{"id":11952,"date":"2020-11-16T15:49:31","date_gmt":"2020-11-16T18:49:31","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/?p=11952"},"modified":"2020-11-16T15:49:31","modified_gmt":"2020-11-16T18:49:31","slug":"ano-escolar-perdido-pode-afetar-renda-e-produtividade-no-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/ano-escolar-perdido-pode-afetar-renda-e-produtividade-no-futuro\/","title":{"rendered":"Ano escolar perdido pode afetar renda e produtividade no futuro"},"content":{"rendered":"<p>Oito meses ap\u00f3s o fechamento de escolas por conta da pandemia do novo <a href=\"https:\/\/noticias.r7.com\/saude\/coronavirus\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">coronav\u00edrus<\/a>, ainda n\u00e3o h\u00e1 um plano concreto para retomar as atividades escolares com seguran\u00e7a. Isso acendeu o alerta para as consequ\u00eancias que os preju\u00edzos no aprendizado podem ter sobre a desigualdade de renda e sobre o pr\u00f3prio crescimento da economia brasileira. No limite, o ano perdido pelos estudantes poderia subtrair R$ 1,5 trilh\u00e3o da renda dos brasileiros ao longo de meio s\u00e9culo, estima o professor Ricardo Paes de Barros, um dos maiores especialistas em desigualdade. O dano seria equivalente a um Bolsa Fam\u00edlia por ano.<!--more--><\/p>\n<p>Um estrago desse tamanho n\u00e3o deve se concretizar, porque parte dos alunos manteve algum tipo de atividade remota ao longo de 2020. E mesmo quem foi prejudicado ainda poder\u00e1 recuperar o tempo perdido. Mas o valor expressivo d\u00e1 uma ideia do que est\u00e1 em jogo.<\/p>\n<p>O grande temor \u00e9 que, por falta de est\u00edmulo ou por necessidade, muitos alunos acabem simplesmente abandonando a escola. Cada ano adicional de estudo significa maior capacita\u00e7\u00e3o para o mercado e consequentemente, mais oportunidades e melhores sal\u00e1rios. E m\u00e3o de obra menos qualificada tamb\u00e9m significa reduzir ainda mais a produtividade da economia, que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 das melhores.<\/p>\n<p>O economista Rodrigo Soares, professor licenciado da Universidade de Columbia e atualmente professor do Insper, avalia que h\u00e1 risco para os estudantes que est\u00e3o em \u201cmomentos-chave\u201d para a forma\u00e7\u00e3o e o aprendizado, como \u00e9 o caso de quem est\u00e1 no in\u00edcio da alfabetiza\u00e7\u00e3o. \u201cOs primeiros anos de educa\u00e7\u00e3o formal s\u00e3o muito importantes para estabelecer uma base para o que ser\u00e1 desenvolvido posteriormente\u201d, afirma.<\/p>\n<p>\u201cPrejudicando esses momentos-chave, \u00e9 poss\u00edvel acabar afetando os anos totais de escolaridade que essa crian\u00e7a venha a ter. \u00c9 poss\u00edvel que ela acabe tendo menos probabilidade de ir \u00e0 faculdade e tudo isso est\u00e1 relacionado \u00e0 competitividade no mercado de trabalho. Pode ter mais dificuldade de conseguir emprego, menor sal\u00e1rio. Claro que isso n\u00e3o ser\u00e1 verdade para a maioria das crian\u00e7as, mas pode ser verdade para crian\u00e7as que j\u00e1 estavam com dificuldade\u201d, explicou Soares.<\/p>\n<p><strong>Internet<\/strong><\/p>\n<p>Para uma parcela de alunos, aulas remotas se tornaram o principal canal de aprendizado durante a pandemia. Mas a realidade est\u00e1 longe de ser homog\u00eanea entre os Estados. Em S\u00e3o Paulo, que tem uma das maiores rendas per capita do Brasil, 5,2% dos alunos do ensino fundamental n\u00e3o tiveram qualquer atividade oferecida pelas escolas no m\u00eas de setembro, segundo dados da Pnad Covid-19 coletada pelo IBGE. No Par\u00e1, com menos da metade do PIB per capita paulista, essa propor\u00e7\u00e3o foi de 39,3%.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o se agrava ainda mais no ensino m\u00e9dio, que abriga os jovens j\u00e1 mais pr\u00f3ximos do mercado de trabalho e que, segundo os especialistas, est\u00e3o mais expostos ao risco de largar a escola para antecipar a busca por emprego, na expectativa de ajudar a fam\u00edlia. No Par\u00e1, 63,9% dos estudantes do ensino m\u00e9dio n\u00e3o tiveram nenhuma atividade escolar em setembro, bem mais do que em S\u00e3o Paulo, onde a fatia foi de 8,2%.<\/p>\n<p>Economistas reconhecem o risco para a gera\u00e7\u00e3o que hoje est\u00e1 na escola, mas ressaltam que \u00e9 poss\u00edvel reverter esse processo. Para isso, eles citam a import\u00e2ncia do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o como coordenador do processo de retomada das aulas e, sobretudo, de conten\u00e7\u00e3o de danos. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 que ser\u00e1 necess\u00e1rio tra\u00e7ar uma estrat\u00e9gia eficaz de recupera\u00e7\u00e3o das aulas e do aprendizado, possivelmente direcionando a\u00e7\u00f5es a grupos mais afetados ou com maiores dificuldades. Tudo precisaria ser feito respeitando protocolos sanit\u00e1rios &#8211; que podem resultar, inclusive, em manuten\u00e7\u00e3o de professores que integram o grupo de risco em trabalho remoto.<\/p>\n<p>Desde o dia 23 de outubro, a reportagem tenta obter um posicionamento do MEC. A assessoria de imprensa foi contatada por e-mail, telefone e aplicativo de mensagens em mais de uma ocasi\u00e3o. N\u00e3o houve resposta aos questionamentos. No fim de setembro, o ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Milton Ribeiro, declarou ao Estad\u00e3o que a volta \u00e0s aulas no Pa\u00eds e o acesso \u00e0 internet pelos alunos n\u00e3o s\u00e3o temas da pasta.<\/p>\n<p><strong>&#8216;Efeito-diploma&#8217; garante R$ 212 de renda extra<\/strong><\/p>\n<p>O risco de aumento na evas\u00e3o de alunos no \u00faltimo ano do ensino m\u00e9dio devido \u00e0 suspens\u00e3o das aulas durante a pandemia da covid-19 amea\u00e7a um importante fator que assegura a esses jovens uma renda maior no emprego. Trata-se do \u201cefeito-diploma\u201d, que garante sozinho um incremento m\u00e9dio de R$ 212 no rendimento mensal a quem tiver o certificado do ensino m\u00e9dio na m\u00e3o, segundo estimativas do economista Na\u00e9rcio Menezes Filho, coordenador do Centro de Pol\u00edticas P\u00fablicas do Insper.<\/p>\n<p>At\u00e9 a conclus\u00e3o do ensino m\u00e9dio, cada ano adicional de estudos \u00e9 capaz de assegurar um incremento m\u00e9dio de R$ 70 \u00e0 renda. Mas os anos de conclus\u00e3o de fases da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica t\u00eam maior peso, por isso o chamado \u201cefeito-diploma\u201d. No ensino superior, o impacto \u00e9 ainda mais expressivo e capaz de dobrar a renda m\u00e9dia do trabalhador.<\/p>\n<p>A evas\u00e3o escolar j\u00e1 era maior entre jovens de 15 a 17 anos antes da pandemia. Com a crise e a necessidade de complementar a renda da fam\u00edlia, especialistas temem que a suspens\u00e3o das aulas presenciais tenha significado para os mais vulner\u00e1veis desse grupo o abandono em definitivo dos estudos. Por um momento, esses jovens n\u00e3o s\u00f3 deixar\u00e3o de usufruir do \u201cefeito-diploma\u201d, mas tamb\u00e9m ficar\u00e3o longe da porta de entrada do ensino superior.<\/p>\n<p>\u201cQuando voc\u00ea fecha escolas durante todos esses meses, provavelmente alguns jovens n\u00e3o v\u00e3o voltar, ent\u00e3o v\u00e3o ter menos anos de escolaridade. E isso significa menos produtividade, menos crescimento do PIB\u201d, afirma Menezes Filho.<\/p>\n<p><strong>Exemplo dos EUA<\/strong><\/p>\n<p>O economista cita estudo de economistas americanos sobre a epidemia de poliomielite em 1916 nos EUA, que teve mais de 23 mil infectados e tamb\u00e9m levou ao fechamento de escolas. O artigo concluiu que jovens de 14 a 17 anos na \u00e9poca da doen\u00e7a chegaram a 1940 com menor escolaridade do que a gera\u00e7\u00e3o anterior. O efeito seria equivalente a um adolescente de 14 anos ter um ano a menos de educa\u00e7\u00e3o formal.<\/p>\n<p>Para ele, a mesma l\u00f3gica na situa\u00e7\u00e3o atual n\u00e3o deve resultar em um efeito dram\u00e1tico, uma vez que os jovens podem cursar no futuro um ensino t\u00e9cnico ou supletivo para compensar as perdas. \u201cMas certamente algum efeito vai ter. A gera\u00e7\u00e3o que est\u00e1 na escola agora vai ter mais desigualdade, porque os mais ricos est\u00e3o tendo aprendizado muito mais atualizado no dia a dia do que os mais pobres, que n\u00e3o t\u00eam internet\u201d, afirma.<\/p>\n<p>O doutor em Educa\u00e7\u00e3o Greg\u00f3rio Grisa, professor do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), defende que os governos fa\u00e7am uma busca ativa dos alunos que s\u00e3o mais vulner\u00e1veis e apresentam maior tend\u00eancia de abandonar a escola na situa\u00e7\u00e3o atual. A ideia seria justamente rastre\u00e1-los para traz\u00ea-los de volta ao ambiente escolar. \u201cN\u00e3o h\u00e1 como n\u00e3o ter di\u00e1logo. Os secret\u00e1rios (estaduais e municipais) de Educa\u00e7\u00e3o s\u00e3o parte do processo, mas n\u00e3o exclusiva. Tem de ter a sa\u00fade, a educa\u00e7\u00e3o (MEC) e outros setores envolvidos\u201d, afirma Grisa.<\/p>\n<p>\u201cA nossa dificuldade \u00e9 articula\u00e7\u00e3o. A gente n\u00e3o tem planejamento estrat\u00e9gico junto a Estados e munic\u00edpios independente de ciclos pol\u00edticos\u201d, critica o economista Arnaldo Lima, diretor de Estrat\u00e9gias P\u00fablicas da MAG Seguros e ex-secret\u00e1rio de Educa\u00e7\u00e3o Superior do MEC. Para ele, \u00e9 preciso tra\u00e7ar um plano de recupera\u00e7\u00e3o das aulas, que inclua at\u00e9 mesmo o uso de redes de r\u00e1dio e TV para chegar a localidades sem conex\u00e3o \u00e0 internet.<\/p>\n<p>Em Portugal, at\u00e9 o presidente Marcelo Rebelo de Sousa, professor de forma\u00e7\u00e3o, gravou videoaulas transmitidas pela emissora p\u00fablica de televis\u00e3o. \u201cO efeito de longo prazo da perda de aprendizado em determinado momento pode ser danoso\u201d, alerta Lima<\/p>\n<p><strong>\u2018Educa\u00e7\u00e3o remota afeta ainda mais os vulner\u00e1veis\u2019<\/strong><\/p>\n<p>O governo deveria centrar esfor\u00e7os no controle da pandemia do novo coronav\u00edrus para criar as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias \u00e0 reabertura das escolas, afirma ao Estad\u00e3o\/Broadcast o economista Ricardo Paes de Barros, professor do Insper, economista-chefe do Instituto Ayrton Senna e um dos formuladores do programa Bolsa Fam\u00edlia: \u201cN\u00e3o adianta fazer a economia voltar e manter escolas fechadas.<\/p>\n<p>Eventualmente, tem de fazer o contr\u00e1rio: fecha a economia e abre as escolas.\u201d<\/p>\n<p>Segundo ele, \u00e9 preciso criar incentivos, inclusive financeiros, para que jovens de fam\u00edlias mais carentes voltem \u00e0s aulas, em vez de engordar estat\u00edsticas de evas\u00e3o escolar. Ao mesmo tempo, ser\u00e1 necess\u00e1rio refor\u00e7ar a oferta de professores para ampliar a assist\u00eancia aos alunos e recuperar o tempo perdido. Se nada for feito, o preju\u00edzo no aprendizado pode ter impacto na renda do estudante em at\u00e9 R$ 70 mil ao longo de sua vida. Em caso de abandono dos estudos, o preju\u00edzo chega a R$ 400 mil para ele e a sociedade.<\/p>\n<p><strong>A seguir, os principais trechos da entrevista:<\/strong><\/p>\n<p>As escolas est\u00e3o fechadas h\u00e1 oito meses. H\u00e1 uma disparidade nos Estados sobre o acesso dos alunos a atividades remotas. Qual \u00e9 o impacto disso na economia e na desigualdade?<\/p>\n<p>N\u00e3o tem como ter essa educa\u00e7\u00e3o remota, em certo sentido improvisada, durante oito meses. \u00c9 imposs\u00edvel achar que n\u00e3o vai ter consequ\u00eancias graves. Os alunos v\u00e3o aprender menos, a chance de evadir \u00e9 maior. E tudo isso acontecendo de uma maneira extremamente desigual, porque esse esfor\u00e7o merit\u00f3rio de educa\u00e7\u00e3o remota requer um apoio da fam\u00edlia em termos de recursos digitais espa\u00e7o, lugar para estudar, tempo para estudar. Vai ser uma perda grande e desigual.<\/p>\n<p><strong>E qual \u00e9 o tamanho da perda?<\/strong><\/p>\n<p>A gente s\u00f3 vai saber na hora em que come\u00e7ar a medir o que aconteceu com o aprendizado \u00e0 medida que os alunos voltarem. Agora, a principal preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 o cara voltar para a escola. Se n\u00e3o voltar para a escola, a perda \u00e9 gigantesca. Num trabalho que fizemos no Insper junto com a Funda\u00e7\u00e3o Roberto Marinho, a gente calcula que cada jovem que n\u00e3o voltar para a escola \u00e9 um preju\u00edzo de R$ 400 mil para ele e para a sociedade brasileira. N\u00e3o \u00e9 o que ele perdeu este ano, mas o que ele vai perder tamb\u00e9m nos pr\u00f3ximos anos por ter sa\u00eddo da escola. \u00c9 uma perda gigantesca de PIB, de renda, de empregabilidade e de tudo que a educa\u00e7\u00e3o traz, desde menos viol\u00eancia a melhores condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade.<\/p>\n<p><strong>Quem est\u00e1 mais exposto?<\/strong><\/p>\n<p>Quem tem mais risco de n\u00e3o voltar para a escola s\u00e3o os mais pobres, os mais vulner\u00e1veis, e quem se beneficiou menos da educa\u00e7\u00e3o remota foram os mais pobres e mais vulner\u00e1veis. Ent\u00e3o tudo \u00e9 muito desigual, uma perda muito grande, mas tem uma prioridade. Primeiro, garantir que todo mundo volte. Segundo, recuperar a perda de aprendizado. A pior coisa que a escola pode fazer \u00e9 naturalizar essa perda de aprendizado. A gente deveria estender, por exemplo, o terceiro ano (do ensino m\u00e9dio) e segurar os jovens que n\u00e3o aprenderam tudo que deveriam, porque ensinar para eles \u00e9 mais importante do que eles entrarem no mercado de trabalho.<\/p>\n<p><strong>O p\u00fablico do terceiro ano \u00e9 justamente o que est\u00e1 no maior risco de evas\u00e3o, muitos precisam ajudar a fam\u00edlia. Como garantir que ele n\u00e3o s\u00f3 volte, mas fique mais um ano na escola? \u00c9 preciso algum incentivo?<\/strong><\/p>\n<p>Custa R$ 400 mil (o abandono escolar). Qualquer incentivo que a gente der para eles \u00e9 mais do que bem-vindo. O governo est\u00e1 gastando R$ 600 bilh\u00f5es, deixando de arrecadar R$ 200 bilh\u00f5es (em 2020). Faz todo o sentido uma bolsa de estudos para todos os jovens pobres se manterem na escola. \u00c9 um dos melhores incentivos que o Brasil pode fazer para o pr\u00f3ximo ano. Mas n\u00e3o adianta manter ele na escola se a gente n\u00e3o tiver um programa de ensinar para ele, acelerar o aprendizado. A solu\u00e7\u00e3o mais evidente s\u00e3o tutorias, turmas com poucos alunos. \u00c9 preciso entender no detalhe o que ele sabe, o que n\u00e3o sabe e ajudar. Isso requer uma rela\u00e7\u00e3o de n\u00famero de alunos por professor muito baixa, \u00e9 quase uma tutoria individualizada.<\/p>\n<p><strong>Isso implica contrata\u00e7\u00e3o, horas adicionais dos professores? Como seria feito?<\/strong><\/p>\n<p>Vai envolver os professores trabalharem mais horas, afinal estamos nos recuperado de uma pandemia. Gastou-se mais com o aux\u00edlio emergencial, n\u00f3s vamos ter de gastar agora com educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Tem uma press\u00e3o grande sobre governadores e prefeitos para reabrir escolas, alguns tentaram e voltaram atr\u00e1s, mas h\u00e1 ainda grande temor. Como conciliar isso?<\/strong><\/p>\n<p>A \u00fanica maneira de fazer isso \u00e9 reduzir o n\u00famero de mortes, reduzir a transmissibilidade. Enquanto o Brasil tiver o n\u00famero que mortes que tem hoje, vai ser imposs\u00edvel voltar seriamente com as escolas. S\u00f3 vai voltar para fechar de novo. N\u00e3o adianta fazer a economia voltar e manter escolas fechadas.<\/p>\n<p>Eventualmente tem de fazer o contr\u00e1rio, fecha a economia e abre as escolas, que parece ser o que alguns pa\u00edses europeus est\u00e3o fazendo. \u00c9 mais importante abrir as escolas do que abrir a economia. O direito \u00e0 vida est\u00e1 em primeiro lugar. O Brasil tinha que ter no m\u00e1ximo 200 mortes por semana. A\u00ed poderia sair de uma propaga\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria, avaliar cada morte para saber de onde veio e tomar as medidas para evitar transmiss\u00e3o, que \u00e9 o que a Alemanha fez. Depois disso pode come\u00e7ar a falar em abrir as coisas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Oito meses ap\u00f3s o fechamento de escolas por conta da pandemia do novo coronav\u00edrus, ainda n\u00e3o h\u00e1 um plano concreto para retomar as atividades escolares com seguran\u00e7a. Isso acendeu o alerta para as consequ\u00eancias que os preju\u00edzos no aprendizado podem ter sobre a desigualdade de renda e sobre o pr\u00f3prio crescimento da economia brasileira. 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