{"id":1352,"date":"2006-04-26T11:34:00","date_gmt":"2006-04-26T14:34:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2006\/04\/26\/ensino-basico-ameacado\/"},"modified":"2006-04-26T11:34:00","modified_gmt":"2006-04-26T14:34:00","slug":"ensino-basico-ameacado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/ensino-basico-ameacado\/","title":{"rendered":"Ensino b\u00e1sico amea\u00e7ado"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 22 anos em sala de aula, a professora de hist\u00f3ria da rede p\u00fablica de ensino Vera Gangorra, de 49 anos, escuta dos governantes que educa\u00e7\u00e3o \u00e9 prioridade. Cansou de esperar para ver o discurso se tornar realidade. Hoje, prioridade para ela \u00e9 a aposentadoria, prevista para daqui a tr\u00eas anos. Como Vera, at\u00e9 2015, uma parcela consider\u00e1vel de professores no Brasil vai se aposentar. O pa\u00eds precisa contratar 396 mil novos profissionais de educa\u00e7\u00e3o nos pr\u00f3ximos 10 anos, se quiser atingir a universaliza\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, da 1\u00aa a 4\u00aa s\u00e9rie. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A recomenda\u00e7\u00e3o est\u00e1 no Relat\u00f3rio \u201cEduca\u00e7\u00e3o para todos 2006 &#8211; Professores e educa\u00e7\u00e3o de qualidade\u201c, da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (Unesco). O documento considera a profiss\u00e3o do docente estrat\u00e9gica na promo\u00e7\u00e3o de uma educa\u00e7\u00e3o de qualidade para todos. Rec\u00e9m-conclu\u00edda pelo Instituto de Estat\u00edstica da Unesco, no Canad\u00e1, a publica\u00e7\u00e3o mundial, divulgada ontem em Nova York, apresenta um panorama dos avan\u00e7os e atrasos no que se refere \u00e0 situa\u00e7\u00e3o dos professores no mundo. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> De acordo com o relat\u00f3rio, na Am\u00e9rica Latina e Caribe, o tamanho do professorado ideal ser\u00e1 reduzido em fun\u00e7\u00e3o do grande decl\u00ednio da popula\u00e7\u00e3o em idade escolar. Como conseq\u00fc\u00eancia, o n\u00famero de docentes para a universaliza\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria estar\u00e1 reduzido a 146 mil em 10 anos. Tal fato oferece oportunidade a pa\u00edses latino-americanos como o Brasil de melhorar a qualidade da educa\u00e7\u00e3o por meio de investimento de mais recursos por aluno e por professor. Mas a professora Vera tem d\u00favidas quanto o cumprimento da meta. \u201cBonito no papel, mas a realidade \u00e9 outra\u201c, lamenta. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A falta de investimentos na forma\u00e7\u00e3o do educador \u00e9 o maior entrave para a valoriza\u00e7\u00e3o educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica no pa\u00eds, de acordo com o professor da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), Erasto Fortes. Especialista na \u00e1rea de pol\u00edtica de gest\u00e3o em educa\u00e7\u00e3o, Fortes lembra que a partir da d\u00e9cada de 1960 come\u00e7ou a expans\u00e3o do ensino no pa\u00eds, mas a carreira profissional n\u00e3o acompanhou o mesmo progresso. \u201cN\u00e3o adianta universalizar o ensino sem qualidade\u201c, afirma. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> DESCASO <\/B>&#8211; De acordo com o relat\u00f3rio da Unesco, 92% dos professores de 1\u00aa a 4\u00aa s\u00e9rie do Brasil n\u00e3o cursaram n\u00edvel superior. Para Fortes, o problema da atual pol\u00edtica de forma\u00e7\u00e3o continuada de professores est\u00e1 relacionado, principalmente, ao descaso com a gest\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o nos estados e munic\u00edpios. \u201cN\u00f3s ter\u00edamos que verificar a metodologia usada pela Unesco para s\u00f3 ent\u00e3o fazer a compara\u00e7\u00e3o. No momento, preliminarmente, esses dados n\u00e3o conferem com o do instituto de pesquisa\u201c, declarou o  ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Fernando Haddad. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O coordenador editorial e assessor para a \u00c1rea de Educa\u00e7\u00e3o da Unesco, C\u00e9lio Cunha, ressalta que o maior desafio para a educa\u00e7\u00e3o no Brasil agora \u00e9 investir no professor. \u201cNenhuma reforma ter\u00e1 \u00eaxito sem condi\u00e7\u00f5es de resolver os problemas de forma\u00e7\u00e3o e salarial do professor\u201c, diz. Segundo Cunha, n\u00e3o adianta ter 97% das crian\u00e7as em idade de freq\u00fcentar a escola matriculadas no ensino fundamental, se n\u00e3o qualificar o docente. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O assessor da Unesco defende a necessidade de aprova\u00e7\u00e3o do Fundo de Manuten\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica e de Valoriza\u00e7\u00e3o dos Profissionais da Educa\u00e7\u00e3o (Fundeb) pelo Congresso Nacional para haver avan\u00e7os, principalmente na qualifica\u00e7\u00e3o do professor. \u201cO Brasil tem um estoque de professores fora da sala de aula. Os sal\u00e1rios n\u00e3o atraem e eles migram para outras profiss\u00f5es\u201c, diz. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O relat\u00f3rio da Unesco faz parte das a\u00e7\u00f5es da organiza\u00e7\u00e3o para comemorar, at\u00e9 domingo, a Semana da Educa\u00e7\u00e3o para Todos que este ano tem como prioridade o educador, com o tema \u201cToda crian\u00e7a precisa de um professor\u201c. A campanha realizada anualmente lembra governos e sociedade civil sobre os compromissos de melhoria do ensino assumidos em Dacar, em 2000, por ocasi\u00e3o do F\u00f3rum Mundial de Educa\u00e7\u00e3o.\u00a0<br \/>  \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> Abandono e repet\u00eancia s\u00e3o altos\u00a0<br \/>  \u00a0<br \/><\/B> O Relat\u00f3rio Mundial sobre a Profiss\u00e3o Docente da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (Unesco) recomenda aten\u00e7\u00e3o especial ao problema da repet\u00eancia entre os alunos da 1\u00aa \u00e0 4\u00aa s\u00e9rie do ensino fundamental. O documento destaca 45 pa\u00edses em que o total de alunos repetentes, em 2004, corresponde a 10% das crian\u00e7as matriculadas nessas s\u00e9ries. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O Brasil ocupa a 30\u00aa posi\u00e7\u00e3o no ranking mundial. O percentual de repetentes da 1\u00aa \u00e0 4\u00aa s\u00e9rie chega a 21% do n\u00famero de matr\u00edculas na educa\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria. Dados da organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o-governamental (ONG) Miss\u00e3o Crian\u00e7a confirmam as estat\u00edsticas da Unesco. De acordo com levantamento da ONG, no ano passado, 1,3 milh\u00e3o de crian\u00e7as tiveram que repetir a 1\u00aa s\u00e9rie do ensino fundamental. O problema \u00e9 que n\u00e3o conseguiram avan\u00e7ar nas primeiras li\u00e7\u00f5es de alfabetiza\u00e7\u00e3o em 2004. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Nem todos foram reprovados. Desse grupo, pouco mais de 400 mil estudantes pararam de ir \u00e0 aula e retomaram os estudos no ano seguinte. J\u00e1 a 2\u00aa s\u00e9rie foi repetida por um n\u00famero menor de crian\u00e7as, mas n\u00e3o menos preocupante: 926 mil estudantes. Al\u00e9m do abandono e da evas\u00e3o escolar, as perdas sociais s\u00e3o contadas dentro da sala de aula pelos professores de educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> PRESS\u00c3O <\/B>&#8211; Para a professora Elenise de Oliveira, de 48 anos, o problema ocorre desde a primeira inf\u00e2ncia, pela falta de estrutura econ\u00f4mica e social. Para brigar por melhores condi\u00e7\u00f5es para alunos e professores, Elenise pretende se juntar hoje a um grupo de educadores que vai ao Congresso Nacional exigir a aprova\u00e7\u00e3o de projetos que prop\u00f5em maior aten\u00e7\u00e3o \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. O ato faz parte da 7\u00aa Semana Nacional de Defesa e Promo\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o P\u00fablica. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Os manifestantes tamb\u00e9m programaram uma paralisa\u00e7\u00e3o nacional das atividades hoje, a partir das 10h. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 exigir dos parlamentares a aprova\u00e7\u00e3o de projetos como o Fundo de Manuten\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica e de Valoriza\u00e7\u00e3o dos Profissionais da Educa\u00e7\u00e3o (Fundeb), considerados pela categoria um avan\u00e7o na implementa\u00e7\u00e3o de um sistema de educa\u00e7\u00e3o p\u00fablico de qualidade. (HB)\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> Pa\u00eds tem repet\u00eancia maior que a do Camboja \u00a0<br \/><\/B> Folha de S\u00e3o Paulo &#8211; F\u00e1bio Takahashi \u00a0<br \/><em> \u00a0<br \/> Da primeira \u00e0 quarta s\u00e9rie, taxa de reprova\u00e7\u00e3o no Brasil chega a 21%, segundo estudo divulgado pela Unesco \u00a0<br \/><\/em> \u00a0<br \/> Considerada um dos principais indicadores de qualidade na educa\u00e7\u00e3o, a taxa de repet\u00eancia no ensino prim\u00e1rio (primeira a quarta s\u00e9rie) no Brasil \u00e9 pior do que a do Camboja e equivalente \u00e0s de Mo\u00e7ambique e Eritr\u00e9ia. \u00c9 o que aponta uma pesquisa divulgada ontem pela Unesco (Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura). \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Em uma das se\u00e7\u00f5es do estudo, que aborda a qualidade da educa\u00e7\u00e3o em todo o mundo, a entidade considerou os 45 pa\u00edses cujos \u00edndices de repet\u00eancia s\u00e3o superiores a 10%. O Brasil, com taxa de 21% (a pesquisa usa como base o ano de 2002), tem situa\u00e7\u00e3o melhor apenas que 15 pa\u00edses, a maioria da \u00c1frica. O Camboja, por exemplo, tem 11%. J\u00e1 o Haiti, 16%, e Ruanda, 19%. No Chile, o \u00edndice \u00e9 de 2%, e na Argentina, 6%. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A taxa de repet\u00eancia no Brasil (21%) se assemelha \u00e0s de Mo\u00e7ambique e Eritr\u00e9ia, que possuem, respectivamente, o 168\u00ba e o 161\u00ba IDH (\u00edndice que mede o desenvolvimento humano em todo o mundo). Essa lista tem 177 pa\u00edses &#8211; e o Brasil \u00e9 o 63\u00ba. Segundo o estudo, a repet\u00eancia reflete \u201ccondi\u00e7\u00f5es insatisfat\u00f3rias de ensino e de aprendizagem\u201c. Para C\u00e9lio da Cunha, assessor para a \u00e1rea da educa\u00e7\u00e3o da Unesco no Brasil, uma das explica\u00e7\u00f5es para o alto \u00edndice de fracasso \u00e9 a falta de  condi\u00e7\u00f5es para o professor. \u201cEles n\u00e3o est\u00e3o preparados para ensinar alunos com dificuldades socioecon\u00f4micas.\u201c \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Cunha afirma que a repet\u00eancia, \u201cal\u00e9m de ser prejudicial ao sistema, acaba com a auto-estima do estudante\u201c. Segundo ele, \u201ca situa\u00e7\u00e3o melhorou um pouco nos \u00faltimos anos, mas ainda \u00e9 o principal desafio da educa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds\u201c. Pesquisa feita pela PUC-RJ, com base no Saeb 2001 (sistema nacional de avalia\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica), mostra que o repetente tem, em l\u00edngua portuguesa, uma nota 20% menor na quarta s\u00e9rie. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cNa pr\u00e1tica, o que acontece na maioria das vezes \u00e9 que a escola afirma que a culpa de n\u00e3o aprender \u00e9 do aluno. Mas n\u00e3o diz que \u00e9 o ensino que vai mal\u201c, diz Vitor Henrique Paro, professor da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da USP e autor do livro \u201cReprova\u00e7\u00e3o Escolar: Ren\u00fancia \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o\u201c. Robison dos Santos Martins, 12, por exemplo, foi reprovado na quarta s\u00e9rie duas vezes -uma por ter sofrido acidente que o impossibilitou de fazer a prova final e outra, na opini\u00e3o da professora, \u201cpor n\u00e3o querer nada da vida\u201c. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Para o estudante, a reprova\u00e7\u00e3o significou mais do que a perda de um ano letivo. \u201cFoi ruim, porque deixei v\u00e1rios amigos para tr\u00e1s.\u201c \u201cEle ficou bem desanimado de fazer a mesma coisa tr\u00eas vezes\u201c, afirmou a m\u00e3e de Robison, Ant\u00f4nia Maria dos Santos, 36. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A alta taxa de repet\u00eancia \u00e9 ainda mais significativa pelo fato de algumas redes p\u00fablicas -como S\u00e3o Paulo e Minas Gerais- terem aderido ao sistema de progress\u00e3o continuada, em que o aluno s\u00f3 repete ao final de cada ciclo (no prim\u00e1rio, vai at\u00e9 a quarta s\u00e9rie). Segundo dados do MEC (Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o), cerca de 20% dos alunos matriculados na educa\u00e7\u00e3o fundamental est\u00e3o nesse sistema. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Sobre a alta taxa de repet\u00eancia no pa\u00eds, o MEC afirmou que possui programas de gest\u00e3o escolar, o que melhorar\u00e1 a qualidade do ensino no pa\u00eds. Segundo o minist\u00e9rio, esses programas servem como indutores em toda a rede de ensino, pois Estados e munic\u00edpios s\u00e3o os respons\u00e1veis diretos pela educa\u00e7\u00e3o fundamental. A pasta cita ainda a amplia\u00e7\u00e3o do ensino fundamental de oito para nove anos, aprovada no in\u00edcio deste ano. A medida \u00e9 ben\u00e9fica por iniciar o aluno mais cedo na escola, agora aos seis anos -antes era aos sete. Isso, dizem especialistas, facilita a aprendizagem. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Outro fator apontado pelo MEC \u00e9 o Fundeb, novo fundo da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, que est\u00e1 no Senado. Se aprovado, o fundo custear\u00e1 o ensino infantil -hoje, apenas o ensino fundamental \u00e9 financiado por um fundo nacional. \u00a0<br \/>  \u00a0<\/p>\n<p> \u00a0<br \/><B> Brasil precisar\u00e1 contratar mais 396 mil docentes<br \/><\/B> Folha de S\u00e3o Paulo\u00a0<br \/>   \u00a0<br \/> O estudo divulgado ontem pela Unesco aponta que o Brasil precisar\u00e1 contratar 396,3 mil professores para o ensino prim\u00e1rio at\u00e9 2015. Atualmente, 806 mil docentes atuam nesse ciclo. A demanda por esses profissionais \u00e9 calculada com base na proje\u00e7\u00e3o do n\u00famero de alunos para aquele ano. Segundo a pesquisa, ser\u00e3o 14,3 milh\u00f5es de estudantes -hoje s\u00e3o 13,6 milh\u00f5es. O levantamento considera tamb\u00e9m a quantidade de docentes que sair\u00e3o da rede. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cO problema n\u00e3o ser\u00e1 formar esses professores. A quest\u00e3o \u00e9 como formar\u201c, afirmou C\u00e9lio da Cunha, assessor para a \u00e1rea da educa\u00e7\u00e3o da Unesco no Brasil. Como base para essa afirma\u00e7\u00e3o, ele cita outro dado da pesquisa: 92% dos docentes no pa\u00eds j\u00e1 t\u00eam a qualifica\u00e7\u00e3o m\u00ednima para atuar na educa\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria. \u201cA porcentagem \u00e9 alta. Mesmo assim, a nossa repet\u00eancia tamb\u00e9m \u00e9 alta, o que demonstra que ainda n\u00e3o temos a qualidade necess\u00e1ria.\u201c Outro problema apontado por Cunha \u00e9 a falta de interesse na carreira de docente. \u201cCom os sal\u00e1rios baixos, muitos se formam em licenciatura e v\u00e3o para outras profiss\u00f5es.\u201c\u00a0<br \/>  \u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 22 anos em sala de aula, a professora de hist\u00f3ria da rede p\u00fablica de ensino Vera Gangorra, de 49 anos, escuta dos governantes que educa\u00e7\u00e3o \u00e9 prioridade. 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