BNCC aprovada: foca agora é na formação dos professores

Com o documento da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) finalizado – aguardando apenas a homologação pelo Ministério da Educação (MEC) da parte que se refere ao ensino médio – o centro das atenções passa a ser a formação com qualidade dos professores, para que de fato as diretrizes da Base sejam desenvolvidas na sala de aula, uma vez que não adianta exigir mudança na sala de aula sem dar condições aos docentes.

O relator do Conselho Nacional de Educação (CNE) que dará as diretrizes na formação dos professores da BNCC será Mozart Ramos, atual diretor de Articulação e Inovação do Instituto Ayrton Senna e quase ministro da Educação do governo Bolsonaro (chegou a ser anunciado pela imprensa e com discordâncias políticas houve mudança). O anúncio foi feito na manhã desta quarta-feira, 13, em um evento em São Paulo sobre BNCC que reuniu especialistas da área de educação.

Mozart revelou que na próxima segunda, 17, ele terá uma reunião com o MEC para criar estratégias de encontros com universidades, reitores, fóruns de licenciaturas e “articular viagens a países que há uma boa formação de professores para a gente trazer coisas nossas no campo de formação, como fizemos na elaboração do currículo”, explica o agora relator.

Currículo pedagógico da BNCC

Quando se discute currículo se discute que tipo de ser humano se quer criar, é o que afirma Miguel Thompson, presidente do Instituto Singularidades, o qual é a favor da BNCC e afirma que o documento busca integrar o aluno com o mundo globalizado composto de cultura digital e diversidade.

Ao ler toda a Base, Thompson conta que encontrou 56 vezes a palavra ou sinônimos de democracia e 236 vezes a palavra ou sinônimos de religião, o que ele não vê como positivo por acreditar que houve uma força política ideológica que atuou de maneira mais forte e conseguiu colocar seus ideais 236 vezes.

Pré-escola

“Pela primeira vez o Brasil tem uma especificação de direito para cada período educacional”, afirma Nilma Santos Fontanive, vice-presidente da Câmara de Educação Básica do CNE, uma vez que a BNCC exige que toda escola desenvolva nos alunos as competências e habilidades inclusas no novo currículo pedagógico, torando direito de toda criança e jovem o acesso a ela.

Fontanive salientou que o Brasil não tem tradição de fazer uma avaliação do que as crianças estão aprendendo e que “temos que avaliar se os direitos de aprendizados estão sendo oferecidos para eles brincarem, aprenderem e ser eles mesmos”.

Portanto, de nada vale criar uma Base bonita no papel “só que com crianças são sendo qualificadas”, alerta a vice-presidente, que explica que essa avaliação em creche e pré-escola não pode ocorrer por meio de provas e sim por meio de observação. “Se eu não consigo avaliar eu não consigo intervir e com isso não consigo evoluir”, afirma. A saída seria o governo disponibilizar ferramentas e orientar as escolas a medirem as práticas realizadas com as crianças.

 





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