{"id":1628,"date":"2006-08-24T15:18:00","date_gmt":"2006-08-24T18:18:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2006\/08\/24\/vaga-lume-forma-empreendedores-em-lugares-remotos\/"},"modified":"2006-08-24T15:18:00","modified_gmt":"2006-08-24T18:18:00","slug":"vaga-lume-forma-empreendedores-em-lugares-remotos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/vaga-lume-forma-empreendedores-em-lugares-remotos\/","title":{"rendered":"Vaga-lume forma empreendedores em lugares remotos"},"content":{"rendered":"<p>Ela veste uma camiseta regata preta onde se l\u00ea a frase: \u201cVejo que ainda n\u00e3o vi bem o que vi\u201c, de Guimar\u00e3es Rosa. \u00c9 jovem, tem olhos verdes reluzentes, cabelos loiros compridos de sereia, e parece n\u00e3o dar muita import\u00e2ncia para entrevistas. Ela tamb\u00e9m desconhece aquele ditado judaico que diz que quem salva uma vida salva o mundo inteiro. Sua aten\u00e7\u00e3o est\u00e1 voltada para as pessoas que realmente importam, os moradores desta comunidade esquecida. Quando se apresenta ao grupo de visitantes, ela diz apenas: \u201cEu sou uma vaga-lume\u201c. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> Embora tenha s\u00f3 32 anos, La\u00eds Fleury j\u00e1 viu muitas coisas que a maioria dos brasileiros n\u00e3o viu e nem est\u00e1 muito interessada em ver. E ela as viu muito bem. Por lugares ermos da Amaz\u00f4nia aonde s\u00f3 se chega de barco, pau-de-arara ou com apoio da For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira, ela se alegrou com os olhares curiosos de crian\u00e7as e adultos que pela primeira vez na vida viam um livro de hist\u00f3rias. A miss\u00e3o de La\u00eds agora \u00e9 abrir os olhos dos outros para que mais pessoas como ela possam ver. E quem sabe fazer alguma diferen\u00e7a. Uma vaga-lume, voc\u00ea sabe, tem esse destino na vida: levar uma luzinha fraca e encantadora onde tudo o mais em volta \u00e9 treva e esquecimento. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> A luz que La\u00eds e suas s\u00f3cias vaga-lumes est\u00e3o espalhando pelos cantos escuros do Brasil se chama literatura. Como mission\u00e1rias da selva, essas jovens bem formadas e bem nascidas de Goi\u00e1s e de S\u00e3o Paulo &#8211; o trio insepar\u00e1vel La\u00eds Fleury-Sylvia Guimar\u00e3es-Maria Tereza Meinberg- est\u00e3o levando para uma nova etapa um trabalho imbu\u00eddo de paix\u00e3o, perseveran\u00e7a e obstina\u00e7\u00e3o. Ele foi plantado h\u00e1 cinco anos e j\u00e1 colhe muitos frutos. A opera\u00e7\u00e3o \u00e9 conhecida como Expedi\u00e7\u00e3o Vaga-Lume, uma organiza\u00e7\u00e3o civil sem fins lucrativos que j\u00e1 instalou bibliotecas em 101 escolas de 20 munic\u00edpios da Amaz\u00f4nia Legal. Uma regi\u00e3o onde um em cada tr\u00eas adultos \u00e9 analfabeto ou analfabeto funcional. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> Os primeiros resultados concretos desse verdadeiro trabalho de formiguinhas puderam ser vistos no fim do m\u00eas de julho, no pequeno vilarejo marajoara chamado Tucumanduba. Foi ali, numa manh\u00e3 abafada de domingo, que, diante de v\u00e1rios membros da comunidade e de um grupo de visitantes de fora que veio conhecer o projeto Vaga-Lume, que o vigia J\u00falio de Souza Teixeira foi oficialmente proclamado escritor. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> \u201cSeu J\u00falio\u201c, como \u00e9 conhecido, recebeu das m\u00e3os de uma crian\u00e7a da vizinhan\u00e7a o livro que conta a hist\u00f3ria de sua vida. \u00c9 uma encaderna\u00e7\u00e3o artesanal, uma brochura com capa de pl\u00e1stico, mas n\u00e3o vale tanto a forma e sim o conte\u00fado. Este livro \u00e9 a materializa\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito das vaga-lumes, uma voca\u00e7\u00e3o para inocular nas pessoas que nunca viram um livro na vida o \u201cbichinho da leitura\u201c. O livro do \u2019seu\u2019 J\u00falio leva o t\u00edtulo \u201cA Hist\u00f3ria de Um Vencedor\u201c. E faz parte da proposta de espalhar por todas as bibliotecas vaga-lumes obras compostas por pessoas das pr\u00f3prias comunidades alcan\u00e7adas pelo trabalho. \u00c9 uma forma de arrematar o que come\u00e7ou l\u00e1 atr\u00e1s, h\u00e1 cinco anos, com as leituras de hist\u00f3rias feitas pelas vaga-lumes e por professores treinados por elas. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> \u201cEm 1939, na comunidade do Muturi, cidade de Soure, na Ilha de Maraj\u00f3, Par\u00e1, nasceu J\u00falio de Souza Teixeira, o terceiro filho de uma fam\u00edlia de nove irm\u00e3os\u201c. O livro vai descrevendo uma vida de perdas e alcoolismo, o casamento rejeitado pela fam\u00edlia da noiva, os 17 filhos (oito mortos, nove vivos). O vencedor do t\u00edtulo se reconhece s\u00f3 no final, quando \u2019seu\u2019 J\u00falio conta como conseguiu livrar-se do \u00e1lcool com a ajuda dos Alco\u00f3licos An\u00f4nimos, reconquistou a confian\u00e7a da mulher e passou num concurso p\u00fablico da prefeitura para vigia da Escola de Santana de Tucumanduba. Quando lhe perguntam se ele sabe o que ser\u00e1 feito com as outras c\u00f3pias de \u201cA Hist\u00f3ria de Um Vencedor\u201c, \u2019seu\u2019 J\u00falio se agarra ao seu exemplar e diz: \u201cEu n\u00e3o sei o que v\u00e3o fazer com aqueles, s\u00f3 sei que este aqui \u00e9 meu\u201c. V\u00e1rios dos visitantes exibem l\u00e1grimas nos olhos. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> Plantar bibliotecas simples e m\u00f3veis &#8211; na verdade, pequenos caixotes de madeira reciclada que podem ser transportados de escola em escola pela imensid\u00e3o sem fim da Amaz\u00f4nia &#8211; \u00e9 um trabalho que s\u00f3 consegue se solidificar por causa dos treinamentos com os professores ou volunt\u00e1rios locais, que a Vaga-Lume chama de \u201cmediadores de leitura\u201c. O substantivo \u00e9 o \u00fanico elemento complicado da expedi\u00e7\u00e3o. O resto todo \u00e9 simples e talvez por isso mesmo eficiente. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> Treinar um mediador \u00e9 ensinar-lhe a ler bem as hist\u00f3rias, com entona\u00e7\u00e3o e alma, mas os cursos de 40 horas n\u00e3o ficam s\u00f3 nisso. Eles levam no\u00e7\u00f5es de gest\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o social, da forma\u00e7\u00e3o de um cadastro de leitores at\u00e9 a reuni\u00e3o em assembl\u00e9ias. \u201cRecuperam a auto-estima e a capacidade da comunidade de conhecer o seu valor. O que eu vi aqui \u00e9 uma verdadeira li\u00e7\u00e3o de empreendedorismo\u201c, avalia Vivianne Naigeborin, diretora de parcerias estrat\u00e9gicas e integra\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina da Ashoka Empreendedores Sociais, que estava entre os visitantes da expedi\u00e7\u00e3o no fim do m\u00eas. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> O impacto desse trabalho, portanto, vai muito al\u00e9m das crian\u00e7as. Talvez o maior efeito seja mesmo sobre a vida dos professores. Enquanto os pequenos ganham intimidade com os livros, que s\u00e3o bonitos, coloridos e bem ilustrados, os adultos ampliam seu interesse pela leitura. \u201cA leitura antes era sempre para resolver alguma quest\u00e3o gramatical ou para interpreta\u00e7\u00e3o. Agora a id\u00e9ia de ler por obriga\u00e7\u00e3o foi se acabando\u201c, diz Luis Alberto da Silva Valle, professor da escola de Tucumanduba. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> \u201cEu detestava ler. Quando essas mo\u00e7as chegaram, eu at\u00e9 tremia de medo de ficarem me fazendo perguntas\u201c, conta a ex-professora Lucineide Borges, da Escola Municipal Santa Luiza, de Vila Pesqueiro, uma comunidade de pescadores a quinze minutos do centro de Soure, a capital n\u00e3o-oficial da Ilha do Maraj\u00f3. Hoje, ela j\u00e1 consegue enumerar os benef\u00edcios do conv\u00edvio com os livros infantis. Depois de ler para seus alunos um livro que conta como nascem os beb\u00eas, teve como responder \u00e0 pergunta do filho de dez anos que quis saber de onde ele tinha vindo. \u201cSe n\u00e3o tivesse lido aquele livro, eu tinha morrido de vergonha\u201c. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> Em cinco anos de trabalho, a Vaga-Lume j\u00e1 capacitou 800 mediadores de leitura e atingiu com seu trabalho um total de 6.200 fam\u00edlias em nove Estados. A meta para 2007 \u00e9 quase dobrar o or\u00e7amento, para R$ 1,8 milh\u00e3o, e para isso as tr\u00eas s\u00f3cias t\u00eam batido de porta em porta. O BNDES tirou um belo peso das costas das mo\u00e7as ao liberar de seu fundo social R$ 700 mil num contrato fechado no ano passado. O apoio de empresas como Guascor e Banco Daycoval, Gol e Banco da Amaz\u00f4nia tamb\u00e9m tem sido fundamental. \u201cSem a Lei Rouanet n\u00f3s n\u00e3o ser\u00edamos nada\u201c, afirma La\u00eds. Mas bem que elas gostariam de conseguir fechar patroc\u00ednios de mais longo prazo e evitar o trabalho de negociar as cotas todos os anos. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> Outro objetivo para 2007 \u00e9 implantar um banco de dados e um sistema de monitoramento, que d\u00ea mais agilidade e efici\u00eancia para processar as informa\u00e7\u00f5es colhidas nas comunidades. Ampliar a equipe de educadores \u00e9 outra necessidade. Medir os resultados na melhora do aproveitamento escolar das crian\u00e7as beneficiadas pelas bibliotecas tamb\u00e9m \u00e9 importante, j\u00e1 que n\u00e3o h\u00e1 dados concretos que mostrem como o contato com os livros est\u00e1 mudando a realidade dessas fam\u00edlias. \u201cDados n\u00f3s realmente n\u00e3o temos, mas sabemos que o aproveitamento escolar melhora muito\u201c, afirma Luci Olga Abdo Nascimento, secret\u00e1ria de educa\u00e7\u00e3o de Soure. &nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> Estat\u00edsticas seriam boas para impulsionar o trabalho dessas obstinadas, que de tanto se dedicar a esses vilarejos e escolas acabaram se tornando um com eles. Mas enquanto n\u00e3o h\u00e1 n\u00fameros, ficam as palavras. Palavras que, como disse o escritor amazonense Milton Hatoum \u201cn\u00e3o curam, mas s\u00e3o uma tr\u00e9gua no desamparo, melodia na solid\u00e3o.\u201c&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ela veste uma camiseta regata preta onde se l\u00ea a frase: \u201cVejo que ainda n\u00e3o vi bem o que vi\u201c, de Guimar\u00e3es Rosa. \u00c9 jovem, tem olhos verdes reluzentes, cabelos loiros compridos de sereia, e parece n\u00e3o dar muita import\u00e2ncia para entrevistas. 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