{"id":15108,"date":"2021-10-14T14:46:26","date_gmt":"2021-10-14T17:46:26","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/?p=15108"},"modified":"2021-10-14T14:46:26","modified_gmt":"2021-10-14T17:46:26","slug":"novo-ensino-medio-curriculo-nunca-foi-tao-discutido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/novo-ensino-medio-curriculo-nunca-foi-tao-discutido\/","title":{"rendered":"Novo ensino m\u00e9dio: curr\u00edculo nunca foi t\u00e3o discutido"},"content":{"rendered":"<p>Os anos de 2020, 2021 e 2022 ser\u00e3o lembrados por muito tempo na hist\u00f3ria da educa\u00e7\u00e3o brasileira. Mas n\u00e3o apenas porque as escolas foram devastadas por uma das maiores trag\u00e9dias modernas \u2013 a pandemia da covid-19.<!--more--> Estes anos marcam tamb\u00e9m o in\u00edcio da implementa\u00e7\u00e3o da mais significativa reforma da \u00faltima etapa da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica dos \u00faltimos 40 anos por meio do chamado novo ensino m\u00e9dio. De forma um tanto despercebida pela sociedade, em meio a um notici\u00e1rio dominado pela crise sanit\u00e1ria e suas consequ\u00eancias, a etapa com piores indicadores da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica passa por uma transforma\u00e7\u00e3o profunda, e tem em 2022 um ano estrat\u00e9gico para seu futuro.<\/p>\n<p>At\u00e9 o fim de setembro deste ano, 22 das 27 unidades federativas j\u00e1 haviam enviado aos conselhos estaduais de educa\u00e7\u00e3o os curr\u00edculos de refer\u00eancia requeridos pela reforma. Dessas, 16 conseguiram ter esse documento homologado \u2013 o suficiente para mudar a vida escolar de 4,6 milh\u00f5es de alunos, ou 62,3% dos jovens do ensino m\u00e9dio brasileiro. S\u00e3o Paulo iniciou a implanta\u00e7\u00e3o em 2021 e acaba de anunciar os itiner\u00e1rios que os alunos poder\u00e3o escolher em 2022, definidos, segundo anunciou o secret\u00e1rio da Educa\u00e7\u00e3o Rossieli Soa\u00adres, em pesquisa nas quais os jovens puderam manifestar seu interesse.<\/p>\n<p><strong>Irrevers\u00edvel e j\u00e1 \u00e9 realidade<\/strong><\/p>\n<p>Determinado por mudan\u00e7as definidas a partir da <a href=\"http:\/\/portal.mec.gov.br\/component\/content\/article?id=40361\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Lei n\u00ba 13.415\/2017<\/a> e na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do Ensino M\u00e9dio, homologada no final de 2018, a implanta\u00e7\u00e3o do novo ensino m\u00e9dio \u00e9 irrevers\u00edvel e em seu atual est\u00e1gio j\u00e1 se apresenta como realidade para milhares de escolas p\u00fablicas e privadas. Embora o MEC tenha cravado 2022 como o prazo final para o in\u00edcio da nova organiza\u00e7\u00e3o, muitas redes e escolas j\u00e1 iniciaram a transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O processo n\u00e3o perdeu tra\u00e7\u00e3o mesmo durante a pandemia, impulsionado pelo esfor\u00e7o dos governos estaduais (principais respons\u00e1veis pela oferta do ensino m\u00e9dio), de \u00f3rg\u00e3os como o Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (CNE), do Conselho Nacional da Educa\u00e7\u00e3o (Consed) e de organiza\u00e7\u00f5es sociais, que formaram uma rede de suporte t\u00e9cnico in\u00e9dita, como o Instituto Re\u00fana, o Movimento pela Base, entre outros.<\/p>\n<p>Ainda \u00e9 cedo para avaliar o alcance e o sucesso do novo ensino m\u00e9dio, mas chega a hora de confrontar a teoria e a pr\u00e1tica, em um modelo que traz muitas novidades. Sim, esta n\u00e3o \u00e9 daquelas mudan\u00e7as que mudam mais a vida do professor do que a aprendizagem do aluno. Trata-se de uma reorganiza\u00e7\u00e3o ampla e estrutural, com reflexos no que os alunos v\u00e3o aprender e com consequ\u00eancias no futuro p\u00f3s-ensino m\u00e9dio. \u201c\u00c9 uma transi\u00e7\u00e3o de modelo mental\u201d, gosta de enfatizar Eduardo Deschamps, ex-presidente do Consed e um dos primeiros articuladores da reforma.<\/p>\n<p><strong>Desdobramentos<\/strong><\/p>\n<p>O maior desafio \u00e9 que tudo acontecer\u00e1 em um ano em que os sistemas de ensino v\u00e3o lidar com o impacto da pandemia sobre a aprendizagem e a sa\u00fade mental dos alunos \u2013 e sempre \u00e9 bom lembrar que o Brasil \u00e9 um dos pa\u00edses do mundo que por mais tempo ficou sem aulas. Al\u00e9m disso, dificilmente a reforma pegar\u00e1 se o Enem n\u00e3o for capaz de refletir as mudan\u00e7as \u2013 j\u00e1 que, para o mal ou para o bem, as avalia\u00e7\u00f5es t\u00eam respaldo social e o poder de alavancar ou enterrar pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Atualmente, h\u00e1 grande expectativa nas escolas sobre o formato do novo Enem, em um contexto em que as sucessivas trocas de comando no Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e no Inep estremecem a confian\u00e7a da comunidade educacional. Ao longo dos \u00faltimos anos, houve diferentes especula\u00e7\u00f5es, inclusive a de um Enem seriado. Hoje, as discuss\u00f5es caminham para um exame dividido em duas partes: a primeira dedicada \u00e0 forma\u00e7\u00e3o geral b\u00e1sica, para todos, e a segunda por \u00e1reas de carreiras (em di\u00e1logo com o Sisu), partindo da matriz de habilidades e compet\u00eancias definidas para os itiner\u00e1rios de aprofundamento.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 ainda outros passos importantes a serem dados. Alguns em andamento: as editoras j\u00e1 come\u00e7aram a lan\u00e7ar novas obras a partir da BNCC, organizando os conte\u00fados por \u00e1reas do conhecimento, e em breve sair\u00e3o livros did\u00e1ticos focados nos itiner\u00e1rios. No mundo privado, os sistemas de ensino j\u00e1 se adiantaram e ampliaram a sua atua\u00e7\u00e3o diante da grande demanda gerada pelo novo modelo.<\/p>\n<p><strong>Saindo da teoria<\/strong><\/p>\n<p>Da mesma maneira, a forma\u00e7\u00e3o dos professores e diretores, contudo, \u00e9 apontada como uma das principais pedras de toque para a implanta\u00e7\u00e3o do novo ensino m\u00e9dio. Afinal, o conjunto de documentos que tratam da mudan\u00e7a (al\u00e9m da BNCC), introduziram novos termos e conceitos, que v\u00e3o sendo aos poucos digeridos por gestores, professores e alunos: forma\u00e7\u00e3o geral b\u00e1sica, itiner\u00e1rios formativos, projetos de vida s\u00e3o alguns exemplos.<\/p>\n<p>\u201cVamos entrar em uma etapa decisiva, tornando realidade tudo o que foi planejado\u201d, analisa Alice Ribeiro, secret\u00e1ria-executiva do Movimento pela Base. Para Alice, as escolas devem entender o advento do novo ensino m\u00e9dio como uma oportunidade de garantir os direitos de aprendizagem dos alunos, at\u00e9 porque o cen\u00e1rio j\u00e1 era de grandes defasagens.<\/p>\n<p>\u201cO foco \u00e9 entender onde os alunos est\u00e3o e onde teriam direito de estar\u201d, acredita Alice Ribeiro.<\/p>\n<p>Tudo isso j\u00e1 provocou um impacto importante: nunca as equipes t\u00e9cnicas e os gestores das redes p\u00fablicas e privadas discutiram tanto sobre o curr\u00edculo, a organiza\u00e7\u00e3o da oferta e o pr\u00f3prio sentido do ensino m\u00e9dio. Pa\u00eds afora, cotidianamente a reforma mobiliza os educadores, n\u00e3o apenas por seu car\u00e1ter de inova\u00e7\u00e3o conceitual, mas tamb\u00e9m pela pr\u00f3pria reorganiza\u00e7\u00e3o do tempo, das rotinas e do curr\u00edculo escolar.<\/p>\n<p><strong>Das unidades curriculares \u00e0 carga hor\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>Mexendo em uma atividade altamente rotinizada e com um curr\u00edculo historicamente influenciado pelos vestibulares, a BNCC define apenas dois componentes curriculares obrigat\u00f3rios (matem\u00e1tica e l\u00edngua portuguesa), estabelece as compet\u00eancias e habilidades gerais e espec\u00edficas por \u00e1reas do conhecimento, mas delega \u00e0s redes e \u00e0s escolas a dor e a del\u00edcia de reorganizar a oferta dos conte\u00fados conforme seu projeto pedag\u00f3gico.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, divide o curr\u00edculo em duas partes: uma para a forma\u00e7\u00e3o geral b\u00e1sica, outra para itiner\u00e1rios formativos, definidas como um conjunto de unidades curriculares (sejam eletivas, n\u00facleos de estudo, clubes de conhecimento, laborat\u00f3rios, enfim, os mais variados formatos) que os alunos podem escolher a partir de seu interesse para aprofundar e ampliar as aprendizagens em uma ou mais \u00e1reas do conhecimento ou na forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica-profissional.<\/p>\n<p>Para garantir o modelo, a lei \u00e9 clara: amplia imediatamente a dura\u00e7\u00e3o m\u00ednima do ensino m\u00e9dio das atuais 2.400 horas para pelo menos 3.000 horas (ou de 800 horas para 1.000 horas anuais) e crava uma carga hor\u00e1ria m\u00e1xima de 1.800 horas para a chamada forma\u00e7\u00e3o geral b\u00e1sica, determinando um tempo m\u00ednimo de 1.200 horas para os itiner\u00e1rios formativos.<\/p>\n<p>Por isso, a discuss\u00e3o pedag\u00f3gica passou a caminhar lado a lado com a calculadora para projetar ou reconstruir a arquitetura curricular. O que \u00e9 essencial? O que \u00e9 aprofundamento? O que deve ficar na forma\u00e7\u00e3o geral b\u00e1sica? Como trabalhar os conte\u00fados e compet\u00eancias nos itiner\u00e1rios? Como reorganizar a oferta e dividir as turmas? Especialmente, uma pergunta atormentou as escolas: como n\u00e3o abrir m\u00e3o de conhecimentos que posteriormente ser\u00e3o cobrados dos alunos nos vestibulares?<\/p>\n<p><strong>Novo ensino m\u00e9dio e col\u00e9gios em a\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Para Arthur Fonseca Filho, diretor do Col\u00e9gio Uirapuru, em Sorocaba, SP, e ex-membro do Conselho Nacional de Educa\u00e7\u00e3o, \u00e9 virtualmente imposs\u00edvel para muitas escolas privadas. \u201cMuitas escolas t\u00eam 4.000 horas no ensino m\u00e9dio, sendo pelo menos 3.000 dedicadas \u00e0 forma\u00e7\u00e3o geral\u201d, argumenta. Definindo-se como cr\u00edtico da reforma \u2013 apesar de ter j\u00e1 implantado seus pr\u00f3prios itiner\u00e1rios em seu col\u00e9gio \u2013, Arthur argumenta que antes da nova legisla\u00e7\u00e3o n\u00e3o havia uma predefini\u00e7\u00e3o da intensidade da carga hor\u00e1ria dos componentes curriculares. \u201cDo ponto de vista da lei, j\u00e1 existia flexibilidade curricular, mas as escolas seguiam o que era determinado pelos vestibulares e depois pelo Enem. Se n\u00e3o se alterar as formas de acesso ao ensino superior, nada muda\u201d, acredita Fonseca Filho.<\/p>\n<p>Para Tales de S\u00e1, diretor do Col\u00e9gio Farias Brito, de Fortaleza, CE, o conjunto das mudan\u00e7as com o novo ensino m\u00e9dio tende a ter um impacto positivo, mas ele tamb\u00e9m v\u00ea no novo Enem o fator crucial para o rumo da reforma. A seu ver, se isso n\u00e3o ocorrer, existe um risco de uma acomoda\u00e7\u00e3o para manter o ensino m\u00e9dio como est\u00e1, limitando-se a uma separa\u00e7\u00e3o por \u00e1reas do conhecimento. \u201cAs escolas n\u00e3o podem perder a oportunidade de aproveitar as mudan\u00e7as que podem ser interessantes na reforma, como os itiner\u00e1rios\u201d, diz Tales.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o de Mauro Aguiar, diretor do Col\u00e9gio Bandeirantes, na capital paulista, a reforma veio para o bem. \u201cEst\u00e1 chegando atrasada, era consenso que algo precisava ser feito\u201d, diz. \u201cEstamos preparados? Claro que n\u00e3o estamos, mas era preciso criar uma situa\u00e7\u00e3o de ruptura\u201d, afirma. Segundo conta, o Bandeirantes vem se preparando para a flexibiliza\u00e7\u00e3o curricular h\u00e1 quatro anos. Para Aguiar, os programas do ensino m\u00e9dio se tornaram extensos demais e as escolas se tornaram um lugar desagrad\u00e1vel para os alunos. \u201cComo as fam\u00edlias demandam prepara\u00e7\u00e3o para colocar o filho na universidade, h\u00e1 resili\u00eancia para essa barbaridade de conte\u00fados, mas n\u00e3o deve ser assim\u201d, pensa. A seu ver, o Enem conseguir\u00e1 mudar, mas v\u00ea dificuldade no caso das universidades, em especial a Universidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p><strong>Dos conte\u00fado para as compet\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>Na vis\u00e3o de Deschamps, \u00e9 um erro tentar adaptar o modelo antigo ao novo. \u201cA l\u00f3gica n\u00e3o \u00e9 a de fazer contas para socar tudo o que se fazia antes nas 1.800 horas da forma\u00e7\u00e3o geral b\u00e1sica, mas entender que h\u00e1 coisas que alguns alunos precisam conhecer e outros n\u00e3o, conforme seu campo de interesse. Todo mundo n\u00e3o precisa saber tudo\u201d, diz.<\/p>\n<p>Para ele, a cr\u00edtica ao limite de carga para a forma\u00e7\u00e3o geral b\u00e1sica \u00e9 falaciosa, at\u00e9 porque muitas escolas particulares j\u00e1 concentram o conte\u00fado nos dois primeiros anos do ensino m\u00e9dio para utilizar o ano final como revis\u00e3o. \u201cPrecisamos realmente passar da cultura dos conte\u00fados para a das compet\u00eancias. As escolas precisam sair da zona de conforto para mexer no modelo de turma \u00fanica, pois o aluno agora pode definir sua trajet\u00f3ria\u201d, afirma Deschamps, para quem o novo Enem ser\u00e1 capaz de atender \u00e0s expectativas e fortalecer o processo.<\/p>\n<p>Mas, para al\u00e9m da quest\u00e3o desse encontro de contas entre ensino m\u00e9dio e o ensino superior, a implanta\u00e7\u00e3o do m\u00e9dio avan\u00e7a na esteira de outros campos de cr\u00edtica. Para o ex-ministro da Educa\u00e7\u00e3o Renato Janine, a BNCC desprestigiou \u00e1reas como filosofia e sociologia, privilegiando os conhecimentos imediatamente exigidos pelo mundo do trabalho. Critica-se tamb\u00e9m a falta de foco nas condi\u00e7\u00f5es materiais das escolas e da valoriza\u00e7\u00e3o dos professores, a imaturidade dos jovens para a tomada de decis\u00f5es ou mesmo a fragilidade dos processos de escuta dos alunos \u2013 que, afinal de contas, n\u00e3o teriam tantas escolhas assim e nem sempre foram ouvidos para a cria\u00e7\u00e3o dos itiner\u00e1rios. Por fim, a educa\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e profissional continua sendo um desafio hist\u00f3rico \u2013 para que ven\u00e7a o preconceito e deixe de ser aquela \u00f3tima op\u00e7\u00e3o, desde que para os filhos dos outros.<\/p>\n<p><strong>Estava na hora<\/strong><\/p>\n<p>O \u00fanico consenso parece ser o de que o ensino m\u00e9dio brasileiro precisava mudar: o atual modelo padece de um incha\u00e7o curricular hist\u00f3rico, alimentado por uma cultura proped\u00eautica em mais de 13 disciplinas isoladas que pouco conversavam com seus problemas reais. Esse distanciamento com o universo jovem (aliado a outros fatores) alimentava o fracasso do sistema \u2013 em 2020, 30% dos jovens de 19 anos n\u00e3o haviam conclu\u00eddo o ensino m\u00e9dio e 481,5 mil adolescentes de 15 a 17 anos estavam fora da escola, apresenta o Anu\u00e1rio Brasileiro da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica 2021. Os indicadores de aprendizagem do Anu\u00e1rio tamb\u00e9m s\u00e3o dram\u00e1ticos: no \u00faltimo ano do ensino m\u00e9dio, apenas 10,3% dos alunos tem aprendizagem considerada adequada em matem\u00e1tica, e 37,1% em portugu\u00eas.<\/p>\n<p>Por isso, para os defensores das mudan\u00e7as, era preciso acompanhar o que ocorre em outros pa\u00edses, conferindo flexibilidade ao ensino m\u00e9dio, focando o protagonismo jovem, abrindo espa\u00e7o para abordagens curriculares integradoras e interdisciplinares, possibilitando jornadas de aprendizagem mais pr\u00f3ximas aos universos de interesse do aluno e estimulando uma percep\u00e7\u00e3o mais autoral da educa\u00e7\u00e3o pelos alunos. A partir de 2022, a escola descobrir\u00e1 se est\u00e1 conseguindo construir um novo caminho para seus jovens ou se ser\u00e1 mais um velho ano novo para a sofrida educa\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os anos de 2020, 2021 e 2022 ser\u00e3o lembrados por muito tempo na hist\u00f3ria da educa\u00e7\u00e3o brasileira. 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