Mais liberdade para as escolas no uso dos livros

A partir deste ano, as escolas passam a escolher os acervos de livros de literatura distribuídos pelo Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE). Outra novidade é que os livros agora são destinados para uso coletivo nas escolas e não mais entregues individualmente para alunos de algumas séries. 
 
A escolha dos livros deve ser feita até o dia 19 de setembro na página eletrônica do FNDE, que disponibiliza a relação dos 15 acervos de livros de literatura, totalizando 300 títulos. Cada acervo é formado por 20 livros. 
 
“A escola é o espaço privilegiado para a leitura”, afirma Jeanete Beauchamp, diretora de Políticas de Educação Infantil e Ensino Fundamental da Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC). “A partir de agora, as crianças terão acesso aos livros na forma em que foram concebidos em seus aspectos gráficos e em seu formato original.” Cerca de 3,5 milhões de livros serão distribuídos para 134 mil escolas públicas com séries iniciais (1ª a 4ª ou 1ª a 5ª, onde há ensino fundamental de nove anos), beneficiando 17 milhões de alunos. 
 
Nos anos anteriores, o PNBE distribuiu livros editados especialmente para o programa, com capa colorida, miolo impresso em preto e branco e formato padrão. A partir de 2005, as crianças em fase de aprendizado da escrita terão acesso a livros com ilustrações coloridas, tamanhos e formatos diferentes, alguns confeccionados em papel cuchê. 
 
Os 15 acervos apresentam vários gêneros de texto, como poesias, quadras, parlendas, cantigas, contos, crônicas, teatro, textos de tradição popular, mitologia, lendas, fábulas, apólogos, contos de fadas e adivinhas. Os livros foram selecionados por uma equipe da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) composta tanto por especialistas em literatura como por especialistas em educação. 
 
Beauchamp acredita que além da distribuição de livros é preciso investir na formação de mediadores. A política de formação de leitores, da qual o PNBE passa a fazer parte, prevê a formação continuada de professores e a instalação de centros de leitura nos municípios. O tema foi discutido por cerca de três mil participantes, entre eles cerca de 1,5 mil representantes de secretarias municipais de educação, em dez encontros estaduais realizados no primeiro semestre desse ano. 
 
A Rede de Formação Continuada de Professores da Educação Básica, formada por 19 universidades, desenvolverá programa de formação de professores mediadores. O Pró-Letramento, formação nas áreas de português e matemática destinada a professores das séries iniciais, já tem um fascículo sobre organização e uso da biblioteca escolar e das salas de leitura produzido pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). 
 
O MEC já tem recursos disponíveis para municípios que queiram fazer a formação continuada de professores e implantar centros de leitura. Também está prevista a criação de cinco centros de leitura, um para cada região do país, que servirão como referência local para o desenvolvimento de práticas de leitura nas escolas.  
 
Conheça os acervos
 
 


 

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