{"id":1270,"date":"2005-12-09T15:31:00","date_gmt":"2005-12-09T17:31:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2005\/12\/09\/para-gostar-de-ler\/"},"modified":"2005-12-09T15:31:00","modified_gmt":"2005-12-09T17:31:00","slug":"para-gostar-de-ler","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/para-gostar-de-ler\/","title":{"rendered":"Para gostar de ler"},"content":{"rendered":"<p>Os brasileiros, al\u00e9m de ler pouco, l\u00eaem mal. \u00c9 o que mostram os resultados de diferentes instrumentos de avalia\u00e7\u00e3o, tanto estrangeiros quanto nacionais. Em 2000, por exemplo, o Brasil participou pela primeira vez do Programa Internacional de Avalia\u00e7\u00e3o de Estudantes (PISA), que reuniu estudantes (todos entre 15 e 16 anos) de 32 pa\u00edses. Nossos jovens obtiveram o \u00faltimo lugar. Mais da metade deles ficou entre os n\u00edveis 1 e 2 de leitura (num total de 5 n\u00edveis), isto \u00e9, mal conseguia reconhecer a id\u00e9ia principal de um texto, extrair informa\u00e7\u00f5es que podiam ser inferidas, estabelecer rela\u00e7\u00f5es entre um texto e outro, ler gr\u00e1ficos etc. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Nos programas nacionais de avalia\u00e7\u00e3o escolar, os resultados n\u00e3o s\u00e3o diferentes. Tanto o Enem quanto o Saeb, em relat\u00f3rios de 2004, apontam que 42% dos alunos da 3\u00aa s\u00e9rie do ensino m\u00e9dio est\u00e3o nos est\u00e1gios \u201cmuito cr\u00edtico\u201c e \u201ccr\u00edtico\u201c de desenvolvimento de habilidades e compet\u00eancias em L\u00edngua Portuguesa, com dificuldades principalmente em leitura e interpreta\u00e7\u00e3o de textos. Do total de alunos avaliados, apenas 5% alcan\u00e7am o n\u00edvel considerado adequado de leitura, que consiste em, por exemplo, entre outras opera\u00e7\u00f5es, ser capaz de num texto estabelecer rela\u00e7\u00f5es de causa e conseq\u00fc\u00eancia, identificar efeitos de ironia ou humor, efeitos de sentido decorrentes do uso de uma palavra, de uma express\u00e3o ou pontua\u00e7\u00e3o. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Diante desse quadro, cabe perguntar: quais as causas dessa situa\u00e7\u00e3o? O jovem brasileiro n\u00e3o gosta de ler? Que fatores socioculturais e escolares t\u00eam responsabilidade sobre esses resultados? O que pode ser feito a curto prazo para mudar esse quadro? \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> N\u00e3o \u00e9 absolutamente verdade que as crian\u00e7as e adolescentes n\u00e3o gostam de ler. A onda esot\u00e9rica provocada pelos livros de Paulo Coelho que seduziu os jovens a partir do final da d\u00e9cada de 80 e a atual mania Harry Potter s\u00e3o a prova disso. Evidentemente, n\u00e3o h\u00e1 uma causa simples que explique o problema nem uma solu\u00e7\u00e3o m\u00e1gica que o resolva. Diferentes aspectos est\u00e3o relacionados com esses resultados, como o h\u00e1bito e a valoriza\u00e7\u00e3o da leitura em casa, o papel da televis\u00e3o e da internet na vida contempor\u00e2nea, o pre\u00e7o do livro, a forma\u00e7\u00e3o dos professores e sua concep\u00e7\u00e3o de leitura, as pr\u00e1ticas de ensino de leitura, a qualidade das obras selecionadas pela escola, o tipo de ensino que se faz da Literatura no ensino m\u00e9dio, as listas de obras liter\u00e1rias indicadas pelos exames vestibulares etc. Tomemos alguns desses aspectos para exame. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Historiografia liter\u00e1ria ou leitura de textos liter\u00e1rios? \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Depois de fazer, no ensino fundamental, um percurso de pelo menos oito anos de leitura de textos variados, o estudante passa a ter, no ensino m\u00e9dio, contato com o estudo sistematizado de Literatura Brasileira. O l\u00f3gico e desej\u00e1vel seria que, com uma carga hor\u00e1ria escolar que varia entre uma e tr\u00eas aulas semanais, os alunos nesse tempo desenvolvessem suas habilidades de leitura &#8211; aquelas que foram observadas nos sistemas de avalia\u00e7\u00e3o -, tomando como base textos representativos de nossa Literatura. N\u00e3o \u00e9 bem isso que ocorre. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O ensino de Literatura no Brasil tem sido feito pela perspectiva da historiografia liter\u00e1ria. Isto \u00e9, em vez de o aluno aprender a ler textos liter\u00e1rios, passa os tr\u00eas anos do ensino m\u00e9dio aprendendo a situar os autores e obras na linha do tempo, a identificar a est\u00e9tica liter\u00e1ria a que pertence etc. E isso n\u00e3o \u00e9 recente. Nos planejamentos escolares do Col\u00e9gio Pedro II, do Rio de Janeiro, por exemplo, a Hist\u00f3ria da Literatura come\u00e7ou a fazer parte do programa escolar em 1858. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Pondo por terra a tradi\u00e7\u00e3o do ensino da Ret\u00f3rica e da Po\u00e9tica &#8211; disciplinas origin\u00e1rias de uma longa tradi\u00e7\u00e3o humanista de educa\u00e7\u00e3o trazida pelos jesu\u00edtas e que tinham como finalidade ensinar a falar e escrever bem -, a vit\u00f3ria da historiografia liter\u00e1ria est\u00e1 relacionada com as necessidades daquele momento hist\u00f3rico: o nacionalismo rom\u00e2ntico, o sentimento de lusofobia e a necessidade de definir uma cultura nacional com base na l\u00edngua, na literatura e na etnia. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Assim, os primeiros historiadores da literatura nacional cumpriram a miss\u00e3o de definir o c\u00e2none liter\u00e1rio &#8211; o conjunto de autores e obras representativos de nossa literatura &#8211; e, desde ent\u00e3o, os professores secund\u00e1rios h\u00e1 mais de um s\u00e9culo v\u00eam ocupando seu tempo escolar resumindo obras, dissecando a Literatura em gera\u00e7\u00f5es, fases e caracter\u00edsticas, como se isso fosse, por si s\u00f3, suficiente para o desenvolvimento de habilidades de leitura do estudante. A leitura propriamente dita, nesse tipo de abordagem, toma um lugar secund\u00e1rio, quase ilustrativo da Hist\u00f3ria liter\u00e1ria. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> N\u00e3o bastasse a abordagem enciclop\u00e9dica que herdamos do s\u00e9culo XIX, ainda perdura o enfoque nacionalista e xen\u00f3fobo de nossa produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria. Um exemplo claro disso s\u00e3o os conte\u00fados do programa de Literatura, restritos a autores e obras nacionais. Ora, por que, num curso de Literatura Brasileira, n\u00e3o podem ser estabelecidos cruzamentos e rela\u00e7\u00f5es com autores de outras l\u00ednguas, literaturas e \u00e9pocas, se os nossos escritores sempre estiveram abertos a influ\u00eancias externas? \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Vejamos um exemplo concreto: se perguntarmos a um jovem brasileiro se ele gosta de poemas, ou dos poemas do rom\u00e2ntico \u00c1lvares de Azevedo, talvez ele diga que n\u00e3o. No entanto, uma pesquisa num buscador da internet como o Google, com a express\u00e3o \u201cLord Byron\u201c, traz como resposta quase 3 milh\u00f5es de links, muitos dos quais s\u00e3o blogs de adolescentes brasileiros. Isso quer dizer que, em todo o mundo, h\u00e1 um n\u00famero consider\u00e1vel de interessados na obra desse escritor ingl\u00eas. E esse interesse n\u00e3o vem de hoje. O brasileiro \u00c1lvares de Azevedo, por exemplo, tomava Byron por \u00eddolo e muitas vezes o citava em seus versos. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Portanto, se um professor de Literatura vai estudar com seus alunos a obra deste autor, nada mais natural que estabele\u00e7a v\u00ednculos entre o conte\u00fado program\u00e1tico (no caso, a obra de Azevedo) e tudo aquilo que, sem artificialismos, se relaciona com a obra do poeta paulista e com o interesse dos adolescentes. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Assim, em vez de se limitar a uma descri\u00e7\u00e3o da obra do poeta brasileiro, por que n\u00e3o estabelecer um \u201cdi\u00e1logo\u201c com Byron, promovendo uma leitura comparada de seus textos? Indo al\u00e9m: por que n\u00e3o relacionar tamb\u00e9m a produ\u00e7\u00e3o dos dois poetas com a ampla tradi\u00e7\u00e3o g\u00f3tica na Literatura, que tamb\u00e9m inclui outros importantes escritores como Baudelaire, Edgar Allan Poe, Oscar Wilde e Augusto dos Anjos, entre outros? E ainda: por que n\u00e3o estender esses di\u00e1logos a outras artes e linguagens, como o cinema expressionista alem\u00e3o de \u201cDr\u00e1cula\u201c, com Bela Lugosi, o \u201cNosferatu\u201c, de Werner Herzog, ou o recente \u201cA Noiva-Cad\u00e1ver\u201c, de Tim Burton e Mike Johnson? Ou com as manifesta\u00e7\u00f5es g\u00f3ticas no rock a partir da d\u00e9cada de 70, como os trabalhos de The Doors, David Bowie e outros? \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A Literatura \u00e9 um fen\u00f4meno art\u00edstico e cultural vivo, din\u00e2mico, complexo, que n\u00e3o caminha de forma linear e isolada. Os di\u00e1logos que ocorrem em seu interior transcendem fronteiras geogr\u00e1ficas e ling\u00fc\u00edsticas. Ora, se o percurso da pr\u00f3pria Literatura est\u00e1 cheio de rupturas, retomadas e saltos, por que o professor, prendendo-se \u00e0 rigidez da cronologia hist\u00f3rica, deveria engess\u00e1-la? \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Quando se prop\u00f5e uma perspectiva dial\u00f3gica para o trabalho com a Literatura Brasileira, n\u00e3o se pretende desprestigiar nossas tradi\u00e7\u00f5es, nossa cultura nem nossa forma\u00e7\u00e3o \u00e9tnica e ling\u00fc\u00edstica, mas, sim, perseguir os di\u00e1logos travados por nossa literatura, com ela mesma ou com outras literaturas, e assim compreend\u00ea-la melhor e respeit\u00e1-la em sua historicidade. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Nessa perspectiva, tamb\u00e9m n\u00e3o cabe o limite estrito do texto liter\u00e1rio. Como for\u00e7a din\u00e2mica do processo cultural, a Literatura dialoga com outras artes e linguagens, \u00e0s vezes tomando a dianteira do processo de mudan\u00e7as, \u00e0s vezes ficando \u00e0 merc\u00ea de mudan\u00e7as que ocorrem em outras artes. Sem perder de vista o objeto central &#8211; o texto liter\u00e1rio -, na aula de Literatura cabe a m\u00fasica popular, a pintura, o cinema, o teatro, a TV, o cartum, o quadrinho, a internet. Cabem, enfim, todas as linguagens e todos os textos e m\u00eddias, ou seja, cabe a vida que com a Literatura dialoga. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A curto prazo, talvez consigamos &#8211; com uma postura menos purista do que seja o trabalho com a leitura do texto liter\u00e1rio, que se abra para outras literaturas, m\u00eddias e linguagens &#8211; despertar nos jovens o prazer da leitura. Ao jovem leitor, n\u00e3o interessam as obras mortas do passado. Mas pode interessar tudo aquilo que, de alguma forma, dialoga com o presente e contribui para compreend\u00ea-lo melhor. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> <B> William Roberto Cereja <\/B>&#8211; <em>Doutor em Ling\u00fc\u00edstica Aplicada e Estudos da Linguagem pela PUC-SP, autor de \u201cEnsino de Literatura &#8211; Uma Proposta Dial\u00f3gica para o Trabalho com Literatura\u201c (Atual Editora)\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os brasileiros, al\u00e9m de ler pouco, l\u00eaem mal. \u00c9 o que mostram os resultados de diferentes instrumentos de avalia\u00e7\u00e3o, tanto estrangeiros quanto nacionais. Em 2000, por exemplo, o Brasil participou pela primeira vez do Programa Internacional de Avalia\u00e7\u00e3o de Estudantes (PISA), que reuniu estudantes (todos entre 15 e 16 anos) de 32 pa\u00edses. 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