{"id":1193,"date":"2005-09-19T17:31:00","date_gmt":"2005-09-19T20:31:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2005\/09\/19\/venda-de-livros-cai-ao-nivel-de-1991\/"},"modified":"2005-09-19T17:31:00","modified_gmt":"2005-09-19T20:31:00","slug":"venda-de-livros-cai-ao-nivel-de-1991","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/venda-de-livros-cai-ao-nivel-de-1991\/","title":{"rendered":"Venda de livros cai ao n\u00edvel de 1991"},"content":{"rendered":"<p>Luiz Ant\u00f4nio Clemente, 55, \u00e9 um devorador de livros. S\u00f3 em casa, tem mais de 3.000. Ele tentou passar a paix\u00e3o pela leitura para seus seis filhos, mas s\u00f3 um herdou o gosto do pai. \u201cMeu mais velho at\u00e9 que gosta, mas os outros odeiam ler\u201c, conta. Essa paix\u00e3o de Clemente pela leitura poderia ser considerada o que os matem\u00e1ticos chamam de desvio estat\u00edstico. Maquinista aposentado, ele mora em Bangu, bairro da zona oeste do Rio de Janeiro que tem a terceira maior popula\u00e7\u00e3o da cidade. O n\u00famero de bibliotecas na regi\u00e3o, no entanto, \u00e9 zero.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Formar leitores como Clemente no Brasil \u00e9 tarefa dif\u00edcil. Prova disso \u00e9 que o mercado editorial de livros n\u00e3o-did\u00e1ticos teve em 2004 um desempenho em vendas igual ao verificado em 1991. Segundo a C\u00e2mara Brasileira do Livro e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros, foram vendidos no ano passado 289 milh\u00f5es de livros, ou 1 milh\u00e3o a menos do que o montante negociado no in\u00edcio da d\u00e9cada passada. Os n\u00fameros de 2004 at\u00e9 representam um avan\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o aos do ano anterior, mas isso n\u00e3o \u00e9 l\u00e1 grande coisa, j\u00e1 que em 2003 o mercado viveu seu pior ano desde 1992.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Esse p\u00edfio desempenho do mercado editorial ocorreu no \u00a0<br \/> mesmo per\u00edodo em que, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica), houve aumento na renda m\u00e9dia do trabalhador brasileiro. Ela, apesar de ter oscilado ap\u00f3s atingir seu pico em 1996 e ter voltado a cair desde ent\u00e3o, cresceu 16,3% no per\u00edodo 1992 a 2003, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlio.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Os indicadores de escolaridade da popula\u00e7\u00e3o, em tese, tamb\u00e9m deveriam beneficiar o setor. De 1992 a 2003, a popula\u00e7\u00e3o com mais de dez anos de idade aumentou em 29 milh\u00f5es. A propor\u00e7\u00e3o de pessoas com mais de oito anos de estudos cresceu no per\u00edodo de 25,4% para 41,2%, ao mesmo tempo em que caiu a taxa de analfabetismo e a porcentagem de crian\u00e7as fora da escola.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Para Marino Lobello, vice-presidente de Comunica\u00e7\u00e3o da CBL (C\u00e2mara Brasileira do Livro), o aumento da renda e da escolaridade pouco influem no mercado por causa de uma quest\u00e3o cultural. \u201c\u00c9 verdade que esse \u00e9 um pa\u00eds de renda m\u00e9dia baixa, mas, mesmo que a renda aumente, o livro n\u00e3o faz parte da cesta b\u00e1sica cultural do brasileiro. \u00c9 por isso que o mercado fica estabilizado num patamar. Ele cresce um pouquinho, cai depois, mas continuam sendo apenas 26 milh\u00f5es de brasileiros que l\u00eaem quatro livros por ano e ponto final\u201c, afirma ele.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> Compara\u00e7\u00e3o\u00a0<br \/><\/B> De fato, o \u00edndice de leitura no Brasil \u00e9 muito baixo quando comparado com pa\u00edses desenvolvidos. De acordo com a pesquisa Retrato da Leitura no Brasil, de 2001, a m\u00e9dia de livros lido per capita aqui \u00e9 de 1,8. Na Inglaterra, essa m\u00e9dia chega a 4,9. Nos Estados Unidos, \u00e9 de 5,1 e, na Fran\u00e7a, atinge 7.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O gasto m\u00e9dio das fam\u00edlias brasileiras com livros, jornais ou revistas tamb\u00e9m \u00e9 muito baixo se comparado com outros produtos que poderiam ser considerados sup\u00e9rfluos.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A Pesquisa de Or\u00e7amentos Familiares do IBGE, realizada em 2003, mostra que, na divis\u00e3o dos gastos em praticamente todas as classes sociais, esses artigos ficam atr\u00e1s das despesas m\u00e9dias com cigarro, perfume ou cabeleireiro e manicure.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> Gasto com internet e celular afetam vendas \u00a0<br \/><\/B><em> Folha de S\u00e3o Paulo\u00a0<br \/><\/em> \u00a0<br \/> Para os economistas F\u00e1bio S\u00e1 Earp, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), e George Kornis, da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), que realizaram no ano passado um estudo sobre o mercado editorial brasileiro a pedido do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social), parte da explica\u00e7\u00e3o do problema com as vendas de livros est\u00e1 tamb\u00e9m no fato de as fam\u00edlias de maior renda terem passado a dividir seu or\u00e7amento com outros gastos, como telefones celulares, TV a cabo e internet.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cOs compradores significativos de livros s\u00e3o os 10% mais ricos no Brasil. Esses tiveram queda na renda de 1993 a 2003 e, ao mesmo tempo, apareceram novas necessidades, como o celular e a internet, com o que estes consumidores t\u00eam um gasto de quatro a seis vezes maior do que com bens editoriais, segundo a Pesquisa de Or\u00e7amentos Familiares do IBGE\u201c, afirmam os economistas.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Earp e Kornis citam ainda como empecilho o alto pre\u00e7o dos livros: \u201cPara os livros caberem no bolso dos brasileiros, eles teriam que custar menos de um ter\u00e7o do que custam hoje\u201c.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Marino Lobello, da CBL (C\u00e2mara Brasileira do Livro), concorda, mas diz que isso se deve tamb\u00e9m a um problema de escala: como o brasileiro l\u00ea pouco, as tiragens s\u00e3o baixas. Sendo baixas, o pre\u00e7o do livro \u00e9 mais caro para justificar o investimento. Para resolver esse problema, ele defende um investimento maior no n\u00famero de bibliotecas e livrarias.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cSe voc\u00ea faz um livro com 2.000 exemplares, cobra R$ 30 por ele. Mas, se pudesse fazer 5.000, o pre\u00e7o cairia para R$ 20. Isso criaria, ent\u00e3o, um c\u00edrculo virtuoso. O editor ganharia mais, a livraria ganharia mais, e o consumidor pagaria menos. O livro \u00e9 um produto muito sens\u00edvel \u00e0 tiragem\u201c, diz.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Para aumentar o h\u00e1bito de leitura, o vice-presidente da CBL sugere a cria\u00e7\u00e3o de bibliotecas atualizadas e acess\u00edveis \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de baixa renda: \u201cPa\u00edses com tradi\u00e7\u00e3o de leitura t\u00eam v\u00e1rias bibliotecas modernas, sortidas e atualizadas que ajudam a disseminar o h\u00e1bito de leitura. N\u00e3o adianta ter apenas obras hist\u00f3ricas. \u00c9 preciso oferecer tamb\u00e9m a novidade do mercado. \u00c9 por isso que, em pa\u00edses como os EUA, um filho de oper\u00e1rio l\u00ea mais do que um adolescente de classe m\u00e9dia no Brasil\u201c.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Jason Prado, diretor-executivo da organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o-governamental Leia Brasil, cita ainda como problema a forma\u00e7\u00e3o de professores. \u201cNos cursos de forma\u00e7\u00e3o de professor, n\u00e3o h\u00e1 quase nenhuma carga hor\u00e1ria destinada a fazer dele um leitor. Como formar um aluno leitor se o professor n\u00e3o l\u00ea?\u201c, indaga.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u00a0<br \/><B> ONG busca criar p\u00fablico leitor\u00a0<br \/><\/B><em> Folha de S\u00e3o Paulo\u00a0<br \/><\/em> \u00a0<br \/> Quando iniciou seu trabalho, no in\u00edcio da d\u00e9cada de 90, a organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o-governamental Leia Brasil logo percebeu que, para estimular a forma\u00e7\u00e3o de um p\u00fablico leitor, n\u00e3o bastava facilitar o acesso ao livro. \u201cA gente achava que o acesso ao livro, por si s\u00f3, seria o grande estimulador da leitura no Brasil. Com muita rapidez, no entanto, verificamos que o livro ficava \u00e0s moscas nas escolas, porque o professor n\u00e3o sabia o que fazer com ele e o aluno n\u00e3o tinha curiosidade\u201c, conta Jason Prado, diretor-executivo da ONG.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A atividade do Leia Brasil, que no in\u00edcio era centrada principalmente na oferta de livros, passou ent\u00e3o a ser acompanhada de uma s\u00e9rie de outras paralelas para criar um ambiente prop\u00edcio ao est\u00edmulo \u00e0 leitura na escola.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A ONG possui caminh\u00f5es-biblioteca que visitam escolas p\u00fablicas emprestando livros, revistas e v\u00eddeos e realizando atividades como exposi\u00e7\u00f5es que, de alguma maneira, possam ajudar a formar um p\u00fablico leitor.\u00a0<br \/> O foco da entidade deixou de ser apenas o aluno para englobar tamb\u00e9m o professor, que recebe treinamento e material did\u00e1tico que d\u00e1 suporte a essas atividades.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> \u201cUma das melhores coisas que fizemos foi ter oferecido gratuitamente esse material para as escolas sem obrigatoriedade de elas terem algum tipo de resposta acad\u00eamica. N\u00f3s levamos o livro para dentro da escola tentando tirar essa caracter\u00edstica de tarefa ou de obriga\u00e7\u00e3o\u201c, diz Prado.\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Luiz Ant\u00f4nio Clemente, 55, \u00e9 um devorador de livros. S\u00f3 em casa, tem mais de 3.000. Ele tentou passar a paix\u00e3o pela leitura para seus seis filhos, mas s\u00f3 um herdou o gosto do pai. \u201cMeu mais velho at\u00e9 que gosta, mas os outros odeiam ler\u201c, conta. 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