{"id":1597,"date":"2006-09-18T11:47:00","date_gmt":"2006-09-18T14:47:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2006\/09\/18\/pesquisa-do-ibge-mostra-que-quase-10-das-criancas-de-5-a-17-estavam-fora-das-escolas\/"},"modified":"2006-09-18T11:47:00","modified_gmt":"2006-09-18T14:47:00","slug":"pesquisa-do-ibge-mostra-que-quase-10-das-criancas-de-5-a-17-estavam-fora-das-escolas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/pesquisa-do-ibge-mostra-que-quase-10-das-criancas-de-5-a-17-estavam-fora-das-escolas\/","title":{"rendered":"Pesquisa do IBGE mostra que quase 10% das crian\u00e7as de 5 a 17 estavam fora das escolas"},"content":{"rendered":"<p>O resultado est\u00e1 na Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) 2005, divulgada no dia 15, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Freq\u00fcentavam escola p\u00fablica 25,9% dos estudantes do ensino superior, 85,6% do m\u00e9dio, 89,2% do fundamental e 76,3% do pr\u00e9-escolar. As maiores diferen\u00e7as na propor\u00e7\u00e3o de estudantes em escola da rede p\u00fablica ocorreram no ensino superior. Enquanto na Regi\u00e3o Sudeste 18,4% dos estudantes do ensino superior freq\u00fcentavam escola p\u00fablica, na Norte eram 45,1% e na Nordeste, 40,5%. Na Regi\u00e3o Sul este indicador situou-se em 23,9% e na Centro-Oeste, em 27,9%. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A pesquisa do IBGE mostra ainda que vem diminuindo o analfabetismo no pa\u00eds, mas ainda atingia 10,2% das pessoas de 10 anos ou mais de idade e 11,1% das de 15 anos ou mais. No contingente de 10 anos ou mais de idade, as diferen\u00e7as regionais permaneceram mais acentuadas: a taxa de analfabetismo variou de 5,4% na regi\u00e3o Sul a 20,0% na Nordeste. Em 2005, no mesmo grupo et\u00e1rio, a propor\u00e7\u00e3o dos que tinham pelo menos 11 anos de estudo foi de 27,2%, contra 26,0% em 2004. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A m\u00e9dia de anos de estudo do total da popula\u00e7\u00e3o de 10 anos ou mais de idade foi de 6,7 anos &#8211; menor que a da parcela das pessoas ocupadas, de 7,4 anos. Para a popula\u00e7\u00e3o 25 anos ou mais de idade, o n\u00famero m\u00e9dio de anos de estudo foi de 6,6 anos, enquanto para os ocupados nesse grupo et\u00e1rio, ficou em 7,2 anos. A regi\u00e3o Nordeste apresenta ainda o menor n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o, com m\u00e9dia de 5,4 anos de estudo e o Sudeste mais elevado com 7,4 anos.<\/p>\n<p><B> Escolas p\u00fablicas t\u00eam 50 minutos de aulas a menos por dia do que as particulares<\/B><\/p>\n<p>As escolas p\u00fablicas brasileiras de ensino m\u00e9dio oferecem, em m\u00e9dia, cerca de 50 minutos a menos de aulas por dia do que as escolas particulares. Segundo dados de 2005 do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), a m\u00e9dia di\u00e1ria de horas de aula em estabelecimentos particulares \u00e9 de 5,1 horas, enquanto, nas unidades p\u00fablicas, o tempo \u00e9 de 4,3 horas. A maior distor\u00e7\u00e3o \u00e9 na Regi\u00e3o Norte, onde a diferen\u00e7a de perman\u00eancia na sala de aula entre os dois tipos de alunos chega a uma hora. Na Regi\u00e3o Sul, a diferen\u00e7a cai para meia hora. Para a especialista em inf\u00e2ncia e juventude da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Miriam Paura, a defasagem causa grande preju\u00edzo aos alunos da rede p\u00fablica. Se a rede p\u00fablica est\u00e1 mais defasada que a particular, evidentemente, isso traz preju\u00edzo, n\u00e3o s\u00f3 quantitativamente, mas tamb\u00e9m qualitativamente, porque deixa o estudante sem receber todo conhecimento e forma\u00e7\u00e3o devida. N\u00e3o porque aquele X de horas por dia foi deixado de oferecer, mas, se tomarmos isso durante um per\u00edodo maior, ou seja, um m\u00eas ou um ano, vai fazer falta, diz a especialista.<\/p>\n<p> Considerando os 200 dias letivos exigidos pela legisla\u00e7\u00e3o educacional, em um ano, as escolas p\u00fablicas teriam, em m\u00e9dia, 160 horas a menos do que as escolas particulares. A Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o (LDB) prev\u00ea um m\u00ednimo de 800 horas de aula por ano, o que significa quatro horas de aula por dia. Mesmo com as duas redes de ensino cumprindo a exig\u00eancia da LDB, o presidente do Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (CNE), Edson Nunes, considera insuficientes as 5,1 horas das escolas particulares e as 4,3 horas da rede p\u00fablica.<\/p>\n<p> Seria necess\u00e1rio come\u00e7ar a discutir, de fato, um ensino m\u00e9dio com extens\u00e3o mais longa. As escolas de elite mesmo est\u00e3o fazendo regimes que v\u00e3o das oito horas da manh\u00e3 at\u00e9 as tr\u00eas da tarde, muitas vezes. \u00c9 quase um regime de dedica\u00e7\u00e3o integral, destaca Nunes. No ensino fundamental, a diferen\u00e7a entre a carga hor\u00e1ria de escolas p\u00fablicas e particulares \u00e9 menor do que no ensino m\u00e9dio. Enquanto a rede particular oferece, em m\u00e9dia, 4,5 horas de aulas a rede p\u00fablica oferece 4,3 horas. Na Regi\u00e3o Sudeste, os dois tipos de escolas chegam a ter as mesmas 4,7 horas.<\/p>\n<p> <B>S\u00f3 23% dos alunos concluem ensino m\u00e9dio em idade certa<\/B><br \/> Portal Aprendiz, Karina Costa<\/p>\n<p> Devido ao atraso escolar de grande parcela dos estudantes brasileiros, apenas 23% dos jovens do pa\u00eds concluem o ensino m\u00e9dio na idade adequada. Na regi\u00e3o nordeste, somente 11,4% atingem esse n\u00edvel de forma\u00e7\u00e3o no tempo esperado. Na sudeste, s\u00e3o 34,1% de jovens, segundo dados do \u00cdndice DNA Brasil. A proje\u00e7\u00e3o feita pelos participantes do primeiro encontro do DNA Brasil, realizado em 2004, \u00e9 que em 2029 este \u00edndice esteja em 84,6%.<\/p>\n<p> \u201cProblemas anteriores como forma\u00e7\u00e3o atropelada no ensino fundamental, superlota\u00e7\u00e3o nas salas e menos de tr\u00eas horas de aula, o que prejudica o aprendizado e causa falta de est\u00edmulo, podem ser respostas para esse n\u00famero baixo de formados em idade correta,\u201c aponta o doutor em filosofia da educa\u00e7\u00e3o pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de S\u00e3o Paulo (PUC-SP), Fernando Almeida, em entrevista para o site Aprendiz. O fato de somente 23% dos alunos conclu\u00edrem o ensino m\u00e9dio na idade adequada n\u00e3o deve ser atribu\u00eddo unicamente \u00e0 escola. \u201c\u00c9 preciso que as pessoas n\u00e3o sejam hip\u00f3critas ao ponto de achar que a escola p\u00fablica \u00e9 a culpada. H\u00e1 outras quest\u00f5es de car\u00e1ter social como o fato de muitos alunos terem de parar de estudar para trabalhar e gerar renda para a fam\u00edlia\u201c, aponta.<\/p>\n<p> Para ele, o pa\u00eds tem muito a comemorar em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero de jovens inclu\u00eddos no ensino m\u00e9dio. \u201cS\u00f3 no estado de S\u00e3o Paulo, s\u00e3o 93% dos jovens inclu\u00eddos. Isso \u00e9 uma conquista hist\u00f3rica\u201c, acredita. Por\u00e9m, segundo dados do \u00cdndice DNA Brasil sobre a efic\u00e1cia do sistema educacional, apenas 16,6% dos estudantes t\u00eam bom desempenho em quesitos b\u00e1sicos aprendidos na escola como leitura, matem\u00e1tica e ci\u00eancias. \u201cO pa\u00eds teve um hist\u00f3rico de descuido com a educa\u00e7\u00e3o e agora acordou para ela. Portanto, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 qualidade de ensino, conseguiremos resolver com o tempo e ser\u00e1 num processo de crescimento qualitativo. Acredito que \u00edndices que cobrem e apontem essas quest\u00f5es, como est\u00e1 fazendo o \u00cdndice DNA Brasil, ajudam para que essa melhoria seja vista como prioridade,\u201c diz ele que participa do DNA Brasil 3, que est\u00e1 sendo realizado em Campos do Jord\u00e3o (SP), no per\u00edodo de 14 a 16 de setembro. O professor \u00e9 otimista em rela\u00e7\u00e3o ao investimento para melhoria da educa\u00e7\u00e3o. \u201cEm 2005, 4,1% do Produto Interno Bruto (PIB) era utilizado para o investimento em educa\u00e7\u00e3o. Se, com o pr\u00f3ximo governo, conseguirmos alcan\u00e7ar 5% de investimento, teremos uma grande melhoria na \u00e1rea. \u201cPara ele, \u00e9 poss\u00edvel alcan\u00e7ar, em 2029, 84,6% dos jovens concluindo o ensino m\u00e9dio na idade adequada e com garantia de qualidade. E, o que ajuda a resolver esse problema, \u201c\u00e9 o investimento na qualifica\u00e7\u00e3o dos professores, em laborat\u00f3rios e equipamentos espec\u00edficos para estudar as \u00e1reas do conhecimento nas escolas, al\u00e9m da inclus\u00e3o e funcionamento de bibliotecas nessas institui\u00e7\u00f5es\u201c.<\/p>\n<p> <B>IBGE\/PNAD: maioria dos alunos est\u00e1 em escola p\u00fablica<\/B><\/p>\n<p> Nada menos que 80,8% dos estudantes com 5 anos ou mais de idade est\u00e3o em escolas p\u00fablicas no Pa\u00eds, segundo mostrou a Pesquisa Nacional de Amostra por Domic\u00edlio (PNAD) divulgada no dia 15, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). No ensino fundamental, 89,2% dos estudantes est\u00e3o em escolas p\u00fablicas. Freq\u00fcentavam a escola p\u00fablica tamb\u00e9m 25,9% dos estudantes do ensino superior; 85,6% do ensino m\u00e9dio e 76,3% do pr\u00e9-escolar. A PNAD mostrou tamb\u00e9m que em 2005, na popula\u00e7\u00e3o com mais de 10 anos de idade, a propor\u00e7\u00e3o dos que alcan\u00e7aram pelo menos 11 anos de estudo &#8211; ou seja, que conclu\u00edram pelo menos o ensino m\u00e9dio ou equivalente &#8211; ficou em 27,2%, sendo que em 2004 estava em 26,0%. O aumento da escolariza\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as e adolescentes vem contribuindo para a redu\u00e7\u00e3o do analfabetismo e eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, segundo a PNAD. O percentual de pessoas de 7 a 14 anos de idade que n\u00e3o freq\u00fcentavam escola caiu de 9,8% em 1995 para 2,6% em 2005. No caso do grupo de pessoas de 15 a 17 anos, o percentual recuou de 33,4% para 18,0% no per\u00edodo, mas manteve-se em patamar elevado.<\/p>\n<p> A analista da pesquisa, Vandeli Guerra, disse que, no caso das crian\u00e7as de 7 a 14 anos, a evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 resultado dos esfor\u00e7os que v\u00eam sendo feitos para garantir o acesso ao ensino fundamental, seja com iniciativas governamentais ou mobiliza\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria sociedade. No caso da faixa et\u00e1ria de 15 a 17 anos, ela destacou que, apesar da redu\u00e7\u00e3o do porcentual dos que n\u00e3o freq\u00fcentavam a escola, o patamar \u201cainda \u00e9 muito alto\u201c. Como resultado da maior freq\u00fc\u00eancia \u00e0 escola, a taxa de analfabetismo das pessoas de 10 anos ou mais de idade caiu de 14,7% em 1995 para 10,1% em 2005. Na faixa et\u00e1ria de 10 a 14 anos, \u201cem que se espera que a crian\u00e7a esteja ao menos alfabetizada\u201c, a taxa de analfabetismo baixou de 9,9% em 1995 para 3,2% em 2005. No Nordeste, para esse grupo de 10 a 14 anos, o percentual de analfabetos caiu de 23,9% em 1995 para 7,0% em 2005.<\/p>\n<p> O maior percentual de analfabetos est\u00e1 na popula\u00e7\u00e3o com 15 anos ou mais de idade, situando-se, no total do Pa\u00eds, em 10,9% em 2005, ante 15,5% apurados em 1995. No Nordeste o percentual do analfabetismo para essa faixa et\u00e1ria \u00e9 muito maior e ficou em 21,9% no ano passado, com forte recuo ante 1995 (30,5%). Enquanto caiu o percentual de analfabetos, aumentou a fatia das pessoas com maior escolariza\u00e7\u00e3o. Segundo a PNAD, o percentual de pessoas com 11 anos ou mais de estudo (que conclu\u00edram pelo menos o ensino m\u00e9dio), na popula\u00e7\u00e3o acima de 10 anos de idade, subiu de 15,5% em 1995 para 27,6% em 2005. (IG \u00daltimo Segundo)<\/p>\n<p><B>Redu\u00e7\u00e3o do analfabetismo e acesso \u00e0 escola regridem<\/B><br \/> Folha de S\u00e3o Paulo<\/p>\n<p>  <I>PNAD mostra pequeno aumento no n\u00famero de brasileiros de 15 a 17 anos fora da escola. Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o diz que foco da alfabetiza\u00e7\u00e3o agora est\u00e1 nos mais exclu\u00eddos e que espera ter mais fundos para escolas.<\/I><\/p>\n<p> O Brasil continua vencendo algumas batalhas educacionais importantes, como a universaliza\u00e7\u00e3o do ensino de 7 a 14 anos e o aumento da escolariza\u00e7\u00e3o de 5 e 6 anos, mas d\u00e1 sinais preocupantes de estagna\u00e7\u00e3o no acesso de jovens \u00e0 escola e na redu\u00e7\u00e3o do analfabetismo. A PNAD indica que, pelo segundo ano consecutivo, h\u00e1 um pequeno aumento no percentual de brasileiros de 15 a 17 anos que n\u00e3o estudavam. Ele vinha caindo desde 1993, quando estava em 38,1%, at\u00e9 2003, quando chegou a 17,6%. De l\u00e1 para c\u00e1, no entanto, a taxa aumentou 0,2 ponto percentual por duas vezes consecutivas, chegando 18,0% em 2005. Isso significa que, no ano passado, 1,9 milh\u00e3o de adolescentes de 15 a 17 anos n\u00e3o estudavam. \u00c9 praticamente o mesmo contingente de 2002. Para o presidente do IBGE, Eduardo Nunes, esse indicador, somado ao fato de que 30% dos jovens trabalham, mostra que \u00e9 preciso discutir formas de manter o jovem na escola com alguma ajuda financeira. \u201cO trabalho de 15 a 17 anos \u00e9 de baixa remunera\u00e7\u00e3o. Esse jovem est\u00e1 deixando de estudar e melhorar sua inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho no futuro.\u201c<\/p>\n<p> Jorge Werthein, assessor especial da OEI (Organiza\u00e7\u00e3o dos Estados Ibero-Americanos), concorda com Nunes e acrescenta que a escola tamb\u00e9m n\u00e3o est\u00e1 conseguindo ser um ambiente mais agrad\u00e1vel. \u201cEssa popula\u00e7\u00e3o jovem hoje \u00e9 a mais vulner\u00e1vel, mas a escola n\u00e3o est\u00e1 conseguindo ret\u00ea-la. \u00c9 preciso melhorar a escola e dar est\u00edmulo econ\u00f4mico para que o jovem n\u00e3o a troque pelo trabalho\u201c. Outra preocupa\u00e7\u00e3o que a PNAD traz na educa\u00e7\u00e3o \u00e9 que o analfabetismo est\u00e1 caindo em ritmo mais lento. O PT assumiu o governo em 2003 com a promessa de erradicar o analfabetismo adulto alfabetizando 20 milh\u00f5es de brasileiros. O indicador de 2005, no entanto, mostra que essa ser\u00e1 uma promessa de campanha que n\u00e3o ser\u00e1 cumprida. Lula herdou de FHC em 2002 uma taxa de 11,8% e um n\u00famero total de analfabetos com mais de 15 anos de idade de 14,8 milh\u00f5es. Tr\u00eas anos depois, a taxa caiu para 10,9% e o n\u00famero se reduziu em apenas 213 mil.<\/p>\n<p> A compara\u00e7\u00e3o do ritmo de queda anual da taxa nos governos mostra tamb\u00e9m que, na gest\u00e3o Lula, a propor\u00e7\u00e3o de analfabetos caiu num ritmo menor do que sob FHC.<\/p>\n<p> No primeiro mandato de FHC, o analfabetismo caiu num ritmo de 3,5% ao ano. No segundo, 3,8% ao ano. Nos tr\u00eas primeiros anos de Lula, a taxa caiu, em m\u00e9dia, 2,6% ao ano. Ministro de FHC, Paulo Renato Souza critica o atual governo por n\u00e3o ter, segundo ele, dado continuidade \u00e0s a\u00e7\u00f5es do Alfabetiza\u00e7\u00e3o Solid\u00e1ria. Para Werthein, \u00e9 correta a estrat\u00e9gia do governo de, desde 2005, tentar focar o trabalho de combate ao analfabetismo nas popula\u00e7\u00f5es mais exclu\u00eddas.<\/p>\n<p> Por meio de sua assessoria, o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o disse que mudou sua estrat\u00e9gia de combate ao perceber que o programa Brasil Alfabetizado, lan\u00e7ado em 2003, atingia principalmente o analfabeto funcional (com s\u00e9rias dificuldades de leitura e escrita), mas n\u00e3o chegava ao analfabeto absoluto, ou seja, aquele que n\u00e3o sabe ler nem escrever. Ainda de acordo com a assessoria, foi essa a raz\u00e3o que levou o MEC a redesenhar o programa privilegiando linhas de financiamento para projetos que combatam o analfabetismo em bols\u00f5es de pobreza, como comunidades quilombolas, catadores de lixo ou presos. Sobre a evas\u00e3o escolar de 15 a 17 anos, o MEC diz que um dos instrumentos que pretende usar para reverter o quadro de evas\u00e3o escolar \u00e9 o FUNDEB, ainda em discuss\u00e3o no Congresso. O FUNDEB substitui o FUNDEF, em vigor atualmente e restrito ao ensino fundamental. Ele colocar\u00e1 novos recursos de munic\u00edpios, Estados e Uni\u00e3o tamb\u00e9m no financiamento da educa\u00e7\u00e3o infantil (at\u00e9 cinco anos) e do ensino m\u00e9dio (15 a 17).<\/p>\n<p> <B>Ap\u00f3s 13 anos, trabalho infantil aumenta<\/B><br \/>  Folha de S\u00e3o Paulo<\/p>\n<p> <I>Em 2005, 11,8% da popula\u00e7\u00e3o de 5 a 17 anos estava ocupada, ante 11,4% no ano anterior; faixa at\u00e9 14 anos puxa eleva\u00e7\u00e3o. Segundo IBGE, crise na agricultura explica fen\u00f4meno, pois fam\u00edlias usam m\u00e3o-de-obra de crian\u00e7as para a subsist\u00eancia.<\/I><\/p>\n<p> De 2004 para 2005, 202 mil crian\u00e7as de 5 a 14 anos passaram a trabalhar no Brasil. Nesse per\u00edodo, elas tomaram parte do contingente de 2 milh\u00f5es de brasileiros que, nessa faixa et\u00e1ria, t\u00eam que conciliar estudo e trabalho ou abandonaram a escola para complementar a renda da fam\u00edlia. S\u00e3o, segundo o IBGE, em sua maioria, filhos de agricultores que foram afetados pela crise no setor e passaram a trabalhar em atividades n\u00e3o-remuneradas ou para o pr\u00f3prio consumo. Foi o aumento do trabalho nessa faixa et\u00e1ria abaixo de 14 anos que levou o percentual de jovens e crian\u00e7as trabalhando a crescer pela primeira vez desde 1992. Considerando toda a popula\u00e7\u00e3o de 5 a 17 anos, 11,8% dela estava ocupada em 2005, percentual 0,4 ponto maior do que o verificado no ano anterior. Em 1992, esse percentual chegava a 19,6%. Olhando apenas para a faixa et\u00e1ria de 5 a 9 anos, o IBGE constatou que 1,6% dessas crian\u00e7as trabalhavam. A imensa maioria delas (91,3%) estava em atividades n\u00e3o remuneradas ou de agricultura de subsist\u00eancia. Na faixa de 10 a 14, uma em cada dez (10,3%) crian\u00e7as trabalhava, tamb\u00e9m, em sua maioria (71,2%), em agricultura de subsist\u00eancia ou atividades sem remunera\u00e7\u00e3o. De 15 a 17, o percentual de trabalhadores aumenta para 30,3%, mas a maioria (67%) desses trabalhadores jovens j\u00e1 aparece em atividades remuneradas.<\/p>\n<p> Os t\u00e9cnicos do IBGE classificaram esse aumento no trabalho infantil como significativo, mas explicam que ele est\u00e1 diretamente ligado \u00e0 crise no setor agr\u00edcola. \u201cA maioria dos trabalhadores nessa faixa at\u00e9 14 anos est\u00e1 em atividades agr\u00edcolas. No momento em que esse setor enfrenta problemas, muitas fam\u00edlias passam a usar mais m\u00e3o-de-obra infantil para aumentar sua produ\u00e7\u00e3o para o pr\u00f3prio consumo\u201c, explica Vandeli Guerra, do IBGE. Pedro Am\u00e9rico de Oliveira, coordenador nacional do Programa Internacional para a Elimina\u00e7\u00e3o do Trabalho Infantil da OIT (Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho), diz que o aumento do trabalho infantil \u00e9 preocupante: \u201cO Brasil virou refer\u00eancia no combate ao trabalho infantil ao conseguir reduzir, desde 1992, o percentual de crian\u00e7as trabalhando, mesmo em situa\u00e7\u00f5es em que houve piora das condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas. Como explicar que agora, quando a renda melhora, o trabalho infantil aumente?\u201c.<\/p>\n<p> Para ele, \u00e9 preciso discutir as estrat\u00e9gias dos programas Bolsa-Fam\u00edlia e Peti (Programa de Erradica\u00e7\u00e3o do Trabalho Infantil). Ele chama a aten\u00e7\u00e3o para o fato de o Bolsa-Fam\u00edlia poder gerar um rendimento maior para a fam\u00edlia do que o Peti. O Peti, no entanto, tem um enfoque mais espec\u00edfico no combate ao trabalho infantil. \u201cComo os programas n\u00e3o podem ser complementados, uma fam\u00edlia com crian\u00e7as em idade escolar na \u00e1rea rural vai preferir receber R$ 95 do Bolsa-Fam\u00edlia a R$ 75 do Peti. O Bolsa-Fam\u00edlia, no entanto, n\u00e3o tem exig\u00eancia de que, no contraturno escolar, a crian\u00e7a esteja em atividades extracurriculares, ou seja, longe do trabalho, como faz o Peti\u201c, diz Oliveira. Outro ponto que ele levanta e que dificulta a fiscaliza\u00e7\u00e3o dessa forma de trabalho \u00e9 que quase todo o trabalho infantil at\u00e9 14 anos acontece em atividades informais ou dentro da fam\u00edlia, o que dificulta a fiscaliza\u00e7\u00e3o pelos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos. \u201cN\u00e3o s\u00e3o setores f\u00e1ceis de fiscalizar.\u201c <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O resultado est\u00e1 na Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) 2005, divulgada no dia 15, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Freq\u00fcentavam escola p\u00fablica 25,9% dos estudantes do ensino superior, 85,6% do m\u00e9dio, 89,2% do fundamental e 76,3% do pr\u00e9-escolar. 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