{"id":1075,"date":"2005-07-07T11:04:00","date_gmt":"2005-07-07T14:04:00","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/2005\/07\/07\/livro-brasileiro-uma-historia-de-200-anos\/"},"modified":"2005-07-07T11:04:00","modified_gmt":"2005-07-07T14:04:00","slug":"livro-brasileiro-uma-historia-de-200-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/livro-brasileiro-uma-historia-de-200-anos\/","title":{"rendered":"Livro brasileiro, uma hist\u00f3ria de 200 anos"},"content":{"rendered":"<p>O ano de 1808 \u00e9 considerado fundamental para a hist\u00f3ria do Brasil. A chegada da fam\u00edlia real portuguesa foi decisiva para que a col\u00f4nia deixasse de ser submetida a amarras mercantilistas e come\u00e7asse a conquistar a autonomia que lhe daria condi\u00e7\u00f5es de seguir vida independente. Para o que viria a ser a ind\u00fastria editorial brasileira, n\u00e3o foi diferente. Menos de dois meses ap\u00f3s o desembarque da Corte portuguesa no Rio de Janeiro, o pr\u00edncipe regente, dom Jo\u00e3o VI, emitiu uma carta r\u00e9gia autorizando a impress\u00e3o no Brasil. Antes, qualquer escrito que surgisse na col\u00f4nia deveria ser publicado na Europa ou permanecer na forma de manuscrito &#8211; restri\u00e7\u00e3o que pode em parte ser atribu\u00edda ao conservadorismo da administra\u00e7\u00e3o do marqu\u00eas de Pombal (1750-1777), para quem a impress\u00e3o na col\u00f4nia significava fonte de poder e infl u\u00eancia dos jesu\u00edtas. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> A carta r\u00e9gia de dom Jo\u00e3o VI foi impressa em um dos dois prelos (ou prensas) que Portugal importou da Inglaterra para uso na metr\u00f3pole e que, ironicamente, devido \u00e0s turbul\u00eancias pol\u00edticas de 1807, nunca chegaram a ser usados l\u00e1: ficaram encaixotados no cais de Lisboa com 28 fontes de tipos para impress\u00e3o. \u201cA arte de imprimir com tipos m\u00f3veis, que os governantes portugueses tanto se empenharam para n\u00e3o deixar chegar ao Brasil, acabou sendo trazida ao pa\u00eds pelo pr\u00f3prio governo\u201c, resume o ingl\u00eas Laurence Hallewell em O livro no Brasil, possivelmente a mais completa hist\u00f3ria das editoras comerciais no Brasil. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Resultante de tese de doutorado defendida na Universidade de Essex (Inglaterra) em 1975, o livro chega neste m\u00eas \u00e0 segunda edi\u00e7\u00e3o brasileira &#8211; 20 anos ap\u00f3s a primeira, publicada somente depois de Hallewell ter sido convidado para dar aulas de biblioteconomia na Universidade Federal da Para\u00edba. S\u00e3o 816 p\u00e1ginas de hist\u00f3rias detalhadas de editores e publica\u00e7\u00f5es, al\u00e9m de estat\u00edsticas que ajudam a compreender a forma\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento da cultura do livro no pa\u00eds. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O livro no Brasil come\u00e7a sua narrativa mesmo antes da descoberta da Am\u00e9rica, passa pelo primeiro s\u00e9culo e meio de col\u00f4nia, \u00e9poca em que \u201ca ind\u00fastria da impress\u00e3o n\u00e3o era administrativamente necess\u00e1ria nem economicamente poss\u00edvel\u201c, registra a tentativa frustrada dos holandeses de introduzir a impress\u00e3o em Recife, na d\u00e9cada de 1640, e chega ao s\u00e9culo XVIII, quando se tem prova definitiva da exist\u00eancia de uma prensa em territ\u00f3rio brasileiro. Isidoro da Fonseca, um dos principais tip\u00f3grafos de Lisboa, foi respons\u00e1vel por um prelo no Rio em 1747. Ele teria vindo de Portugal, contra a vontade das autoridades da metr\u00f3pole, a convite do governador do Rio e de Minas, Gomes Freire de Andrade. Logo que se soube em Lisboa de sua oficina de impress\u00e3o, no mesmo ano, foi emitida uma ordem para fech\u00e1-la. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Mas \u00e9 realmente no s\u00e9culo XIX que, como conta Hallewell, essa hist\u00f3ria come\u00e7a para valer. No in\u00edcio, ainda sob forte controle ideol\u00f3gico e, na capital, sob monop\u00f3lio do governo: da institui\u00e7\u00e3o da Imprensa R\u00e9gia, em maio de 1808, at\u00e9 1821, o \u00f3rg\u00e3o real deteve a exclusividade da impress\u00e3o na Corte, como era conhecido o Rio. Por isso, n\u00e3o \u00e9 de espantar que o primeiro concorrente do \u00f3rg\u00e3o oficial n\u00e3o tenha sido da cidade: Manuel Ant\u00f4nio da Silva Serva, antigo comerciante de Lisboa, que instalou em 1811 sua tipografia em Salvador, \u201cmaior do que um mercado de tamanho limitado poderia justificar\u201c. Como os pre\u00e7os cobrados pela Imprensa R\u00e9gia eram demasiadamente altos, era f\u00e1cil para ele conseguir encomendas na capital. Ap\u00f3s o fim do monop\u00f3lio, decretado em 2 de mar\u00e7o de 1821, instalaram-se no Rio as primeiras oficinas tipogr\u00e1ficas particulares. \u00c0s v\u00e9speras da independ\u00eancia, eram \u201ccerca de sete\u201c. Na metade dessa mesma d\u00e9cada Paris tinha 480 livrarias e 850 tipografias.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Os principais tip\u00f3grafos dos anos que se seguiram foram Pierre Ren\u00e9 Fran\u00e7ois Plancher de la No\u00e9, que imprimiu a Constitui\u00e7\u00e3o do Imp\u00e9rio do Brasil, e Francisco de Paula Brito, sucessor de Plancher e \u201co primeiro editor digno deste nome que houve entre n\u00f3s\u201c, em cita\u00e7\u00e3o de Machado de Assis. Al\u00e9m do elogio de Machado, Paula Brito pode ser lembrado tamb\u00e9m pelo fato de sua loja ter abrigado a \u201cSociedade Petal\u00f3gica\u201c, grupo de poetas, compositores, atores, l\u00edderes da sociedade, ministros de governo, senadores, jornalistas e m\u00e9dicos que \u201cconstitu\u00edam movimento rom\u00e2ntico de 1840-60\u201c.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> N\u00e3o \u00e9 fato isolado no caso de Paula Brito que uma loja ou casa editorial tenha sido ponto de encontro da elite cultural. Como se descobre mais adiante na leitura, a paulistana Casa Garraux, de Anatole Louis Garraux, foi na d\u00e9cada de 1870 local de encontro de estudantes da Faculdade de Direito, fundada em 1827, e de fazendeiros de caf\u00e9 que eram educados, em n\u00famero cada vez maior, na Fran\u00e7a ou na Alemanha. Outro exemplo \u00e9 a livraria de Jos\u00e9 Olympio, no Rio de Janeiro, onde se encontravam escritores e artistas de opini\u00e3o progressista. Carlos Drummond de Andrade chega a sugerir que a orienta\u00e7\u00e3o socialista da literatura brasileira entre 1935 e 1937 deve ser compreendida como resultado dos bate-papos da rua do Ouvidor n\u00ba 110. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O desenvolvimento de uma ind\u00fastria editorial paulista viria na gera\u00e7\u00e3o seguinte, com Monteiro Lobato. Segundo Hallewell, o escritor e editor deu passos que iriam revolucionar as perspectivas do autor brasileiro. Lobato se deu conta de que o mais s\u00e9rio problema que o livro enfrentava no Brasil era a falta de pontos de venda &#8211; havia pouco mais de 30 livrarias em todo o pa\u00eds dispostas a aceitar livros em consigna\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, em 1918, ele come\u00e7ou a oferecer livros para lojas de varejo, farm\u00e1cias e padarias, mas n\u00e3o a\u00e7ougues, \u201cpor temor de que os livros ficassem sujos de sangue\u201c. Isso lhe proporcionou uma rede de quase 2.000 distribuidores espalhados pelo Brasil.\u00a0<br \/> \u00a0<br \/> O criador de Em\u00edlia e companhia n\u00e3o parou por a\u00ed. Para cultivar um p\u00fablico leitor em \u00e2mbito nacional, implementou, al\u00e9m da distribui\u00e7\u00e3o, uma s\u00e9rie de inova\u00e7\u00f5es: o lan\u00e7amento de novos autores, o pagamento de direitos autorais compensadores, a publicidade em jornais, capas ilustradas e a melhoria na apar\u00eancia interna dos livros. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> No in\u00edcio dos anos 1930, aparece no Brasil um novo centro editorial, Porto Alegre. L\u00e1 era sediada a livraria Globo, reconhecida no mercado livreiro brasileiro tanto pelos autores que passou a publicar como pela qualidade, personificada na figura de Erico Verissimo. Foi ele quem inaugurou na ind\u00fastria do livro no Brasil a figura do editor profissional, que n\u00e3o era dono da editora. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Na d\u00e9cada seguinte, a editora Jos\u00e9 Olympio contribuiu para que os anos 1940 fossem denominados \u201ca idade de ouro da tradu\u00e7\u00e3o no Brasil\u201c. O editor contratou escritores profissionais para traduzir, o que assegurava que todos os textos estariam bem escritos e que os trabalhos seriam feitos com cuidado e com preocupa\u00e7\u00e3o, uma vez que tradutor devia pensar na pr\u00f3pria reputa\u00e7\u00e3o como escritor. Jos\u00e9 Olympio \u00e9 tido por Hallewell como o principal editor brasileiro na d\u00e9cada de 1930 e no in\u00edcio dos anos 1940. \u00a0<br \/> \u00a0<br \/> Hallewell descreve o crescimento da ind\u00fastria editorial nos anos 1950 e a crise de duas d\u00e9cadas mais tarde. Seu trabalho, embora muito descritivo, n\u00e3o se resume a uma mera cronologia, e no final, ao desembocar na atualidade, adquire um tom mais anal\u00edtico. Preocupado com o analfabetismo e com a baixa difus\u00e3o do livro no pa\u00eds, o historiador constata que \u201ch\u00e1 ind\u00edcios de que a cultura brasileira n\u00e3o estimula o h\u00e1bito da leitura\u201c. Num oceano de fatores supostamente inibidores do desenvolvimento da leitura, o historiador afirma que, em sua opini\u00e3o, o bloqueio mais forte \u00e9 o fato de o Brasil continuar a ser, \u201cuma sociedade essencialmente oral\u201c. Como elemento favor\u00e1vel \u00e0 mudan\u00e7a de atitude, ele confia na \u201cfermenta\u00e7\u00e3o intelectual\u201c produzida pelas inter-rela\u00e7\u00f5es de grandes massas de seres humanos. Mas essa j\u00e1 \u00e9 uma outra hist\u00f3ria.\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ano de 1808 \u00e9 considerado fundamental para a hist\u00f3ria do Brasil. A chegada da fam\u00edlia real portuguesa foi decisiva para que a col\u00f4nia deixasse de ser submetida a amarras mercantilistas e come\u00e7asse a conquistar a autonomia que lhe daria condi\u00e7\u00f5es de seguir vida independente. 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