{"id":1418,"date":"2006-02-13T15:35:00","date_gmt":"2006-02-13T17:35:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2006\/02\/13\/mitos-e-verdades-do-mercado-editorial\/"},"modified":"2006-02-13T15:35:00","modified_gmt":"2006-02-13T17:35:00","slug":"mitos-e-verdades-do-mercado-editorial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/mitos-e-verdades-do-mercado-editorial\/","title":{"rendered":"Mitos e verdades do mercado editorial"},"content":{"rendered":"<p>A frase geralmente vem com veneno, definitiva, pronta para ferir os brios: os argentinos teriam, em sua capital, mais livrarias que todo o gigante em ber\u00e7o espl\u00eandido. Resta lamentar o destino e invejar em sil\u00eancio a grama liter\u00e1ria do vizinho. Contra um argumento desses n\u00e3o h\u00e1 o que dizer \u2014 exceto que est\u00e1 errado. Calcula-se (talvez seja mais exato escrever \u201cestima-se\u201d, j\u00e1 que as estat\u00edsticas s\u00e3o prec\u00e1rias) que o Brasil tenha 1.800 livrarias. Buenos Aires, 400. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O problema, contudo, \u00e9 que se o mito est\u00e1 derrubado, pelo menos como enunciado, esses n\u00fameros absolutos est\u00e3o longe de fazer jus \u00e0 quest\u00e3o: ainda \u00e9 muito mais f\u00e1cil um argentino trope\u00e7ar numa livraria que um brasileiro. Na reportagem sobre os mitos e verdades do mercado editorial, especialistas falam dos entraves da \u00e1rea e de poss\u00edveis solu\u00e7\u00f5es (algumas pol\u00eamicas) para o problema. Que, ali\u00e1s, n\u00e3o \u00e9 privil\u00e9gio nacional: em Londres tamb\u00e9m se discute a sobreviv\u00eancia das livrarias independentes.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> Buenos Aires tem mais livrarias que o Brasil\u00a0<br \/><\/B><em> O Globo &#8211; Douglas McMillan\u00a0<br \/><\/em> \u00a0<br \/> O n\u00famero que realmente d\u00e1 conta do problema da comercializa\u00e7\u00e3o de livros no pa\u00eds \u00e9 o que mede quantas pessoas uma livraria serve em m\u00e9dia. E a\u00ed, perdemos feio da terra de Borges: h\u00e1 uma livraria para cada 50 mil argentinos, enquanto no Brasil a vastid\u00e3o de 84.500 pessoas se espreme na matem\u00e1tica das estat\u00edsticas em um \u00fanico estabelecimento onde se vende livro. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O brasileiro gosta de ler, ao contr\u00e1rio do que muitos pensam. Quando estimulada do jeito certo \u2014 primeiro, claro, aprendendo a ler bem, o que ainda \u00e9 raro \u2014 muita gente est\u00e1 disposta a buscar a companhia de um livro. Mas o que os n\u00fameros sobre a distribui\u00e7\u00e3o insinuam, contudo, \u00e9 que essa demanda por leitura ainda n\u00e3o \u00e9 s\u00f3lida o bastante para plantar por todo o pa\u00eds livrarias capazes de se sustentar. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Uma das raz\u00f5es disso, apontam ao GLOBO diversas pessoas ligadas \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o, \u00e9 que o mercado livreiro est\u00e1 privado de um segmento de grande import\u00e2ncia econ\u00f4mica, respons\u00e1vel pela cria\u00e7\u00e3o de novos leitores: os livros did\u00e1ticos. Enquanto as livrarias ficam sem parte importante de seu faturamento, o p\u00fablico perde um grande incentivo para se habituar a um ambiente onde se respira livro. N\u00e3o \u00e9 imposs\u00edvel, \u00e9 antes bem prov\u00e1vel, que uma pessoa que tenha come\u00e7ado a ser alfabetizada na d\u00e9cada de 90 n\u00e3o precise entrar numa livraria at\u00e9 o fim da vida. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Nosso personagem hipot\u00e9tico faria o ensino fundamental numa escola p\u00fablica. Todas recebem diretamente do governo os livros de cada ano letivo, incluindo-se a\u00ed n\u00e3o-did\u00e1ticos, como por exemplo cl\u00e1ssicos da literatura e infanto-juvenis. No ensino m\u00e9dio, se transferiria para um col\u00e9gio particular. Hoje em dia, \u00e9 cada vez mais comum comprar os livros necess\u00e1rios na pr\u00f3pria escola. \u00c9 uma op\u00e7\u00e3o muito mais econ\u00f4mica, j\u00e1 que as editoras negociam diretamente com as institui\u00e7\u00f5es de ensino pre\u00e7os mais baratos para grandes remessas. Depois, preparando-se para o vestibular, o aluno-modelo ingressaria num cursinho que j\u00e1 oferece apostilas de portugu\u00eas, f\u00edsica, literatura ou qualquer outra mat\u00e9ria com o pre\u00e7o das mensalidades. Vem a faculdade, e depois a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, onde nosso amigo se alimenta de cap\u00edtulos fotocopiados de livros e apostilas customizadas . Ao concluir os estudos, esse aluno ter\u00e1 passando um ter\u00e7o de sua vida sem precisar entrar numa livraria. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u2014 O did\u00e1tico \u00e9 fundamental para a abertura de novas livrarias. Foi como eu comecei, anos atr\u00e1s: indo a escolas em come\u00e7o de ano letivo e oferecendo descontos para os pais \u2014 afirma Marcos Gasparian, um dos donos da livraria Argumento, no Leblon, e presidente da se\u00e7\u00e3o estadual da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Livrarias (ANL). \u2014 \u00c9 importante por duas raz\u00f5es: primeiro, nos d\u00e1 um fluxo de capital no in\u00edcio de ano, o que \u00e9 fundamental, e segundo, faz com que as pessoas comecem a se cercar desde cedo de livros. Livrarias n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 intermedi\u00e1rios que se pode cortar, s\u00e3o tamb\u00e9m lugares de cultura.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> As livrarias como centros culturais\u00a0<br \/><\/B><em> Felipe Lindoso\u00a0<br \/><\/em> \u00a0<br \/> N\u00e3o. Buenos Aires n\u00e3o tem mais livrarias que o Brasil inteiro. Afirmar o contr\u00e1rio, hoje, \u00e9 apenas uma boutade que n\u00e3o vale h\u00e1 uns cinq\u00fcenta anos. Mas pode ter sido verdadeira na primeira metade do s\u00e9culo XX, quando a ind\u00fastria editorial argentina viveu seu per\u00edodo \u00e1ureo, gra\u00e7as a um esfor\u00e7o pela educa\u00e7\u00e3o que j\u00e1 durava d\u00e9cadas. A reforma universit\u00e1ria de 1919 j\u00e1 transformava radicalmente o ensino superior ali quando n\u00f3s n\u00e3o t\u00ednhamos sequer uma universidade. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Essa superioridade, no entanto, \u00e9 passado. Segundo informa\u00e7\u00f5es do Cerlalc (Centro Regional para o Livro na Am\u00e9rica Latina e Caribe), a Argentina tem cerca de 800 livrarias instaladas, das quais 400 est\u00e3o em Buenos Aires. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> E no Brasil? \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Os dados s\u00e3o prec\u00e1rios. S\u00f3 agora, por iniciativa do pr\u00f3prio Cerlalc, as entidades do livro brasileiras est\u00e3o fazendo um cadastro das livrarias, cujo resultado ainda n\u00e3o foi publicado de forma consolidada. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Entretanto, a partir dos dados de distribuidoras, o n\u00famero de \u201cpontos de venda\u201d no pa\u00eds ultrapassa os 2.200. Dentro do conceito de livraria \u2014 espa\u00e7o comercial que dedica ao livro uma aten\u00e7\u00e3o priorit\u00e1ria, ou pelo menos muito significativa \u2014 temos pelo menos umas 1.800. A metade disso no estado de S\u00e3o Paulo, cuja capital tem aproximadamente 200 livrarias. Rio de Janeiro est\u00e1 na faixa das 150 livrarias e o sudeste, em geral, est\u00e1 mais bem servido. O Acre e o Amap\u00e1 s\u00e3o os que menos livrarias t\u00eam (3 cada um). \u00c9 poss\u00edvel que esses n\u00fameros estejam subestimados, at\u00e9 porque alguns segmentos do mercado editorial (como o religioso e o escolar) usam pontos de vendas mais especializados. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00c9 o suficiente para satisfazer o ego nacional? \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Em termos absolutos, sim. Mas a grande quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 essa. A pergunta real \u00e9: temos livrarias em n\u00famero suficiente? \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Temos aproximadamente uma livraria para 84.500 habitantes (os argentinos t\u00eam uma para 50 mil. Os EUA, uma livraria para cerca de 15 mil habitantes). Cidades com quase cem mil habitantes n\u00e3o t\u00eam nenhuma livraria \u2014 e tampouco bibliotecas decentes. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> As causas dessa trag\u00e9dia s\u00e3o v\u00e1rias, e s\u00f3 list\u00e1-las superaria o espa\u00e7o dispon\u00edvel. Mas algumas s\u00e3o cruciais. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O governo federal tira das livrarias a venda de cerca de 25% de toda a produ\u00e7\u00e3o de livros, pois os adquire diretamente das editoras. Essa pr\u00e1tica, tomada em nome da racionalidade de custos, esquece o papel social da livraria e arranca do segmento um oxig\u00eanio indispens\u00e1vel para sua sobreviv\u00eancia e sa\u00fade econ\u00f4mica. A pr\u00e1tica governamental \u00e9 agravada pela venda direta dos livros \u00e0s escolas, feita pelas editoras. Tudo feito em nome da liberdade comercial e da racionalidade. Some-se ainda a compra direta nas editoras dos livros para as bibliotecas. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A concentra\u00e7\u00e3o do mercado \u00e9 outro fator preocupante. As grandes cadeias conseguem das editoras vantagens muito superiores \u00e0s das livrarias independentes. Embora eu estime que cerca de 97% dos t\u00edtulos sejam vendidos sem desconto, os 3% restantes s\u00e3o precisamente o que proporcionam o maior retorno para os livreiros e editores: s\u00e3o os best-sellers. Com mais vantagens, as cadeias conseguem dar descontos ao consumidor final, gerando tr\u00e1fego nessas lojas e diminuindo o retorno das livrarias menores. E, ao contr\u00e1rio do que possa parecer, esses descontos produzem pre\u00e7os m\u00e9dios maiores para o conjunto dos livros ofertados, al\u00e9m de reduzir os estoques e a variedade de t\u00edtulos em cada livraria. As editoras t\u00eam que buscar um retorno m\u00e9dio, um certo equil\u00edbrio entre os best-sellers e os de venda mais lenta. Isso deveria ocorrer tamb\u00e9m nas livrarias, mas nas cadeias impera o best-seller de giro r\u00e1pido. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> As livrarias sempre foram financiadas pelas editoras. O modelo de neg\u00f3cio do mercado editorial brasileiro funciona com base no prazo e nos descontos dados pelos editores aos livreiros. Estes, por sua vez, n\u00e3o contam com outras fontes de financiamento. Mesmo o programa de financiamentos institu\u00eddo pelo BNDES ano passado, para o mercado editorial, s\u00f3 beneficia as livrarias com o \u201ccart\u00e3o BNDES\u201d, cr\u00e9dito rotativo limitado a R$ 50 mil. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00c9 fundamental, portanto, recolocar as livrarias no circuito das compras governamentais para escolas e bibliotecas, estabelecer incentivos fiscais e credit\u00edcios para as pequenas e m\u00e9dias livrarias para que essas possam, de fato, se transformarem nos centros culturais que poderiam ser. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> FELIPE LINDOSO<\/B><em> \u00e9 antrop\u00f3logo, pesquisador de pol\u00edticas p\u00fablicas de cultura e autor de \u201cO Brasil pode ser um pa\u00eds de leitores?\u201d\u00a0<\/em><br \/> \u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A frase geralmente vem com veneno, definitiva, pronta para ferir os brios: os argentinos teriam, em sua capital, mais livrarias que todo o gigante em ber\u00e7o espl\u00eandido. 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