Novo relatório mostra os hábitos de consumo de livros digitais e de audiolivros

Rüdiger Wischenbart, parceiro do PublishNews em diversos projetos como o CEO Talk da Feira do Livro de Frankfurt e o Global 50 - The Ranking of International Publishing, acaba de colocar no ar mais um dos seus relatórios que buscam entender as dinâmicas da indústria global do livro. Trata-se do The Digital Consumer Book Barometer 2019, uma pesquisa pioneira que explora tendências de vendas dos livros digitais em cinco países: Alemanha, Canadá, Espanha, Holanda e Itália.

Tendo por base os números de vendas oferecidos pelos principais agregadores digitais em operação nesses países, o relatório monitora e analisa o impacto de parâmetros-chave como sazonalidade, preço e gênero. O mapeamento, acredita Rüdiger, vai permitir que autores, editores e varejistas otimizem suas estratégias de catálogo, assim como ajustem suas abordagens de marketing.

O relatório aponta, por exemplo, que as estratégias de precificação vão acontecer de acordo com o perfil dos livros. Livros digitais publicados de forma independente, por exemplo, favorecem vendas massivas de unidades com preços muito baixos. Há ainda categorias cujos preços fazem referência às versões paperback e aquelas que têm como parâmetro os preços cobrados nas versões capa dura. Entender e atribuir o preço correto para cada um desses segmentos é fundamental para o sucesso dos livros digitais, aponta Rüdiger.

O relatório mostra ainda que, no geral, na maioria dos mercados, as vendas estão distribuídas de forma mais uniforme ao longo das estações do ano, com uma leve queda em janeiro e fevereiro – meses que marcam o auge do inverno no Hemisfério Norte. Na Holanda, porém, os picos de verão são mais altos do que em outros lugares. A comparação entre diferentes países releva não apenas similaridades, mas padrões específicos também. Em geral, as curvas que fazem a relação entre unidades vendidas (volume) e receita gerada (valor) são notavelmente sincronizadas. No entanto, na Alemanha, os picos de férias indicam a disposição dos consumidores a gastarem em e-books mais caros. Isso não se repete em nenhum outro mercado analisado.

O relatório faz uma análise da performance dos audiolivros na Alemanha. Antes de entrar a fundo nos números, Rüdiger faz um apontamento importante a respeito da metodologia. Os dados para análise dos audiolivros têm por base os números da Bookwire e levam em consideração apenas as vendas a la carte, deixando de fora as vendas via subscrição. O mercado alemão de audiolivros representa 180 milhões de euros e responde por algo entre 30% e 50% de toda a receita digital das editoras participantes. E esse número tem apontado para cima. Entre 2016 e 2017, o faturamento desse segmento cresceu 20%. Entre 2017 e 2018, o crescimento foi de 38%. Os alemães estimam uma audiência de 18 milhões de leitores-ouvintes adultos. Cinquenta e três por cento dos usuários ouvem seus livros no transporte público e 50% enquanto dirigem um carro. As estações mais fortes para os audiolivros são o início da primavera, as férias de verão e o final do ano.

O documento patrocinado pela Bookwire, DeMarque, Libranda e a International Publishing Distribution Association (IPDA), pode ser baixado gratuitamente clicando aqui.

 

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