\u00f5es que possam ser feitas, por tr\u00e1s dos n\u00fameros h\u00e1 pelo menos uma conclus\u00e3o \u00e9 inevit\u00e1vel: os estudantes brasileiros saem das escolas sabendo muito menos do que deveriam. Este ano, n\u00e3o foram divulgados os indicadores de desempenho, ou seja, os patamares m\u00ednimos de pontua\u00e7\u00e3o a partir dos quais se poderia dizer que o aluno est\u00e1 preparado para passar \u00e0 etapa seguinte do sistema de ensino. Por\u00e9m, se o resultado deste ano fosse obtido no \u00faltimo Saeb, em nenhuma das s\u00e9ries avaliadas as escolas, de forma geral, teriam passado o aprendizado que se espera aos seus alunos. \u00a0<br \/>  \u00a0<br \/> Uma d\u00e9cada perdida para a educa\u00e7\u00e3o?\u00a0<br \/>  \u00a0<br \/> O novo rendimento abaixo do esperado leva a uma pergunta inevit\u00e1vel: O que foi feito (ou deixou de ser feito) para que os alunos brasileiros aprendam? Opini\u00f5es de especialistas caminham no sentido de que, apesar das centenas projetos para a \u00e1rea educacional, problemas como condi\u00e7\u00f5es de ensino, qualifica\u00e7\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o de professores, infra-estrutura inadequada, curr\u00edculos desmotivadores, entre outros ainda n\u00e3o foram atacados a fundo. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cEu acho que n\u00f3s governos, seja municipal, estadual ou federal temos culpa. Alguma coisa aconteceu. Os tr\u00eas n\u00edveis governamentais t\u00eam que estabelecer tr\u00eas ou quatro grandes metas e n\u00e3o 60 metas\u201c, defendeu o secret\u00e1rio estadual de Educa\u00e7\u00e3o do Rio de Janeiro, Nelson Maculan. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A situa\u00e7\u00e3o do ensino m\u00e9dio \u00e9 a mais complicada, segundo os dados. Assim como ocorreu no Enem, os alunos do 3\u00ba ano que fizeram o Saeb tiveram o pior resultado de todas as avalia\u00e7\u00f5es. Para Maculan, \u00e9 necess\u00e1rio trabalhar em v\u00e1rias frentes, como rever as t\u00e9cnicas de ensino, dar melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho aos professores, alterar o curr\u00edculo para manter o estudante o dia inteiro envolvido com atividades acad\u00eamicas, entre outras. \u201cEsse seria um bom come\u00e7o para alcan\u00e7ar melhores resultados\u201c, salientou.\u00a0<br \/>  \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Problemas come\u00e7am no ensino fundamental\u00a0<br \/>  \u00a0<br \/> H\u00e1 quem tamb\u00e9m veja nas outras etapas do ensino uma causa do desempenho fraco dos alunos do ensino m\u00e9dio. Para a doutora em Educa\u00e7\u00e3o pela UFRJ e ex-secret\u00e1ria de Ci\u00eancia e Tecnologia, professora Nilda Teves, a queda no desempenho em avalia\u00e7\u00f5es de conhecimentos b\u00e1sicos como o Saeb e o Enem pode estar relacionada a um outro fen\u00f4meno, que se tornou comum nos \u00faltimos dez anos: a ado\u00e7\u00e3o de sistemas de ciclos de ensino. \u201cNo primeiro ano de estudo, em que a crian\u00e7a necessita de um v\u00ednculo mais forte com a escola, de um tempo maior para aprender a ler, \u00e9 at\u00e9 aceit\u00e1vel. Mas, implantar progress\u00e3o autom\u00e1tica em todo o ensino \u00e9 ser\u00edssimo. S\u00f3 quando os n\u00fameros das avalia\u00e7\u00f5es denunciam isto \u00e9 que se mostra que o problema vem l\u00e1 de baixo.\u201c \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Um dos problemas do sistema de ciclos, especialmente em redes com poucos recursos, \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 infra-estrutura para dar o acompanhamento necess\u00e1rio a alunos com dificuldades. No caso dos estudantes das particulares, quando o apoio n\u00e3o existe no col\u00e9gio, os pr\u00f3prios pais se encarregam de dar o complemento, seja por eles pr\u00f3prios ou com a contrata\u00e7\u00e3o de profissionais. Esta tamb\u00e9m \u00e9 apontada como uma das causas do desempenho mais fraco dos alunos de escolas p\u00fablicas nas avalia\u00e7\u00f5es. \u201cS\u00e3o crian\u00e7as que acumulam dificuldades. Aprendem a ler, mas n\u00e3o basta s\u00f3 isto. Tem que interpretar. E tudo isto se consolida ao longo do tempo\u201c, frisou Nilda Teves, ressaltando que \u00e9 preciso rever os m\u00e9todos e fazer com que o ensino m\u00e9dio seja mais identificado com as expectativas dos estudantes. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cAs escolas n\u00e3o est\u00e3o ensinando bem. Especialmente no ensino m\u00e9dio, \u00e9 preciso trabalhar com cinema, teatro, artes e outras atividades. S\u00f3 colocar o aluno na escola n\u00e3o quer dizer nada. O governo pode liberar milh\u00f5es para consertar pr\u00e9dios, financiar treinamento para professor. Tudo isto \u00e9 bom, mas \u00e9 preciso ver em que condi\u00e7\u00f5es estes profissionais trabalham.\u201c \u00a0<br \/>  \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Prioridade para metas estrat\u00e9gicas\u00a0<br \/>  \u00a0<br \/> Apesar da quantidade e da diversidade de projetos educacionais nas tr\u00eas esferas de poder p\u00fablico, alguns dos problemas apontados com freq\u00fc\u00eancia por educadores s\u00e3o facilmente encontrados nas escolas, mais de uma d\u00e9cada ap\u00f3s a primeira avalia\u00e7\u00e3o do Saeb. O funcionamento em turnos de 4 horas ainda predomina. Tamb\u00e9m s\u00e3o comuns as reclama\u00e7\u00f5es de salas pequenas e com excesso de alunos, a falta de verbas, car\u00eancia de professores, profissionais desvalorizados e desmotivados, infra-estrutura aqu\u00e9m das demandas dos dias de hoje, entre outros aspectos, como ressalta a doutora em Educa\u00e7\u00e3o pela Uerj, professora Bertha do Valle. \u201cAinda temos professores sem a forma\u00e7\u00e3o m\u00ednima necess\u00e1ria para a etapa de ensino ou para a disciplina em que atuam, principalmente na 5\u00aa \u00e0 8\u00aa s\u00e9ries e no ensino m\u00e9dio. Temos pr\u00e9dios escolares necessitando com urg\u00eancia de obras, com falta de \u00e1gua, com banheiros mal cuidados. O livro did\u00e1tico \u00e9, em numerosas escolas, o \u00fanico material did\u00e1tico utilizado pelos professores\u201c, salientou a educadora. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Para reverter o quadro, Bertha do Valle acredita que o principal \u00e9 investir mais, principalmente no ensino fundamental. Segundo ela, \u00e9 preciso direcionar o investimento para objetivos estrat\u00e9gicos, como expans\u00e3o do acesso \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o Infantil, melhoria da estrutura f\u00edsica e pedag\u00f3gica das escolas, constru\u00e7\u00e3o de novos col\u00e9gios, forma\u00e7\u00e3o e qualifica\u00e7\u00e3o dos professores, entre outros. \u201cOs maus resultados do ensino m\u00e9dio s\u00e3o conseq\u00fc\u00eancia dos anos iniciais de estudo\u201c, resumiu a educadora. Agora, resta ver se, ao contr\u00e1rio dos estudantes, os representantes do poder p\u00fablico s\u00e3o capazes de aprender como se espera. \u00a0<br \/> (Colaborou Joana Martins)\u00a0<br \/>  \u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 onze anos, quando o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o realizou a primeira edi\u00e7\u00e3o do Sistema de Avalia\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (Saeb), a perspectiva era de que, com o passar dos anos e com a obten\u00e7\u00e3o de resultados, fossem identificados problemas e criadas pol\u00edticas p\u00fablicas que melhorassem a qualidade do ensino nas escolas. 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