Conheça projetos inovadores para o ciclo de alfabetização

Há mais de 50 anos, com o objetivo de despertar a consciência internacional e firmar um compromisso para o desenvolvimento da educação, a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) instituiu o Dia Internacional da Alfabetização, que é celebrado em 8 de setembro. Nesse período, apesar de conquistar avanços significativos nesse indicador, o Brasil ainda tem 11,3 milhões de analfabetos entre a população de 15 anos ou mais.

Também é longo o caminho para atingir a Meta 5 do PNE (Plano Nacional de Educação), que estabelece que até 2024 todas as crianças devem ser alfabetizadas, no máximo, até o terceiro ano do ensino fundamental. Para entender essa meta na prática, basta olhar para o que diz ANA (Avaliação Nacional da Alfabetização). Em 2016, apenas 45,3% das crianças do terceiro ano do ensino fundamental tinham aprendizagem adequada em leitura, 66,1% em escrita e 45,5% em matemática. Os dados do Censo Escolar ainda mostram que 9,4% dos estudantes são reprovados no fim do atual ciclo de alfabetização.

Diante desse cenário, o Observatório do PNE aponta que o país tem como seus principais desafios a melhoria da formação inicial e continuada dos professores, o desenvolvimento de novas políticas de distribuição de livros e de formação de bibliotecas acessíveis a todas as crianças e jovens em idade escolar, além de fortalecer comunidades leitoras nas instituições.

Para além das discussões sobre os melhores métodos de alfabetização, revista norte-americana Edweek, especializada em educação, apontou quatro tendências para a alfabetização atual: interação, ambientes personalizados, criação de histórias e envolvimento dos pais.

Conforme essas tendências, o Porvir fez uma seleção de iniciativas desenvolvidas por educadores de todo país que estão inovando no desenvolvimento de projetos voltados para alfabetização. Confira:

Cultura local e canções

No Recife (PE), o professor Givanilson Soares da Silva recorreu a músicas de artistas da periferia para trabalhar estruturas silábicas com os alunos. Além de usar as suas próprias composições, o professor também levou em conta o gosto musical da classe, criando paródias das músicas que eles escutavam.

Brincadeiras e criações autorais

Um ambiente personalizado com cartazes e produções das crianças, atividades lúdicas e momentos de leitura em diferentes no corredor, embaixo da árvore ou até mesmo no corredor da escola. Essa foi a estratégia adotada pela professora Liciane de Fátima Xavier Lourenço, de Curitiba (PR) para aproximar a leitura ao cotidiano dos seus alunos.

Oficinas de letramento para os responsáveis

Com oficinas de letramento para famílias, a professora Juliana Fernandes, de Santos (SP), mostrou aos seus responsáveis como as crianças aprendem a ler e escrever. Durante a atividade, a educadora também apresentou intervenções adequadas para diferentes situações que poderiam ocorrer no ambiente familiar.

Diários na sala de aula

Ao notar que a turma do terceiro ano sentia necessidade de falar da sua vida, a professora Adriana Ribeiro, de Curitiba (PR), começou a trabalhar com um diário em sala de aula para estimular a leitura e escrita a partir da produção de relatos pessoais.

Leitura em família

Em Fortaleza (CE), a professora Tereza Mara Uchôa desenvolveu o projeto “Leitura em Família”. Com contos, quadrinhos, adivinhações e até uma obra sobre Fortaleza, ela montou kits para as crianças levarem para casa e compartilharem em um caderno de registros como foi o momento de leitura

 

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