Dória fala que vai mudar como são feitas as compras de livros para bibliotecas em SP

“Mais do que um ambiente para armazenar um acervo de livros, as bibliotecas precisam ser compreendidas como espaço de convivência e diversão”, com esse argumento, o secretário de Cultura da cidade de São Paulo justificou o lançamento do programa Biblioteca Viva, que quer transformar os 54 equipamentos públicos em polos de cultura espalhados pela capital paulista.

As mudanças, segundo o apresentado pelo alcaide e pelo secretário, devem começar a ser sentidas pela população nos próximos três meses. A Cultura estabeleceu nove eixos de transformação que pretendem revitalizar as bibliotecas com programação regular, atividades culturais, acesso a wi-fi gratuito, funcionamento aos domingos e abertura de cafés dentro dos prédios.

Mudança também na forma de aquisição de acervos. Durante o evento, Sturm anunciou que fará compras diretamente com as editoras e não mais via distribuidoras. O prefeito adiantou que fará pedidos de doações para editores. Com isso, eles esperam dar agilidade à renovação dos estoques.

Essa não é a primeira vez que a atual gestão fala em pedir doações às editoras. Charles Cosac, o ex-sócio da extinta Cosac Naify que comanda hoje a Biblioteca Mário de Andrade – a maior biblioteca pública de São Paulo – , já havia dito que vai passar o chapéu entre amigos editores em busca de novos exemplares para a biblioteca.

Em 2016, as bibliotecas de São Paulo foram visitadas por 1.080.009 pessoas que tomaram 641.834 livros emprestados. Houve queda no número de livros em acervo na comparação com o ano anterior. Se em 2015, as bibliotecas tinham 2.447.226, em 2016, fecharam com 2.249.042, quase 200 mil livros a menos.

Confira abaixo os nove eixos do Biblioteca Viva:

1- Ampliação do horário de atendimento: todas as bibliotecas públicas funcionarão aos domingos, por um período de pelo menos 4 horas;

2 - Wi-fi livre e gratuito em todas as bibliotecas: 19 delas já oferecem o serviço;

3 - Mapeamento do acervo e reformulação da política de aquisição para melhorar a oferta de lançamentos;

4 - Alterar a exposição dos livros de forma que sejam visualizados pelas capas e não mais apenas pelas lombadas;

5 - Programação artística: regularidade na oferta de atividades de diversas linguagens como dança, teatro, música, circo etc. A ideia é transformar a biblioteca em um espaço de uso múltiplo;

6- Novas categorias de organização como humor, amor, literatura policial, ficção científica, fantasia, mangás, etc., que são mais atrativas para o público;

7- Treinamento das equipes que atuam nas bibliotecas públicas por meio de cursos de atualização e atividades culturais para formação;

8- Embaixadores das bibliotecas: autores consagrados que apadrinham as bibliotecas e se envolvem na curadoria de programações literárias;

9- Integração das bibliotecas com os saraus literários, que ocupam uma cena cultural vibrante e poderão circular pelas unidades da rede levando propostas contemporâneas de interação com a literatura.

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