Ministro da Educação busca se descolar de evangélicos e exalta professores

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, buscou se descolar hoje da bancada evangélica afirmando que não representa o grupo e não está no cargo para fazer "pregação". Ele também indicou que sua gestão deverá se dedicar mais à valorização de professores.

"Não sou de partido nenhum, não represento nenhum partido, não represento grupo nenhum, tampouco até mesmo o grupo evangélico. Tenho conversas com eles, mas não represento", disse.

Em seguida, defendeu que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) "pagou o preço" de colocar alguém que não era conhecido do grande público como ministro da Educação, pois poderia ter "loteado" a pasta em busca de apoio partidário ou ideológico angariando "talvez duas centenas de apoiadores".

Ribeiro criticou a eventual atitude de um presidente distribuir cargos a aliados políticos no Ministério da Educação e falou que isso era feito em gestões anteriores. O governo Bolsonaro se aproximou, porém, dos últimos meses do centrão no Congresso Nacional em busca de maior apoio no Parlamento em troca de cargos na administração pública e liberação prioritária de emendas.

"[Bolsonaro escolheu] Um pastor, como sou. Embora não esteja aqui fazendo pregação nem o MEC, minha visão é outra sobre o meu trabalho, mas ele se expôs politicamente ao me colocar aqui e isso mostra a firmeza em seus propósitos", afirmou Ribeiro.

As declarações foram dadas hoje na divulgação do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), em Brasília. Perante representantes da rede de educação do país no auditório, o ministro afirmou que o governo Bolsonaro tem propósitos, valores e princípios quanto à educação que devem prevalecer, mas não ser "dono da verdade".

Ribeiro também falou que prepara para outubro uma discussão sobre os salários de professores e indicou que sua gestão buscará valorizar o pagamento dos docentes. Ele criticou a necessidade de parcela de professores terem de trabalhar até três turnos para ganhar um sustento mínimo à família.

"Gostaria muito de mudar um pouquinho do eixo da atenção do MEC. Alunos, estrutura, formas de ensino e, agora, gostaria de dar atenção mais perto aos professores. Um professor bom embaixo de uma árvore impacta a vida de um aluno e é isso que a gente precisa. Capacitar mais os professores e valorizá-los", falou.

 

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