Literatura chega a milhões de alunos em todo o País

O Programa Nacional de Bibliotecas Escolares distribuiu mais de oito milhões de coleções de livros de literatura para alunos do ensino fundamental e da educação de jovens e adultos em 2003. Ao todo, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) investiu cerca de R$ 43,5 milhões, um aumento considerável em relação ao ano anterior, quando foram investidos R$ 19,5 milhões.  
 
Somente os alunos da 4ª série receberam mais de quatro milhões de unidades de kits do programa Literatura em Minha Casa, formados por dez coleções de editoras diferentes, cada uma composta por cinco livros infantis. O objetivo do programa é cultivar, desde cedo, o gosto pela leitura. 
 
Entre obras clássicas de literatura e poesia, os estudantes tiveram acesso a 50 títulos diferentes, de autores como Machado de Assis, Cora Coralina, Mark Twain e Paulo Leminski. Uma mesma classe recebe coleções diferentes para que todos os títulos circulem no grupo, e os alunos levam o presente para casa. Os livros têm encadernação resistente, com bom acabamento, e abrangem diversos gêneros literários.  

Charrete – As coleções do Literatura em Minha Casa passaram por uma rigorosa seleção no MEC. A coordenadora geral de estudos e avaliação de materiais didáticos e pedagógicos do Ministério, Nabiha Gebrim, explica que as 24 seleções (dez da 4a série, dez da 8a e quatro para jovens e adultos), que somam 114 títulos, foram avaliadas por um colegiado de 180 professores. “Cada título é julgado segundo critérios de qualidade do texto, pertinência do tema para a faixa etária proposta, autoria, projeto gráfico, ilustrações e projeto editorial”, afirma. 
 
O destino final dos livros infantis pode ser a sala de aula, a casa dos alunos ou lugares impensáveis para quem acha que seu lugar é somente a estante. Marta Maria Oliveira de Carvalho, do Grupo de Atividade do Livro Didático (GALD) do Amapá, recebe obras de vários programas do MEC e do Ministério da Cultura e os leva a crianças na cidade e na beira dos rios. Os livros chegam à população ribeirinha num barco da Justiça estadual. “A gente sonhava em fazer um expresso livreiro com um ônibus”, conta ela. Mas, na falta de ônibus, ela recorre à charrete de um amigo. A “Charrete Cultural” estaciona periodicamente em praças da cidade de Macapá e oferece às crianças atividades como leitura de histórias e teatro.  

 

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