{"id":1520,"date":"2006-06-05T11:53:00","date_gmt":"2006-06-05T14:53:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2006\/06\/05\/talentos-sobrevivem-ao-mau-ensino\/"},"modified":"2006-06-05T11:53:00","modified_gmt":"2006-06-05T14:53:00","slug":"talentos-sobrevivem-ao-mau-ensino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/talentos-sobrevivem-ao-mau-ensino\/","title":{"rendered":"Talentos sobrevivem ao mau ensino"},"content":{"rendered":"<p>Os alunos brasileiros t\u00eam p\u00e9ssimo desempenho em matem\u00e1tica. As notas m\u00e9dias v\u00e3o caindo a cada s\u00e9rie, um grande n\u00famero de estudantes ignora t\u00e9cnicas alg\u00e9bricas simples de resolu\u00e7\u00f5es de equa\u00e7\u00f5es e outros n\u00e3o conseguem resolver quest\u00f5es que exigem conhecimento m\u00ednimo da disciplina. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Esse quadro, desalentador, j\u00e1 era um pouco esperado pelos organizadores da Olimp\u00edada Brasileira de Matem\u00e1tica das Escolas P\u00fablicas. A surpresa foi constatar que ao menos 30 mil alunos se destacaram, muitas vezes, em situa\u00e7\u00f5es adversas. S\u00e3o, na defini\u00e7\u00e3o da vice-presidente da Sociedade Brasileira de Matem\u00e1tica, Suely Druck, talentos individuais que resistem ao p\u00e9ssimo ensino p\u00fablico ou alunos que foram motivados por bons professores. \u00c0s vezes, h\u00e1 a soma desses dois fatores. Foi o que aconteceu com os irm\u00e3os Lu\u00eds Paulo Carvalho, 12, e Lu\u00eds Fernando Carvalho, 15. Filhos da empregada dom\u00e9stica Rosimar Gon\u00e7alves, 46, o mais velho ficou entre os 2001 melhores alunos do pa\u00eds e, por isso, ganhar\u00e1 uma bolsa do CNPq. O menor ganhou men\u00e7\u00e3o honrosa por ficar entre os 30 mil melhores. Num universo de 10,5 milh\u00f5es, est\u00e3o entre os 0,3% melhores  estudantes. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Em casa, apesar das dificuldades, eles receberam apoio da m\u00e3e. Com R$ 500 de seu sal\u00e1rio, ela sustenta, sozinha, os dois e uma filha de sete anos. Na maior parte do tempo, os filhos ficam sozinhos em casa. \u201cSei que o dinheiro \u00e9 pouco, mas, enquanto eu existir, meus filhos s\u00f3 v\u00e3o trabalhar quando forem homens. O sonho do mais velho \u00e9 ter um computador, mas eu explico sempre que n\u00e3o d\u00e1 para comprar muita coisa porque o mais importante \u00e9 garantir comida\u201c, conta a m\u00e3e. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Os dois tamb\u00e9m aproveitaram bem a oportunidade de serem alunos do professor Luiz Felipe Lins na Escola Municipal Silveira Sampaio, em Curicica (zona oeste do Rio). Ex-aluno da escola onde hoje ensina matem\u00e1tica, desde 2005 Lins dedica seus s\u00e1bados a preparar as crian\u00e7as para a olimp\u00edada. Ele n\u00e3o ganha nada a mais por isso e os alunos n\u00e3o s\u00e3o obrigados a comparecer. Mesmo assim, a turma encheu e, como resultado, a escola foi considerada no ano passado a melhor da rede municipal do Rio, com 21 alunos premiados. \u201cA escola em que eu estudei, h\u00e1 20 anos, era para poucos. Apesar de pobres, os alunos vinham de fam\u00edlias estruturadas. Hoje, essa mesma escola recebe todo tipo de crian\u00e7a.  Muitos est\u00e3o aqui s\u00f3 porque o pai recebe Bolsa-Fam\u00edlia ou Cheque Cidad\u00e3o [programa de renda do governo do Rio]. \u00c9 por isso que nosso desafio \u00e9 maior\u201c, afirma. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Para Lins, a olimp\u00edada de matem\u00e1tica \u00e9 uma maneira de mostrar para as crian\u00e7as que elas podem se destacar n\u00e3o s\u00f3 no esporte ou na m\u00fasica. Situa\u00e7\u00e3o ainda mais adversa foi superada por Paulo Ramos, 17, que ganhou medalha de ouro na prova, concedida aos 300 melhores entre os 10,5 milh\u00f5es. Aluno de uma escola p\u00fablica de Bras\u00edlia, Paulo \u00e9 portador de artrite reumat\u00f3ide. Por isso, utiliza cadeira de rodas, n\u00e3o enxerga e ouve com dificuldade. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cEle sempre foi bom aluno, mas s\u00f3 descobri que era t\u00e3o bom em matem\u00e1tica agora\u201c, afirma a m\u00e3e, Maria Santos. Paulo tamb\u00e9m contou com a ajuda dos seus professores, mas diz que nem sempre foi assim. \u201cEm outra escola, os professores n\u00e3o sabiam bem o que fazer e eu me atrasei bastante\u201c, diz. Assim como Paulo, outros portadores de algum tipo de defici\u00eancia tiveram bom resultado. De 338 que se inscreveram, 157 (46%) passaram para a segunda fase -em que participam os 5% com melhores notas- e 24 foram premiados. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> Escola chega a vetar teorema de Pit\u00e1goras \u00a0<br \/> Folha de S\u00e3o Paulo\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/B> O grande n\u00famero de alunos e professores que participaram voluntariamente das olimp\u00edadas de matem\u00e1tica do ano passado permitiram ao Impa (Instituto de Matem\u00e1tica Pura e Aplicada) e \u00e0 SBM (Sociedade Brasileira de Matem\u00e1tica) ter um panorama de como anda o ensino da disciplina no pa\u00eds. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Al\u00e9m de premiar alunos, a competi\u00e7\u00e3o (organizada tamb\u00e9m pelos Minist\u00e9rios da Educa\u00e7\u00e3o e Ci\u00eancia e Tecnologia) destaca os melhores professores, que recebem curso de aperfei\u00e7oamento no Impa, no Rio. Esse contato d\u00e1 pistas de por que o ensino de matem\u00e1tica \u00e9 ruim no pa\u00eds. \u201cH\u00e1 uma interfer\u00eancia indevida de gestores mal-qualificados na defini\u00e7\u00e3o de metodologias e conte\u00fados de matem\u00e1tica no Brasil. Um dos professores que participaram da  olimp\u00edada nos contou que, na rede dele, chegaram a proibir o teorema de Pit\u00e1goras porque era algo velho demais. Como o aluno vai aprender matem\u00e1tica sem conhecer o teorema?\u201c, afirma Suely Druck, vice-presidente da SBM. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Outro ponto que a SBM e o Impa apontam como entrave \u00e9 o fato de a carreira de professor ser pouco atrativa para quem se forma em matem\u00e1tica. A maioria, diz Druck, vai trabalhar em bancos ou em \u00e1reas onde seu conhecimento \u00e9 mais valorizado. Para o diretor do Impa, C\u00e9sar Camacho, o Brasil paga caro por n\u00e3o investir mais na educa\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cO pa\u00eds n\u00e3o dar\u00e1 um salto de desenvolvimento se n\u00e3o tiver recursos humanos qualificados na \u00e1rea de engenharia, por exemplo. At\u00e9 pa\u00edses com  mais complicadores do que o Brasil, como a \u00cdndia, est\u00e3o investindo mais r\u00e1pido no setor\u201c, afirma. As inscri\u00e7\u00f5es para a olimp\u00edada deste ano v\u00e3o at\u00e9 sexta-feira. No mesmo dia, alguns vencedores da competi\u00e7\u00e3o do ano passado receber\u00e3o das m\u00e3os do presidente Lula as medalhas. Mais informa\u00e7\u00f5es podem ser obtidas no site www.obmep.org.br. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> Professor da USP<\/B> &#8211; Em S\u00e3o Paulo, desde 1977 um professor da USP revela alunos com alto potencial em matem\u00e1tica e os encaminha, muitas vezes por conta pr\u00f3pria, para col\u00e9gios particulares. A atua\u00e7\u00e3o de Shigeo Watanabe, 81, come\u00e7ou quando o pai de um dos vencedores da Olimp\u00edada Paulista de Matem\u00e1tica disse que seu filho deixaria de estudar para trabalhar. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> Matem\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 para g\u00eanios, diz educador \u00a0<br \/> Folha de S\u00e3o Paulo\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/B> Ganhador em 2006 da medalha Felix Klein, do Comit\u00ea Internacional de Educa\u00e7\u00e3o Matem\u00e1tica, o professor da PUC-SP Ubiratan D\u00b4Ambrosio v\u00ea nas olimp\u00edadas uma excelente oportunidade para identificar e estimular talentos, mas diz ser mais importante tratar da massa de estudantes que n\u00e3o gostam e n\u00e3o v\u00e3o bem na disciplina. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Segundo ele, h\u00e1 o risco de esses estudantes que n\u00e3o receberam pr\u00eamios se sentirem inferiores ou perdedores. \u201cUma boa educa\u00e7\u00e3o deve atingir todos, e n\u00e3o apenas alguns. Para esses alguns, tem que haver est\u00edmulo para que voem o mais alto poss\u00edvel. Essa \u00e9 a fun\u00e7\u00e3o das olimp\u00edadas. Para os demais, \u00e9 importante evitar a frustra\u00e7\u00e3o e a perda de  auto-estima\u201c, diz. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Para o educador, \u00e9 poss\u00edvel fazer a disciplina mais acess\u00edvel para a maioria, ensinando uma matem\u00e1tica \u201cinteressante e gostosa\u201c, que n\u00e3o seja \u201cseca, \u00e1rida ou dif\u00edcil como a que \u00e9 ensinada hoje nos cursos tradicionais\u201c. \u201cO fazer matem\u00e1tico, em doses acess\u00edveis, n\u00e3o d\u00e1 indigest\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 coisa s\u00f3 para g\u00eanios.\u201c \u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os alunos brasileiros t\u00eam p\u00e9ssimo desempenho em matem\u00e1tica. 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