{"id":1369,"date":"2006-04-03T17:16:00","date_gmt":"2006-04-03T20:16:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2006\/04\/03\/metodo-de-ensino-nao-determina-sucesso\/"},"modified":"2006-04-03T17:16:00","modified_gmt":"2006-04-03T20:16:00","slug":"metodo-de-ensino-nao-determina-sucesso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/metodo-de-ensino-nao-determina-sucesso\/","title":{"rendered":"M\u00e9todo de ensino n\u00e3o determina sucesso"},"content":{"rendered":"<p>N\u00e3o \u00e9 o m\u00e9todo de alfabetiza\u00e7\u00e3o que determina o sucesso ou o fracasso escolar. Alunos de col\u00e9gios construtivistas aprendem tanto na primeira s\u00e9rie quanto os de unidades que priorizam o m\u00e9todo f\u00f4nico, baseado na associa\u00e7\u00e3o entre letras e sons. O problema parece estar menos nos anos iniciais da alfabetiza\u00e7\u00e3o e mais na consolida\u00e7\u00e3o desse processo.<br \/> \u00a0<br \/> \u00c9 o que mostram as primeiras evid\u00eancias de estudo que acompanha a mesma gera\u00e7\u00e3o de 19 mil alunos, ano a ano, da primeira a quarta s\u00e9ries do ensino fundamental. A pesquisa est\u00e1 sendo desenvolvida no Rio, em Belo Horizonte, em Campinas, em Salvador e em Campo Grande por seis universidades (PUC-Rio, UFMG, Unicamp, UFBA, Uems e UFJF). Batizado de Geres (Gera\u00e7\u00e3o Escolar), tenta identificar as causas do p\u00edfio desempenho no Saeb (exame do governo federal que avalia a educa\u00e7\u00e3o).<br \/> \u00a0<br \/> Em 2003, a prova mostrou que apenas 4,8% dos alunos da quarta s\u00e9rie tinham desempenho adequado. O debate entre os defensores de cada m\u00e9todo reacendeu-se neste ano, ap\u00f3s o ministro Fernando Haddad (Educa\u00e7\u00e3o) defender a revis\u00e3o dos Par\u00e2metros Curriculares Nacionais. Os defensores do m\u00e9todo f\u00f4nico dizem que pa\u00edses desenvolvidos o adotam porque seria mais eficaz. J\u00e1 os construtivistas afirmam que n\u00e3o se pode culpar o m\u00e9todo pelos maus resultados.<br \/> \u00a0<br \/> Para Creso Franco e Al\u00edcia Bonamino, pesquisadores da PUC e coordenadores do Geres no Rio, os primeiros resultados, das turmas de primeira s\u00e9rie de escolas p\u00fablicas apenas, sugerem que essa \u201cguerra da alfabetiza\u00e7\u00e3o\u201c tem produzido mais calor do que luz.<br \/> \u00a0<br \/> Com um question\u00e1rio, os pesquisadores identificaram a abordagem usada em sala. Em alguns casos, houve acompanhamento de uma aula. Analisando s\u00f3 o desempenho no fim do ano, os testes indicaram que a m\u00e9dia dos alunos de escolas construtivistas era maior que a dos alfabetizados pelo m\u00e9todo f\u00f4nico. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Ao comparar o desempenho final com o do in\u00edcio do ano letivo, por\u00e9m, perceberam que o melhor resultado do construtivismo acontecia s\u00f3 porque os alunos dessas turmas entravam com n\u00edvel superior. Quando foi levado em conta tamb\u00e9m o desempenho inicial, os dados mostraram que n\u00e3o houve diferen\u00e7a significativa no aprendizado em escolas construtivistas ou f\u00f4nicas. O melhor resultado apareceu em turmas onde professores usavam as duas abordagens. Mesmo assim, as varia\u00e7\u00f5es ficaram dentro da margem de erro. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cOs resultados n\u00e3o indicam a superioridade de um m\u00e9todo. Houve resultados bons e ruins em turmas com abordagens construtivistas, f\u00f4nicas ou h\u00edbridas. Os dados apontaram que a abordagem h\u00edbrida pode apresentar alguma vantagem, mas isso precisa ser mais bem analisado\u201c, explicam os coordenadores. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Outra conclus\u00e3o inicial do projeto -financiado por Funda\u00e7\u00e3o Ford, Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e Tecnologia e Faperj- \u00e9 que a hip\u00f3tese de que o fracasso no Saeb come\u00e7ava desde cedo, com defici\u00eancias no processo inicial de alfabetiza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se confirmou. Para chegar a essa conclus\u00e3o, a pesquisa classificou sete n\u00edveis de interpreta\u00e7\u00e3o de textos (de 1 a 7). No teste aplicado aos alunos no in\u00edcio do ano letivo, 53% deles estavam nos tr\u00eas n\u00edveis mais baixos de aprendizado (1, 2 e 3). No final do ano letivo, o percentual caiu para 21%. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cEsse resultado sugere que o problema concentra-se mais na consolida\u00e7\u00e3o do processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o. Nossa hip\u00f3tese, que precisar\u00e1 ser testada, \u00e9 que a escola, em vez de consolidar um promissor processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o, dispersa as atividades com temas pouco relevantes ligados \u00e0 gram\u00e1tica\u201c, disse Franco.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/>  \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> Separa\u00e7\u00e3o entre os sistemas n\u00e3o \u00e9 radical \u00a0<br \/>  \u00a0<br \/><\/B> A visita dos pesquisadores \u00e0s aulas mostrou que a separa\u00e7\u00e3o entre as abordagens n\u00e3o acontece de maneira radical. Em quase 60% das turmas, as respostas dos docentes levaram \u00e0 classifica\u00e7\u00e3o de construtivista. Mas ao visitar a escola os pesquisadores perceberam que, em alguns casos, os professores utilizam elementos do f\u00f4nico. \u00c9 por isso que, para os pesquisadores, o percentual das que trabalham com as duas propostas integradas deve ser maior do que os cerca de 20% que est\u00e3o no estudo. No col\u00e9gio biling\u00fce Humboldt, pressupostos do construtivismo e do f\u00f4nico s\u00e3o mesclados.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/>  \u201cA escola \u00e9 construtivista, mas n\u00e3o deixamos de utilizar elementos do m\u00e9todo f\u00f4nico na educa\u00e7\u00e3o infantil, especialmente nas aulas de alem\u00e3o, em que a correspond\u00eancia entre letras e sons \u00e9 mais natural\u201c, diz a coordenadora da educa\u00e7\u00e3o infantil, Marianne Bischof.\u00a0<br \/>  \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> Quest\u00e3o \u00e9 complexa, diz educadora \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><\/B> Discutir o m\u00e9todo \u00e9 essencial, mas esse n\u00e3o deve ser o ponto mais importante do debate e n\u00e3o deve se limitar a um confronto entre f\u00f4nicos e construtivistas. Essa \u00e9 a opini\u00e3o de dois especialistas em alfabetiza\u00e7\u00e3o ouvidos pela Folha: Ant\u00f4nio Augusto Gomes Batista, professor da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da UFMG e diretor do Ceale (Centro de Alfabetiza\u00e7\u00e3o, Leitura e Escrita), e a psic\u00f3loga e antrop\u00f3loga Elvira de Souza Lima, consultora internacional na \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o. Ambos j\u00e1 trabalharam diretamente em projetos que buscavam diagnosticar e apresentar solu\u00e7\u00f5es para a alfabetiza\u00e7\u00e3o. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cA quest\u00e3o do m\u00e9todo foi considerada a partir dos anos 80 como uma discuss\u00e3o de segundo n\u00edvel, quase  desnecess\u00e1ria. Relat\u00f3rios internacionais mais recentes, no entanto, t\u00eam mostrado que os resultados tendem a ser melhores quando o professor explora essa abordagem f\u00f4nica. N\u00e3o podemos ignorar essas  pesquisas mas tamb\u00e9m n\u00e3o podemos esquecer que elas abordam apenas um aspecto da aprendizagem\u201c, diz Batista. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O professor d\u00e1 como exemplo a experi\u00eancia inglesa. \u201cNa Inglaterra, depois que adotaram o m\u00e9todo f\u00f4nico, o governo investiu mais na forma\u00e7\u00e3o do professor quando percebeu que a simples mudan\u00e7a de metodologia n\u00e3o estava sendo suficiente para que os bons resultados aparecessem.\u201c Lima concorda. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cSe a complexidade de se apropriar de um sistema simb\u00f3lico fosse s\u00f3 uma quest\u00e3o de m\u00e9todo, uma simples mudan\u00e7a resolveria o problema. Mas temos v\u00e1rios subs\u00eddios, como essa pesquisa do projeto Geres, que revelam que a quest\u00e3o \u00e9 mais ampla, profunda e complexa.\u201c Para ela, descobertas recentes no campo da neuroci\u00eancia demonstram que o desenvolvimento biol\u00f3gico recebe interfer\u00eancias da experi\u00eancia cultural do indiv\u00edduo. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cO desenvolvimento do c\u00e9rebro \u00e9 fun\u00e7\u00e3o da cultura. Este \u00e9 um fato primordial, esquecido muitas vezes pela argumenta\u00e7\u00e3o que usa o conhecimento da neuroci\u00eancia para justificar esta ou aquela posi\u00e7\u00e3o\u201c, diz Lima. Para entender as causas, diz ela, \u00e9 preciso ter uma postura interdisciplinar.\u00a0<br \/>  \u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o \u00e9 o m\u00e9todo de alfabetiza\u00e7\u00e3o que determina o sucesso ou o fracasso escolar. 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