{"id":15631,"date":"2022-02-15T17:30:05","date_gmt":"2022-02-15T20:30:05","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/?p=15631"},"modified":"2022-02-15T17:30:05","modified_gmt":"2022-02-15T20:30:05","slug":"novo-ensino-medio-7-coisas-que-comecam-a-mudar-na-educacao-dos-jovens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/novo-ensino-medio-7-coisas-que-comecam-a-mudar-na-educacao-dos-jovens\/","title":{"rendered":"Novo ensino m\u00e9dio: 7 coisas que come\u00e7am a mudar na educa\u00e7\u00e3o dos jovens"},"content":{"rendered":"<p>Esta volta \u00e0s aulas j\u00e1 est\u00e1 sendo diferente para uma parte dos estudantes do ensino m\u00e9dio, nas redes p\u00fablica e privada, e n\u00e3o s\u00f3 por causa das medidas sanit\u00e1rias relacionadas \u00e0 pandemia.\u00a0Come\u00e7ou a ser implementado neste ano o chamado novo ensino m\u00e9dio, uma mudan\u00e7a que tenta fazer frente a antigos desafios dessa etapa de ensino: a desconex\u00e3o e o desinteresse de uma parcela significativa dos jovens, problemas que se intensificaram na pandemia e que resultam em altos \u00edndices de evas\u00e3o e atraso escolar.<!--more--><\/p>\n<p>Em 2018, uma estimativa do movimento Todos Pela Educa\u00e7\u00e3o apontou que quatro de cada dez jovens brasileiros de 19 anos n\u00e3o haviam completado o ensino m\u00e9dio.<\/p>\n<p>Na pesquisa Pnad Covid, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) estimou que 407,4 mil brasileiros de 15 a 17 anos n\u00e3o estavam matriculados na escola no segundo trimestre do ano passado.<\/p>\n<p>Neste ano, o novo ensino m\u00e9dio come\u00e7a apenas para os alunos do primeiro ano, segundo cronograma definido pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o. Para o segundo ano, a mudan\u00e7a come\u00e7ar\u00e1 no ano que vem e, para o terceiro ano, em 2024.<\/p>\n<p>At\u00e9 o momento, 22 Estados j\u00e1 t\u00eam referenciais curriculares aprovados e homologados para come\u00e7ar a colocar o novo ensino m\u00e9dio em pr\u00e1tica nas redes estaduais de ensino, segundo o Movimento Pela Base Nacional Curricular.<\/p>\n<p>S\u00e3o eles: Amazonas, Amap\u00e1, Cear\u00e1, Distrito Federal, Esp\u00edrito Santo, Goi\u00e1s, Maranh\u00e3o, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Para\u00edba, Par\u00e1, Pernambuco, Piau\u00ed, Paran\u00e1, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Outros cinco (Acre, Tocantins, Alagoas, Bahia e Rond\u00f4nia) ainda aguardam aprova\u00e7\u00e3o ou homologa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Confira a seguir o que come\u00e7a a mudar no ensino m\u00e9dio, como essas mudan\u00e7as v\u00e3o impactar o dia a dia &#8211; e o futuro &#8211; dos alunos e quais as pend\u00eancias e pol\u00eamicas envolvendo essa implementa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>1 &#8211; O que os alunos v\u00e3o estudar no novo ensino m\u00e9dio?<\/strong><\/p>\n<p>At\u00e9 agora, o ensino m\u00e9dio do pa\u00eds tinha, ao longo de tr\u00eas anos, um \u00fanico itiner\u00e1rio igual para todos os alunos, organizado em 11 disciplinas (L\u00edngua Portuguesa, Matem\u00e1tica, etc).<\/p>\n<p>Com o novo ensino m\u00e9dio, essas disciplinas passam a ser organizadas em quatro \u00e1reas de conhecimento, previstas na Base Nacional Comum Curricular:<\/p>\n<ul>\n<li>Linguagens;<\/li>\n<li>Ci\u00eancias da natureza;<\/li>\n<li>Ci\u00eancias humanas e sociais;<\/li>\n<li>Matem\u00e1tica.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Uma parte desse ensino (ou 60% do total da carga hor\u00e1ria do ensino m\u00e9dio) ser\u00e1 igual para todos os alunos, na expectativa de que todos desenvolvam as compet\u00eancias b\u00e1sicas esperadas para jovens dessa idade.<\/p>\n<p>Mas uma outra parte do tempo do estudo (ou 40% da carga hor\u00e1ria) ser\u00e1 de acordo com a escolha do aluno, a partir do seu interesse. S\u00e3o os chamados itiner\u00e1rios formativos.<\/p>\n<p><strong>2 &#8211; O que s\u00e3o os itiner\u00e1rios formativos?<\/strong><\/p>\n<p>Os itiner\u00e1rios formativos s\u00e3o a parte flex\u00edvel do curr\u00edculo do ensino m\u00e9dio, ou seja, a parte em que o estudante poder\u00e1 estudar uma \u00e1rea de conhecimento que tenha a ver com seus interesses.<\/p>\n<p>Ele poder\u00e1 escolher, em tese, entre itiner\u00e1rios nas quatro \u00e1reas de conhecimento mencionadas acima (linguagens, ci\u00eancias da natureza, ci\u00eancias humanas e sociais e matem\u00e1tica) ou um ensino t\u00e9cnico, ou ainda um modelo integrado, que combine mais de uma \u00e1rea.<\/p>\n<p>Mas tudo depender\u00e1 de quantos itiner\u00e1rios cada escola ou cada rede poder\u00e1 ofertar. A preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 que escolas menores ou redes com menos estrutura n\u00e3o sejam capazes de oferecer mais do que o m\u00ednimo de dois itiner\u00e1rios formativos para seus alunos escolherem.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, ent\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel que o aluno de uma rede menos estruturada n\u00e3o tenha, de fato, tanta op\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>E especialistas temem que isso (e em outros pontos que detalharemos a seguir) aumente as desigualdades entre redes mais ou menos estruturadas, e tamb\u00e9m entre as redes privada e p\u00fablica.<\/p>\n<p>&#8220;Existem muitos munic\u00edpios que t\u00eam uma \u00fanica escola de ensino m\u00e9dio, que n\u00e3o v\u00e3o poder oferecer tanta escolha assim para seus alunos&#8221;, diz \u00e0 BBC News Brasil Anna Helena Altenfelder, presidente do Centro de Estudos e Pesquisas em Educa\u00e7\u00e3o, Cultura e A\u00e7\u00e3o Comunit\u00e1ria (Cenpec).<\/p>\n<p>Por outro lado, Estados que fizeram investimentos maiores na implementa\u00e7\u00e3o do novo modelo, como S\u00e3o Paulo, oferecem dez op\u00e7\u00f5es de itiner\u00e1rios.<\/p>\n<p>&#8220;A preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 que o novo ensino m\u00e9dio possa acirrar desigualdades n\u00e3o pela reforma em si, mas pelos desafios de sua implementa\u00e7\u00e3o, que afetam as escolas mais vulner\u00e1veis&#8221;, agrega Altenfelder.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, diz ela, as redes precisar\u00e3o de apoio para formular itiner\u00e1rios que sejam de fato ricos e interdisciplinares: &#8220;Se ficar tudo na m\u00e3o das escolas, pode ser um fator de precariza\u00e7\u00e3o (do projeto)&#8221;.<\/p>\n<p><strong>3 &#8211; Quais disciplinas s\u00e3o obrigat\u00f3rias no novo ensino m\u00e9dio?<\/strong><\/p>\n<p>Somente as disciplinas de L\u00edngua Portuguesa e Matem\u00e1tica ser\u00e3o obrigat\u00f3rias nos tr\u00eas anos de ensino m\u00e9dio. No entanto, como a escolha dos itiner\u00e1rios s\u00f3 \u00e9 exigida a partir do segundo ano, a tend\u00eancia \u00e9 que o primeiro ano tenha aulas similares \u00e0 base do modelo antigo.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, os itiner\u00e1rios contam n\u00e3o s\u00f3 com disciplinas novas, mas tamb\u00e9m com planos de estudo de Hist\u00f3ria, Qu\u00edmica, Biologia, Artes, entre outros assuntos.<\/p>\n<p>&#8220;A escola tamb\u00e9m pode oferecer as eletivas &#8211; mais aulas de algum desses assuntos ou de temas diversos como debate p\u00fablico, tecnologia e educa\u00e7\u00e3o financeira. Assim os alunos j\u00e1 podem ter experi\u00eancias que os ajudam a determinar seus interesses&#8221; diz Katia Smole, diretora do Instituto Re\u00fana e presidente do Conselho Estadual de Educa\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo (CEB).<\/p>\n<p><strong>4 &#8211; O que \u00e9 o Projeto de Vida?<\/strong><\/p>\n<p>O novo ensino m\u00e9dio tamb\u00e9m amplia para todos os alunos algo que estudantes de escolas de tempo integral j\u00e1 aplicavam: o chamado Projeto de Vida.<\/p>\n<p>O objetivo \u00e9 que o aluno possa conversar com seu educador a respeito de como se enxerga no futuro, quais s\u00e3o seus interesses e sonhos e formas poss\u00edveis de alcan\u00e7\u00e1-los. Isso deve, inclusive, ajudar os jovens na escolha de seus itiner\u00e1rios.<\/p>\n<p>&#8220;Sendo um espa\u00e7o organizado de reflex\u00e3o, \u00e9 algo bem importante para essa faixa et\u00e1ria, para que ela possa pensar em seu papel social e no mundo do trabalho&#8221;, afirma Altenfelder, fazendo uma ressalva: &#8220;Essa reflex\u00e3o n\u00e3o pode servir apenas para moldar o aluno ao mercado de trabalho, mas sim para ajud\u00e1-lo a fazer uma reflex\u00e3o cr\u00edtica de seu projeto de vida pr\u00f3prio. \u00c9 preciso que a autoria seja de fato do aluno&#8221;.<\/p>\n<p><strong>5 &#8211; O tempo de aula vai aumentar?<\/strong><\/p>\n<p>Sim: haver\u00e1 ao menos uma hora por dia a mais de aula. Antes, a carga hor\u00e1ria era de 800 horas\/aula por cada ano do ensino m\u00e9dio, ou seja, 4 horas por dia.<\/p>\n<p>Agora, a carga hor\u00e1ria aumenta para mil horas de aula por ano, ou 5 horas por dia.<\/p>\n<p><strong>6 &#8211; Como fica o Enem com o novo ensino m\u00e9dio?<\/strong><\/p>\n<p>Ainda n\u00e3o se sabe quais ser\u00e3o as mudan\u00e7as na prova do Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio (Enem).<\/p>\n<p>De acordo com Smole, a tend\u00eancia \u00e9 ter um primeiro dia de avalia\u00e7\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o geral b\u00e1sica e que no segundo, a avalia\u00e7\u00e3o seja focada em diferentes \u00e1reas de conhecimento. Assim, existiriam modelos de prova distintos a serem escolhidos.<\/p>\n<p>&#8220;Temos que esperar, porque a discuss\u00e3o ainda est\u00e1 em curso, mas a mudan\u00e7a efetiva no Enem s\u00f3 vai ocorrer em 2024. No entanto, o novo modelo deve, por lei, ser adotado agora. O que n\u00e3o pode acontecer \u00e9 que as escolas deixem para mudar somente em 2024, porque n\u00e3o ter\u00e3o tempo de implementar todas as mudan\u00e7as.&#8221;<\/p>\n<p><strong>7 &#8211; Como vai ser o ensino t\u00e9cnico?<\/strong><\/p>\n<p>Ao finalizar o ensino m\u00e9dio, o aluno que escolher o ensino t\u00e9cnico receber\u00e1, al\u00e9m do certificado de estudo regular, tamb\u00e9m o diploma t\u00e9cnico ou profissionalizante.<\/p>\n<p>Na teoria, o intuito \u00e9 que esse modelo contribua para combater os altos \u00edndices de desemprego entre jovens e sirva de porta de entrada para o mercado de trabalho.<\/p>\n<p>No entanto, o principal problema, na opini\u00e3o de Fernando C\u00e1ssio, professor de pol\u00edticas educacionais na Universidade Federal do ABC (UFABC), ser\u00e1 a qualidade do ensino proposto, que ele considera prec\u00e1ria.<\/p>\n<p>&#8220;Se olharmos para os alunos do ensino superior p\u00fablico hoje, encontraremos uma grande parcela que passou pela escola t\u00e9cnica&#8221;, diz ele, que tamb\u00e9m integra a Rede Escola P\u00fablica e Universidade (REPU) e o comit\u00ea diretivo da Campanha Nacional pelo Direito \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o..<\/p>\n<p>&#8220;O que acontece \u00e9 que a escola t\u00e9cnica no Brasil, com processo seletivo e vagas limitadas, j\u00e1 \u00e9 para poucos, e o que est\u00e1 se propondo (com o novo ensino m\u00e9dio) n\u00e3o \u00e9 uma forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, mas uma forma\u00e7\u00e3o profissional precarizada.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Em S\u00e3o Paulo, o curso ter\u00e1 dura\u00e7\u00e3o de 900 horas &#8211; 300 no 2\u00ba ano e 600 no 3\u00ba ano. J\u00e1 um curso t\u00e9cnico como conhecemos tem cerca de 1800 horas. Essas (do novo ensino m\u00e9dio) s\u00e3o vers\u00f5es reduzidas que imitam o modelo original, mas sem recursos, j\u00e1 que s\u00e3o feitas na pr\u00f3pria escola.&#8221;<\/p>\n<p>Sobre a inten\u00e7\u00e3o de que os alunos fa\u00e7am atividades pr\u00e1ticas dentro das empresas e em laborat\u00f3rios externos, C\u00e1ssio avalia que n\u00e3o h\u00e1 estrutura para atender a todos. &#8220;Isso s\u00f3 vai acontecer com pequenos grupos, \u00e9 invi\u00e1vel oferecer para todos os alunos. S\u00f3 no ensino m\u00e9dio do estado de S\u00e3o Paulo h\u00e1 1 milh\u00e3o e 100 mil estudantes.&#8221;<\/p>\n<p>A reforma em curso, do ponto de vista do educador, n\u00e3o \u00e9 ideal para manter os jovens estudando e engajados.<\/p>\n<p>&#8220;O que o tira da escola n\u00e3o \u00e9 a falta de interesse nas aulas. \u00c9 a pobreza, s\u00e3o os problemas estruturais da educa\u00e7\u00e3o. \u00c9 muito f\u00e1cil apontar o dedo para a escola e dizer que ela \u00e9 ultrapassada, enquanto na rede privada tudo segue igual. Para os alunos mais ricos, as eletivas j\u00e1 s\u00e3o op\u00e7\u00f5es como atividades extracurriculares, mas eles continuam estudando todas as disciplinas.&#8221;<\/p>\n<p>Uma das preocupa\u00e7\u00f5es \u00e9 se, com esses empecilhos em potencial e com a \u00eanfase no ensino t\u00e9cnico, o novo ensino m\u00e9dio pode acabar afastando ainda mais os alunos mais pobres do ensino superior, deixando este ainda mais elitizado.<\/p>\n<p>Katia Smole acha que n\u00e3o. &#8220;Nossa escola atual j\u00e1 \u00e9 muito excludente e, para mim, \u00e9 imposs\u00edvel ficarem mais distantes (do ensino superior) do que j\u00e1 est\u00e3o. No Brasil, 25% dos jovens em idade produtiva que n\u00e3o estudam nem trabalham. Mesmo antes da pandemia, 40% dos estudantes da rede p\u00fablica n\u00e3o acham que conseguiriam fazer o vestibular&#8221;, diz ela, refor\u00e7ando que a ideia n\u00e3o \u00e9 que os jovens deixem de entrar na faculdade, mas, que entre outros benef\u00edcios, mantenham-se interessados no ensino, sem desistir de ir \u00e0 escola.<\/p>\n<p>Para a presidente do CEB, \u00e9 natural que os pais questionem e se sintam inseguros diante do novo modelo. &#8220;Afinal, nenhum de n\u00f3s vivenciou uma escola parecida no Brasil, embora j\u00e1 existam modelos similares em outros lugares do mundo. S\u00f3 que n\u00e3o acho que devemos deixar de implementar. \u00c9 preciso ousar, o jovem do s\u00e9culo 21 precisa de uma escola nova.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Capacidade financeira, infraestrutura e m\u00e3o de obra qualificada s\u00e3o principais desafios<\/strong><\/p>\n<p>A mudan\u00e7a exige investimento. &#8220;O protagonismo do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o precisa ser grande, repassando apoio para os estados por meio do acordo financeiro feito com o Banco Mundial entre 2017 e 2018. H\u00e1 Estados que t\u00eam investido muito, como S\u00e3o Paulo, Pernambuco e Mato Grosso do Sul. Outros precisar\u00e3o de mais de ajuda&#8221;, afirma Smole.<\/p>\n<p>Para os professores e gestores de escolas, o MEC disponibilizou um site com guias de forma\u00e7\u00e3o. Alguns Estados tamb\u00e9m t\u00eam oferecido parcerias com universidades como um meio de complementa\u00e7\u00e3o do curr\u00edculo dos profissionais.<\/p>\n<p>Mas a forma\u00e7\u00e3o adequada de professores para dar conta de itiner\u00e1rios de ensino potencialmente bastante distintos entre si tamb\u00e9m \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o de cr\u00edticos quanto \u00e0s desigualdades no ensino m\u00e9dio. Afinal, redes particulares ou mais estruturadas poder\u00e3o, em tese, contar com m\u00e3o de obra mais capacitada, o que enriqueceria muito mais a experi\u00eancia educativa dos alunos &#8211; em compara\u00e7\u00e3o com redes e escolas com menos oferta de m\u00e3o de obra.<\/p>\n<p>Para Anna Helena Altenfelder, do Cenpec, h\u00e1 ainda mais desafios pela frente: primeiro, o fato de o novo ensino m\u00e9dio come\u00e7ar a ser implementado justamente em um ano eleitoral, o que pode resultar em trocas n\u00e3o s\u00f3 de governadores, mas tamb\u00e9m de secret\u00e1rios da Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, haver\u00e1 dificuldade de implementa\u00e7\u00e3o porque &#8220;n\u00e3o foi feito um di\u00e1logo com todos os atores envolvidos (no novo ensino m\u00e9dio), como professores, gestores e tamb\u00e9m os alunos. Ent\u00e3o falta consenso entre os diferentes setores. (&#8230;) \u00c9 uma mudan\u00e7a muito grande &#8211; de l\u00f3gica, de condi\u00e7\u00f5es e de cultura de ensino, e isso n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil de se implementar.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta volta \u00e0s aulas j\u00e1 est\u00e1 sendo diferente para uma parte dos estudantes do ensino m\u00e9dio, nas redes p\u00fablica e privada, e n\u00e3o s\u00f3 por causa das medidas sanit\u00e1rias relacionadas \u00e0 pandemia.\u00a0Come\u00e7ou a ser implementado neste ano o chamado novo ensino m\u00e9dio, uma mudan\u00e7a que tenta fazer frente a antigos desafios dessa etapa de ensino: [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-15631","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias-da-imprensa"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v15.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Novo ensino m\u00e9dio: 7 coisas que come\u00e7am a mudar na educa\u00e7\u00e3o dos jovens &raquo; 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