{"id":10632,"date":"2020-06-22T18:06:02","date_gmt":"2020-06-22T21:06:02","guid":{"rendered":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/o-exemplo-de-setubinha\/"},"modified":"2020-06-22T18:06:02","modified_gmt":"2020-06-22T21:06:02","slug":"o-exemplo-de-setubinha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/abrelivros.org.br\/site\/o-exemplo-de-setubinha\/","title":{"rendered":"O exemplo de Setubinha"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">O Brasil se livrou na semana passada de um ministro da Educa\u00e7\u00e3o que nada se importava com Educa\u00e7\u00e3o. Deixemos ent\u00e3o Abraham Weintraub de lado, agora que ele finalmente se foi. E falemos do que as cidades brasileiras fizeram em suas redes de ensino durante a pandemia, mesmo sem qualquer articula\u00e7\u00e3o do governo federal.<\/span><\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\"><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Estudo divulgado um dia depois que Weintraub deixou o MEC mostra que 82% das redes municipais est\u00e3o oferecendo aulas ou conte\u00fados durante o fechamento das escolas. Claro que se pode olhar o copo meio vazio e dizer que 18% n\u00e3o conseguiram fazer nada. Mas diante da total falta de ajuda do minist\u00e9rio, \u00e9 uma vit\u00f3ria.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A pesquisa \u201cA Educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode parar\u201d foi feita pelo instituto Interdisciplinaridade e Evid\u00eancias no Debate Educacional (Iede) e pelo Comit\u00ea T\u00e9cnico de Educa\u00e7\u00e3o do Instituto Rui Barbosa (CTE-IRB). Foi ouvida uma amostra de 232 munic\u00edpios. Os n\u00fameros por regi\u00e3o mostram que Sudeste e Sul, as mais ricas, t\u00eam 100% das suas cidades com ensino remoto. No Norte e Nordeste, fica em torno de 75%.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A pesquisa traz relatos como o da cidade de Setubinha, em Minas Gerais, que fica a 500 quil\u00f4metros da capital e tem 11 mil habitantes. Toda semana, os professores elaboram atividades, tiram c\u00f3pias na secretaria da Educa\u00e7\u00e3o e entregam aos pais ou aos pr\u00f3prios alunos na escola. Nesse dia, os docentes explicam a atividade nova e recebem as que foram feitas na semana anterior.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u201cSe, por acaso, algum aluno n\u00e3o devolve, o professor vai at\u00e9 a casa dele, procura saber o que aconteceu e resolve o problema\u201d, conta o respons\u00e1vel pelo programa em Setubinha. A cidade \u00e9 extremamente pobre e rural. A prefeitura percebeu que n\u00e3o seria poss\u00edvel cobrar o uso do computador ou do celular dos alunos. Setubinha \u201cresolveu o problema\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Houve tamb\u00e9m munic\u00edpios que criaram 0800 para se tirar d\u00favidas, grupos e grupos de WhatsApp ou at\u00e9 passaram com carro de som avisando os pais sobre a import\u00e2ncia de ajudar os filhos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">E exemplos de extrema organiza\u00e7\u00e3o, como Guajar\u00e1 Mirim, em Rond\u00f4nia, que estabeleceu exatamente as fun\u00e7\u00f5es do professor neste momento de escolas a dist\u00e2ncia: \u201c1. Planejar as aulas n\u00e3o presenciais a serem desenvolvidas; 2. Apresentar \u00e0 supervis\u00e3o escolar com anteced\u00eancia as atividades elaboradas para aprecia\u00e7\u00e3o\u201d&#8230; e seguia at\u00e9 a \u00faltima, que \u00e9 \u201cregistrar as atividades pedag\u00f3gicas remotas desenvolvidas em portf\u00f3lio, constando relat\u00f3rios descritivos e fotogr\u00e1ficos das a\u00e7\u00f5es, com gr\u00e1ficos do resultado do rendimento do estudante\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">A pesquisa mostrou ainda que 79% dos munic\u00edpios j\u00e1 criaram estrat\u00e9gias para evitar o abandono escolar, indicado como um dos maiores riscos em tempos em que a escola fica fechada \u2013 seja em guerras, desastres naturais ou greves. Muitas delas ligam com frequ\u00eancia para os alunos que deixam de fazer contato. E 84% j\u00e1 t\u00eam projetos sobre como v\u00e3o organizar a volta \u00e0s aulas, coisa que muita escola particular ainda n\u00e3o sabe como fazer. A maioria planeja uma avalia\u00e7\u00e3o diagn\u00f3stica dos alunos para ver o que aprenderam no per\u00edodo em casa, medida recomendada por dez entre dez especialistas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">\u201cSucesso absoluto n\u00e3o \u00e9 nossa meta, mas j\u00e1 observamos bons resultados, pois os alunos est\u00e3o procurando pelos professores, solicitando ajuda e alguns pais procuram por n\u00f3s para agradecerem pelos filhos estarem dedicando uma parte do seu tempo, em casa, aos estudos\u201d, completa o relato da secretaria de Setubinha.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 12pt;\">Mesmo com a falta de estrutura, a cidade fez na pandemia o que se espera de uma escola. Manteve-se preocupada com seus alunos e se esfor\u00e7ou para que aprendessem sob qualquer circunst\u00e2ncia. Valores simples, mas que nunca passaram perto do nosso ex-ministro da Educa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil se livrou na semana passada de um ministro da Educa\u00e7\u00e3o que nada se importava com Educa\u00e7\u00e3o. Deixemos ent\u00e3o Abraham Weintraub de lado, agora que ele finalmente se foi. 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