{"id":10743,"date":"2020-07-16T17:33:37","date_gmt":"2020-07-16T20:33:37","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/mais-de-10-mi-de-jovens-de-14-a-29-anos-nao-concluiram-ensino-medio-70-deles-sao-pretos-ou-pardos\/"},"modified":"2020-07-16T17:33:37","modified_gmt":"2020-07-16T20:33:37","slug":"mais-de-10-mi-de-jovens-de-14-a-29-anos-nao-concluiram-ensino-medio-70-deles-sao-pretos-ou-pardos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/mais-de-10-mi-de-jovens-de-14-a-29-anos-nao-concluiram-ensino-medio-70-deles-sao-pretos-ou-pardos\/","title":{"rendered":"Mais de 10 mi de jovens de 14 a 29 anos n\u00e3o conclu\u00edram ensino m\u00e9dio; 70% deles s\u00e3o pretos ou pardos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Os dados sobre a escolariza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o brasileira v\u00eam melhorando, mas ainda mostram uma forte desigualdade, especialmente a partir da adolesc\u00eancia, quando parte expressiva dos jovens ainda interrompe os estudos. <strong>O Pa\u00eds tem 10,1 milh\u00f5es de jovens de 14 a 29 anos<\/strong> que n\u00e3o frequentam a escola nem conclu\u00edram o ensino m\u00e9dio, sendo que 7,2 milh\u00f5es deles s\u00e3o pretos ou pardos.<\/span><\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o da<strong> Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua<\/strong>: Educa\u00e7\u00e3o 2019, divulgada pelo <a href=\"https:\/\/tudo-sobre.estadao.com.br\/ibge-instituto-brasileiro-de-geografia-e-estatistica\">Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE)<\/a>.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Os dados mostram que o abandono escolar se agrava a partir dos 15 anos. Metade dos rapazes que abandonaram a escola alegar que precisavam trabalhar. Entre as mulheres, quase um quarto delas (23,8%), deixaram os estudos porque ficaram gr\u00e1vidas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u201cOs motivos da evas\u00e3o, do abandono, s\u00e3o diferentes. O que chamou mais aten\u00e7\u00e3o foi a diferen\u00e7a entre homens e mulheres. A quest\u00e3o do trabalho para os homens pesa muito mais. \u00c9 \u00f3bvio, se olhar a realidade heterog\u00eanea do Brasil, a gente sabe que muita gente tem que trabalhar cedo porque precisa prover dinheiro para dentro de casa, para alimenta\u00e7\u00e3o, para o sustento. Mas impressiona como a quest\u00e3o da gravidez entre as mulheres faz com que haja uma ruptura da quest\u00e3o escolar. Isso chamou a aten\u00e7\u00e3o. \u00d3bvio que o trabalho \u00e9 importante, mas, para as mulheres, a quest\u00e3o da gravidez foi tamb\u00e9m decisiva\u201d, disse Marina Aguas, analista da Coordena\u00e7\u00e3o de Trabalho e Rendimento do IBGE.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Ricardo Henriques, superintendente-executivo do <strong>Instituto Unibanco<\/strong>, organiza\u00e7\u00e3o que atua para a melhoria da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica no Brasil, comenta que entre os diversos fatores que explicam a evas\u00e3o escolar, como vulnerabilidade social e econ\u00f4mica, o racismo \u00e9 o tra\u00e7o mais importante desse problema.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u201cProporcionalmente, os negros est\u00e3o em fam\u00edlias mais vulner\u00e1veis. Esse n\u00famero traduz a educa\u00e7\u00e3o tanto no n\u00edvel do fluxo como no n\u00edvel da escolaridade e \u00e9 talvez a express\u00e3o mais n\u00edtida de como a desigualdade racial \u00e9 estrutural na sociedade\u201d, diz. Segundo ele, o racismo estrutural que foi naturalizado e \u00e9 negado ou ocultado no Brasil rebate em todas as estruturas do Pa\u00eds, tendo a educa\u00e7\u00e3o como espelho mais n\u00edtido.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O impacto do abandono escolar, independente do motivo ou g\u00eanero, \u00e9 da mesma natureza. \u201cN\u00e3o entrar na escolaridade b\u00e1sica \u00e9 preditor garantido de uma p\u00e9ssima inser\u00e7\u00e3o na vida adulta e tem uma implica\u00e7\u00e3o inequ\u00edvoca que ser\u00e1 a inser\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria no mundo do trabalho. Os casos excepcionais, em geral, s\u00e3o s\u00f3 uma alegoria de uma situa\u00e7\u00e3o que teria sido melhor\u201d, afirma Henriques. Ele indica, ainda, que parte da evas\u00e3o tem a ver com o pr\u00f3prio ambiente escolar, como no caso de crian\u00e7as que sofrem bullying.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Segundo o IBGE, elevar a instru\u00e7\u00e3o e a qualifica\u00e7\u00e3o dos jovens \u00e9 uma forma de combater a expressiva desigualdade educacional do Pa\u00eds, mas tamb\u00e9m pode facilitar a inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho, reduzir empregos de baixa qualidade e a alta rotatividade, especialmente em um contexto econ\u00f4mico desfavor\u00e1vel.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Para o porta-voz do Instituto Unibanco, o discurso de que bastaria dar oportunidades iguais a todos na base educacional n\u00e3o garante uma menor evas\u00e3o. \u201cIsso \u00e9 uma tese abstrata sem v\u00ednculo \u00e0 realidade brasileira, que n\u00e3o consegue dar conta do desafio hist\u00f3rico da sociedade que tem racismo estrutural e onde a popula\u00e7\u00e3o negra \u00e9 majorit\u00e1ria. Igualdade de oportunidade deveria ser tratada como responsabilidade p\u00fablica a ser garantida ao longo do processo da educa\u00e7\u00e3o\u201d, comenta.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Apenas 41,8% dos adultos pretos ou pardos acima de 25 anos tinham conclu\u00eddo o ensino b\u00e1sico obrigat\u00f3rio em 2019, contra uma fatia de 57% da popula\u00e7\u00e3o branca na mesma faixa et\u00e1ria. Os pretos e pardos tinham, em m\u00e9dia, 8,6 anos de estudos, enquanto os brancos tinham estudado 10,4 anos, quase dois anos a mais.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u201cA popula\u00e7\u00e3o branca tem quase dois anos a mais de estudo que a popula\u00e7\u00e3o preta ou parda, mostrando a\u00ed mais uma vez essas diferen\u00e7as de acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, ainda que \u00e0 educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica\u201d, disse Adriana Beringuy, analista da Coordena\u00e7\u00e3o de Trabalho e Rendimento do IBGE.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">As taxas ajustadas de frequ\u00eancia escolar l\u00edquida &#8211; que mostram as pessoas em idade escolar que cursam a etapa adequada de ensino para a respectiva idade \u2013 evidenciam que o atraso e a evas\u00e3o afetam mais a popula\u00e7\u00e3o negra ao longo do progresso da vida escolar.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u201cO desequil\u00edbrio, as desigualdades, o in\u00edcio dos gargalos j\u00e1 come\u00e7a no ensino fundamental. As pessoas falam que o grande problema seria o ensino m\u00e9dio, ele n\u00e3o come\u00e7a no ensino m\u00e9dio, ele j\u00e9 se manifesta nesses anos finais no ensino fundamental\u201d, ressaltou Adriana Beringuy, analista da Coordena\u00e7\u00e3o de Trabalho e Rendimento do IBGE.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">At\u00e9 a faixa de 10 anos, brancos e negros tinham uma taxa de frequ\u00eancia escolar l\u00edquida similar, perto de 96%. Entre os 11 e 14 anos, o resultado descia a 90,4% entre os brancos, mas despencava a 85,8% entre os pretos ou pardos. Quando considerada a taxa ajustada de frequ\u00eancia escolar l\u00edquida ao ensino m\u00e9dio entre as pessoas de 15 a 17 anos, o resultado foi de 79,6% para os brancos e de 66,7% entre os pretos ou pardos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u201cSe o cara j\u00e1 vem atrasado, ele tem mais chance de sair (da escola) nessa idade, e tem o pr\u00f3prio trabalho concorrendo com o estudo. A gente queria mostrar esse marco que acontece de 14 para 15 anos, e como \u00e9 importante pensar o que fazer nessa idade para que esse jovem permane\u00e7a na escola\u201d, explicou Marina Aguas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A pesquisadora do IBGE lembra que j\u00e1 existe uma discuss\u00e3o ampla sobre como tornar o Ensino M\u00e9dio mais atraente para os jovens, mas ressalta que \u00e9 preciso tamb\u00e9m levar em considera\u00e7\u00e3o a necessidade de parte expressiva dos alunos que precisa conciliar os estudos com o trabalho e afazeres dom\u00e9sticos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u201cN\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma quest\u00e3o de atra\u00e7\u00e3o pela escola, de querer aprender, estudar, mas a quest\u00e3o do trabalho, tem que fazer com que ele tamb\u00e9m tenha tempo para o trabalho\u201d, opinou Marina. \u201cComo tornar a educa\u00e7\u00e3o mais atrativa e, principalmente, de conseguir conciliar nas idades j\u00e1 maiores com o trabalho, a quest\u00e3o da gravidez, dos afazeres dom\u00e9sticos. Tudo isso faz com que o tempo da pessoa seja dividido em v\u00e1rias tarefas\u201d, concluiu.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Quatro perguntas para:<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Ricardo Henriques, superintendente-executivo do Insituto Unibanco<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Como avalia o fato de pretos e pardos terem menos acesso e menos anos de estudo do que os brancos?<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A gente observa que \u00e9 uma fotografia que segue coerente com o filme de discrimina\u00e7\u00e3o e desigualdade racial que a gente tem ao longo da nossa hist\u00f3rica. Est\u00e1 reduzindo um pouco, mas segue alt\u00edssimo. A grande quest\u00e3o \u00e9 que primeiro temos uma desigualdade racial na estrutura do Pa\u00eds, e ocorre um racismo que em regra \u00e9 negado ou ocultado. O que n\u00f3s vemos mais ainda \u00e9 que, de alguma forma, esse racismo estrutural naturalizado se traduz em mecanismos e pr\u00e1ticas no interior da escola que mant\u00e9m ou aumenta essa desigualdade racial. Como \u00e9 um sociedade que ainda nega seus tra\u00e7os racistas, a escola \u00e9 uma express\u00e3o desse racismo estrutural que pode ser ainda mais perverso. Acho que a hist\u00f3ria brasileira \u00e9 atravessada pela desigualdade racial, que estrutura a desigualdade social brasileira e na educa\u00e7\u00e3o como um todo isso acaba se revelando.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Por que o atraso e a evas\u00e3o escolar afetam mais a popula\u00e7\u00e3o negra?<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O tra\u00e7o mais importante \u00e9 na origem, o racismo. Na evas\u00e3o, os fatores que explicam s\u00e3o multidimensionais. A vulnerabilidade socioecon\u00f4mica da fam\u00edlia pressiona para que os mais jovens saiam da escola e v\u00e3o trabalhar. Isso afeta desproporcionalmente os jovens negros do que brancos, porque proporcionalmente os negros est\u00e3o em fam\u00edlias mais vulner\u00e1veis. H\u00e1 fatores econ\u00f4micos associadas \u00e0 evas\u00e3o e o Brasil se organizou de forma que naturalizou o padr\u00e3o de desigualdade. Isso rebate em suas estruturas e a mais n\u00edtida \u00e9 a educa\u00e7\u00e3o como um todo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>A educa\u00e7\u00e3o de jovens e adultos tem papel importante nesse ponto?<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Com certeza. O ensino b\u00e1sico regular deveria estar obcecado em reduzir a defasagem e garantir que jovens concluam os 12 anos obrigat\u00f3rios perto dos 17, 18 anos. Al\u00e9m disso, \u00e9 muito importante ter EJA que seja s\u00f3lida o suficiente para fazer essa corre\u00e7\u00e3o de rotas na pol\u00edtica educacional brasileira. \u00c9 necess\u00e1rio ter EJA de qualidade, mas est\u00e1 tentando corrigir problemas estruturais que fizeram com que jovens n\u00e3o constru\u00edssem sua escolaridade na idade adequada.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><strong>Quais pol\u00edticas p\u00fablicas em educa\u00e7\u00e3o poderiam ser adotadas para reverter esse cen\u00e1rio?<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A desigualdade de acesso \u00e9 baixa, a perman\u00eancia \u00e9 o desafio, de crian\u00e7as negras que come\u00e7am a sair mais cedo da escola. Tem problema no acesso, mas \u00e9 mais intenso a perman\u00eancia e a conclus\u00e3o. Ent\u00e3o, a pol\u00edtica educacional deve reconhecer o racismo estrutural brasileiro e criar instrumentos no campo pedag\u00f3gico que sejam capaz de ter estrat\u00e9gias adequadas a esses desafios. Em geral, as crian\u00e7as negras v\u00e3o estar submetidas a produzir defasagem, e a escola produz essa defasagem maior. \u00c9 fundamental que a pol\u00edtica educacional reconhe\u00e7a a desigualdade de origem, reconhe\u00e7a que o racismo organiza a sociedade, precisa formar professores e dar conta disso ao longo do processo. Dizer que desigualdade \u00e9 na origem social \u00e9 um modo de ocultar que ele \u00e9 racial. O econ\u00f4mico e social, a desigualdade de classe, s\u00e3o secund\u00e1rios frente \u00e0 desigualdade racial.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os dados sobre a escolariza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o brasileira v\u00eam melhorando, mas ainda mostram uma forte desigualdade, especialmente a partir da adolesc\u00eancia, quando parte expressiva dos jovens ainda interrompe os estudos. 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