Lei do Livro divide mercado editorial brasileiro

Com 1,92 m de altura e 100 kg, Pedro Corrêa do Lago é uma metáfora ambulante de seu próprio estilo. Adotando a linha “trator“, o presidente da Fundação Biblioteca Nacional tem mudado a cara da vetusta instituição e, também, angariado antipatias.    Estas não surgem tanto pelas alterações que vêm sendo feitas na FBN desde janeiro de 2003, quando Corrêa do Lago assumiu, mas pelos superpoderes desse carioca de 46 anos. Com a morte do poeta Waly Salomão em maio do ano passado, a Secretaria do Livro e da Leitura foi extinta e suas atribuições passaram para a Biblioteca Nacional. Hoje, Corrêa do Lago é a voz do governo quando o assunto é literatura.    “O problema é saber se os poderes pertencem ao cargo ou ao Pedro, que é muito centralizador. Se ele sair, como fica? As decisões sobre livro no Brasil precisam ter uma continuidade“, diz um editor, pedindo anonimato.  Se os editores ainda não batem abertamente de frente com Corrêa do Lago, um dos motivos é a expectativa em torno da Lei do Livro. Aprovada no Senado em 31 de outubro de 2003, a Lei 10.753 precisa ser regulamentada por decreto presidencial. E o governo determinou que

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De Páginas Fechadas

Mesmo quando quer, o brasileiro não consegue ler. Existem hoje no Brasil 5.035 bibliotecas, de acordo com levantamento do governo federal. A organização não-governamental (ONG) Leia Brasil calcula que o país precisaria ter, pelo menos, 11.300 acervos para consulta.    Confira a matéria na íntegra no link abaixo:De Páginas Fechadas(Necessita do programa Adobe Acrobat Reader)

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Divulgada a Sinopse da Educação Básica de 2003

O ensino fundamental regular teve quatro milhões de alunos reprovados e foi abandonado por 2,9 milhões de estudantes em 2002. Os aprovados somam 27,8 milhões. Os concluintes, 2,8 milhões. Os dados fazem parte da Sinopse da Educação Básica de 2003, divulgada hoje, dia 2, pelo presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep/MEC), Eliezer Pacheco, e pelo titular da Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC), Francisco das Chagas Fernandes.    A Sinopse reúne dados de todos os níveis e modalidades de ensino da educação básica coletados pelo Censo Escolar. As informações, apresentadas por unidade da Federação, referem-se a matrícula, funções docentes, estabelecimentos, turmas, rendimento e transporte escolar. Os dados estão acessíveis na página eletrônica do INEP.    Em relação aos anos anteriores, o número de alunos reprovados manteve-se elevado. Em 2001, foram 3,9 milhões e em 2000, 3,8 milhões. Já os alunos que abandonaram os estudos, que eram 2,9 milhões em 2001, foram 3,4 milhões no ano anterior.    Segundo Eliezer Pacheco, apesar da ampliação do acesso ao ensino fundamental e médio nos últimos anos, é necessária a implantação de políticas de melhoria da qualidade da educação. “Precisamos de uma escola que garanta a permanência e o sucesso escolar

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Encontro do Proler

Entre 21 e 23 de junho vai acontecer o 11o Encontro Nacional do Proler (Programa Nacional de Leitura), que pela primeira vez reunirá pelo menos um representante de cada um dos 84 pólos espalhados por todas as regiões do País. Além de conhecer o Fome de Livro e as propostas do Governo Federal para a elaboração da política nacional de leitura, livro e bibliotecas, os participantes vão discutir e apresentar propostas em cada um dos eixos estratégicos do programa. O encontro será em Ribeirão Preto (SP), junto com a Feira Nacional do Livro (que acontece de 18 a 27/6 na cidade).      Encontro dos Sistemas Estaduais de Bibliotecas  Junto com o Encontro do Proler, também acontecerá em Ribeirão Preto, entre os dias 21 e 23 de junho, o Encontro Nacional dos Sistemas Estaduais de Bibliotecas Públicas, que vai reunir os dirigentes responsáveis pelas políticas de bibliotecas em todos os estados brasileiros. Os coordenadores estaduais (que já vêm colaborando na elaboração do diagnóstico com as mais de mil cidades brasileiras sem bibliotecas públicas) vão conhecer em detalhes o Fome de Livro e as suas etapas de implantação e, ainda, discutir e ajudar na construção do programa.     Encontro de Pesquisadores

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Plenário aprova língua espanhola no ensino médio

O Plenário do Senado aprovou na quinta-feira (20) o projeto de lei da Câmara (PLC 112/03) que determina a obrigatoriedade da oferta do ensino da língua espanhola nos currículos de ensino médio. A proposição, de autoria do deputado Átila Lira, determina que a matrícula na disciplina será facultativa.     Foi aprovada emenda da Comissão de Educação (CE) que excluiu a obrigação de que a oferta da disciplina fosse feita no horário regular de aulas. Modificado, o projeto volta ao exame da Câmara dos Deputados.   A proposta dá um prazo de cinco anos para as escolas se adaptarem à nova lei. Também faculta a oferta da disciplina para a 5ª à 8ª séries do ensino fundamental. Outra inovação é a determinação de que os sistemas públicos de ensino implantem Centros de Ensino de Língua Estrangeira. Caberá aos Conselhos Estaduais de Educação e do Distrito Federal normatizar a execução da lei.     Ao defender a aprovação da proposta, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) lembrou ter apresentado projeto semelhante, retirado em virtude de a proposição do deputado ser mais antiga.        

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Rivais no campo, parceiros nas letras

O maior clássico do futebol sul-americano será palco do lançamento de uma iniciativa inédita em estádios brasileiros. É o projeto “Ler também é uma paixão”, da Unesco no Brasil, que vai distribuir livros com crônicas e contos de autores nacionalmente conhecidos antes dos jogos. Só na partida entre Brasil e Argentina, na quarta-feira, no Mineirão, serão dados aos torcedores 42 mil exemplares da primeira publicação da série, que apresenta três textos do jornalista e cronista esportivo Armando Nogueira: “A alegria de um coroa”, “Pelada de Subúrbio” e Menino-que-chega”. A capa tem a reprodução do quadro “Futebol”, do pintor brasileiro Cândido Portinari.     O projeto “Ler também é uma paixão” une os dois rivais que estarão em campo, uma vez ele segue o modelo do programa “Cuando leés, ganás siempre”, implantado pelo Ministério da Educação, Ciência e Tecnologia da Argentina. O objetivo dos dois projetos é estimular o interesse pela leitura com textos cujo tema é o futebol. Outros títulos serão distribuídos pelo Ministério do Esporte em estádios de todo o país em partidas do Campeonato Brasileiro.     O lançamento do programa, às 20h, no Mineirão, contará com a presença de autoridades como o ministro da Ciência e Tecnologia

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Começa a distribuição dos guias para escolha dos livros didáticos

Já começaram a chegar nas 45 mil escolas públicas de 5ª a 8ª série de todo o País os guias impressos para a escolha dos livros didáticos das cinco disciplinas obrigatórias: Português, Matemática, Ciências, Geografia e História. A distribuição do Guia termina na primeira quinzena de junho e os professores têm até o dia 25 de junho para concluir a escolha dos títulos.    Em seguida, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), responsável pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) do Ministério da Educação, vai iniciar o processo de negociação com as 16 editoras inscritas para aquisição dos 65 milhões de livros previstos. Depois de recebidas, as publicações serão mixadas e entregues aos Correios, que as encaminhará às escolas. Os livros devem ser distribuídos até o final do próximo semestre, a fim de chegar aos alunos no início do ano letivo de 2005.    As demais séries já foram contempladas com o PNLD do ano passado. Como a durabilidade prevista para os livros é de três anos, a renovação dos títulos, com nova escolha, se dará no ano que vem.    Guia – O Guia do PNLD 2004 contém 92 resenhas de livros. A edição atual vem sem

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Professor da rede pública põe o filho na particular

O dinheiro é curto, mas não para a educação. Apesar de se considerar pobres ou de classe média baixa, os professores brasileiros preferem sacrificar parte da sua renda familiar e pôr os filhos em escolas particulares. A pesquisa O Perfil dos Professores Brasileiros, divulgada ontem pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), mostra que 54% dos 5 mil entrevistados escolheu pagar pela educação dos filhos.     Uma decisão que, mesmo quando a escola não está entre as mais caras, pode comprometer parte da renda familiar. A maioria (65,5%) tem renda de até 10 salários mínimos e um terço ganha no máximo R$ 1,2 mil. Os pesquisadores apontam essa tendência como um esforço dos professores em garantir a “mobilidade social“ para seus filhos – um futuro melhor do que eles tiveram.     A maior parte dos professores estudou em escolas públicas e hoje dá aulas no mesmo tipo de instituição. Apesar de ainda terem uma renda baixa, o estudo garantiu a essas pessoas uma vida melhor do que a de seus pais. A pesquisa mostra que 64,2% dos atuais professores têm pais que não completaram o ensino fundamental. “Há uma aposta dos professores na educação

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O olho da “Caras”

O governo brasileiro paga menos do que uma revista “Caras“ por cada livro adquirido para distribuição nas escolas. O preço médio das compras governamentais é de R$ 4, a quilômetros de distância do preço médio dos didáticos vendidos no mercado: R$ 16,94.    Os cálculos são de um veterano do ramo didático, o editor José Bantim Duarte. Ex-diretor da Ática, da Ediouro e da Macmillan, hoje sócio da editora Disal, de livros para ensino de idiomas, ele defende que vender para o mercado é “mau negócio“, “um mau negócio do qual as editoras não podem sair“.    As compras efetivadas pela Viúva (como diz o colega Gaspari) são, de fato, 69% do bolo dos didáticos. E, por mais que 95% do espaço dedicado aos livros na mídia trate das obras chamadas “trade“, os romances, ensaios etc., são os didáticos (e o governo) que mandam no jogo. Segundo o Diagnóstico do Mercado Editorial, feito pela CBL e pelo Snel, em 2003 os didáticos ocuparam 63% da produção e 54% do faturamento 

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